Botao share

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Na TV, o PSDB não vai falar como entregou o Brasil em 2002

Hoje, durante o programa do PSDB no rádio e na televisão, com falas de Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e José Serra, entre outros tucanos de alta plumagem, possivelmente nenhum deles citará os números abaixo.

Mas sempre é bom relembrar e comparar como se encontrava o Brasil em 2002, no final do governo tucano, e a diferença marcante para com os governos do PT, com Lula e Dilma

Seguem então alguns dados para a reflexão de todos e todas:

PIB - Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

Taxa de Desemprego:2002 – 12,2%
2015 – 8,3%

Safra Agrícola:2002 – 97 milhões de toneladas
2015 – 198,2 milhões de toneladas

Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2015 – 371,020 bilhões de dólares

Empregos Gerados:Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

Salário Mínimo:2002 – R$ 200
2015 – R$ 788

Posição entre as Economias do Mundo:2002 – 13ª
2014 – 7ª

Exportações:2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

Taxa de Pobreza:2002 – 34%
2015 – 15%

Taxa de Extrema Pobreza:2003 – 15%
2012 – 5,2%

Índice de Desenvolvimento Humano:2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

Capacidade Energética:2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

Mortalidade Infantil:2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

Gastos Públicos em Saúde:2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões

Gastos Públicos em Educação:2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões

Criação de Universidades Federais:Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC – zero

Criação de Escolas Técnicas:Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC – 0
De 1500 até 1994 – 140

Desigualdade Social:Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

Produtividade:Governo FHC – Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%

Passagens Aéreas Vendidas:2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões
E temos mais dados dos governos petistas de Lula e Dilma que deixam no - chinelo os oitos anos do PSDB:
- PRONATEC – 6 Milhões de pessoas
- FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário
- Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas
- Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas
- Criação de 6.427 creches
- Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados
- Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados
- Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza
- Transposição do Rio São Francisco que vai beneficiair 12 milhões de pessoas e mais de um milhão cisternas construídas no semi-árido nordestino
- Os governos do PT, além do alto investimento em usinas hidrélitricas como Belo Monte, Santo Antônio e Jirau, também estimulam e investem em energia limpa, com destaque para a energia eólica e a energia solar
Lembrando ainda que a nossa dívida externa em 2002 era de 211 bihões de dólares e que o Governo FHC recorreu três vezes ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com o pires na mão em busca de empréstimos. Enquanto que hoje o Brasil é credor do FMI e não mais devedor.
É uma pena que a geração na idade de até 30 anos não passou por este lastimável período.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Augusto Nardes, do TCU, estaria no esquema de corrupção no Carf?

Operação Zelotes fez buscas na cidade do ministro, Santo Ângelo (RS). Nome do ex-deputado teria aparecido como sócio de empresa envolvida em fraudes contra o fisco. Caso vai ao STF
por André Barrocal — publicado 08/09/2015 18h17, última modificação 08/09/2015 18h19

Operação Zelotes, que apura um esquema de corrupção destinado a anular a cobrança de bilhões em tributos federais, esbarrou em uma alta autoridade da República. Por este motivo, é iminente o envio de parte das investigações ao Supremo Tribunal Federal (STF). O personagem em questão pode ser o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, ex-deputado federal pelo PP gaúcho.
Na quinta-feira 3, a Zelotes realizou nova busca e apreensão de provas. Foi uma batida conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público, da Corregedoria do Ministério da Fazenda e da Receita Federal. O grupo foi às ruas em São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Nos pampas, o alvo foram três escritórios de contabilidade em Santo Ângelo. Município de 78 mil habitantes, é a terra natal de Paulo Roberto Cortez, um dos delatores do esquema.
Santo Ângelo também é a cidade de Nardes. Segundo informações obtidas porCartaCapital, o nome do ex-deputado teria aparecido durante as investigações daOperação Zelotes na condição de sócio de uma das empresas participantes da fraude.
À reportagem, Nardes disse que, ao se tornar ministro do TCU há dez anos, afastou-se de todas as empresas das quais era sócio. Não descartou, porém, que algum destes desligamentos tenha levado um certo tempo para se consumar, nem que alguma das empresas tenha sido usada indevidamente por terceiros. Afirmou conhecer Paulo Cortez “superficialmente” e ter deixado Santo Ângelo em 1995. “Estou tranquilo, me afastei de todas as empresas”, disse.
Nardes foi indicado para o TCU em 2005 pelo então líder da bancada de deputados federais do PP, o falecido José Janene, e posteriormente aprovado no plenário da Câmara. Amigo do doleiro Alberto Youssef, Janene é um dos nomes do esquema desvendado pela Operação Lava Jato, de superfaturamento de obras da Petrobras por parte de um cartel de empreiteiras e de agentes públicos. Janene também estava no “mensalão” do PT. Não foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012 por ter morrido dois anos antes.
O esquema desmontado pela Zelotes funcionava dentro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), um órgão do Ministério da Fazenda. O Carf é onde governo e contribuintes tentam resolver disputas tributárias sem passar pelo Judiciário. Quando não há acordo, a pendência vai aos tribunais.
Segundo as investigações, havia conselheiros do Carf dispostos a manipular julgamentos com o objetivo de livrar os contribuintes de dívidas. No meio do caminho entre os conselheiros corruptos e os contribuintes subornadores, havia um laranjal de empresas de fachada, cuja função era encobrir a natureza ilegal do dinheiro pago de um lado e embolsado de outro.
O esquema fraudulento de perdão de dívidas beneficiava grandes empresas, de acordo com as investigações. Entre estas, RBS, Santander, Bradesco, Opportunity, Camargo Correa, Safra, Gerdau. As apurações da Zelotes miram um conjunto particular de 74 processos suspeitos do Carf. São casos de 2005 a 2013. Juntos, somam 19 bilhões de reais que podem ter sido sonegados.
A investigação começou em 2013. Veio a público este ano, quando foi a campo pela primeira vez. Em março, houve busca e apreensão em Brasília, Ceará e São Paulo. Em privado, os investigadores queixavam-se de não terem conseguido ir mais a fundo por conta da postura do juiz original do caso, Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. Eleteria rejeitado vários pedidos de prisão e de bloqueio de bens, por exemplo.
Leite foi alvo de uma representação na Corregedoria do Tribunal Regional Federal e outra no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Acabou afastado do caso. A mais recente etapa da Zelotes, ocorrida na quinta-feira 3, foi feita sob a jurisdição de outro magistrado, a juíza Célia Regina Ody Bernardes. “Esse caso é muito grave, foram desviados bilhões, e precisa ser investigado até o fim”, diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Ele é autor da representação ao CNJ e relator de uma subcomissão da Câmara que acompanha os desdobramento da Zelotes.
Responsável pelo caso na Procuradoria da República no Distrito Federal, Frederico Paivaplaneja apresentar à Justiça agora em setembro denúncias criminais contra servidores públicos e executivos de empresas. Em entrevista em meados de agosto à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, disse que as denúncias “virão com elementos sólidos, fartos e com provas cabais de corrupção”.
Por ser ministro do TCU, Nardes não poderia estar entre os denunciados por Paiva perante a Justiça Federal, caso haja mesmo indícios a envolvê-lo. Seu futuro dependeria do STF, única corte com autorização constitucional para julgar autoridades detentoras de foro privilegiado, como deputados, senadores, ministros do governo e do TCU. Neste cenário, o caso entraria no STF, seria sorteado para a relatoria de algum ministro e este mandaria o processo ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Pela Constituição, cabe ao procurador-geral investigar portadores de foro privilegiado.
Caso Nardes tenha mesmo participado de corrupção no Carf, o clima promete esquentar em Brasília. No TCU, ele é o relator das contas fiscais de 2014 do governo. A reprovação das contas é um dos ingredientes do roteiro um dia traçado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para abrir um processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Nardes pode querer reagir para ser vingar de Dilma ou pode optar por se recolher para não se expor. fonte