Botao share

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O combate ao antigoverno do conspirador Temer precisa ser frontal e direto

Na agenda social cercado por corruptos e malfeitores; na agenda política e diplomática verdadeiros falcões a serviço do capital predador e dos interesses dos Estados Unidos

Vivemos um dos momentos mais cruciais da história política do Brasil. As forças da oligarquia reacionária e do atraso engendraram uma ação de impeachment contra a presidenta Dilma sem nenhuma prova concreta de crime, contando com o apoio de parte do estado policial. A elite brasileira que há muito tempo se encontrava fora do poder, derrotada pelo voto popular em 2014, sentiu na pele a impossibilidade de tão cedo retomar o poder.

O candidato do PSDB que disputou a presidência da República com o apoio das forças mais retrógadas do país, ao ser derrotado não aceitou o resultado das eleições e a vitória de um projeto há 13 anos no poder. Ele então organizou um Centrão dentro das casas legislativas da Câmara e do Senado, sob o comando de corruptos, ladrões e malfeitores para inviabilizar o resultado vitorioso do pleito de 2014. Conseguiram na base do tapetão afastar a presidenta eleita e colocar no seu lugar um vice conspirador e golpista.

As primeiras iniciativas deste (des)governo impopular e ilegítimo começam a deixar em pânico parcelas da sociedade que até então propunham a saída da presidenta Dilma Rousseff. Em ritmo acelerado, o governo interino do conspirador vai desmontando as políticas sociais que durante 13 anos levaram milhões e milhões de brasileiros à condição de cidadania, e tudo indica que se assim continuar entraremos em um perigoso ciclo de retrocesso e possivelmente de autoritarismo.

As próximas ações dos golpistas apontam para inviabilizar os programas Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida; na área da educação o FIES e o Prouni, e ainda propõem o pagamento de mensalidades em universidades públicas. Na área da saúde um verdadeiro retrocesso em relação ao atendimento do SUS, Farmácia Popular e do Mais Médicos. Pasmem! Para dizer que iriam fazer a diferença reduzindo ministérios, eles misturaram várias áreas incompatíveis umas com as outras transformando o modelo do estado brasileiro num verdadeiro furdunço político. Acabaram como o Ministério da Cultura que há anos representava o pensamento, a criatividade e a produção dos setores da arte e do meio cultural brasileiro. Na área da economia de mercado trouxeram para a Fazenda, Planejamento e Banco Central verdadeiros falcões que vivem exclusivamente sob o manto do capital privado e predador que atende aos interesses de banqueiros, empresários golpistas e da agenda financista norte-americana. No Itamaraty puseram um chanceler que na verdade olha para o Brasil com a visão voltada para os interesses do grande capital e tenta enterrar a política multilateral que priorizava políticas para o terceiro mundo, países latino-americanos, mais os membros do BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul), além do continente africano.

As forças democráticas e de esquerda precisam encarar este acinte de forma frontal e direta, não só com palavras de ordem, mas se contrapondo junto com a sociedade brasileira e os movimentos organizados a este desmonte antidemocrático e autoritário.

Nenhum comentário:

Postar um comentário