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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

As forças da elite política e de setores da justiça vão empurrando o Brasil para o caos total


Semipresidencialismo e parlamentarismo são a mesma coisa!


Corre o risco de não sair a chamada reforma eleitoral e as eleições de 2018 vão acabar sendo disputadas no mesmo modelo utilizado em 2016.

A elite política, golpista e parlamentar, mesmo pressionada pelo golpista-mor Michel Temer e pelo presidente do Tribunal Superior Eleitor, Gilmar Mendes, não consegue chegar a um acordo em nenhum ponto da pauta de invencionices criada por eles mesmos, cujo objetivo final era ou é salvar a sua própria pele. Ou seja, os seus mandatos. Para isso surgiram aberrações como o distritão, o semipresidencialismo, proposta do presidente usurpador Temer, e o parlamentarismo. Pauta essa exclusiva do PSDB, manifestada e divulgada amplamente em seu programa partidário de rádio e TV.

A proposta de parlamentarismo feita pelo PSDB é a única esperança que eles tem de continuar no governo, já que por outros métodos de disputa eleitoral eles sempre perderam e vão continuar perdendo qualquer pleito à presidência da República. O PSDB, que há muito tempo não se acerta nem entre os próprios tucanos, hoje é claramente um partido rachado ao meio. De um lado, os aecistas que se vendem ao governo golpista a troco de banana no fim da feira, e do outro uma cúpula elitista bancando um discurso ético e moralista para tentar enganar a sociedade.

Enquanto isso, o golpista Temer, que hoje passa por maus bocados com a sua chamada base política, não consegue aprovar nada de importante, nem na Câmara e nem no Senado, até porque o seu partido só pensa em tirar proveitos pessoais com o toma-lá-dá-cá. O golpista Temer, junto com Meirelles, não admite vir a público para expor o fracasso da sua política econômica. A única parcela da sociedade a que eles satisfazem é o meio financeiro, usurpador do patrimônio que pertence ao povo brasileiro e que está sendo torrado para tentar cobrir o rombo do déficit público 2017/2018.

O Brasil passa por um momento em que não tem condições de afirmar que tem um presidente da República, já que o que está ocupando tal lugar é ilegítimo e vive eternamente enclausurado em Brasília, já que não consegue fazer uma aparição pública em nenhum estado do país.

Este é um dos momentos mais tristes que nós vivemos em relação à política brasileira. A tentativa dos golpistas em aprovar uma montanha de recursos para garantir as suas reeleições e o foro privilegiado no STF para evitar a degola pela guilhotina da justiça, caiu por terra por conta da pressão popular.

Na verdade, o que as forças da direita conservadora da política brasileira não querem aceitar é a vitória de um candidato à presidência em 2018 que represente um projeto de centro-esquerda com participação popular.


Francisco Rocha da Silva, Rochinha

25 de agosto de 2017

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