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quarta-feira, 18 de março de 2015

Costa recua em acusação a Palocci: 'nunca conversei'

Fonte: http://www.brasil247.com

Ex-diretor da Petrobras disse em delação premiada nunca ter tratado nem com a presidente Dilma Rousseff, nem com o ex-presidente Lula nem com o ex-ministro Antonio Palocci sobre o repasse de verbas da Petrobras para a campanha presidencial da petista; "Nem com Palocci, com nenhum dos três. Nunca tive conversas sobre esse tema", declarou Paulo Roberto Costa; anteriormente, ele havia dito que Palocci teria pedido R$ 2 milhões do caixa do PP, pagamento que teria sido feito pelo doleiro Alberto Youssef, que nega a informação; com isso, cai a acusação de que há verba da Petrobras na campanha de Dilma de 2010

247 – No vídeo de um depoimento tornado público nesta terça-feira 17, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa recua, em delação premiada, sobre a denúncia de que o ex-ministro Antonio Palocci teria pedido verba oriunda de propina da Petrobras para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, coordenada por ele.
À Justiça, Costa diz que nunca conversou com Dilma, nem com o ex-presidente Lula, nem com o próprio Palocci sobre o que se passava na Petrobras. "O senhor nunca teve alguma conversa com ela sobre isso?", perguntou um integrante da Procuradoria-Geral da República sobre Dilma ter conhecimento da existência dos esquemas de corrupção na estatal.
"Não. Nem com ela nem com o presidente Lula, nunca tive. Se ela sabia ou não sabia, não sei te dizer", respondeu o delator. "Nem com o Palocci?", voltou a perguntar o investigador. "Nem com Palocci, com nenhum dos três. Nunca tive conversas sobre esse tema", voltou a dizer Paulo Roberto Costa.
As declarações enfraquecem a denúncia, feita por ele próprio, de que Palocci teria pedido R$ 2 milhões do caixa do PP em 2010 para a campanha de Dilma. Na ocasião, Costa havia dito que o pagamento teria sido feito pelo doleiro Alberto Youssef, informação que foi negada pelo doleiro. Cai, portanto, a acusação de que há verba da Petrobras na campanha de Dilma de 2010.

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