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quinta-feira, 19 de março de 2015

Ciro Gomes diz que Cid tem de afirmar e explicar acusação contra deputados

Fonte:http://www.opovo.com.br

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (Pros), defendeu que o irmão, o ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), deve afirmar e explicar, na Câmara dos Deputados, a acusação de que há “achacadores” no Legislativo Federal. Ciro concedeu entrevista ao Blog do Eliomar nesta quarta-feira, 18.

“Falar a verdade nesse país, especialmente nesses tempos, custa muito caro, mas esse preço tem de ser pago, porque quem faz história não são os pilantras que hoje dominam a cena nacional, e sim os homens que não se abatem diante dos constrangimentos”, disse Ciro.

Cid Gomes, apesar de afastado da função de ministro por motivos de saúde, terá de explicar, hoje, em audiência pública na Câmara Federal, acusações que fez durante palestra em universidade do Paraná em 27 de fevereiro. Cid disse: “tem lá uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.

Para Ciro, o irmão tem que afirmar o que disse, explicar o porquê de ter dito tais palavras e “voltar para casa serenamente”. Questionado se o desentendimento com o Legislativo não prejudica a imagem da presidente Dilma Rousseff (PT), Ciro falou que “não tem a menor ideia nem se importa" com isso.

Manifestações
Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula (PT), quando Dilma Rousseff era então ministra da Casa Civil. Do período, ambos estabeleceram uma relação que tornou os irmãos Ferreira Gomes aliados da atual presidente a ponto de mudarem de partido para manter apoio à reeleição de Dilma em 2014.

Sobre as manifestações que, dentre outras demandas, pediram o impeachment da presidente, Ciro afirmou que qualquer governo que não queira cair tem de prestar atenção “com muita humildade” no recado das ruas, independentemente da opção partidária do eleitor. Ele ressaltou que “jamais se viu multidão desse tamanho se movimentar se não houvesse razão real”. Por isso, o Governo terá de ter “sensibilidade, modéstia, humildade e competência” para entender a situação.

Apesar da aliança com Dilma, Ciro não fez críticas a ações da presidente em relação ao descontentamento da população. Para ele, o pacote anticorrupção que Dilma divulgou após as manifestações “passa longe do que importa”. Ele frisou que é a economia que importa no momento e criticou que a moeda brasileira está “derretendo” diante das moedas internacionais.

Ciro, que foi ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco e é autor de livros sobre economia política, pontuou que o cenário econômico ameaça o empreendedor e pode avançar sobre o nível de emprego do País. Além disso, ele citou a inflação como uma ameaça ao poder de compra da família brasileira. Para ele, o Brasil está num quadro “absolutamente preocupante”. Mesmo assim, Ciro não quis dar palpite sobre quais ações Dilma pode tomar para reverter os problemas.

Assista a entrevista e compartilhe

https://www.youtube.com/watch?v=97_0TQDb0Qo

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