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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

PETROBRAS: Barusco, o delator, diz que partilha de propinas se dava desde o governo FHC

Notícia divulgada ontem por um jornalão informa que o delator Pedro Barusco afirmou aos investigadores da Lava Jato que a partilha de propinas na Petrobras se dava desde o governo FHC e cita como fonte a empresa holandesa SBM.

A minha sensação é que isso é só a ponta do iceberg. Cabe à justiça aprofundar as malfeitorias também desse período, uma vez que Barusco já era diretor de Tecnologia desde 1995 e Paulo Roberto Costa foi diretor da Gaspetro de 97 a 2000. Ou seja, em plena era FHC.

Se ambos já eram gerentes de áreas dentro da empresa é bem possível que desta cartola possa sair vários coelhos.

Achei estranho a notícia só ter vindo à tona agora. Estranho? Parece que não porque coincide com várias informações do doleiro Yousseff envolvendo o nome do Palocci e do José Dirceu. 

A tentativa da mídia é, através de duas informações sobre figuras do PT, abafar a outra muito mais grave que se refere ao governo tucano. Não é à toa que a TV Globo passou e-mails para funcionários e departamentos dando ordens de que é proibido mencionar o nome de Fernando Henrique Cardoso na chamada Operação Lava Jato. A ordem foi passada pela diretora Silvia Farias. Dizia o texto: “Tirar o trecho que menciona FHC nos vt´s sobre a Lava Jato”. Em letras maiúsculas ela destacou um “ATENÇÃO PARA A ORIENTAÇÃO: Os editores dos vídeos Sérgio e Maza revisem os textos com os vt´s com atenção. Não vamos deixar ir ao ar nenhuma com citação ao Fernando Henrique Cardoso.” 

Eis aí o papelão de uma emissora nascida no ventre da ditadura militar. Um exemplo prático de que os editores seguiram à risca a orientação da direção foi um programa jornalístico da Globonews que, nos caracteres que chamam para a notícia, inseriu o seguinte texto: ”Líder do PT quer que CPI da Petrobras investigue também o período que antecede ao governo petista”. Isso é um exemplo de pura censura ao direito de informação.

Espero que tanto Palocci como José Dirceu acionem imediatamente na justiça o delator Alberto Yousseff para que ele apresente claramente as provas, se é que existem, desta sua afirmação.

Do ponto de vista do PT cabe acionar na Justiça delatores ou agentes públicos que, seletivamente, passaram informações para os meios de comunicação, cujo objetivo volto a repetir, é prejudicar a imagem do Partido e tentar criminalizar o Partido.

Tenho certeza de que os ministros do Supremo Tribunal Federal estão atentos a este conluio praticado por agentes do Estado e com salários pagos pelo dinheiro público.

Como em outras vezes, o joio será separado do trigo. É uma pena que seja só no final.

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