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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lula processa Veja por capa criminosa




Enfim, reações.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou hoje com ação judicial por reparação de danos morais contra os responsáveis pela matéria de capa da Veja desta semana.
São alvos da açãoo diretor de redação da  revista,  Eurípedes Alcântara e Robson Bonin, Adriano Ceolin e Daniel Pereira, que assinam a matéria sobre as supostas -e desmentidas – intenções de  Leo Pinheiro, de alvejar o ex-presidente em um acordo de delação premiada com o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro.
Segundo e-mail do Instituto Lula, “o texto é repugnante, pela forma como foi escrito e pela absoluta ausência de elementos que possam lhe dar suporte”, destacam os advogados de Lula na ação. A peça reafirma também que, de acordo com jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, “a liberdade de comunicação e de imprensa pressupõe a necessidade de o jornalista e/ou o veículo pautar-se pela verdade”.
A reportagem repete práticas comuns a VEJA: mente, faz acusações infundadas e sem provas, apresenta ilações como se fossem fatos, atribui falas e atos, não tem fontes e busca atacar, de todas as formas, a honra e a imagem do ex-presidente Lula.”
Pena que a Justiça brasileira, tão valente diante de todos, coloca o rabo entre as pernas quando se trata de enfrentar os donos da mídia. salvo honrosas exceções.
A Veja, como um dia disse Sérgio Moro de Alberto Youssef, porta-se como um “bandido profissional”.
 
Fonte: http://tijolaco.com.br/blog/?p=28559

terça-feira, 28 de julho de 2015

A nova direção da Juventude do PT – O que a vida quer da gente é coragem

O Partido dos Trabalhadores vive sua virada geracional. O momento em que o grande projeto dos nossos fundadores precisa de nós, jovens do PT, para seguir adiante. Seguir adiante neste momento duro da conjuntura nacional, quando a oposição não apenas defende uma agenda racista, homofóbica, machista, contra a juventude negra, pobre e da periferia; criminalizadora […]




O Partido dos Trabalhadores vive sua virada geracional. O momento em que o grande projeto dos nossos fundadores precisa de nós, jovens do PT, para seguir adiante.
Seguir adiante neste momento duro da conjuntura nacional, quando a oposição não apenas defende uma agenda racista, homofóbica, machista, contra a juventude negra, pobre e da periferia; criminalizadora dos movimentos sociais, privatista e entreguista, mas também o golpe contra a presidenta Dilma, a prisão do companheiro Lula, uma nova rodada de arbítrios contra dirigentes históricos e a extinção do PT. Momento que exige uma mensagem clara para a juventude para construção do futuro. Um futuro que vá além do que já fizemos e possa corrigir erros cometidos, que contenha soluções estruturais para o Brasil e, principalmente, que dialogue com as novas pautas e direitos da juventude brasileira.
 
Uma gestão articulada para a luta
Nossa gestão, iniciada em 2012, após um grande II Congresso da Juventude do PT, que apontou, com o ampla composição programática, uma JPT que não se resignava só em administrar o capitalismo e conseguiu construir uma histórica aliança para o período de 2012-2015, como todo processo político, cometeu erros, mas também comemora muitos acertos. Entre eles, pode-se citar duas questões estruturantes, porque, acima de tudo, a JPT precisa ter um rumo firme.
De um lado, não abrimos mão de lutar pelas pautas da juventude brasileira. No início do primeiro semestre de 2012, realizamos os importantes Seminários da Juventude Negra(JN13), em Ilhéus (BA), onde foram debatidos os principais temas referentes a Juventude negra no âmbito nacional e desenvolveu ideias para a pauta da juventude negra na sociedade. Outro grande momento foi a realização do Seminário “Juventude e Meio Ambiente”, em Manaus (AM). Pela primeira vez, a juventude da Amazônia foi escutada e protagonista de uma forte linha política, que embasou a intervenção da JPT em nada mais nada menos do que a Rio + 20.
Para as eleições de 2012, elaboramos um programa e materiais de campanha para as jovens candidaturas do partido e, na medida do possível, percorremos o Brasil em Caravana. Travamos o bom combate nas eleições de 2012 e avançamos na municipalização da JPT, percorrendo centenas de municípios, nos lugares mais distantes deste país. Do Oiapoque ao Chuí o grito da Juventude que Muda o Brasil ecoou expressando com alegria a rebeldia e a coragem daqueles que optaram ser os protagonistas desta história. A nossa juventude defendeu o Pacto Pela Juventude e a defesa do Plano Juventude Viva, contra o extermínio da juventude negra, pobre e de periferia; contra os autos de resistência, contra a redução da maioridade penal, pela Tarifa Zero, pela aprovação do Estatuto da Juventude, do Plano Nacional de Educação (PNE) e pelo desenvolvimento sustentável. A Juventude do PT não se acovardou: articulamos uma forte intervenção da Juventude do PT na 2º Conferência Nacional de Juventude, nos Congressos da UNE e UBES.
Em 2013 organizamos o maior Encontro Nacional de Estudantes do PT (ENEPT) e com ele o sentimento de que a Juventude do PT (JPT) tem todas as condições de protagonizar lutas e mobilizações ao redor do país. Discutimos o Plano Nacional de Educação(PNE), os diversos programas educacionais, bem como a construção efetiva de sínteses programáticas estratégicas sobre nossos papeis nos movimentos sociais.
Em todas essas lutas e articulações, dialogamos com a direção partidária, com os nossos deputados e senadores, e conquistamos o respeito de dirigentes e parlamentares. Com essas pautas e articulações, fomos às ruas de Junho de 2013, compondo o setor que lutava por mais avanços.
 
Uma gestão de grandes temas, com novas formas de organização e diálogo com novas pautas e atores sociais.
De outro, como comprovam todas as resoluções dos conselhos políticos e executiva nacional da Juventude do PT, afirmamos a importância de discutir e pautar os grandes temas do desenvolvimento e retomar as reformas de base para avançarmos no projeto de nação iniciado em 2003. Queremos pensar políticas públicas de juventude e fazer a juventude pensar políticas públicas. E podemos dizer que isso consta na Carta de Salvador, que fala abertamente: “nossa proposta é a constituição de uma nova coalizão, orgânica e plural, que se enraíze nos bairros, locais de estudo e trabalho, centros de cultura e pesquisa, capaz de organizar a mobilização social, o enfrentamento político-ideológico, a disputa de hegemonia e a construção de uma nova maioria nacional” com vistas passar “das políticas públicas às reformas de base”; e que “Como integrante do governo de coalizão comandado pela companheira Dilma Rousseff, o partido tudo fará para que este programa possa ter a presidenta da República como sua principal porta-voz e liderança (…) Esta política deve ser fortemente mobilizadora da juventude (…)”.
Sob estes dois pilares, a JPT se engajou nas Jornadas de Lutas das Juventudes e cumpriu papel muito importante na aprovação do Estatuto da Juventude, da meia-entrada cultura e do transporte. Essa relação bem sintonizada com as juventudes partidárias e os movimentos de juventude construiu importantes momentos de diálogo e construção política com a presidenta Dilma e o companheiro Lula.
Foi nesta gestão que o PT fez a composição da suas históricas cotas geracionais nos municípios, estados e em nível nacional, no Processo de eleições diretas do PT(PED).
Não descuidamos da articulação partidária. Iniciamos um novo período no partido, no ano de 2014, quando realizamos o I Festival de Arte e Cultura da JPT que contou com a presença da presidenta Dilma, onde as lideranças de movimentos de todo o País apresentaram 13 propostas para contribuir com as diretrizes do programa de juventude do Governo Dilma 2015-2018, buscando construir novas formas de diálogo com a juventude partidária e brasileira, por meio da combinação da política com a arte e a cultura, aprovando também uma resolução em solidariedade aos presos políticos do PT. Tivemos uma participação decisiva nos Fóruns Regionais da Fundação Perseu Abramo, sem falar do Camping Digital e do Programa de rádio web “Diálogos com a Juventude”, ambos articulado com o Diretório do PT/SP, ampliando nossa comunicação e a articulação com as novas formas dos jovens se expressarem.
 
Uma gestão com fortes laços partidários e protagonista da reeleição de Dilma.
Com este acúmulo, chegamos à batalha eleitoral de 2014. A Juventude do PT foi protagonista dessa história. A vitória foi arrancada pela garra da militância nas ruas e a JPT deixou sua marca, com agendas importantes nos estados e coordenando o programa de governo para a juventude, onde apontou a necessidade de se priorizar o Plano Juventude Viva e torná-lo mais efetivo, por dentro do Brasil Sem Miséria e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Tivemos um grande trabalho, com muita luta e disposição vencemos essas eleições e conseguimos dialogar e agregar o campo progressista da juventude brasileira. Nunca antes em uma eleição a temática de juventude ficou tão evidente e ganhou tanto destaque. Podemos afirmar com tranquilidade que a diversidade da juventude fez a diferença para reeleição da nossa presidenta Dilma.
A Juventude do PT também venceu. Esta vitória só foi possível graças a decisão madura do Diretório Nacional do PT em adiar o 3° Congresso da JPT. Os jovens petistas deixaram sua marca nas eleições de 2014.
A juventude impulsou a vitória pela esquerda e a grande virada na eleição, aconteceu graças a conexão das pautas da juventude, direitos humanos, cultura, mulheres, igualdade racial, homofobia, segurança pública que foram colocadas pela juventude que ousou e foi valente durante toda essa eleição. Foram momentos importantes com a presidenta Dilma. O No histórico 07 de setembro, dia da Independência do Brasil, a presidenta Dilma recebeu no Palácio da Alvorada, 22 representantes dos movimentos de juventude, que teve como tema central a discussão sobre a reforma política, cultura, periferia e a vida da juventude no campo e na cidade.
Na mesma sintonia, no dia 13 de setembro, foi lançada as principais propostas para a juventude, em um grande ato que contou com mais de 5 mil jovens e foi realizado em Belo Horizonte. A presidenta Dilma, juntamente com diversos movimentos, foi incentivada e dançou alguns passos da “batalha do passinho” – apresentação de funk.
Outro grande destaque da força da juventude na campanha, aconteceu no dia 20 de outubro, com a realização do Periferia com Dilma. O ato foi realizado na praça Brasil, em Itaquera, na zona leste de São Paulo. O evento reuniu milhares de pessoas ligadas a movimentos culturais, de juventude, direitos humanos, moradia, comunicação, funkeiros, rappers e coletivos. Um momento marcante que teve a presença do ex-presidente Lula e de artistas como Negra Li, Emicida, Tulipa Ruiz, Lirinha, Henri Castelli e o poeta Sérgio Vaz. Também estiveram presentes o deputado federal reeleito no Rio de Janeiro pelo PSOL, Jean Willys, o senador Eduardo Suplicy, o prefeito Fernando Haddad.
Essas mobilizações em conjunto com os diversos movimentos, os diversos jovens e muita unidade levou a grande vitória do campo popular brasileiro.
Uma gestão das redes e das ruas
Neste início do ano de 2015 já estamos travando lutas importantes na defesa da democracia, do projeto do PT, contra o PL4330 da terceirização e contra a redução da maioridade penal ou o prolongamento do tempo de privação de liberdade não resolverão a questão da violência no país. Nós somos da mesma geração, dividimos o mesmo espaço e o mesmo tempo. Temos em nossas mãos, diante de nossos olhos a democracia construída com muita luta social.
A juventude do PT tem sido protagonista dos recentes atos que marcaram definitivamente a história de nosso país. Em várias cidades, se manifestaram por mais direitos e pela valorização da democracia no Brasil. Nossa ação também teve papel importante na segunda etapa do 5º Congresso do PT, realizada no período de 11 a 13 de junho, em Salvador, Bahia, que terminou com deliberações políticas importantes para o PT, para a juventude e a sua militância. Foram muitas plenárias, encontros presenciais e virtuais, congressos em todos os cantos desse Brasil profundo, com a presença forte dos jovens petistas.
Durante essa gestão(2012/2015) é possível dizer que o maior êxito está no conjunto de narrativas marginais, boas, ruins, ou seja, um material vivo de todos os cantos do Brasil.
 
Um chamado à unidade contra a direita
Poderíamos ter feito mais? Sim! E este é o chamado que faço para toda a Juventude do PT: construir uma gestão ainda mais forte, participativa, propositiva, mobilizadora, aprofundando estes projetos e construindo novos, rumo ao socialismo!
Neste sentido, convido todas as forças do PT para uma grande composição e, como secretário nacional de juventude, apresento propostas para o próximo período:
1) Realizar um grande encontro sobre um projeto renovador para o Brasil, com ênfase nas reformas necessárias e nas novas pautas e direitos para a juventude;
2) Aperfeiçoar a comunicação da JPT, construindo uma página oficial nos moldes do Muda Mais e atualizar e retomar um curso de formação política para a Juventude do PT.
3) Realizar o II Seminário “Juventude e Meio Ambiente”, na Amazônia, focado na organização da juventude ribeirinha, quilombola e indígena e um grande seminário da juventude trabalhadora em parceria com a Juventude da CUT que prepare o jovem trabalhador para participar mais ativamente das discussões que envolvem a política local e a nacional, seja partidária ou sindical.
4) Articular uma relação orgânica com os setoriais, a fim de fortalecer a intervenção jovem feminista, anti-racista, anti-homofóbica, indígena e por dentro de temas como educação, ciência & tecnologia e cultura e construir o conselho de movimentos sociais e jovens artistas da JPT, vinculado ao conselho político em nível nacional, estadual e municipal;
5) Construir durante o #3ConJPT, um grande ato nacional contra o extermínio da juventude negra e Realizar os encontros da juventude negra e da juventude LGBT do PT em todo país;
6) Articular uma grande frente das juventudes que reúna movimentos sociais, juventude trabalhadora, partidos de esquerda, movimento estudantil, artistas progressistas e novos atores da geração de ativistas, redes, movimentos e coletivos que polarize contra a ofensiva da direita e lute pelas reformas estruturais e por outra política econômica.
7) Propor ao Conjuve, Secretaria Nacional de Juventude, órgãos e conselhos estaduais e municipais de juventude, assim como nos demais conselhos onde movimentos sociais aliados tem assento, o pacto nacional pela segurança pública democrática e humanista, contra os autos de resistência, contra a redução da maioridade penal, desmilitarização das polícias, uma nova política de drogas etc;
8) Construir uma campanha nacional pela Tarifa Zero, como plataforma central para as eleições de 2016. O transporte coletivo é um direito essencial. Teremos somente uma tarifa efetivamente social quando existir a tarifa zero.
9) Realizar os conselhos políticos itinerantes da JPT, compostos pela DNJPT e as DNJPTs estaduais de cada região do país, uma por vez, para uma relação mais forte com os estados;
10) Realizar o II Festival de Cultura, Arte e Política da JPT, sendo um grande espaço de integração, debate político aberto à juventude petista e simpatizantes, onde mais uma vez terão a oportunidade de participar de oficinas, minicursos, debates e apresentações culturais. O objetivo e encaminhamento será na criação do Circula JPT Cultura, visando ampliar as conexões entre o PT e os movimentos de juventude, bem como ressignificar as sedes dos diretórios municipais, estaduais e nacional como espaços que atraiam e dialogue com a cultura, arte e muita política, conectando agentes, produtores e artistas, passando a ser terreno fértil de transformações.
11) Ampliar o diálogo sobre as eleições diretas para as direções do PT e da JPT, sendo também mais um elemento mobilizador da nossa militância, para sermos capazes de atender à necessidade de expandir o número de militantes jovens do partido e de ampliar a sua presença territorial; 10% do Fundo Partidário para financiar as atividades da JPT, uma ampla campanha de financiamento solidário aberto à sociedade no formato “crowdfunding” e construir um fórum de debates e construção coletiva para os novos dirigentes partidários para, no próximo PED, a JPT liderar as eleições para os Diretórios Zonais do PT, para aprofundar um diálogo territorial e de base com a sociedade;
12) Estimular e fortalecer as candidaturas jovens no pleito de 2016 e realizar um amplo processo de mobilização através de uma plataforma política sintonizada com esse novo país, ousando em novas experimentações democráticas e plataformas eleitorais para as eleições, para a superação da representação e da política personalista, com plataformas-movimentos contra a burocratização de poderes públicos, e, para além do marketing político, o papel das redes: hashtags, vídeos colaborativos, projeções em paredes, crowdfunding, midialivrismo, cyber ativismo e todas as possibilidades da política em rede contra o monopólio dos “especialistas”.
13) Construir em conjunto com as secretarias estaduais e municipais, uma grande campanha de filiação para que possamos conseguir atingir 1 milhão de jovens filiados e conquistar os jovens que ainda não são filiados, mas que fazem a defesa do nosso projeto nas redes sociais, nos bairros, nas escolas, nos povoados em todos os cantos do país.
É com este horizonte que renovo minha confiança na juventude brasileira que, ao longo de nossa história, esteve à frente das lutas por independência, como a Cabanagem, o 09 de Julho, e a Revolta do Contestado. A juventude que foi às ruas dizer que “O Petróleo É Nosso!”, agitou o Comício da Central do Brasil pelas Reformas de Base, jogou as primeiras pedras nas vidraças da ditadura militar, disse em alto e bom som: quero votar para presidente! pintou a cara pelo “Fora Collor!” e pôde conquistar seu estudo técnico, faculdade, primeira casa, empregos e salários e, apesar do genocídio de séculos de opressão segue gritando “a juventude quer viver!”
O nosso sonho não vai terminar!
Vamos ao 3° Congresso Nacional da Juventude do PT!
Façamos nós por nossas mãos e vamos construir um grande processo político, cultural e de mobilização em defesa da legalidade, de Dilma, Lula, do PT e da juventude brasileira!

As conquistas sociais e econômicas em 12 anos de governo do PT são um legado que não pode ser retirado


A crise econômica que permeia o mundo persiste desde 2008 com altos e baixos. Além de envolver em grande escala a Europa e em algum momento os Estados Unidos, ela ameaça os países asiáticos e tenta atingir em cheio o Brasil.

No início do governo Lula recebemos uma herança extremamente difícil advinda de crises nos governos anteriores. É bom lembrar que entre 2003 e 2004, o presidente Lula teve que fazer um rigoroso ajuste econômico para tentar por - e pôs - o país nos trilhos do desenvolvimento econômico e social.

Com a crise mundial de 2008, o Brasil tinha estruturado as bases da macroeconomia e conseguiu superar o vendaval provocado pela crise.
Após 2008, o país alcançou índices bastante robustos no que toca tanto ao desenvolvimento econômico quanto aos avanços sociais, conseguindo estancar a pressão inflacionária e as altas taxas de juros.

No primeiro governo da presidente Dilma Rousseff essa trajetória foi mantida e com isso as camadas mais pobres da população conseguiram, tanto pelas ações implementadas pelas políticas públicas e pelo alto grau de disponibilidade de emprego, atingir um nível de cidadania bem próximo dos países desenvolvidos. E as chamadas classes C e D chegaram a uma condição de bem estar nunca vista antes na história do Brasil.

Nos últimos dois anos, o Brasil  entra num ciclo de dificuldades econômicas, acelera-se a alta da inflação e dos juros, reaparece o desemprego e agita-se todas as classes sociais que alcançaram um alto grau de bem estar social na última década. Por isso sabemos, compreendemos e sentimos na própria carne o que significa para a população beneficiada se ver na condição de voltar a perder os avanços conquistados.

Na minha opinião temos que procurar as saídas o mais rápido possível para a retomada do crescimento, mas as classes C e D não podem pagar o preço pelo ajuste econômico promovido pelo atual governo. Esse preço deve ser pago especialmente por aqueles que tiveram lucros exorbitantes durante esta década. Cito, particularmente, bancos, o grande agronegócio e, sobretudo, as empresas de grande porte.

No bojo da discussão da crise econômica, o conservadorismo se utiliza das dificuldades na economia para criar obstáculos políticos com ameaça de crise institucional. Esta história é muito antiga, vejamos que desde a proclamação da República de todos os presidentes eleitos, sendo quase todos advindos da elite, poucos conseguiram concluir os seus mandatos e  pagaram o preço político quase sempre causado por crises econômicas. Exclui-se aqui Getúlio Vargas, que governou o Brasil por 15 anos com medidas de exceção. É bom lembrar que quando o mesmo Getúlio voltou à presidência pelo voto direto, a elite conservadora o levou ao suicídio por conta dos avanços políticos e sociais que ele tentava implementar no Brasil. Também não foi fácil para o presidente JK concluir o seu mandato, depois veio a renúncia de Jânio Quadros e na sequência o golpe contra João Goulart, outro presidente que tentava implementar as reformas sociais de base. Entramos então no período da ditadura militar por duradouros 20 anos de chumbo (que aqui não merece comentários), depois veio a eleição indireta de Tancredo Neves, que morre antes de tomar posse e é substituído por José Sarney. Tivemos então o período de eleições diretas com Fernando Collor de Melo e Itamar Franco, depois a era dos tucanos com FHC por oito anos e o período dos governos petistas de Lula e Dilma, a partir de 2003.

No momento, as elites se aproveitam das dificuldades no campo econômico para criar um ambiente de pânico no país. Juntamente com forças
conservadoras no Congresso Nacional, o empresariado conservador, setores do Judiciário e, especialmente, a grande mídia, tenta criminalizar a política e assim provocar uma crise institucional.

Cabe, portanto, a todos os setores democráticos, aos movimentos sociais e sindicais, mobilizar a suas forças para evitar que a onda conservadora atinja os seus objetivos.

Francisco Rocha da Silva, Rochinha

segunda-feira, 27 de julho de 2015

PT é a legenda com maior número de simpatizantes no Brasil

 

Pesquisa do Datafolha apontou que 11% dos entrevistados têm preferência pelo Partido dos Trabalhadores

 


Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (22) pelo jornal “Folha de S. Paulo aponta que o Partido dos Trabalhadores é a legenda com o maior número de simpatizantes do País. De acordo com o levantamento, 11% dos entrevistados disseram ter preferência pelo PT.
Ainda segundo o Datafolha, o melhor desempenho do Partido dos Trabalhadores no levantamento sobre a preferência partidária dos brasileiros aconteceu em março de 2013. Na época, 29% dos entrevistados citaram a legenda petista como a preferida.
O Datafolha ouviu 2.840 pessoas em 174 municípios para realizar o levantamento. Os dados foram colhidos nos dias 17 e 18 de junho.
 
Fonte: http://www.pt.org.br/pt-e-a-legenda-com-maior-numero-de-simpatizantes-no-brasil/
 

terça-feira, 21 de julho de 2015