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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Por um PT mais insurgente, de esquerda e que os governos petistas trabalhem em favor dos mais pobres

O surgimento do PT ativou a perseguição da elite com apoio da grande mídia
 

No momento em que se aproximam a comemoração dos 36 anos do PT e a reunião do Diretório Nacional, no Rio de Janeiro, os petistas e setores da sociedade não se surpreendam se surgir na véspera desses eventos armações arquitetadas por parte da mídia e orquestradas por setores da polícia que se utilizam de resquícios autoritários que sobraram da ditadura militar, numa tentativa de espalhar versões para criar fatos na opinião pública numa tentativa de destruir a reputação de figuras de esquerda que foram forjadas na luta.

Chamo a atenção sobre isso porque casos assim já se tornaram fatos corriqueiros nos momentos em que o PT se organizava para realizar as suas atividades político-partidárias.

A intimidação, a tentativa de provocar medo e a perseguição não vem de hoje, pois assistimos a isso desde o surgimento do PT no cenário político nacional.

Para relembrar os mais antigos e atualizar os mais jovens podemos citar como ilustrativos, entre outros, três episódios:

1 - A greve dos canavieiros em Guariba, São Paulo, no dia 4 de janeiro de 1985, que envolveu 6 mil trabalhadores rurais, mobilizados em torno de melhores condições de vida e trabalho. O movimento tomou corpo e atingiu muitos municípios vizinhos. A PM foi chamada a intervir e transformou o pequeno município em um cenário de guerra. Resultado: bombas, gás lacrimogênio, centenas de feridos e, infelizmente, um canavieiro morto. Tentaram colocar a culpa da tragédia no PT, que começava a ocupar espaço político e já incomodava o poder econômico;

2 – O sequestro do empresário Abílio Diniz, em São Paulo, por um grupo de ativistas chilenos em 11 de dezembro de 1989, alguns dias antes da realização do segundo turno da primeira eleição direta após a ditadura militar no Brasil. Lula e Collor disputavam então a Presidência da República. Grandes jornais da época acusaram o envolvimento do PT na ação, usando fontes da própria polícia. Chegaram a fotografar os sequestradores presos usando camisetas da campanha Lula Presidente. Curiosamente, após a vitória de Collor, todas as acusações ao PT foram desmentidas;

3 – A disputa das eleições presidenciais em 1989 entre Lula e Collor. Quem se lembra jamais esquecerá a descarada gestão fraudulenta da TV Globo em favor do então candidato Fernando Collor, das manipulações ao vivo e em cores no último debate entre os dois candidatos e das próprias notícias distorcidas veiculadas dia e noite contra o projeto político defendido pelo PT e pela Frente Popular. E a violação das normas eleitorais que na verdade foram fraudadas pela Rede Globo, que repetiu exaustivamente as imagens do debate quando não era mais permitido por lei, já que estava fora do horário eleitoral.

Alerto aos companheiros que após 36 anos as maquinações de hoje por parte da mídia, da elite e da polícia não são absolutamente diferentes do que foram nestes exemplos que acabo de relatar. Infelizmente, tivemos e temos petistas que, em determinados momentos, se utilizam das arapucas armadas pela mídia, mas os que assim o fizeram ou fazem tem se dado muito mal.

Tenho insistido que mudaram as versões, mas os fatos continuam os mesmos por parte dos nossos inimigos. Enganam-se aqueles que acham que depois da queda da Cortina de Ferro acabou a luta de classes. Pelo contrário, ela apenas mudou de face no Brasil e no mundo. Os fatos perversos continuam os mesmos, só que mais sofisticados e nesta sofisticação a tentativa hoje em relação à esquerda e ao PT não é com o objetivo de nos encurralar e enfraquecer. Ao contrário, a intenção agora é nos destruir e aniquilar.

Na minha opinião, a unidade do PT e dos movimentos de esquerda é o caminho ideal para que possamos enfrentar o poder de fogo do inimigo.

Vamos em frente, companheiros e companheiras!



Francisco Rocha da Silva, Rochinha

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Miriam: Falei agora porque sai da Globo

Decidi falar agora porque saí da TV Globo, diz ex-namorada de FHC

A jornalista Mirian Dutra diz que decidiu falar agora sobre o ex­presidente Fernando Henrique Cardoso, depois de tantos anos calada, porque saiu da TV Globo, o que faz com que ela se sinta livre para dizer o que quiser. 

LIVRE E LEVE 2 
"Eu agora não tenho mais compromisso com a TV. Antes, eu não podia falar. Eu era a Mirian Dutra da TV Globo. Eu tinha um compromisso ético e profissional com a empresa", afirma. 

PAPEL JORNAL 
Dutra revelou ontem à Folha, entre outras coisas, que firmou contrato fictício de trabalho com a empresa Brasif S.A. Importação e Exportação, por meio da qual recebia recursos enviados por FHC. A TV Globo, em nota, afirmou que jamais foi informada por ela desses contratos. E que, se isso tivesse ocorrido, "condenaria a prática". 

SINAL AMARELO 
O Conselho Federal de Medicina vai fazer uma recomendação formal aos médicos e à sociedade a respeito da associação do vírus zika à microcefalia. De acordo com os conselheiros do órgão, o assunto exige ações mais abrangentes do que as realizadas até agora pelo governo. A estimativa é que o documento, que tem que ser aprovado em plenário, seja publicado até abril. 

SINAL 2 
Em uma reunião interna, o presidente do CFM, Carlos Vital, cobrou mais efetividade nos gastos públicos, já que recursos destinados ao controle do Aedes aegypti não teriam sido gastos adequadamente nos últimos anos. fonte

Empresário teria bancado despesas de Ex-amante de FHC no exterior

Dono da Brasif, que teria bancado ex de FHC, tem bom trânsito na política 

O empresário Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif, que teria bancado despesas de ex de FHC DE SÃO PAULO 19/02/2016 02h00 O empresário e pecuarista Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif, que teria bancado despesas de Mirian Dutra, ex de FHC, pode ter sua influência medida pela lista de presença dos eventos que organiza em Uberaba (MG). Na Mata Velha, uma de suas fazendas, ele reuniu, em 2013, o ex­presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB) em uma feijoada. Em 2010, juntou Dilma e José Serra (PSDB), então pré­candidatos à Presidência. Os almoços acontecem durante o leilão Elo de Raça, organizado por Barcellos e um dos mais luxuosos do país. "O Elo da Raça está para o setor como a Fashion Week está para o mundo da moda. Neste ano, o evento recebeu 3.000 convidados. O espetáculo inclui gelo seco, jogo de luzes, champanhe e uísque. Na saída dos leilões, as senhoras foram presenteadas com 800 vidros do perfume Attraction, da marca francesa Lancôme", relata reportagem da revista "Exame" de 2004.

Os louros de Barcellos não estão apenas na pecuária. Por quase 30 anos, a Brasif praticamente monopolizou a exploração no Brasil de duty­frees, as lojas francas instaladas nos aeroportos para a venda produtos importados isentos de impostos. O empresário abriu sua primeira unidade em 1978, no isentos de impostos. O empresário abriu sua primeira unidade em 1978, no Rio. FREE SHOPS Com know­how, concorreu praticamente sozinho nas licitações abertas para aeroportos, conseguindo ainda prorrogar na Justiça contratos de onde já atuava apoiado em portarias que regulam o negócio no Brasil.

O poder da Brasif no setor foi além de sua infraestrutura. Com amigos influentes em Brasília, Barcellos conseguiu, por exemplo, derrubar medida criada no governo FHC para limitar a US$ 300 por pessoa (eram US$ 500) o gasto nos free shops, conforme a Folha apurou à época. Jorge Bornhausen, ex­senador pelo PFL e influente nos governos Collor e FHC, foi vice­presidente da empresa nos anos 1990. Em 2004, o negócio se espalhava por oito Estados, com 23 lojas e faturamento anual de US$ 280 milhões. A operação dos free shops foi vendida em 2006 para o grupo suíço Dufry por US$ 500 milhões. Hoje, a Brasif, que começou em 1965 como distribuidora de produtos siderúrgicos, atua em setores diversos como a venda de máquinas pesadas, biotecnologia animal e varejo de roupas íntimas. fonte



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A decadência do velho sistema midiático e o avanço da internet




A velocidade das informações através das redes sociais tem feito o velho sistema midiático comer poeira. Além de ter caído em profunda decadência, ele hoje corre atrás das notícias e ainda busca ocupar o espaço na internet, para tentar vender factóides e as mentiras que vendeu por muitos anos enquanto teve predominância.

Agora, as coisas mudaram radicalmente e redes sociais, como o YouTube, conseguem competir de igual para igual com o sistema de televisão, rádios e jornais, muitas vezes superando a sua audiência.

A organização dos twitaços foi outra inovação que tem botado o velho sistema no chinelo. Para se ter uma idéia, você consegue índices incríveis, como ocorreu na última quinta-feira com a hastag #17vamoscomlula, onde segundo os especialistas foram atingidas quase dois milhões de pessoas, num total de seis milhões de impressões, no período das 19 às 21 horas.

Lembramos aqui que até o final dos anos 90 os setores organizados ou não da sociedade não tinham o mesmo acesso aos meios de comunicação, principalmente para expor as suas ideias, opiniões e pensamentos de maneira tão abrangente e se contrapor ao velho sistema midiático.

Outro detalhe que se destaca é a grande vantagem das redes sociais, como o facebook, twitter, instagram, whatsapp, etc, de permitir que as pessoas possam interagir e se comunicar entre si e com o mundo.

É possível que com o correr do tempo, além da internet, novas ferramentas apareçam para contribuir com a popularização em massa das comunicações, aonde se possa de igual para igual discutir temas que eram tabus no passado recente.

Ou o velho sistema midiático se moderniza e se atualiza no tempo ou caminha para ser extinto.


Francisco Rocha, Rochinha

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Muito além das fronteiras do ridículo

Na tentativa de incriminar Lula, os perdigueiros da informação mordem seu próprio rabo, mas poucos se riem
por Mino Carta.

Na semana passada, sugeri aos perdigueiros da informação que passassem a procurar o jatinho, o Rolls-Royce, a fazenda, o iate que Lula não possui. E não é que acharam o barco de dona Marisa? De lata, custa 4 mil reais. Quanto à fazenda, fazendeiro mesmo é Fernando Henrique Cardoso e de jatinho há de voar Aécio Neves, ao certo sei que dispõe de campo de pouso.
Está claro que de FHC e de Aécio não é admissível suspeitar: postam-se na proa da fragata tucana e, portanto, são intocáveis. Seu partido tornou-se de fato o mais perfeito intérprete dos ideais dadireita mais reacionária do País. O Partido da Social-Democracia Brasileira, e já aí nos defrontamos com uma piada. Nunca houve quem ousasse perguntar-se como um professor universitário seja proprietário de um apartamento paulistano muito maior do que o triplex praiano que dona Marisa não comprou, e de uma fazenda de boa extensão, fruto de uma obscura história a envolver um certo Jovelino Mineiro, de turva memória. O único filho de FHC (o outro dele não era) andou metido em aventuras estranhas e eu não esqueço as excelentes relações que o ex-presidente mantinha com Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity, deliberadamente favorecido pelo então presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, por ocasião da bandalheira da privatização das comunicações.
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Não são eles que podem rir. (Edilson Dantas/ Ag. O Globo)
Tive a oportunidade de ouvir a gravação dos grampos das conversas telefônicas entre Mendonça de Barros, André Lara Resende e Persio Arida e parte mais significativa CartaCapitalpublicou em 25/8/1998, ecoada obviamente pelo estrondoso silêncio da mídia nativa. Ouvi claras referências à manipulação dos resultados da privatização a favor “dos italianos” e, portanto, de Dantas, admitida a possibilidade de recorrer, caso necessário, à “bomba atômica”, ou seja, o presidente FHC. Certa vez, de volta de Cayman, onde cuida dos seus negócios e de muitos outros graúdos, o banqueiro foi diretamente a Brasília para uma visita ao Alvorada. Perguntei-me se estaria em missão de agradecimento.
A vocação aérea de Aécio Neves é certa e sabida, costumava usar o avião da governança mineira para viagens sem agenda oficial, e o emprestava com generosidade aos amigos e nem tanto para suas deslocações Brasil afora. Até um vilão recente, Delcídio do Amaral, gozou da regalia. Do ex-governador falou-se muito e mal, em incursões inclusive por sua vida privada, e eis que, de improviso, ao se tornar candidato tucano contra Dilma Rousseff, a mídia nativa o assume como varão de Plutarco.
Os argumentos brandidos agora na tentativa de incriminar Lula, repetidos à exaustão produzem jornalões idênticos de um dia para o outro, e também revistas e programas de rádio e tevê. Ao ler a Folha de S.Paulo de sexta-feira você pode ser levado a crer que de verdade se trate de O Globo de domingo ou do Estado de S. Paulo da quinta seguinte. Não se distingue colunista, ou um comentarista, de outro. Por exemplo, Dora Kramer de Eliane Cantanhêde. De todo modo, na terça 2 de fevereiro, na Folha Mario Sergio Conti aponta em Ernesto Geisel um herói da probidade. Dado a esquecimentos, o colunista graciosamente olvida a vivenda nababesca que Geisel construiu na encosta da Serra do Mar e de como permitiu que o então mandachuva da Petrobras, Shigeaki Ueki, cobrasse pedágio sobre cada barril produzido ou importado. Sem contar que, ao encerrar o seu “mandato”, levou para casa os presentes recebidos de visitantes ilustres na qualidade de ditador. Consta ter apreciado sobretudo vasos chineses da dinastia Ming.
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Há 18 anos provamos a maior bandalheira da história, ecoador por estrondoso silêncio
Mesmo para quem se acostumou à leitura da imprensa, ou acompanha programas políticos na tevê e no rádio, haveria de sofrer autênticas crises de desalentado enfado diante da repetição dos tais argumentos, de resto até o momento tão pouco consistentes. Os jornais contam até as vezes em que a família de Lula esteve no celebérrimo sítio de Atibaia como se os passeios apontassem para os verdadeiros donos do imóvel. Fica provado apenas que a polícia segue os passos da família Lula da Silva e se prontifica a vazar informações aos repórteres que certamente não se dispõem a certas tarefas.
Ampla conspirata em andamento como se vê, conluio de policiais com os perdigueiros midiáticos, diante do olhar atônito de Rolando Lero, perdão, do ministro da Justiça. Envolvidos, ainda, promotores certos da autoridade que a Constituição lhes concede, qual fossem instituições à parte, além das três previstas pelo regime democrático. No caso, o doutor Ulysses Guimarães, pai da Carta de 1988, cometeu um equívoco. Houve, entre seus assessores, quem recomendasse não conceder ao Ministério Público tamanho poder, mas o “Senhor Diretas Já”, movido a idealismo, não quis ouvir.
Os enredos protagonizados pelo triplex praiano e pelo sítio interiorano foram completamente desenrolados. No caso do sítio, um dos donos é filho de um dos fundadores do PT, Jacó Bittar, velho companheiro de lutas sindicais do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. Jacó comandava o sindicato dos petroleiros de Paulínia, e os filhos dos dois sindicalistas cresceram juntos. Seria imaginável que um Bittar funcionasse como laranja de Lula? Mesmo assim, os perdigueiros farejam o pecado e contam com um promotor paulista, Cassio Conserino, para dar ouvidos à sua algazarra e indiciar o casal Lula da Silva para depor no próximo dia 17. Admita-se a hipótese de que Conserino aspirasse a ter seu retrato nas páginas dos jornalões.
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Sítio em Atibaia também é objeto de acusações contra Lula. (Cesar Dellamonica/ Frame Photo/ Ag. O Globo)
A razão da caçada é transparente, nasce do ódio de classe dos senhores da casa-grande e visa cortar pela raiz a eventualidade de uma candidatura de Lula em 2018. Ocorre que os perdigueiros se perdem pelo caminho à procura do que não existe, vítimas de sua própria insistência ao longo da pista que a nada leva. Surpresa? O jornalismo à brasileira é o mister, com raríssimas exceções, de uma horda de lacaios dos barões midiáticos. Estes se odeiam entre si, mas se unem à frente do risco comum, para formar o verdadeiro partido de oposição a qualquer ameaça à fórmula medieval, casa-grande e senzala. Nem por isso sobra espaço para espanto quando os perdigueiros estão a morder seu próprio rabo.
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O doutor Ulysses cometeu um equívoco ao conceder poder excessivo ao MP na Constituição de 1988...(Sergio Amaral)
Quantos, além do promotor Conserino, não percebem o ridículo? Em primeiro lugar, os proprietários de apartamentos mensuráveis em milhares de metros quadrados de construção, dotados de terraços gourmet e de sete a oito garagens, em edifícios definidos como torres. Foi-se o tempo em que veraneavam em Guarujá. Por lá havia até um cassino em roleta, dedicado, porém, a jogos de baralho, e à mesa de pôquer o rebento de uma graúda família paulistana certa vez perdeu um carro Studebaker, verde e recém-importado. Décadas e décadas atrás, quando a Praia das Astúrias servia apenas para os passeios dos moradores de Pitangueiras, esta sim, habilitada a receber na orla a aristocracia, enquanto o time aspirante se espalhava por trás, em prédios ou sobrados sem vista para o mar. Guarujá é hoje uma amostra terrificante da degradação brasileira, com suas praias cercadas de favelas e bandos de assaltantes estavelmente instalados no túnel que dá acesso às praias da Enseada, Pernambuco e Perequê no rumo de Bertioga. 
É um faroeste do terceiro milênio, bem diferente de Coral Gables, onde inúmeros privilegiados brasileiros têm apartamentos, quando não os têm em Nova York, com vista para o Central Park, e em Paris na Avenue Foch. Das Astúrias cabe dizer ter-se tornado há muitos anos a meta preferida dos farofeiros. Permito-me achar que dona Marisa agiu bem ao renunciar a tão falado triplex, que, aliás, com seus duzentos e poucos metros de construção, não há de ser a morada do rei. Basta, no entanto, pensar nele e, evidentemente, na possibilidade de que a família Lula da Silva dele usufruísse, para enraivecer os senhores até o paroxismo, bem como toda uma dita classe média que aspira a morar, algum dia, ao menos na mansarda da casa-grande.
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....e o promotor Conserino aproveita-se. (Sergio Amaral)
Não vivessem uma poderosa degradação mental, fruto da incultura e da parvoíce dignas de uma república bananeira, perceberiam que essa história transpôs as fronteiras do ridículo, e o fracasso dos perdigueiros se retorceria contra quem os soltou. Receio que ninguém escape ao final infeliz de uma tragicomédia, mesmo quantos não merecem este destino, vítimas do carnaval encenado pela minoria branca, como diria Cláudio Lembo. 

PT 36 anos de vida - nascido e forjado na luta contra qualquer tipo de preconceito, pela liberdade, pela democracia e contra o velho sistema político das oligarquias



No dia 10 de fevereiro de 1980 nascia o PT - Partido dos Trabalhadores, advindo do movimento social, sindical, setores da Igreja, estudantes, intelectuais e independentes, e trazia uma proposta totalmente diferenciada do sistema político vigente há centenas de anos no Brasil, sob o comando das velhas oligarquias políticas.

Já no nascedouro enfrentamos a ditadura militar e os oligopólios. 
Defendíamos um salário mínimo de 100 dólares, o avanço dos direitos trabalhistas, a participação efetiva das mulheres na política e no mundo do trabalho, uma universidade aberta e participativa, a universalização da saúde, o amplo acesso à educação, os direitos da nação indígena, entre outras bandeiras sociais.

Aproveito para parabenizar a legião de um milhão, setecentos e cinquenta e quatro mil filiados e filiadas, sobretudo os anônimos.

E quero me solidarizar com o companheiro Lula, vítima de uma implacável perseguição imposta por setores da mídia e da elite, por preconceito, vingança e inveja da sua trajetória e da sua história.

Parabéns ao PT e parabéns a todos os petistas e simpatizantes do Partido.

Francisco Rocha da Silva, Rochinha10 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

“Não é razoável o que estão fazendo com Lula”, diz fundador do PSDB

Luiz Caros Bresser-Pereira critica duramente a perseguição ao ex-presidente


O cerco a Lula
Há meses que eu ouço frases como: “Quando vão chegar no Lula?”, ou então, “Quando vão pegá-lo?”. Porque, afinal, este é o objetivo maior do establishment brasileiro: atingir o maior líder popular do Brasil desde Getúlio Vargas. Não porque ele seja desonesto, mas porque ele se manteve de esquerda, porque se manteve fiel à sua classe de origem não obstante o clássico processo de cooptação de que foi objeto. Pois bem, o establishment chegou ao Lula. Não para incriminá-lo, mas para tentar desmoralizá-lo.
As duas manchetes de primeira página dos dois principais jornais de São Paulo de hoje são significativas. Na Folha leio que “Lula é investigado por suposta venda de MPs”. Não há nada contra o ex-presidente na Operação Zelotes, a não ser a desconfiança de um delegado irresponsável. O que há nessa operação é o envolvimento de grandes empresas e de seus dirigentes em um escândalo de grandes proporções de pagamento de propinas para obterem MPs favoráveis.
No Estado, por sua vez, a manchete é “Compra de sítio foi lavrada no escritório de compadre de Lula”. Neste caso – o do uso por Lula e sua família de um sítio no qual construtoras se juntaram para realizar obras sem que houvesse pagamento – o caso é mais objetivo. Lula aceitou um presente que não deveria ter aceito. 

As contribuições de empresas a campanhas eleitorais (que até a decisão do Supremo eram legais) são afinal presentes. Mas é impressionante como empresas dão ou tentam dar presentes mesmo a políticos – presentes dos quais elas não esperam nada determinado em troca; fazem parte de suas relações públicas. Eu sempre me lembro de como tentaram reformar a piscina da casa do Ministro da Fazenda em Brasília quando ocupei esse cargo em 1987. Minha mulher os pôs para correr. Era o que devia ter feito Lula, que havia acabado de sair do governo. Não o fez, e isto foi um erro político. A reforma não aumentava seu patrimônio, apenas lhe proporcionava mais conforto. Ele não trocou o reforma do sítio por favores às duas construtoras. Não há nada sobre isto na investigação sobre o sítio.

O Estado brasileiro está revelando capacidade de se defender – de defender o patrimônio público – ao levar adiante as operações Lava Jato e Zelotes. Dirigentes de empresas, lobistas e políticos envolvidos estão sendo devidamente incriminados e processados.
A instituição da delação premiada revelou-se um bom instrumento de moralização. Mas está havendo abusos. Houve e estão havendo abusos na divulgação de delações sem provas, houve abuso em prisões cautelares ou provisórias quando não havia razão para elas. E não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco de que está sendo vítima.
(Artigo inicialmente publicado no Facebook do economista Bresser-Pereira)
Luiz Carlos Bresser Pereira é economista, fundador do PSDB, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso. PT

Promessa feita por Dom Pedro, foi cumprida por Lula e Dilma

Ontem abriu-se a primeira comporta da transposição do rio São Francisco de Pernambuco até Paraíba. Tenho certeza que a elite podre nordestina não dormiu esta noite.


Assista à íntegra do depoimento do ex-ministro José Dirceu na Lava Jato

O ex­ministro da Casa Civil José Dirceu prestou depoimento no âmbito da Operação Lava Jato na última sexta­feira (29). Na presença do juiz federal Sergio Moro, o petista negou ter recebido propina proveniente de contratos da Petrobras e também nego ter indicado Renato Duque ao cargo de diretor de Engenharia. Assista abaixo à íntegra do depoimento, cujos vídeos foram anexados à ação nesta segunda­feira (1º).



fonte

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Elite esconde suas malfeitorias e persegue quem luta pelo povo; com o apoio da mídia e de setores da justiça

A elite brasileira que sempre se comportou de forma indecente, especialmente no campo da política e da ética, durante mais de 500 anos, se apropriou das estruturas do Estado e nesta sanha arrebanhou grandes fortunas. Por isso, a elite nunca vai se conformar com as mudanças e os avanços sociais ocorridos no Brasil durante os últimos 13 anos.

Este é um preconceito histórico, que vem desde a época da casa grande e da senzala, e agora é simbolizado em cima de um grande líder operário que surgiu no Brasil, o Lula. A figura dele representa exatamente o outro lado da moeda. Esta mesma elite que se perpetuou durante décadas no poder à custa da opressão, da manipulação e da cooptação do direito sagrado do voto, não se conforma em ter sido derrotada justamente pela conscientização da população, principalmente em relação aos direitos fundamentais.

Lula, uma figura operária que durante a sua vida inteira se dedicou às causas sociais, hoje paga o preço da agressão e do ranço dos velhos patriarcas da burguesia brasileira. Essa perseguição, que vem desde o seu surgimento no campo do enfrentamento na defesa das reivindicações sindicais, se multiplicou no momento em que ele entrou numa seara que não era permitida aos mais pobres, que é a disputa por um espaço no poder pela política.

Nos últimos 40 anos, Lula sofreu uma perseguição implacável, mas como nunca encontraram absolutamente nada que o comprometesse em matéria de corrupção, coisa que a elite sempre praticou e pratica nestes mais de 500 anos, hoje vasculham a sua vida pessoal e da sua família na tentativa de incrimina-lo, por medo de que ele volte novamente à Presidência da República em 2018.

Eu insisto que essa é uma tentativa abusiva e agressiva em vão, porque aqui no PT os filiados se comportam como “madeira que cupim não rói”, segundo um velho ditado popular. Aqui nos pautamos pela defesa da democracia e da liberdade, e sempre estamos a postos para enfrentar qualquer desafio.

Vale lembrar que em 25 de fevereiro de 1981, o Lula e mais 12 sindicalistas foram interrogados na 4ª Circunscrição do Exército, na Brigadeiro Luis Antônio, em São Paulo, e mesmo com o bloqueio em vários quarteirões, nós petistas estávamos a postos à frente da Auditoria para defender os nossos companheiros. E assim nos comportaremos sempre que necessário.

Enquanto aqueles que sempre se pautaram dentro das regras e normas legais são perseguidos, esta mesma elite, disfarçadamente ou não, usa e abusa dos poderes constituídos para esconder as suas malfeitorias. E nisso é apoiada por uma justiça que desde o princípio foi constituída para defender os interesses dos ricos e para prejudicar os pobres e quem luta por eles.

A verdade virá!


Francisco Rocha (Rochinha)