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segunda-feira, 30 de março de 2015

Ouçam e compartilhem o que o professor e filosofo Vladimir Safatle - sobre a trapaça do banco HSBC.

'Isso é uma piada', diz professor da USP sobre silêncio da Globo no caso HSBC

Confira a íntegra da matéria:

São Paulo – O HSBC é um exemplo privilegiado de como corporações que estão no limite da criminalidade impõem na economia internacional seus interesses. O professor de filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Safatle indica a instituição financeira como exemplo de promiscuidade entre mercado financeiro, política e mídia, com raízes no crime, em entrevista à Rádio Brasil Atual hoje (20). “Desde sua criação, o banco tem as piores credenciais possíveis. Essa instituição bancária foi criada em 1860, depois da última guerra do Ópio entre Inglaterra e China, quando os ingleses forçaram a abertura dos portos chineses para que o tráfico da droga continuasse”, relata.

“Os chineses resolveram impedir o comércio de ópio porque a população já estava entrando em um processo de ser dizimada pela droga. Então, o banco foi criado exatamente para financiar o tráfico de drogas, entre outras coisas. E ele cresceu, a partir dos anos 70, comprando bancos dos Estados Unidos e da Europa, muitos dos quais tinham carteiras extremamente problemáticas", diz Safatle. "Foi o caso do banco do finado Edmond Safra, que tinha entre seus clientes traficantes de diamantes e negócios com a máfia russa. O Safra foi assassinado em uma situação, no mínimo, bastante misteriosa. Seu banco iria ser comprado pelo American Express e o negócio foi desfeito por causa de problemas internos."
Esse foi o processo de crescimento do banco, segundo o professor. "Comprou o Bamerindus aqui, um banco que estava com problemas enormes. E não só isso, quer dizer, ele é reincidente, faz anos que o banco tem sido julgado por várias instâncias mundiais, exatamente por esses seus negócios com tráfico, negócios ilícitos. Foi declarado culpado nos Estados Unidos por um caso que envolvia tráfico com colombianos e mexicanos. Só que pagou uma mixaria de um milhão e novecentos mil dólares de multa.”
O que ocorre com o HSBC não é novo, é uma prática comum, para Safatle: “E não é para estigmatizar o banco, mas para esclarecer o que é o sistema financeiro internacional. São corporações que estão acima dos governos. Não só não se quebra como não se regulamenta um banco como o HSBC, porque ele está tão acima dos governos que o seu diretor à época desses chamados Swiss Leaks era pastor anglicano e hoje é ministro do David Cameron, no governo britânico."
O professor ressalta que se percebe uma relação incestuosa entre o sistema financeiro e a classe política. "É o diretor do banco que vira ministro de um gabinete da Inglaterra, que, com certeza, não vai desenvolver políticas que sejam estranhas ou contra os interesses do sistema financeiro que ele representa muito bem. A imprensa começou a questionar o ministro e ele não dá resposta alguma, porque ele sabe que está numa situação de ser completamente intocado, não há nada que possa acontecer com essas pessoas", lamenta.
Para o filósofo, todo mundo fica completamente exacerbado por problemas como tráfico de drogas, de armas, guerras. "Se não existissem esses bancos, que têm como uma suas finalidades lavar esse dinheiro, com certeza o problema não seria dessa magnitude em hipótese alguma. Só há crime nessa magnitude porque há um sistema financeiro que é completamente conivente, cresceu dentro desse meio.”
Ele destaca que não é só a tráfico de drogas que o HSBC está ligado, mas que há também fraudes de evasão fiscal, no momento em que a economia mundial e os estados estão em crise, tentando segurar o que restou de bem-estar social. “Os países da União Europeia socorreram bancos falidos. Então, quando os bancos cometem crimes, o que se espera é que os responsáveis sejam punidos, presos, mas não é isso o que ocorre”, observa.
Safatle lamenta que a imprensa brasileira não noticie os fatos, ao contrário da europeia. “É inaceitável o tipo de silêncio tácito que está ocorrendo, salvo raríssimas exceções muito pontuais. Na imprensa francesa ou britânica, mesmo nos Estados Unidos, foi dito que vão utilizar esses dados para tentar reaver o dinheiro." Nesses casos, a imprensa apresentou os nomes: "O Le Monde, que mobilizou um pouco tudo isso, chegou a brigar com seus acionistas porque um deles fez uma declaração dizendo que achava um absurdo que o jornal expusesse esses nomes. Ou seja, a imprensa fez o seu papel. No caso brasileiro é inacreditável".
O Brasil é, a princípio, o nono país em número de contas nessa filial genebrina do HSBC. São 8.667 contas, das quais 55% são contas de nacionais, ou seja, são mais de 4 mil pessoas. "A pergunta que eu gostaria de fazer é quem são essas pessoas. O sujeito não abre uma conta em um banco suíço com esse histórico à toa. Quem são as pessoas que fizeram evasão fiscal, fraude fiscal e coisas dessa natureza?”, questiona.
Alguns nomes de brasileiros que possuem contas no HSBC com depósitos sem origem comprovada na agência em Genebra foram conhecidos por intermédio de sites angolanos. “Aí apareceu o nome do rei do ônibus do Rio de Janeiro, o nome da família Steinbruch, que é do grupo Vicunha. Essas pessoas cometeram crimes, quais foram os crimes? É muito estranho que não só a imprensa, mas, ao que parece, a própria Receita Federal adiou a análise de coisas desse tipo."
Para Safatle, isso demonstra um dado muito evidente: "A elite rentista brasileira é completamente blindada, sabe que é e tem uma relação incestuosa entre poder político e estrutura de comunicação, que faz com que em última instância seja um grupo só, de uma forma ou de outra, que sabe que pode fazer o que quiser, porque sabe que não existe nenhuma possibilidade de a Justiça pegar, a não ser existam embates internos, em brigas internas, aí sim vão pegar um ou outro".
O professor da USP se pergunta como ampliar essa discussão oculta na imprensa tradicional. “Os nomes que vazam dessa lista de brasileiros com contas no HSBC em Genebra são de envolvidos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Quer dizer, os nomes são divulgados dependendo do interesse do meio de comunicação. Só são esses os nomes dos 4 mil correntistas, só são esses dez ou 15 que tiveram problemas? Isso é uma brincadeira.”
A extrema gravidade da história exige que se faça algo. “Se tem algo que destrói a moralidade é a parcialidade, é você começar a perceber que há um uso estratégico do discurso sobre a moralidade, porque é um uso que serve simplesmente para você voltar suas atividades contra seus inimigos. Nesse momento, a moralidade perde completamente seu valor. Eu diria que na política brasileira isso acontece a torto e a direito, é um traço característico da política brasileira."
Safatle lembra: "A moralidade exige a simetria completa dos julgamentos. É julgar todos da mesma forma, independente do que vá acontecer. Isso falta dentro da política brasileira. É por isso que não se consegue fazer com que essas indignações se transformem em saltos qualitativos da política. E aí vira simplesmente um jogo em que se tenta colocar um ou outro contra a parede.”
Safatle identifica que há um processo de desgaste constante do governo pela mídia e, por isso, os nomes envolvidos em negócios ilícitos no HSBC são seletivos. “Se a gente quisesse mesmo fazer uma limpeza geral no que diz respeito ao caso Petrobras, por exemplo, todos denunciantes falaram: 'Olha, desde 1997 eu recebo propina'. Ou seja, tem um dado estrutural, não existe um caso de governo ou de partido, é um caso de estrutura, em que vai todo mundo. E nessa situação o mínimo que se espera é que se mostre claramente a extensão do processo e a necessidade geral de punição. Mas isso nunca ocorre, isso desgasta toda a força da indignação moral”, lamenta. “Todo mundo que conhece um pouco da sociedade brasileira sabe que lá você vai encontrar alguns dos nossos empresários mais conhecidos, alguns dos políticos mais conhecidos.”
Quanto ao silêncio que a Rede Globo dedica ao caso do HSBC, Safatle comenta: "Isso é uma piada, é completamente inacreditável. Eu gostaria que eles explicassem muito claramente qual é a noção deles de notícia, porque é surreal. Você pode pegar as páginas do The Guardian, jornal britânico, ou do francês Le Monde, e a televisão de maior audiência não dá nada? O que é isso? Eles transformam o jornalismo em uma grande brincadeira".
Para a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Maria da Silva, é uma "vergonha" que esse caso só apareça em alguns sites e blogs e seja ignorado pelos grandes meios de comunicação, que não têm interesse em divulgar os nomes de brasileiros que estão nessa lista com depósitos sem origem comprovada no HSBC em Genebra. “Um dos clientes que já apareceu na lista foi o Clarín, da Argentina. Não vamos ficar surpresos se os meios de comunicação aqui do Brasil também aparecerem na lista, ou se os donos desses meios estiverem guardando dinheiro lá fora para não pagar impostos. Talvez por isso essa lista não seja divulgada. Começaram a soltar os nomes seletivamente, e por isso surgem os nomes relacionados com a Lava Jato. Mas tinha que soltar o nome de todo mundo”, diz.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A verdade nua e crua sobre os tucanos

ASSISTAM E DIVULGUEM.
DELATOR DO MENSÃO TUCANO ENTRE AÉCIO NEVES E ALOYSIO NUNES NILTON MONTEIRO

terça-feira, 24 de março de 2015

Alerta! Yosseff e Barusco na Lava Jato: O alvo é Lula



Tenho acompanhado de perto o desenrolar das várias fases da Operação Lava Jato.

Além dos delatores, operadores e empresários - cada um com a sua versão diferenciada - temos também opiniões dadas aos meios de comunicação através de entrevistas de procuradores e/ou agentes da Polícia Federal. Em todas essas entrevistas, as atenções estão sempre voltadas para o tesoureiro do PT, João Vaccari, e para tentar passar à opinião pública que das doações feitas pelas empresas a vários partidos as únicas que se diferenciam, mesmo tendo sido feitas dentro do que determina a legislação eleitoral, são aquelas destinadas ao PT, consideradas como fontes de propina e de crime.

Não foram poucas as entrevistas e os vazamentos para a imprensa, especialmente nos últimos 30 dias, com o objetivo claro, sobretudo por parte de agentes da direita incrustrados na justiça, de tentar incriminar o PT e o seu tesoureiro, omitindo de fazer uma discussão que envolva o conjunto da operação. As delações feitas de forma bastante variada nos dão a sensação de que foram produzidas sob ameaças e tortura psicológica contra os delatores.

Li no jornal Folha de S. Paulo do último domingo uma entrevista concedida pelo advogado de Alberto Yousseff, Antônio Figueiredo Basto, à colunista Mônica Bergamo, que trata-se de uma “obra prima” que sabe onde quer chegar. A princípio, ele relata para a colunista que esta é a nona defesa que faz para Yousseff (a quem carinhosamente chama de “Beto”), citando entre elas a operação do Banestado. Na conversa, ele descreve Yousseff  como um homem corajoso e o eleva à condição de herói.

Basto afirma que de todas as operações que presenciou a Lava Jato é a mais complexa. Ele faz um organograma, onde desenvolve as ramificações da operação e diz que o seu cliente exercia um papel insignificante apenas como operador. No topo do organograma, ele deixa um espaço em branco que induz a colunista a perguntar qual a razão do vazio, e ele responde com todas as letras que ali seria reservado ao chefão da operação. A jornalista o provoca perguntando se seria reservado ao Lula ou à Dilma e ele diz que é reservado a um homem ou a uma mulher. Por coincidência, uma pequena chamada de matéria ao lado traz a notícia onde o próprio Yousseff afirma categoricamente que Dilma não tem nada a ver com a questão da corrupção na Petrobras. Assim podemos concluir que ele estaria de forma simulada referindo-se ao ex-presidente Lula.

Coincidência ou não, a entrevista do advogado vai mais ou menos na mesma linha do depoimento de Pedro Barusco na CPI da Petrobras da Câmara dos Deputados. Nas inquirições feitas pelos deputados a Barusco, ele tentou passar a versão de que conhecia o tesoureiro do PT, inclusive em relação a tratativas desde 2003, enquanto que Vaccari fora eleito tesoureiro do PT somente no ano de 2010.

Ainda por coincidência surgem hoje em matéria veiculada no 
Estadão cópias de dois recibos de campanhas eleitorais já requentados porque isso já havia sido divulgado antes por outros órgãos de imprensa. Trata-se de recibos de campanha eleitoral sendo que  Vaccari não foi tesoureiro nem da campanha de 2010 e muito menos da de 2014.

Cheira-me a um conluio formado por delatores e setores da direita incrustados na justiça para tentar criminalizar o PT e atingir o ex-presidente Lula.

Se preparem porque o pau que bate em Chico bate em Francisco.

sexta-feira, 20 de março de 2015

A intolerância ocupou a Avenida Paulista

Fonte:http://cartamaior.com.br

O ódio às instituições democráticas contaminou multidões. E a resposta à ação coatora da direita que se acha dona das ruas é um grande viva à democracia


As manifestações do domingo, dia 15 de março, tiveram o dom de revelar o DNA da elite brasileira. Os cartazes nas ruas, a forma como os manifestantes lidaram com as divergências, a rebeldia contra o resultado de eleições livres, limpas e populares revelam mais do que uma crise de poder. O Brasil vive uma quase crise civilizatória.

As pessoas que foram para as ruas no domingo não eram homogeneamente de direita, ou de extrema direita. Eram majoritariamente eleitores da oposição: segundo o Instituto Datafolha, 82% dos entrevistados na avenida Paulista, no dia do ato, votaram em Aécio Neves (PSDB) e 37% revelaram simpatia pelo partido tucano. Na sexta-feira, no ato promovido por movimentos sociais e sindicais em defesa da Petrobras e da democracia, 74% dos entrevistados revelaram ter votado na presidenta Dilma Rousseff, nas eleições de novembro.

Votar na oposição é do jogo. Arrepender-se de ter votado em um determinado candidato é do jogo. Ir para as ruas protestar contra o governo é do jogo. O que não é do jogo, e pode ter passado desapercebido para uma parcela que protesta contra os erros do governo mas não contra a democracia, é que o ódio às instituições democráticas contaminou as multidões.

Nem todos os manifestantes empunharam cartazes contra a democracia ou pediram a volta dos militares – justo no aniversário de 30 anos do fim do regime militar –, mas o fato é que a intolerância com a diversidade de opiniões, a indisfarçada ignorância a princípios de respeito à diversidade social, de gênero ou cor e a violência contra opositores políticos foram legitimadas pelos que agiram de forma antidemocrática, e também pelos que foram indiferentes a isso. A agressividade não apenas foi tolerada pela multidão, mas grassou livremente pelos quarteirões da avenida Paulista livre, leve e solto, como se não existisse amanhã.

O ambiente cultural em que essas manifestações ocorrem, principalmente em São Paulo, onde se concentra boa parte da elite brasileira, é de coação. O ódio – expresso em vulgaridades como a de ofender a honra de uma presidenta da República legitimamente investida na sua função com palavras de baixo calão, ou na agressão física contra opositores, ou no pedido aberto para que as Forças Armadas intervenham no processo democrático – é taticamente investido de alta agressividade, para inibir reações contrárias. É um ambiente extremado, criado para obrigar os que se opõem a isso a aceitarem passivamente, por exemplo, os aplausos recebidos por um torturador da ditadura na avenida, ou a agressão física cometida por um homem adulto, acompanhado de um filho pequeno, a um adolescente de 16 anos que, num vagão do Metrô, cometeu a “imprudência” de vestir uma camiseta vermelha.

Isso não é um fato isolado na história, mas a semelhança com outros momentos dá um frio na barriga. Os golpes reacionários normalmente são precedidos de momentos em que os grupos à frente dos ataques a instituições passam a achar que suas razões são universais, e jamais passíveis de questionamentos. Os argumentos para a ódio são de ordem quase pessoal – o “meu” direito, o imposto que “eu pago”, o ódio pelo desfavorecido (“aquele vagabundo”) que está sendo amparado pelo Estado às custas do “meu” dinheiro – mas as razões individuais são jogadas como responsabilidade coletiva. Nessa situação, a reação dirigida ao que pensa diferente é a coação física ou moral.

Olhar para as ruas, enxergar a realidade e partir para uma contraofensiva capaz de afastar os riscos de retrocesso democrático é parte da missão civilizatória das forças democráticas brasileiras, nesse momento nebuloso da vida brasileira.

O rompimento cultural com a lógica que se forma nas ruas, desde as eleições passadas, tem que se dar pela coragem. Não existe outra forma de confrontar a agressão. Dilma Rousseff usou dessa lógica quando, muito jovem, optou por uma oposição radical ao governo militar, num cenário de radicalismo de direita.

A reação dos que se sentem coagidos nas ruas pela extrema-direita é a de não se deixar coagir. É prestar a sua homenagem à democracia, às urnas e ao voto. A resposta ao 15 de março é um grande viva à democracia.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O listão do HSBC, a mentira e a hipocrisia do jornal O Globo e do Portal Uol / Folha de S. Paulo




Matéria do jornal O Globo e do portal Uol / Folha tenta enganar os seus leitores. É vergonhoso que jornalões do porte do Globo e da Folha tentem tirar o foco das denúncias sobre as contas secretas do banco HSBC na Suiça, que tem um total de mais de nove mil brasileiros com dinheiro não declarado ao Banco Central e à Receita Federal.

Esses jornais que, segundo dizem, também estariam sentados em cima do tal  listão, hipocritamente vazaram de forma seletiva 16 nomes em matérias no dia de hoje e para nos envergonhar o assunto é a doação para campanha eleitorais.

Primeiro vazaram as contas dos envolvidos na Operação Lava Jato, que interessavam exclusivamente à Justiça que já era sabedora e responsável pelas investigações, e hoje focam sobre um assunto que não interessa exclusivamente a ninguém: doações de campanha. Com vazamentos pingados a cada semana em quantias de meia dúzia a dezesseis possivelmente chegaremos no próximo século sem ter o real conhecimento da verdade. Será que passa pelas redações destes jornalões que o povo brasileiro tem uma memória de ameba e muito confia no que eles informam?

O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), que mundialmente passou a ser uma referência de respeitabilidade, infelizmente aqui no Brasil está entregue a dois jornais que não tem a menor credibilidade nas informações (desinformações) que tentam passar para o povo brasileiro. Entregar uma investigação deste porte ao jornal O Globo e ao portal Uol / Folha de S. Paulo é a mesma coisa que você soltar um bando de raposas dentro de um galinheiro.

Acredite se quiser!

Ciro Gomes diz que Cid tem de afirmar e explicar acusação contra deputados

Fonte:http://www.opovo.com.br

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (Pros), defendeu que o irmão, o ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), deve afirmar e explicar, na Câmara dos Deputados, a acusação de que há “achacadores” no Legislativo Federal. Ciro concedeu entrevista ao Blog do Eliomar nesta quarta-feira, 18.

“Falar a verdade nesse país, especialmente nesses tempos, custa muito caro, mas esse preço tem de ser pago, porque quem faz história não são os pilantras que hoje dominam a cena nacional, e sim os homens que não se abatem diante dos constrangimentos”, disse Ciro.

Cid Gomes, apesar de afastado da função de ministro por motivos de saúde, terá de explicar, hoje, em audiência pública na Câmara Federal, acusações que fez durante palestra em universidade do Paraná em 27 de fevereiro. Cid disse: “tem lá uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.

Para Ciro, o irmão tem que afirmar o que disse, explicar o porquê de ter dito tais palavras e “voltar para casa serenamente”. Questionado se o desentendimento com o Legislativo não prejudica a imagem da presidente Dilma Rousseff (PT), Ciro falou que “não tem a menor ideia nem se importa" com isso.

Manifestações
Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula (PT), quando Dilma Rousseff era então ministra da Casa Civil. Do período, ambos estabeleceram uma relação que tornou os irmãos Ferreira Gomes aliados da atual presidente a ponto de mudarem de partido para manter apoio à reeleição de Dilma em 2014.

Sobre as manifestações que, dentre outras demandas, pediram o impeachment da presidente, Ciro afirmou que qualquer governo que não queira cair tem de prestar atenção “com muita humildade” no recado das ruas, independentemente da opção partidária do eleitor. Ele ressaltou que “jamais se viu multidão desse tamanho se movimentar se não houvesse razão real”. Por isso, o Governo terá de ter “sensibilidade, modéstia, humildade e competência” para entender a situação.

Apesar da aliança com Dilma, Ciro não fez críticas a ações da presidente em relação ao descontentamento da população. Para ele, o pacote anticorrupção que Dilma divulgou após as manifestações “passa longe do que importa”. Ele frisou que é a economia que importa no momento e criticou que a moeda brasileira está “derretendo” diante das moedas internacionais.

Ciro, que foi ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco e é autor de livros sobre economia política, pontuou que o cenário econômico ameaça o empreendedor e pode avançar sobre o nível de emprego do País. Além disso, ele citou a inflação como uma ameaça ao poder de compra da família brasileira. Para ele, o Brasil está num quadro “absolutamente preocupante”. Mesmo assim, Ciro não quis dar palpite sobre quais ações Dilma pode tomar para reverter os problemas.

Assista a entrevista e compartilhe

https://www.youtube.com/watch?v=97_0TQDb0Qo

Cid Gomes falou o que muitos tem vontade de falar.

Ex. Ministro Cid Gomes falou em Belém-PA e depois na câmara dos deputados o que milhares de brasileiros tem vontade de falar.

Assista o vídeo e compartilhem.

https://www.youtube.com/watch?v=SN9b6eUMfCE&feature=youtu.be

quarta-feira, 18 de março de 2015

Costa recua em acusação a Palocci: 'nunca conversei'

Fonte: http://www.brasil247.com

Ex-diretor da Petrobras disse em delação premiada nunca ter tratado nem com a presidente Dilma Rousseff, nem com o ex-presidente Lula nem com o ex-ministro Antonio Palocci sobre o repasse de verbas da Petrobras para a campanha presidencial da petista; "Nem com Palocci, com nenhum dos três. Nunca tive conversas sobre esse tema", declarou Paulo Roberto Costa; anteriormente, ele havia dito que Palocci teria pedido R$ 2 milhões do caixa do PP, pagamento que teria sido feito pelo doleiro Alberto Youssef, que nega a informação; com isso, cai a acusação de que há verba da Petrobras na campanha de Dilma de 2010

247 – No vídeo de um depoimento tornado público nesta terça-feira 17, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa recua, em delação premiada, sobre a denúncia de que o ex-ministro Antonio Palocci teria pedido verba oriunda de propina da Petrobras para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, coordenada por ele.
À Justiça, Costa diz que nunca conversou com Dilma, nem com o ex-presidente Lula, nem com o próprio Palocci sobre o que se passava na Petrobras. "O senhor nunca teve alguma conversa com ela sobre isso?", perguntou um integrante da Procuradoria-Geral da República sobre Dilma ter conhecimento da existência dos esquemas de corrupção na estatal.
"Não. Nem com ela nem com o presidente Lula, nunca tive. Se ela sabia ou não sabia, não sei te dizer", respondeu o delator. "Nem com o Palocci?", voltou a perguntar o investigador. "Nem com Palocci, com nenhum dos três. Nunca tive conversas sobre esse tema", voltou a dizer Paulo Roberto Costa.
As declarações enfraquecem a denúncia, feita por ele próprio, de que Palocci teria pedido R$ 2 milhões do caixa do PP em 2010 para a campanha de Dilma. Na ocasião, Costa havia dito que o pagamento teria sido feito pelo doleiro Alberto Youssef, informação que foi negada pelo doleiro. Cai, portanto, a acusação de que há verba da Petrobras na campanha de Dilma de 2010.

Começa a aparecer a verdade sobre a lista de Furnas.

Apesar do vídeo não estar com o áudio de boa qualidade, peço que todos assistam o vídeo.

http://oglobo.globo.com/brasil/youssef-disse-ter-ouvido-de-janene-empresario-que-aecio-recebia-recursos-de-furnas-15628657

segunda-feira, 16 de março de 2015

Uma análise preliminar das manifestações dos dias 13 e 15 de março

Uma contribuição para o governo e para o PT

Passadas as eleições 2014, o imaginário popular não conseguiu, como em eleições anteriores, absorver ou dissipar e tampouco aceitar os resultados de uma disputa polarizada de uma eleição presidencial que teve como vitoriosa a presidenta Dilma Rousseff. Nas democracias consolidadas os resultados de disputas entre oposição e situação no Parlamento ou em disputas eleitorais são respeitados, mesmo que seja por uma diferença mínima de votos entre um lado e outro.

A sensação que eu tenho é de que algo de errado está acontecendo na política brasileira. Compreendo que o processo de disputa política na América Latina tem uma história diferente da Europa e de outros países democráticos, mas antes de tudo as nossas lideranças políticas, da situação e da oposição, deveriam antes de tudo ter como prioridade o bem estar do povo brasileiro, acima da suas disputas e vaidades pessoais. Governos passam, mas permanece a representação da política pelos partidos e as gerações continuam. Espero que o bom senso prevaleça e a sociedade consiga entender que acima das disputas políticas está o bem estar da sociedade pois a vida continua.

Nesta análise ainda preliminar me parece que a manifestação ocorrida no dia 13 de março e a de ontem, dia 15, para os políticos e para os analistas da política não passou de uma disputa de Fla-Flu, ou seja, prevaleceu a onda de quem seria capaz de levar mais gente para as ruas. De um lado, no dia 13, a visão passada pela mídia era de que todos aqueles que estavam nas ruas se posicionavam a favor do governo, e no dia 15 todos os manifestantes eram contrários ao governo.

Na minha opinião, não foi nem uma coisa e nem outra. No dia 13, se na pauta tinha o apoio à presidenta Dilma,  tinham os que cobravam medidas mais duras contra a corrupção e também  mudanças no rumo da política econômica do governo, além de reforma política e democracia. No dia 15, a oposição, o Sistema Globo e setores da velha mídia insuflaram uma única palavra de ordem: Impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em boa parte não foi isso que aconteceu. A pauta era muito mais ampla do que a do dia 13, inclusive com uma posição da massa contra a presença de políticos na manifestação. Exemplo disso foi a exclusão do deputado federal Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade, fundador e ex-presidente da Força Sindical, ao insistir em discutir o impeachment. Ele foi vaiado, xingado e expulso do próprio carro pertencente à central sindical. O outro exemplo ocorreu no Rio de Janeiro, aonde o deputado Bolsonaro foi escorraçado do ato pelos manifestantes. Foi uma manifestação onde também tinham bandeiras políticas para todos os gostos. Alguns defendiam a volta da ditadura militar, outros pediam o impeachment da presidenta Dilma e também os que reivindicavam melhorias de condições de vida, a reforma política, etc.

Passadas as duas manifestações cabe ao governo e aos partidos, da situação ou da oposição, fazer uma profunda reflexão política sobre os dois acontecimentos políticos da rua. Em artigos anteriores tenho insistido que o governo e o PT precisam atualizar a sua pauta aos novos tempos de se fazer política sem deixar de lado a sua opção de projeto de governo e de partido de esquerda. Cabe aos dois retomar, mesmo que de forma diferenciada, um novo modelo de comunicação para interagir com as novas mudanças que aconteceram no Brasil nestes últimos 12 anos. Quem sabe um novo pacto social entre a sociedade e a política. Algo parecido com a “Carta ao Povo  Brasileiro” firmada pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, uma espécie de compromisso assumido por ele perante à sociedade brasileira. Ao atual governo cabe agilizar os programas sociais e de infraestrutura que estão em andamento e abrir novas frentes de trabalho onde possa incorporar imediatamente o contingente de pessoas que perderam seus empregos nos últimos meses, especialmente na área de atuação da Petrobras, tendo como destaque a retomada das atividades nos estaleiros.

Insisto que a presidenta Dilma tem que tomar a frente das articulações políticas e sociais do seu governo, uma vez que na cabeça do brasileiro o presidente da República é visto como uma espécie de “mãe” no comando da nação, e paga um preço politico por seus erros ou por seus acertos.

Na minha opinião, a presidenta Dilma precisa de uma agenda positiva e que possa percorrer o Brasil real, ou seja, sair dos eventos de caráter corporativo e fechado para fazer um contato mais direto com a massa da sociedade. Do ponto de vista da comunicação esta não é a primeira vez que faço críticas abertas ao governo. Para que serve uma Secretaria de Comunicação chamada Secom? Qual é o seu papel? Cuidar de interagir com a sociedade informando sobre as ações do governo, ou meramente executar a política de distribuição de verbas publicitárias? Considero, com todo o respeito, a Secom um órgão que sequer deveria existir, e que talvez seu papel fosse direcionado para outras áreas do governo.

Para a área de infraestrutura deveria ser criado um órgão próximo à presidenta Dilma para poder informa-la diretamente sobre o andamento ou a paralisação de projetos de grande porte, independentemente de estarem vinculados a qualquer ministério. Não são poucas as reclamações da lentidão em várias obras estruturantes que estão sendo executadas pelo Brasil afora. Sem falar da importância da presidenta, de corpo e alma, nos locais onde estão sendo executadas essas obras.

Estas são algumas das observações que levo ao conhecimento público como uma mera contribuição para o governo e para o PT.

quinta-feira, 12 de março de 2015

#GloboGolpista

Este espelho é o retrato fiel do Sistema Globo de Televisão

terça-feira, 10 de março de 2015

A lista de Janot, a CPI e o tesoureiro do PT

A lista de Janot, a CPI e o tesoureiro do PT

A partir dos depoimentos da delação premiada, acompanhados de vazamentos seletivos na tentativa de incriminar o Partido dos Trabalhadores, pegaram como principal bode expiatório o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

É necessário esclarecer que o nome de Vaccari não consta da lista do procurador geral da República, Rodrigo Janot, entregue ao Supremo Tribunal Federal, mas por decisão daquela corte ele foi incluído para ser investigado.

Virou moda entre a oposição e setores da grande mídia utilizar os tesoureiros do PT para, a partir daí, criar espetacularizações sobre a questão de doações financeiras ao Partido como se pela lei vigente todos os partidos também não recebessem doações financeiras privadas.

Estamos muito à vontade para enfrentar este debate porque defendemos de forma enfática e direta o financiamento público para todas as campanhas eleitorais acompanhado de uma reforma política e eleitoral profunda, inclusive limitando, por lei aprovada no Congresso Nacional, a quantidade de partidos políticos no Brasil. Quem não quer e trabalha para isto não ocorrer é exatamente a mídia, que é beneficiaria de verbas de vinculação junto às campanhas, além dos interesses políticos e econômicos do mundo financeiro.

Todo o mundo político e a mídia em geral sabem que João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT, foi eleito no Processo de Eleição Direta (PED) no ano de 2010 e reconduzido ao cargo em 2014. Outro detalhe importante: No PT, o tesoureiro nacional do Partido não pode ser tesoureiro das campanhas presidenciais. Mas, para confundir a opinião pública, vários setores políticos ou midiáticos tentam passar como fato uma versão querendo mostrar que Vaccari é tesoureiro do PT desde 2003. Eu gostaria de saber porque, oficialmente, o PT não tem esclarecido este assunto através das suas ferramentas de comunicação. Assim como a bancada do PT age como se desconhecesse o fato.

Espero que a justiça procure arguir os delatores se de fato eles tem relação financeira de doações ao Partido com o João Vaccari como tesoureiro do PT a partir de 2003. Esta é uma mentira vergonhosa.

A sensação que eu tenho é de que essa espetacularização é uma tentativa de envolver os nomes do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma num assunto em que ambos foram os protagonistas em dar apoio e estrutura ao Ministério Público e à Polícia Federal para debelar qualquer tipo de corrupção. Alguém pode me informar se políticos, empresários e outras autoridades tenham sido alcançados pela mão da justiça antes de 2003? Pelo contrário, o que existia eram instituições que deveriam investigar, mas que se encontravam totalmente falidas e dirigidas por personagens de plantão prontos para engavetar processos e denúncias que poderiam lhes atingir.

Dirigentes do PT, quadros políticos e a bancada precisam enfrentar imediatamente esta discussão e não aceitar que uma mentira extremamente vergonhosa, explorada por adversários políticos e pela mídia, se transforme em verdade.

Por incrível que pareça, nos debates da CPI da Petrobras no dia de hoje o depoente me pareceu que veio orientado para citar exaustivamente o nome do Vaccari, sem provas,  passando a versão como um fato de que o tesoureiro do PT fazia parte das discussões sobre doações que eles nunca disseram ao Vaccari que era propina, segundo o delator, institucionalizada desde 2003.

Uma curiosidade que merece uma reflexão de todos nós e uma investigação profunda por parte da justiça. Se o delator Pedro Barusco diz que recebia propinas desde os anos 90, e que elas passaram a ser institucionalizadas a partir de 2003, será que ele não foi o grande mentor da ideia, já que o próprio declara que já recebia propina individualizada nos anos 90?

Cabe à justiça apurar com profundidade quem de fato foi o mentor e se realmente a prática se institucionalizou a partir de 2003, ou simplesmente mudaram de personagem. Espero que a verdade venha à tona.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Petrobras: A corrupção na estatal e o olho grande sobre o pré-sal

Estamos entrando numa nova fase da Operação Lava-Jato após a chegada da lista dos nomes pretensamente envolvidos em “corrupção” num esquema possivelmente herdeiro de anos a fio de malfeitos na empresa estatal.

A princípio, por conta da espetacularização do Sistema Globo e de setores da mídia, passava-se a sensação para todos nós que era a primeira vez que se tinha conhecimento de corrupção no Brasil. Ledo engano. Basta lembrar de algumas operações antigas e de outras mais recentes feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, tomando como exemplo os escândalos do Banestado, dos anões do Orçamento, da compra de votos para a reeleição de FHC, a privatização tucana em vários setores como o elétrico, telefonia, ferrovias, etc. Tivemos as operações Vampiros, Castelo de Areia, Sanguessuga, entre outras, sem se esquecer da CPMI da própria Petrobras instalada em 2007 e abafada por Sérgio Guerra, então presidente do PSDB na época, ao custo de 10 milhões de reais, conforme afirmou o próprio delator Paulo Roberto Costa.

Será que desta vez de fato estão querendo passar o Brasil a limpo? Na minha opinião poderia dizer que em parte sim e que em parte não. Os principais responsáveis pelas malfeitorias ocorridas na estatal são funcionários públicos concursados e com serviços na empresa há mais ou menos 30 anos. Isto nem a Globo e nem a mídia diz. Mas, com certeza, fariam grandes estardalhaços se fossem funcionários com cargos de confiança.

Tanto Paulo Roberto Costa quanto Pedro Barusco já deram a dica. Apontaram empresas que pagavam propinas a eles próprios na década de 90. Espero que as diligências que serão investigadas sob sigilo a partir de agora consigam desembuchar definitivamente este embróglio. No que toca ao recebimento de propinas, para qualquer leigo chega-se à conclusão de que a maior parte delas foi embolsada pelos próprios funcionários. E os políticos? Será que Pedro Barusco, Paulo Roberto Costa, Alberto Yousseff ou qualquer outro, ao repassar as chamadas doações legais ou as ilegais diziam aos interlocutores, operadores ou recebedores, que estavam repassando doações provenientes de propinas de vários projetos que envolviam a Petrobras? Eis o X da questão.

Espero que o Supremo avalie com uma máxima atenção essa observação. Porque se operadores e recebedores não foram avisados de que era dinheiro de propina, qual é a culpa deles? No fundo o estardalhaço em relação à Petrobras é decorrente de fatos corriqueiros de muitos e muitos anos. É uma empresa, queiram ou não, das mais conceituadas no Brasil e no mundo, e hoje muito mais em decorrência da grande extensão do campo de exploração do pré-sal. A questão que está sobretudo em jogo, na minha opinião, são políticos e agentes financeiros do grande capital que tentam desidratar a empresa para encontrar o caminho da privatização e a entrega da exploração do pré-sal para as empresas norte-americanas.

Tudo que tem começo tem fim. O fio da meada foi desenrolado e neste caminho ainda ficaremos sabendo de muitas coisas que estão ocultas.

Já que o assunto está na ordem do dia, é fundamental que se investiguem todas as ramificações da empresa, e aqui eu cito especificamente três: aprofundar as investigações sobre a Refinaria Abreu e Lima, o Porto de Suape, em Pernambuco, e ir a fundo na apuração sobre o complexo chamado Comperj na cidade de Itaboraí, no Rio de Janeiro.

É importante que o Supremo faça um esforço para evitar que a chamada investigação sob sigilo não se transforme em fontes de vazamentos seletivos, como o que aconteceu de Curitiba para o resto do Brasil nas primeiras fases da Lava-Jato.

Ao final que todos aqueles que fizeram parte das malfeitorias que paguem o preço. Mas que a Justiça evite a politização e a individualização dos que são apontados na Operação.

Nos vazamentos seletivos passava-se para a população a percepção de que na divulgação da lista só iriam aparecer nomes de petistas. Fico triste com o conjunto da lista dos envolvidos. Mas, ao mesmo tempo, pela primeira vez, a PGR e o Supremo agiram com lisura, tanto no que toca à elaboração e recebimento da lista, quando todos ficaram no mesmo pé de igualdade em relação às denúncias, como também evitaram de forma profissional o vazamento que serviria de espetacularização midiática.

Lamentavelmente, alguns envolvidos procuram encontrar bode expiatório em seu próprio meio e esquecem-se que quando foram envolvidos em outros tipos de denúncias, PT e petistas foram extremamente solidários em todos os momentos. Não interessa ao PT e aos petistas lançarem ao mar todos aqueles que politicamente constroem uma gestão de governa exitosa e vitoriosa em 12 anos.

Espero que os mais exaltados façam uma profunda reflexão e parem de achar que existe uma “armação” por parte do PT e do governo para prejudica-los. Isto não ajudará em absolutamente nada.
Para conhecimento dos meus seguidores e internautas disponibilizo a nota do secretário nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, sobre o polêmico empréstimo pessoal:

"O secretário nacional de Finanças do PT gostaria de esclarecer o seguinte a respeito das questões enviadas:

Conforme já registrado em notas oficiais divulgadas para a imprensa, João Vaccari Neto e Cláudio Mente são amigos há vários anos.

Em 2008, Vaccari e sua esposa compraram uma casa nova e contavam com a venda da casa em que moravam para completar seu pagamento. Essa venda, no entanto, demorou mais do que o previsto, e eles precisaram pedir um empréstimo. Esse empréstimo foi solicitado a Mente, com o objetivo de quitar a compra do novo imóvel.

O empréstimo foi feito por uma empresa de Cláudio Mente.

Assim que a venda da casa antiga foi efetivada, o empréstimo foi quitado.

Essa transação foi devidamente declarada no Imposto de Renda conjunto do casal, onde constam tanto o empréstimo em 2008 quanto sua quitação em 2009. Além disso, a legalidade da operação pode ser confirmada pelo fato de toda ela ter sido realizada por intermédio de transações bancárias. Dessa forma, não é verdadeira a informação do senhor Pereira da Costa de que a transação foi realizada em um único dia. As movimentações bancárias mostrando a entrada do empréstimo e a saída da sua quitação provam o contrário.

Cabe ainda ressaltar que, em 2008, João Vaccari não era secretário de Finanças do PT.

Dessa maneira, estranhamos que uma operação perfeitamente legal e que não tem a mínima proximidade com as investigações conduzidas atualmente pelo Polícia Federal seja colocada sob suspeita."

Assessoria de Imprensa do PT Nacional

quinta-feira, 5 de março de 2015

HOMENAGEM A TODAS AS MULHERES GUERREIRAS

Possivelmente eu não estarei atuando na rede nos próximos dois dias. Deixo antecipadamente a minha homenagem a todas as mulheres guerreira.


Música "Maria Maria" de Elis Regina