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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Por um PT mais insurgente, de esquerda e que os governos petistas trabalhem em favor dos mais pobres

O surgimento do PT ativou a perseguição da elite com apoio da grande mídia
 

No momento em que se aproximam a comemoração dos 36 anos do PT e a reunião do Diretório Nacional, no Rio de Janeiro, os petistas e setores da sociedade não se surpreendam se surgir na véspera desses eventos armações arquitetadas por parte da mídia e orquestradas por setores da polícia que se utilizam de resquícios autoritários que sobraram da ditadura militar, numa tentativa de espalhar versões para criar fatos na opinião pública numa tentativa de destruir a reputação de figuras de esquerda que foram forjadas na luta.

Chamo a atenção sobre isso porque casos assim já se tornaram fatos corriqueiros nos momentos em que o PT se organizava para realizar as suas atividades político-partidárias.

A intimidação, a tentativa de provocar medo e a perseguição não vem de hoje, pois assistimos a isso desde o surgimento do PT no cenário político nacional.

Para relembrar os mais antigos e atualizar os mais jovens podemos citar como ilustrativos, entre outros, três episódios:

1 - A greve dos canavieiros em Guariba, São Paulo, no dia 4 de janeiro de 1985, que envolveu 6 mil trabalhadores rurais, mobilizados em torno de melhores condições de vida e trabalho. O movimento tomou corpo e atingiu muitos municípios vizinhos. A PM foi chamada a intervir e transformou o pequeno município em um cenário de guerra. Resultado: bombas, gás lacrimogênio, centenas de feridos e, infelizmente, um canavieiro morto. Tentaram colocar a culpa da tragédia no PT, que começava a ocupar espaço político e já incomodava o poder econômico;

2 – O sequestro do empresário Abílio Diniz, em São Paulo, por um grupo de ativistas chilenos em 11 de dezembro de 1989, alguns dias antes da realização do segundo turno da primeira eleição direta após a ditadura militar no Brasil. Lula e Collor disputavam então a Presidência da República. Grandes jornais da época acusaram o envolvimento do PT na ação, usando fontes da própria polícia. Chegaram a fotografar os sequestradores presos usando camisetas da campanha Lula Presidente. Curiosamente, após a vitória de Collor, todas as acusações ao PT foram desmentidas;

3 – A disputa das eleições presidenciais em 1989 entre Lula e Collor. Quem se lembra jamais esquecerá a descarada gestão fraudulenta da TV Globo em favor do então candidato Fernando Collor, das manipulações ao vivo e em cores no último debate entre os dois candidatos e das próprias notícias distorcidas veiculadas dia e noite contra o projeto político defendido pelo PT e pela Frente Popular. E a violação das normas eleitorais que na verdade foram fraudadas pela Rede Globo, que repetiu exaustivamente as imagens do debate quando não era mais permitido por lei, já que estava fora do horário eleitoral.

Alerto aos companheiros que após 36 anos as maquinações de hoje por parte da mídia, da elite e da polícia não são absolutamente diferentes do que foram nestes exemplos que acabo de relatar. Infelizmente, tivemos e temos petistas que, em determinados momentos, se utilizam das arapucas armadas pela mídia, mas os que assim o fizeram ou fazem tem se dado muito mal.

Tenho insistido que mudaram as versões, mas os fatos continuam os mesmos por parte dos nossos inimigos. Enganam-se aqueles que acham que depois da queda da Cortina de Ferro acabou a luta de classes. Pelo contrário, ela apenas mudou de face no Brasil e no mundo. Os fatos perversos continuam os mesmos, só que mais sofisticados e nesta sofisticação a tentativa hoje em relação à esquerda e ao PT não é com o objetivo de nos encurralar e enfraquecer. Ao contrário, a intenção agora é nos destruir e aniquilar.

Na minha opinião, a unidade do PT e dos movimentos de esquerda é o caminho ideal para que possamos enfrentar o poder de fogo do inimigo.

Vamos em frente, companheiros e companheiras!



Francisco Rocha da Silva, Rochinha

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