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terça-feira, 20 de agosto de 2019

TESE LULA LIVRE PARA MUDAR O BRASIL (CNB)


Caras companheiras e companheiros, segue aqui a íntegra de nossa Tese "LULA LIVRE PARA MUDAR O BRASIL!" apresentada ao 7º Congresso Nacional do PT que excedeu bastante o tamanho estabelecido pelo Partido para as teses. Tivemos, na verdade, que fazer um drástico resumo para caber no tamanho oficial. No entanto, dada a importância e a qualidade de muitos textos e/ou trechos que não foi possível aproveitar na tese resumida, decidimos publicar aqui a versão integral para contribuir com o debate.
Att. Comissão de Tese CNB..

Baixe aqui o Caderno de Teses:



quarta-feira, 8 de maio de 2019

Íntegra do pronunciamento feito por Lula antes da entrevista ao El País e Folha


“Minha condenação injusta e minha prisão ilegal há mais de um ano são mais que o resultado de uma farsa jurídica. São consequências diretas do fracasso social, econômico e político do golpe do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016. Aquele golpe começou a ser preparado em 2013, quando a Rede Globo usou sua concessão pública para convocar manifestações de rua contra o governo e até contra o sistema democrático. Tudo valia para tirar o PT do governo, inclusive a mentira e a manipulação pela mídia.

Isso aconteceu quando nossos governos tinham alcançado nossas maiores marcas: multiplicamos o PIB por várias vezes, chegamos a 20 milhões de novos empregos formais, tiramos 36 milhões da miséria, levamos 3,5 milhões de jovens à universidade, acabamos com a fome, multiplicamos de modo espetacular a produção e comércio da agricultura familiar, multiplicamos por quatro a oferta de crédito. E isso em meio a uma das maiores crises do capitalismo na história mundial.

O novo Brasil que estávamos criando, junto com o povo e as forças produtivas nacionais, foi retratado pela Rede Globo e seus seguidores na imprensa como um país sem rumo e corroído pela corrupção. Nem em 1954, contra Getúlio, nem em 1964, contra Jango, se viu tanta demonização contra um partido, governo ou presidente. Centenas de horas no Jornal Nacional e milhares de manchetes e capas de revistas contra nós. Nenhuma chance de defender nossas opiniões.

Mesmo assim, em 2014, derrotamos os poderosos nas urnas pela quarta vez consecutiva. Para quem não conhece o Brasil: nossas “elites” dizimaram milhões de indígenas desde 1.500; destruíram florestas e enriqueceram por 300 anos à custa de escravos, tratados como bestas; colonos e operários tratados como servos; divergentes como subversivos; mulheres como objeto, e diferentes como párias. Negaram terra, dignidade, educação, saúde e cidadania ao nosso povo.

Mas a Globo, o mercado, os representantes dos estrangeiros, os oportunistas da política e os exploradores da gente simples disseram que era preciso tirar o PT do governo para resolver os problemas do Brasil. Hoje o povo brasileiro sabe que foi enganado.

Criamos o PT, em 1980, para defender as liberdades democráticas, os direitos do povo e dos trabalhadores. O acúmulo das lutas do PT e da esquerda, do sindicalismo, dos movimentos sociais e populares nos levou a consolidar um pacto democrático na Constituinte de 1988. Esse pacto foi rompido pelo golpe do impeachment em 2016 e por seu desdobramento, que foi minha condenação sem culpa e minha prisão em tempo recorde para não disputar eleições.

Reafirmo minha inocência, comprovada por todos os meios de prova nas ações em que fui injustamente condenado pelo ex-juiz Sergio Moro, sua colega substituta e três desembargadores acumpliciados do TRF-4. Repudio as acusações levianas dos procuradores da Lava Jato e denuncio Deltan Dallagnol, que nunca teve a coragem de sustentar ante meus olhos as mentiras que levantou contra mim, minha esposa e meus filhos.

Mais de um ano depois de minha prisão arbitrária, está cada dia mais claro para o povo brasileiro que fui injustiçado para não ser candidato nas eleições presidenciais do ano passado, nas quais, segundo todas as pesquisas de opinião pública, teria sido eleito em primeiro turno contra todos os adversários. O povo sabe que minha prisão teve motivos políticos. Posso dormir com a consciência tranquila por ser inocente. Os que me condenaram, não.

Fui condenado sem provas e sem crime; minha pena ilegal foi agravada pelo arbítrio de três desembargadores do TRF-4, tão parciais quanto o ex-juiz Moro; os recursos de minha defesa, lastreados em argumentos sólidos, foram ignorados burocraticamente pelo STJ; meus direitos políticos foram negados –contra a lei, a jurisprudência e uma decisão da ONU – pela Justiça Eleitoral.

Mesmo assim minhas ideias e meus ideais continuam vivos na memória e no coração do povo brasileiro. Mantenho minha esperança e confiança no futuro, em um julgamento justo, por causa das generosas manifestações de solidariedade que recebo todos os dias aqui em Curitiba, por parte de companheiros maravilhosos da Vigília e de todos os cantos do Brasil e do mundo.

Eu sei muito bem qual é o lugar que a História nos reserva, meus companheiros e companheiras. E sei também quem estará na lixeira dos tempos quando o povo vencer mais essa batalha. Mais importante do que isso: sei que a injustiça cometida contra mim recai sobre o povo brasileiro, que perdeu direitos, oportunidades, salário justo, emprego formal, renda e esperança num futuro melhor.

Hoje estou aqui para falar com jornalistas, como sempre fiz ao longo da vida. Na verdade, para falar com nosso povo. Esse direito me foi negado por mais de sete meses e durante o processo eleitoral, o que estava absolutamente fora da lei.

Mas guardo comigo uma certeza: preso ou livre, censurado ou não, tenho com o povo brasileiro uma comunhão eterna que o tempo não vai apagar. Contra todos os poderosos, contra a censura e a opressão, estaremos sempre juntos por um Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos.”

Luiz Inácio Lula da Silva

Assista o momento em que Lula lê a carta: - https://www.facebook.com/institutolula/videos/2216653145094192/

segunda-feira, 18 de março de 2019

A ultradireita tenta impor um projeto de nação




O fortalecimento dos partidos e organizações políticas de ultradireita já é hoje um fenômeno mundial, inclusive em países europeus onde imperou por décadas a bandeira da social democracia ou do socialismo democrático. Mas aqui no Brasil esse movimento ultraconservador já vinha crescendo há mais ou menos uma década, mas começou a aparecer com uma maior nitidez a partir de 2013 e culminou em 2018 com a vitória dos partidos de extrema direita nas eleições presidenciais.

O avanço da extrema direita começa a despontar justamente durante as mobilizações de protesto contra o aumento do preço das passagens de ônibus na cidade de São Paulo, em junho de 2013, com um acréscimo de R$ 0,25 que serviu como pretexto. Os protestos em massa encabeçados pelo movimento estudantil paulistano acabaram por se transformar em uma mobilização nacional com passeatas e atos em todo o país, que abrangiam o mais variado escopo de protestos com uma variedade de temas que iam de política a religião. O que também se viu nas ruas foi um desfile de aberrações, tais como uma insana apologia à ditadura militar, pedidos de intervenção militar e manifestações de intolerância contra quem pensasse diferente.
Este movimento nacional acéfalo não somente levou centenas de milhares de pessoas às ruas, mas também caiu como uma luva para os partidos de direita que já faziam oposição radical aos governos de esquerda potencializarem a sua campanha de difamação da esquerda e de estímulo ao ódio nas disputas políticas em todos os seus níveis. E propiciou o surgimento de organizações conservadoras oportunistas, com discursos raivosos anti-esquerda, para disputar espaço com os movimentos históricos que sempre atuaram na defesa da democracia.
A partir daí teve início uma campanha sórdida de desestabilização político-social do governo Dilma Rousseff, que recrudesceu a partir da sua reeleição em 2014, principalmente no Parlamento dominado pela centro-direita, que terminou com o mal afamado golpe midiático-parlamentar que derrubou a presidenta em 2016. O restante da história todos nós sabemos de cor e salteado.

Todos esses acontecimentos políticos, acompanhados do uso criminoso das redes sociais e do whatsapp, contribuíram para a construção da vitória da extrema direita brasileira, até então relegada ao baixo clero da política.
Por isso, a conjuntura atual, imposta por um governo de extrema direita que atenta contra as liberdades e a organização dos trabalhadores, exige de todos nós uma unidade maior, além de uma reorganização estratégica, especialmente por parte dos partidos e dos movimentos de esquerda do país.
Como dado positivo, apesar de todas as tentativas de se impor retrocessos culturais dentro do projeto de nação defendido pela ultradireita, resta-nos o consolo de ver a sociedade civil organizando a sua própria resistência. Exemplos disto foram constatados durante o carnaval deste ano, seja nos enredos das escolas de samba ou na criatividade libertadora dos blocos de carnaval pelo país afora que se inspiraram em temas políticos e históricos para defender a democracia e as liberdades. Também nas manifestações multiculturais do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, e de outras tantas manifestações públicas em festivais e em outros eventos públicos que reuniram milhares de pessoas na defesa dos direitos humanos e sociais.
O alerta contra a intolerância e o ódio que ameaçam destruir o espírito de solidariedade e de humanidade que sempre marcou o nosso povo já foi dado através dos atos de violência constatados em lugares jamais imaginados, como uma escola pública. A tragédia ocorrida na escola Raul Brasil, em Suzano-SP, é reflexo desse sentimento de ódio que tentam incutir na sociedade brasileira. E ela vem na esteira de outros atos violentos ocorridos nos últimos anos, como o da escola de Realengo, no Rio de Janeiro, e mesmo no triste episódio de 2017 em Janaúba, quando oito crianças e uma professora morreram depois que um funcionário jogou álcool e ateou fogo nas mesmas.
No mundo inteiro, não é de hoje que impera a violência contra a liberdade de expressão e o pensamento. Os exemplos são muitos e alguns são emblemáticos, como os famosos casos do atentado ao jornal Charlie Hebdo, na França, que resultou no massacre dos seus jornalistas; a morte de 112 pessoas no terrível ataque terrorista à casa noturna Bataclan, em Paris; mais recentemente, a tortura e a morte cruel do jornalista saudita Jamal Kashoggi, a mando do próprio governante do seu país. E nesta semana o brutal assassinado de 50 fiéis muçulmanos em uma mesquita na Nova Zelândia, praticado por um supremacista branco em um claro episódio de islamofobia e de xenofobia, e o atentado na Holanda nesta segunda-feira, 18, que resultou na morte de três pessoas, entre outros tantos atos de terror, na maioria das vezes movidos pelo ódio.

A questão da divulgação da intolerância e do ódio nas redes sociais é muito grave, pois contam com o apoio dos porões da rede onde se escondem terroristas e fóruns extremistas que estimulam a violência e a desumanidade no mundo. E o Brasil não está fora deste contexto, infelizmente.
Diante disto, os partidos de esquerda e os cidadãos que desejam preservar a democracia e os direitos humanos e sociais devem se unir para combater o ódio e a intolerância na sua essência. E nisto se inclui o projeto de destruição que a extrema direita planeja implantar em nosso país sob o falso formato de medidas legais.

Em 18 de março de 2019 
Francisco Rocha da Silva, Rochinha


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Eleições 2018: Venceu o ódio, o medo, as fake news e o despreparo

As eleições realizadas em 2018 para presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais possivelmente tenham sido as mais fragmentadas que já existiram no Brasil pós redemocratização. E o resultado final das urnas merecem uma profunda análise e reflexão política que deve estar sendo feita continuamente.

À primeira vista parece ser o resultado final de um movimento da extrema-direita que já vinha permeando a vida política do país desde 2013. É lógico que o fortalecimento da direita nazifascista vem ocorrendo em vários países do mundo, insuflado pelos Estados Unidos como resultado da vitória de Donald Trump, com conexão com a direita israelense e de outros países como a Hungria e Itália.

Já na disputa de 2014 com uma eleição totalmente judicializada na sua essência, também se verificou um perfil parecido com a do ano passado, pois ali já vinha prevalecendo a intolerância e o ódio. Essa judicialização sobre a atuação legítima dos partidos políticos fez com que se garantisse o caráter individualista e personalista na disputa política, com o enfraquecimento brutal das nossas organizações partidárias. Não há mais dúvida de que este trabalho foi feito de forma metódica e planejada para culminar na destruição do papel das legendas políticas para o preparo da disputa em 2018.

É importante ressaltar na análise do que ocorreu em 2018 que, com a acirrada disputa entre esquerda e direita, ou extrema-direita, como queiram, constatou-se o desaparecimento do centro no cenário político brasileiro, o que provocou um sério desequilíbrio entre as forças políticas do país.

As eleições de 2018 ficarão marcadas na história política do país, não somente pela disseminação do ódio, do medo e das fake news nas redes sociais, e pelo uso ostensivo do WhatsApp para o mal e para o bem, mas também pela fragmentação da votação, além de uma forte abstenção tanto no primeiro como no segundo turno.

Para se ter ideia, no primeiro turno, de um universo de 147.306.294 eleitores compareceram para votar 117.363.908 (79,7%) eleitores. As abstenções somaram impressionantes 29.942.386 (20,3%) de eleitores. Os votos válidos somaram 105.050.749 (91,2%), sendo que os votos brancos foram 3.106.937 e os nulos totalizaram 7.206.222.  O primeiro turno foi disputado por 13 candidatos à Presidência da República, um número recorde, ou seja, as pessoas tinham várias opções para dar o seu voto e mesmo assim quase 30 milhões deixaram de comparecer. O candidato da extrema-direita obteve 46% dos votos e o nosso candidato, Fernando Haddad, alcançou 29,3%.

No segundo turno, novamente se verificou uma destacada abstenção quando dos 147.306.294 eleitores um total de 115.933.451 (78,7%) compareceram para votar. Ou seja, mais uma abstenção recorde de 31.372.843 (21,3%) de eleitores. Os votos brancos somaram 2.486.593 (2,1%) e os nulos 8.608.105 (7,4%). O candidato da extrema-direita venceu o segundo turno com 57,1% dos votos válidos e Fernando Haddad conquistou 44,9% do eleitorado em um segundo turno marcado por uma enxurrada de fake news e outros ataques violentos nas redes à nossa candidatura e à esquerda que se uniu em torno do seu nome.

Esta fragmentação e a ausência do eleitor na urna contribuiu decisivamente para formar o perfil das bancadas de deputados, seja federal como estaduais. Com o sumiço do espectro do centro político, poucos partidos sobreviveram reduzindo drasticamente as suas bancadas e é bom lembrar de que vários deles se transformaram em verdadeiros guarda-chuva para acomodar candidatos das matrizes ideológicas mais diferenciadas, como o MBL que se acomodou no PSL e no DEM.

O único partido que saiu ileso desse tsunami eleitoral foi o PT, com a sua bancada íntegra e nitidamente ideológica e partidária. Para quem quer construir uma democracia republicana ou parlamentarista precisa ter acima de tudo partidos fortes e bancadas ideológicas. Aqueles que se escondem à sombra criticando as ideologias são os que mais as praticam, sobretudo para o lado do mal. A militância do PT quer um partido forte e as suas bancadas estaduais e federal unidas, orgânicas e ideológicas.

Não dá para se fazer uma avaliação segura de um governo de extrema-direita pela primeira vez comandará o Brasil, mas dá para, infelizmente, imaginar o que vem pela frente.

Para terminar deixo a seguinte frase: As esquerdas perderam os anéis, mas não perderam os dedos e nem o rumo!

 

Francisco Rocha da Silva, Rochinha

 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Recado do Delúbio

Companheiros e Companheiras                                   
O momento político no Brasil é de uma grandeza única, após manobras políticas e judiciais, os golpistas cassaram uma presidenta legitimamente eleita pelo povo brasileiro e não pararam por aí. Mas dia após dia o povo dá provas de que sabe que é ele o dono de seu destino.

Apesar de toda a manipulação, dos fatos distorcidos, dos julgamentos de exceção, das condenações sem provas, das denúncias sem evidências, do atropelamento das leis, apesar de todo esse esforço para aniquilar os partidos de esquerda e em especial o PT e suas lideranças, o povo diariamente mostra que não esquece de quando ele mesmo ditou os rumos do nosso país. Mas os golpistas, como vocês sabem bem, não podem aceitar que os rumos do Brasil sejam diferentes dos planos determinados por eles. Como sempre havia sido, até que o governo popular de Lula devolvesse o país a quem o constrói: os trabalhadores, os pobres, as minorias e os excluídos.

Nesse momento, companheiros e companheiras, é fundamental lembrarmos de cada etapa deste golpe, cada vez mais desavergonhado e escancarado. Primeiro, sufocaram a democracia e jogaram no lixo mais de 54 milhões de votos. Depois, investigaram cada centímetro da vida de Lula. Não encontraram nada. Mesmo assim Lula foi condenado. Sem nenhuma prova, com base na enésima versão da história de um delator.  Colocaram o maior líder popular deste país na cadeia sem indicar nenhum crime.

Mas nossa voz de luta continuou ativa, Lula continuou crescendo e decidiram, mais uma vez, dar um nó na lei para impedir que Lula fosse candidato. O povo resistiu, o mundo todo denunciou, a ONU determinou que Lula fosse candidato. Mesmo assim, os golpistas foram em frente. Fizeram mais, proibiram que disséssemos que nosso candidato era o Lula. Mas ele continuou subindo. E nós prosseguimos. Então o voto em Lula se tornou o voto em Haddad 13 e eles proibiram que falássemos que Lula é Haddad 13. Mesmo assim, Haddad 13 cresceu. Cresceu porque nós não desistimos. Quem é de luta, luta e conquista.

Esse golpe, tramado em gabinetes, armado por quem continua pensando que o Brasil é sua propriedade, tem uma grande falha. Um defeito, aliás, que estes golpistas passaram a vida toda fazendo: decidir sem consultar o povo. Acontece que o povo é Lula. E Lula é Haddad 13. Mais uma vez, o destino do nosso país depende da nossa força, da nossa voz, da nossa militância.

Sigo, aqui da prisão em Curitiba, que se tornou a minha trincheira, de cabeça erguida, com a mesma garra e vontade do jovem professor que nos anos 70  iniciava sua militância em Goiás. E é daqui que conclamo a todos os militantes, simpatizantes, eleitores do PT, partidos de esquerda a marchar junto com Lula e Haddad 13, para que nossa pátria amada seja de todos os brasileiros. Uma pátria solidária, sem fome, com emprego e soberania. Em 7 de outubro quando cessar a sessão do tribunal do povo, às 17 horas, estaremos nas ruas, em passeatas e carreatas, com bandeiras vermelhas e brancas, que representam o futuro de uma nação vitoriosa. Pois só o povo pode definir seu futuro.

Lula Inocente!
Lula Livre!
Lula é Haddad 13!

Um abraço do sempre companheiro,
Delúbio Soares.

terça-feira, 12 de junho de 2018


Daqui a três dias teremos a abertura da Copa do Mundo na Rússia! Para aqueles que bateram Panelas e carregaram Patos desde 2013, não esqueçam de vestir essa camisa!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Aos golpistas: Avançar no que? No caos?



Os golpistas na fase do seu desespero político, visando as eleições de 2018 e as promessas feitas na área econômica para o mercado financeiro, querem poupar o seu compromisso com a elite afim de garantir intacto o seu poder de exploração das riquezas do pais em benefício próprio. Como o destino não ajudou, hoje os golpistas no Executivo, no Parlamento e no Judiciário se encontram em maus bocados.

As elites, pelo menos até o momento, não encontram um candidato a presidente da República para 2018, mesmo com a ajuda dos principais meios de comunicação. Não tem ninguém que seja capaz de inspirar a confiança do eleitorado de qualquer matiz.
Portanto, tudo indica que vai haver uma guerra fraticida no seio dos partidos de direita, mas não vão conseguir uma saída de consenso para o nome de algum candidato. Deverá prevalecer um candidato de extrema direita, fascista, reacionário e contra qualquer avanço da causa das minorias.

Do centro à esquerda começa a sinalizar a possibilidade de que mesmo não tendo um candidato consensual de centro-esquerda para o primeiro turno, no segundo turno com certeza estarão unidos com o apoio dos principais movimentos sociais e das camadas  progressistas da população.

Aos golpistas restará, entre o primeiro e o segundo turnos, lançar um candidato que se tiver qualquer ligação com o atual golpista Temer será um verdadeiro fracasso. Se tentarem impor à sociedade a candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, será um prato cheio para trazer à tona toda a discussão sobre o golpe (impeachment).

O mercado, especialmente o financeiro voraz, não terá na campanha de 2018, pelo menos à primeira vista, nenhum candidato para um apoio de consenso. Diga-se de passagem que fizeram de tudo para contribuir no impeachment da Dilma com o comprimisso de que o golpista Temer se voltaria prioritariamente para ajudar com reformas que os deixassem cada vez mais robustos, mas não é isso que está acontecendo e a partir de agora dificilmente virá a acontecer.

Os deputados e senadores, acima de qualquer coisa, tentam preservar e renovar os seus mandatos e eles sabem que a partir de agora qualquer voto a favor da reforma da Previdência encaminhada por Temer e Meirelles com certeza receberão de presente nas eleições um cartão vermelho. Sem a reforma da Previdência nos termos em que os golpistas queriam, o chamado ajuste fiscal foi para o vinagre. Virou pó.

Mas no desespero de encontrar qualquer saída, os golpistas lançam hoje um pacote que no seu conteúdo só tem mentiras. Substituem o nome PAC por algo chamado “Agora é Avançar”. Nenhuma novidade, são coisas que eles já tinham divulgado separadamente para tentar enganar a população brasileira. Vão avançar é para o precipício. É um governo totalmente desacreditado pela população brasileira e por grande parte do mercado que se encontra dividido, decepcionado e enganado pelos golpistas.

Possivelmente vão tentar, através de um volume excessivo de propaganda, incutir na mente do povo que estão fazendo o Brasil dar certo, mas com mais de 13 milhões de desempregados, falências, redução drástica do consumo, falta de moradia, problemas graves na saúde e na educação, além da redução da verba para os projetos sociais, não tem como o brasileiro não sentir na pele que também está sendo enganado.

Que venha 2018!


Francisco Rocha da Silva, Rochinha

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

As forças da elite política e de setores da justiça vão empurrando o Brasil para o caos total


Semipresidencialismo e parlamentarismo são a mesma coisa!


Corre o risco de não sair a chamada reforma eleitoral e as eleições de 2018 vão acabar sendo disputadas no mesmo modelo utilizado em 2016.

A elite política, golpista e parlamentar, mesmo pressionada pelo golpista-mor Michel Temer e pelo presidente do Tribunal Superior Eleitor, Gilmar Mendes, não consegue chegar a um acordo em nenhum ponto da pauta de invencionices criada por eles mesmos, cujo objetivo final era ou é salvar a sua própria pele. Ou seja, os seus mandatos. Para isso surgiram aberrações como o distritão, o semipresidencialismo, proposta do presidente usurpador Temer, e o parlamentarismo. Pauta essa exclusiva do PSDB, manifestada e divulgada amplamente em seu programa partidário de rádio e TV.

A proposta de parlamentarismo feita pelo PSDB é a única esperança que eles tem de continuar no governo, já que por outros métodos de disputa eleitoral eles sempre perderam e vão continuar perdendo qualquer pleito à presidência da República. O PSDB, que há muito tempo não se acerta nem entre os próprios tucanos, hoje é claramente um partido rachado ao meio. De um lado, os aecistas que se vendem ao governo golpista a troco de banana no fim da feira, e do outro uma cúpula elitista bancando um discurso ético e moralista para tentar enganar a sociedade.

Enquanto isso, o golpista Temer, que hoje passa por maus bocados com a sua chamada base política, não consegue aprovar nada de importante, nem na Câmara e nem no Senado, até porque o seu partido só pensa em tirar proveitos pessoais com o toma-lá-dá-cá. O golpista Temer, junto com Meirelles, não admite vir a público para expor o fracasso da sua política econômica. A única parcela da sociedade a que eles satisfazem é o meio financeiro, usurpador do patrimônio que pertence ao povo brasileiro e que está sendo torrado para tentar cobrir o rombo do déficit público 2017/2018.

O Brasil passa por um momento em que não tem condições de afirmar que tem um presidente da República, já que o que está ocupando tal lugar é ilegítimo e vive eternamente enclausurado em Brasília, já que não consegue fazer uma aparição pública em nenhum estado do país.

Este é um dos momentos mais tristes que nós vivemos em relação à política brasileira. A tentativa dos golpistas em aprovar uma montanha de recursos para garantir as suas reeleições e o foro privilegiado no STF para evitar a degola pela guilhotina da justiça, caiu por terra por conta da pressão popular.

Na verdade, o que as forças da direita conservadora da política brasileira não querem aceitar é a vitória de um candidato à presidência em 2018 que represente um projeto de centro-esquerda com participação popular.


Francisco Rocha da Silva, Rochinha

25 de agosto de 2017

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O GOVERNO DESMONTA PROJETOS ECONÔMICOS E SOCIAIS E VENDE VENTO PARA O POVO BRASILEIRO


 
Recentemente postei aqui um documento onde apresentava 67 das principais obras e programas exclusivamente federais implementados pelo Brasil afora durante os governos Lula e Dilma, além de várias outras inciativas que deixei de mencionar, inclusive a maioria dos projetos realizados em parceria com os governos estaduais. Esses projetos e ações em sua boa parte foram realizados, porém aqueles que faltam concluir não estão recebendo o repasse das contrapartidas federais, como é o caso das linhas de metrô em capitais e grandes cidades, os VLT´s (Veículos Leves sob Trilhos), além de vários outros que priorizam a ação social.
 
Outra boa parte dos projetos em andamento estão sendo tocados exclusivamente por conta dos governos estaduais. O governo golpista de Michel Temer, sob a batuta dos corruptos Padilha e Moreira Franco, alinhados à ação do ministro Meirelles, se incumbiram de blindar o presidente golpista e diariamente “vendem vento” para a sociedade sob a forma de projetos ilusórios.

 
O exemplo mais recente foi a ida do usurpador Temer juntamente com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Rio de Janeiro para lançar um tal “Plano de Segurança para o Rio”. Duas semanas após o lançamento bombástico, o próprio ministro da Defesa foi obrigado a declarar que as ações até agora tiveram um caráter meramente regular. Tudo indica que é a tal iniciativa é mais uma coisa do tipo “a montanha pariu um rato”, o que já se tornou comum ao governo golpista.

 
No que diz respeito à economia, até agora os grandes beneficiados foram o setor financeiro predador e os bancos privados, enquanto a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil apresentam resultados bastante negativos em relação às administrações Lula e Dilma. Restrição de crédito aos mais pobres e cortes de investimentos para a moradia popular são propostas deste governo que também promete entrar em um processo de terceirização dos serviços.
Os golpistas diziam que em pouco tempo resolveriam a questão do chamado déficit público, mas o tiro saiu pela culatra. A estimativa que era de 137 bilhões de reais, mesmo aumentando impostos como o da gasolina que provoca um aumento em cascata, especialmente para os produtos de primeira necessidade, já foi recalculada para 170 bilhões de reais. E por outro lado, os golpistas pretendem agora aprovar um projeto de isenção voltado para o Refis, aonde a grande maioria dos devedores é formada por deputados e senadores. Ou seja, a política fiscal se transformou numa verdadeira baderna, para não dizer um palavrão.
 
Além disto foram gasto bilhões de reais na liberação de emendas aos parlamentares, especialmente do chamado Centrão criado pelo meliante Eduardo Cunha, para votarem a favor do arquivamento da denúncia de crime de corrupção contra o presidente golpista, sem falar na quantidade de distribuição de cargos públicos.
 
Outra barbaridade que está em curso diz respeito à entrega de terras a empresários deputados e senadores, ou não, com pequenas exceções, para a exploração de riquezas naturais como ouro e cobre, o que provocará a expulsão de índios, quilombolas e ribeirinhos no estado do Pará.
 
É este o desgoverno que tomou conta do nosso País e com o qual quase 300 milhões almas humanas são obrigadas a conviver.
 
Mas não adianta nada ficarmos no mimimi, temos é que ir para o embate, antes que se consolide um terceiro golpe que seria a constituição de um governo parlamentarista sob o comando de notórios corruptos, ladrões e golpistas.

 
Quem viver verá!
 
Francisco Rocha da Silva, Rochinha