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terça-feira, 28 de julho de 2015

As conquistas sociais e econômicas em 12 anos de governo do PT são um legado que não pode ser retirado


A crise econômica que permeia o mundo persiste desde 2008 com altos e baixos. Além de envolver em grande escala a Europa e em algum momento os Estados Unidos, ela ameaça os países asiáticos e tenta atingir em cheio o Brasil.

No início do governo Lula recebemos uma herança extremamente difícil advinda de crises nos governos anteriores. É bom lembrar que entre 2003 e 2004, o presidente Lula teve que fazer um rigoroso ajuste econômico para tentar por - e pôs - o país nos trilhos do desenvolvimento econômico e social.

Com a crise mundial de 2008, o Brasil tinha estruturado as bases da macroeconomia e conseguiu superar o vendaval provocado pela crise.
Após 2008, o país alcançou índices bastante robustos no que toca tanto ao desenvolvimento econômico quanto aos avanços sociais, conseguindo estancar a pressão inflacionária e as altas taxas de juros.

No primeiro governo da presidente Dilma Rousseff essa trajetória foi mantida e com isso as camadas mais pobres da população conseguiram, tanto pelas ações implementadas pelas políticas públicas e pelo alto grau de disponibilidade de emprego, atingir um nível de cidadania bem próximo dos países desenvolvidos. E as chamadas classes C e D chegaram a uma condição de bem estar nunca vista antes na história do Brasil.

Nos últimos dois anos, o Brasil  entra num ciclo de dificuldades econômicas, acelera-se a alta da inflação e dos juros, reaparece o desemprego e agita-se todas as classes sociais que alcançaram um alto grau de bem estar social na última década. Por isso sabemos, compreendemos e sentimos na própria carne o que significa para a população beneficiada se ver na condição de voltar a perder os avanços conquistados.

Na minha opinião temos que procurar as saídas o mais rápido possível para a retomada do crescimento, mas as classes C e D não podem pagar o preço pelo ajuste econômico promovido pelo atual governo. Esse preço deve ser pago especialmente por aqueles que tiveram lucros exorbitantes durante esta década. Cito, particularmente, bancos, o grande agronegócio e, sobretudo, as empresas de grande porte.

No bojo da discussão da crise econômica, o conservadorismo se utiliza das dificuldades na economia para criar obstáculos políticos com ameaça de crise institucional. Esta história é muito antiga, vejamos que desde a proclamação da República de todos os presidentes eleitos, sendo quase todos advindos da elite, poucos conseguiram concluir os seus mandatos e  pagaram o preço político quase sempre causado por crises econômicas. Exclui-se aqui Getúlio Vargas, que governou o Brasil por 15 anos com medidas de exceção. É bom lembrar que quando o mesmo Getúlio voltou à presidência pelo voto direto, a elite conservadora o levou ao suicídio por conta dos avanços políticos e sociais que ele tentava implementar no Brasil. Também não foi fácil para o presidente JK concluir o seu mandato, depois veio a renúncia de Jânio Quadros e na sequência o golpe contra João Goulart, outro presidente que tentava implementar as reformas sociais de base. Entramos então no período da ditadura militar por duradouros 20 anos de chumbo (que aqui não merece comentários), depois veio a eleição indireta de Tancredo Neves, que morre antes de tomar posse e é substituído por José Sarney. Tivemos então o período de eleições diretas com Fernando Collor de Melo e Itamar Franco, depois a era dos tucanos com FHC por oito anos e o período dos governos petistas de Lula e Dilma, a partir de 2003.

No momento, as elites se aproveitam das dificuldades no campo econômico para criar um ambiente de pânico no país. Juntamente com forças
conservadoras no Congresso Nacional, o empresariado conservador, setores do Judiciário e, especialmente, a grande mídia, tenta criminalizar a política e assim provocar uma crise institucional.

Cabe, portanto, a todos os setores democráticos, aos movimentos sociais e sindicais, mobilizar a suas forças para evitar que a onda conservadora atinja os seus objetivos.

Francisco Rocha da Silva, Rochinha

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