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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Conjuntura política e econômica: assombração sobre o Lula e a eleição de 2018


Há muito tempo que venho analisando a conjuntura política vigente e estou convicto de que o resultado das eleições 2014 continua na pauta política. Já que Dilma não poderá ser candidata, os olhares do conservadorismo político se voltam para a força e a liderança do ex-presidente Lula visando a possibilidade dele vir a disputar as eleições de 2018.

Se prevalecesse a lógica política daqueles que foram derrotadas nas eleições de 2014 - e se a oposição fosse séria - deveria apresentar ao país projetos concretos para o próximo pleito, independentemente de o Lula participar ou não da disputa. Ao contrário disso temos uma oposição sem rumo e sem projeto, que não desceu do palanque, questiona os resultados eleitorais e cria factoides para ver se consegue emplacar um impeachment contra a presidenta eleita, via Congresso Nacional, ou invalidar o resultado das eleições junto ao  Tribunal Superior Eleitoral.

Com o esvaziamento dos recentes movimentos de rua e o resultado de pesquisas recentes, aonde é apontado um descrédito muito grande em relação a todos os políticos, e neste meio aparece nitidamente a força e o prestígio político do ex-presidente Lula. Isso deixa a oposição e as elites em estado de pânico. Neste quadro nebuloso da política nacional usam e abusam do apoio dos grandes meios de comunicação para turbinar uma campanha difamatoria de desconstrução do governo Dilma e da figura do ex-presidente Lula.

Todos nós temos convicção de que este não é um dos melhores momentos na economia brasileira, mas também temos a certeza de que o tema serve de álibi para tentar contaminar a opinião pública com uma distorção do tamanho real da crise econômica que o país vivencia. O Brasil já viveu em momentos recentes situação de crise tão difícil tanto quanto a atual, mas o país tem fundamentos econômicos sólidos para conseguir ultrapassar mais uma vez tais dificuldades.

A grande mídia  cotidianamente bombardeia a opinião pública com notícias manipuladas para tentar envenenar a população e passar a visão de uma crise muito maior do que ela realmente é. Essa mesma mídia produz e envia para o exterior notícias negativas sobre o cenário econômico e político do país. Essas mesmas notícias são reproduzidas aqui fazendo crer que elas são originadas de lá.

E para complicar ainda mais o quadro político nacional temos um Congresso com postura extremamente conservadora que, além de não avançar nas reformas que são necessárias para conduzir o país de volta ao crescimento e às condições de estímulo ao emprego, coloca em pauta e vota projetos que no momento tem pouco a ver com a realidade vivida pelo Brasil. Merece de todos nós  uma profunda reflexão sobre este momento que vivemos e cabe a todos os setores progressistas da sociedade lutar para que possamos encontrar encontrar saídas de cunho democrático para a atual crise.

Na minha opinião cabe ao governo manter as conquistas sociais alcançadas pela população nos últimos 12 anos e dar prosseguimento aos projetos em curso como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pronatec, Fies, etc, e ampliar recursos para a agricultura familiar, além de prosseguir com as obras de caráter estruturante e social, como a Transnordestina, a transposição do rio São Francisco, o término da hidrelétrica de Belo Monte, além de continuar investimento em infraestrutura com programas de mobilidade urbana, incluindo ferrovias e rodovias.

Ao PT cabe o direito e o dever de fazer a defesa do Partido junto com o demais setores da esquerda e lutar para impedir a criminalização da política em curso no país, via setores retrógados  que estão incrustados no meio do judiciário.

Termino conclamando todas as forças políticas para a luta pela democracia, pela justiça e pelo estado de direito.

Francisco Rocha da Silva, Rochinha
Brasilia, 04 de novembro de 2015.

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