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terça-feira, 24 de março de 2015

Alerta! Yosseff e Barusco na Lava Jato: O alvo é Lula



Tenho acompanhado de perto o desenrolar das várias fases da Operação Lava Jato.

Além dos delatores, operadores e empresários - cada um com a sua versão diferenciada - temos também opiniões dadas aos meios de comunicação através de entrevistas de procuradores e/ou agentes da Polícia Federal. Em todas essas entrevistas, as atenções estão sempre voltadas para o tesoureiro do PT, João Vaccari, e para tentar passar à opinião pública que das doações feitas pelas empresas a vários partidos as únicas que se diferenciam, mesmo tendo sido feitas dentro do que determina a legislação eleitoral, são aquelas destinadas ao PT, consideradas como fontes de propina e de crime.

Não foram poucas as entrevistas e os vazamentos para a imprensa, especialmente nos últimos 30 dias, com o objetivo claro, sobretudo por parte de agentes da direita incrustrados na justiça, de tentar incriminar o PT e o seu tesoureiro, omitindo de fazer uma discussão que envolva o conjunto da operação. As delações feitas de forma bastante variada nos dão a sensação de que foram produzidas sob ameaças e tortura psicológica contra os delatores.

Li no jornal Folha de S. Paulo do último domingo uma entrevista concedida pelo advogado de Alberto Yousseff, Antônio Figueiredo Basto, à colunista Mônica Bergamo, que trata-se de uma “obra prima” que sabe onde quer chegar. A princípio, ele relata para a colunista que esta é a nona defesa que faz para Yousseff (a quem carinhosamente chama de “Beto”), citando entre elas a operação do Banestado. Na conversa, ele descreve Yousseff  como um homem corajoso e o eleva à condição de herói.

Basto afirma que de todas as operações que presenciou a Lava Jato é a mais complexa. Ele faz um organograma, onde desenvolve as ramificações da operação e diz que o seu cliente exercia um papel insignificante apenas como operador. No topo do organograma, ele deixa um espaço em branco que induz a colunista a perguntar qual a razão do vazio, e ele responde com todas as letras que ali seria reservado ao chefão da operação. A jornalista o provoca perguntando se seria reservado ao Lula ou à Dilma e ele diz que é reservado a um homem ou a uma mulher. Por coincidência, uma pequena chamada de matéria ao lado traz a notícia onde o próprio Yousseff afirma categoricamente que Dilma não tem nada a ver com a questão da corrupção na Petrobras. Assim podemos concluir que ele estaria de forma simulada referindo-se ao ex-presidente Lula.

Coincidência ou não, a entrevista do advogado vai mais ou menos na mesma linha do depoimento de Pedro Barusco na CPI da Petrobras da Câmara dos Deputados. Nas inquirições feitas pelos deputados a Barusco, ele tentou passar a versão de que conhecia o tesoureiro do PT, inclusive em relação a tratativas desde 2003, enquanto que Vaccari fora eleito tesoureiro do PT somente no ano de 2010.

Ainda por coincidência surgem hoje em matéria veiculada no 
Estadão cópias de dois recibos de campanhas eleitorais já requentados porque isso já havia sido divulgado antes por outros órgãos de imprensa. Trata-se de recibos de campanha eleitoral sendo que  Vaccari não foi tesoureiro nem da campanha de 2010 e muito menos da de 2014.

Cheira-me a um conluio formado por delatores e setores da direita incrustados na justiça para tentar criminalizar o PT e atingir o ex-presidente Lula.

Se preparem porque o pau que bate em Chico bate em Francisco.

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