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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Empresário teria bancado despesas de Ex-amante de FHC no exterior

Dono da Brasif, que teria bancado ex de FHC, tem bom trânsito na política 

O empresário Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif, que teria bancado despesas de ex de FHC DE SÃO PAULO 19/02/2016 02h00 O empresário e pecuarista Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif, que teria bancado despesas de Mirian Dutra, ex de FHC, pode ter sua influência medida pela lista de presença dos eventos que organiza em Uberaba (MG). Na Mata Velha, uma de suas fazendas, ele reuniu, em 2013, o ex­presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB) em uma feijoada. Em 2010, juntou Dilma e José Serra (PSDB), então pré­candidatos à Presidência. Os almoços acontecem durante o leilão Elo de Raça, organizado por Barcellos e um dos mais luxuosos do país. "O Elo da Raça está para o setor como a Fashion Week está para o mundo da moda. Neste ano, o evento recebeu 3.000 convidados. O espetáculo inclui gelo seco, jogo de luzes, champanhe e uísque. Na saída dos leilões, as senhoras foram presenteadas com 800 vidros do perfume Attraction, da marca francesa Lancôme", relata reportagem da revista "Exame" de 2004.

Os louros de Barcellos não estão apenas na pecuária. Por quase 30 anos, a Brasif praticamente monopolizou a exploração no Brasil de duty­frees, as lojas francas instaladas nos aeroportos para a venda produtos importados isentos de impostos. O empresário abriu sua primeira unidade em 1978, no isentos de impostos. O empresário abriu sua primeira unidade em 1978, no Rio. FREE SHOPS Com know­how, concorreu praticamente sozinho nas licitações abertas para aeroportos, conseguindo ainda prorrogar na Justiça contratos de onde já atuava apoiado em portarias que regulam o negócio no Brasil.

O poder da Brasif no setor foi além de sua infraestrutura. Com amigos influentes em Brasília, Barcellos conseguiu, por exemplo, derrubar medida criada no governo FHC para limitar a US$ 300 por pessoa (eram US$ 500) o gasto nos free shops, conforme a Folha apurou à época. Jorge Bornhausen, ex­senador pelo PFL e influente nos governos Collor e FHC, foi vice­presidente da empresa nos anos 1990. Em 2004, o negócio se espalhava por oito Estados, com 23 lojas e faturamento anual de US$ 280 milhões. A operação dos free shops foi vendida em 2006 para o grupo suíço Dufry por US$ 500 milhões. Hoje, a Brasif, que começou em 1965 como distribuidora de produtos siderúrgicos, atua em setores diversos como a venda de máquinas pesadas, biotecnologia animal e varejo de roupas íntimas. fonte



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