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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Uma onda de retrocesso varre o país e ameaça acabar com os avanços sociais

Nos últimos doze anos tivemos o privilégio de assistir a conquista de vários avanços econômicos e sociais para a grande maioria da população brasileira. Conquistas essas que vão da ampliação dos direitos sociais, passando pela erradicação da miséria e no pleno acesso ao bem estar individual e coletivo.

Nós nunca fomos ingênuos a ponto de imaginar que a direita e os conservadores, que sempre dominaram a política em nosso país, ficariam quietos diante da transformação pela qual passa o Brasil. Por isso, neste momento, é bastante clara a ação destrutiva destes setores que resulta numa onda de retrocesso que ameaça liquidar de vez com tais conquistas e avanços para o povo brasileiro.

Esta onda de retrocesso se dá através da atuação parcial de parte da grande mídia - totalmente contrária ao nosso projeto político nacional - aliada a um Congresso de perfil conservador e chantagista, além das manifestações reacionárias que beiram ao ódio de uma parcela da sociedade que não engole as políticas sociais implementadas pelos governos petistas.

A aprovação do projeto de Terceirização na Câmara, a questão da redução da maioridade penal, a abertura para compra e uso de armamentos, além de representantes da ala mais conservadora e da direita à frente de comissões parlamentares que defendem os direitos humanos e sociais, como é o caso da chamada bancada BBB (Boi, Bala e Bíblia) são alguns exemplos dessa onda de retrocesso.

Diante disso, é preciso alertar a sociedade civil, os partidos de esquerda e os movimentos sociais para que se mobilizem a fim de barrar definitivamente a ação maléfica da direita, dos políticos conservadores e da mídia venal.

As elites que não aceitam a inclusão social promovida pelos nossos governos deveriam ajudar a pagar o preço da crise econômica, já que acumularam grandes fortunas às custas da mão de obra da classe trabalhadora. A Constituição Brasileira garante que sejam taxadas as grandes fortunas dos ricaços no Brasil. A revista Forbes já listou os 20 maiores bilionários brasileiros, gente que tem mais de um bilhão de dólares. Só a título de exemplo, uma taxação de 0,5% renderia mais de dez milhões de reais de cada um aos cofres públicos. E também deveria ser cobrado um imposto de renda maior de quem acumula grandes fortunas. Isto é importante até mesmo para contrapor ao ajuste fiscal proposto pelo governo federal.

Além disso, reafirmamos a necessidade de se abrir uma discussão aprofundada sobre as grandes heranças no Brasil. As famílias patriarcais não tinham e jamais terão condições de, com base na produção e na renda, acumular grandes fortunas como várias delas fizeram no Brasil.  

Este documento representa a posição pessoal do signatário.

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