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quarta-feira, 23 de março de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

O mandato é legítimo! Nem impeachment e nem renúncia, aqui também o couro é grosso.


Temos consciência do momento difícil pelo qual passa o Brasil. Se o país tivesse partidos sólidos e uma consciência política amadurecida possivelmente facilitaria para que as lideranças assumissem as suas responsabilidades e contribuíssem de maneira responsável na busca de uma saída para a crise política e econômica. Infelizmente não é isto que assistimos. A elite política, setores do empresariado conservador, o estado policial e a mídia fascista e golpista contribuem cotidianamente para levar o país a uma situação de convulsão social.

Não aceitaram o resultado das urnas, a eleição democrática, a participação direta da população e querem derrubar o governo na base da chantagem, da pressão e do medo policial. É bom deixar claro mais uma vez que este filme não é novo, pois em vários outros momentos da vida política brasileira já passamos por ditaduras, estado policial e pressão do empresariado conservador e de direita.

As mais recentes notícias mostram com clareza a intervenção direta do mundo financeiro, através de entidades empresariais, multinacionais e dos empresários nacionais de conotação fascista, na tentativa clara de chantagear o mandato de uma presidenta eleita legitimamente. Querem derrubar a chefe de Estado pela força do poder financeiro com o apoio da grande mídia.

Há muito tempo que insistimos que o modelo político vigente em nosso país representado, sobretudo, nos executivos e legislativos pelo poder das grandes oligarquias, deveria ser substituído por outro que priorizasse a participação popular, e fosse regulamentado através de uma assembleia nacional constituinte exclusiva. Um novo modelo aonde a população tivesse ampla representação, tanto do ponto de vista de disputar cargos eletivos quanto da escolha dos seus representantes em todas as instâncias, no Legislativo e no Executivo.

É lamentável que neste momento de grave crise estejamos vivendo em um Brasil dividido, não propriamente pela política, mas pela insuflação do ódio entre os brasileiros. É claro que não podemos escamotear a gravidade da crise, mas já passamos em tempos recentes por situações econômicas muito mais difíceis do que a atual. Cabe principalmente à classe empresarial contribuir para que a crise econômica, que em boa parte me parece algo planejado, não faça uso de um boicote cujos reflexos influenciem as decisões políticas.

Com relação à corrupção somos os primeiros a defender que ela seja combatida no seu cotidiano e em todas as esferas de poder, sabendo que ela não nasceu ontem ou hoje. As velhas oligarquias políticas e empresariais sempre foram as grandes beneficiárias das malfeitorias praticadas impunemente durante anos e anos no seio do estado brasileiro.

Estamos atentos para todas as manobras de caráter golpista e saibam que pela nossa história e trajetória jamais nos submeteremos aos caprichos de uma elite fascista.

O Brasil espera de todos nós responsabilidade e amadurecimento para que encontremos caminhos para sair da crise.

Francisco Rocha da Silva, Rochinha

segunda-feira, 7 de março de 2016

A ação policial contra Lula serve de alerta; justiça não existe, sobretudo para os mais pobres


(Com cópia para o Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior Eleitoral e PGR)

Dos três poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário, a instituição chamada Justiça, desde o seu nascedouro, sempre esteve a serviço da elite, inclusive foi de onde ela nasceu.

Em vários momentos da história política e social do Brasil, ela sempre se posicionou a favor da Casa Grande, lógico que com exceções. Jamais seremos contra investigações e punições contra quem as comete, seja do ponto de vista do cidadão comum ou do agente de Estado. É uma pena que o símbolo da balança só penda para o lado da nobreza.

O caso da operação Lava Jato, na minha opinião, deveria desde o primeiro momento ir a fundo nos relatos dos funcionários de carreira da Petrobras que roubaram grandes montantes de dinheiro e que confessaram que tais atos de corrupção começaram bem antes de 2003, quando o Brasil era governado por outras forças políticas. Mas, lamentavelmente, esta parte das delações até agora não foi sequer levada em consideração.

É justo que tanto executivos que foram os corruptores e aqueles que aceitaram a corrupção paguem o seu devido preço, porém também é justo que se preserve o estado de direito e se evite vazamentos seletivos e a destruição de reputações de pessoas, antes das devidas apurações de cada caso. Mas não é isso que vem acontecendo.

Dizem que nas quarenta ou mais delações feitas até o momento, mais de oito delas estão eivadas de mentiras, meias verdades ou histórias mal contadas. Qual é a razão que justifica um processo nesta dimensão estar centrado em meia dúzia de agentes públicos? A que interesses eles servem?

Os jornais de hoje trazem manchetes de que o principal objetivo da chamada Lava Jato é imputar uma ação cível contra o ex-presidente Lula para que ele não possa concorrer às eleições em 2018. Pergunto ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral como fica o preceito constitucional que garante a cada cidadão com raras exceções o direito de votar e ser votado.

Os últimos acontecimentos, sobretudo os de sexta-feira passada, de 04 de março, trazem um alerta especialmente às pessoas de vocação democrática, principalmente aos que participaram ativamente ou acompanharam de perto os chamados anos de chumbo (ditadura militar) no Brasil. Nos fatos anteriores ocorridos desde Getúlio Vargas, passando por Juscelino Kubistchek e João Goulart, o traçado do mapa político não foi diferente do que estamos assistindo hoje.

Espero que a Suprema Corte garanta o direito individual dos cidadãos brasileiros e puna quem cometeu malfeitorias, mas garanta o respeito à Constituição Federal da República.