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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Por favor, leiam e divulguem.

 
 
Impeachment: traição, jogo sujo e ódio
07 de Dezembro de 2015
 
O Brasil vive um momento grave na política e na economia que requer de todos nós muita reflexão e sobretudo muita responsabilidade.

Um país que representa a maior população do continente e é respeitado como a sétima economia mundial não pode agir de forma precipitada e irresponsável em momentos em que necessita tomar decisões que, de certa maneira, afetam o conjunto da população e tem reflexo no continente e no mundo todo.

Falo da tentativa de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, ato feito à custa de traição, jogo sujo e ódio. A presidenta foi eleita pelo voto popular disputado primeiramente com vários candidatos e no segundo turno com o candidato tucano, num pleito altamente democrático e dentro das normas que regem a legislação eleitoral.

Sabemos que no Brasil, desde a fundação da República, quase todos os presidentes eleitos passaram por profundas crises políticas e econômicas e vários deles não conseguiram concluir seus mandatos. É bom frisar que a política brasileira e sul americana sempre foi campo propício para a oligarquia política se perpetuarem no poder e conseguirem vantagens e enriquecimento ilícito à custa do Estado.

No nosso país, os presidentes que se elegeram pelo voto direto e contrariaram os interesses econômicos das oligarquias ao fazerem algo em benefício das camadas mais pobres da população foram e continuam sendo extremamente perseguidos por estas mesmas forças. Os poderes constituídos, tanto o Legislativo como o Judiciário, fazem parte desse mesmo jogo, pois quase todos seus membros são oriundos de famílias da Casa Grande, que durante toda a nossa história sufocou a senzala.

No caso atual que envolve a presidenta Dilma não é diferente, é igual ao que fizeram com Getúlio Vargas, quando propôs a nacionalização da indústria brasileira; Juscelino Kubistcheck quando apresentou o seu plano de metas e a João Goulart quando tentou implementar as reformas de base.

Os últimos 12 anos de governo Lula e Dilma foram marcados por políticas de inclusão social, com a eliminação da extrema miséria através do Fome Zero e do Bolsa Família, a elevação do valor do salário mínimo a patamares nunca vistos, melhoria dos salários e da renda dos trabalhadores, avanço significativo a caminho do pleno emprego. Foram e estão sendo construídas obras estruturantes de grande alcance social, como a transposição do rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina, construção das hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antônio e Girau e também realizados investimentos em energia limpa como a eólica e solar, avanços importantes na questão da mobilidade urbana,  a descoberta do pré-sal que é um passaporte para o futuro de um Brasil como potência mundial, além da prioridade pautada para a educação dos brasileiros, como o Pronatec, construção de universidades públicas em todas as regiões do país, a instituição do Enem e das cotas que deram a oportunidade às classes médias, pobres e aos negros de terem pleno acesso ao ensino superior.

Por essas e outras ações concretas que deram ao Brasil uma cara diferente daquela dos 500 anos governados pela velha oligarquia, o PT e o governo passaram à condição de protagonista a vilão, vindo daí todo e qualquer tipo de perseguição por parte dos setores que se sentem “prejudicados” pelas ações praticadas pelos governos petistas.

Eis aí a principal razão de se inventar um impeachment, aonde, segundo juristas especializados, está claro que não há base jurídica para tamanho jogo sujo. De qualquer forma, o jogo está em andamento. Cabe a todas as forças progressistas e de esquerda deste país barrar mais esta campanha sórdida de ódio e de intolerância contra um governo eleito democraticamente.

Vamos à luta e venceremos!


Francisco Rocha da Silva, Rochinha

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