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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

BOECHAT: “BOATOS APONTAM AÉCIO COMO PRINCIPAL NOME NA LISTA DA CORRUPÇÃO DA LAVA JATO”

Na rádio e na tv BandNews, o jornalista Ricardo Boechat fez um comentário onde disse ter ouvido boatos (ressalvando que por enquanto ainda é boato), de que Aécio Neves (PSDB-MG) seria o principal nome que está na lista de políticos envolvidos com corrupção decorrente da Operação Lava Jato.
É esperado para até sexta-feira, o anúncio do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, dos pedidos de inquéritos para investigar deputados, senadores e governadores.
Eis o vídeo de Boechat na BandNews.

(***  ouça a partir do minuto 5:00 ***)


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

QUEREMOS UM PT E UM GOVERNO DE ESQUERDA



Terminados os festejos de carnaval, começa a vida real do povo brasileiro.

Com certeza, a partir de hoje as atenções estarão novamente voltadas para o cotidiano e a vida política. Recomeçam à todo vapor os trabalhos do Congresso Nacional, do Executivo, da Justiça e outros órgãos institucionais. O Executivo deve encaminhar ao Congresso Nacional várias medidas de cunho de gestão política, visando retomar a ação da economia e avançar em propostas sociais. Por sua vez, o Legislativo além de encaminhar para discussão e votação as medidas do poder Executivo, também deverá criar, discutir e votar sua própria pauta. O Judiciário por sua vez, estará voltado para centenas de milhares de processos que cada vez mais se acumulam no âmbito de suas responsabilidades.

Os partidos com certeza irão se movimentar já se preparando para as eleições municipais de 2016.

Este será um ano de uma pauta política e social bastante agitada e complexa. As entidades dos trabalhadores em conjunto com partidos de esquerda, vão se mobilizar para garantir os direitos conquistados pela classe trabalhadora nos últimos 12 anos e, neste momento, ao mesmo tempo o PT terá um papel atuante e propositivo e terá que dar apoio ao governo da presidenta Dilma. É preciso manter diálogo constante com as classes sociais, movimentos sindicais ao lado daqueles que em boa parte foram os principais responsáveis pelo crescimento do partido e sustentação dos governos Lula e Dilma.


Reconhecemos as dificuldades que o Brasil e o mundo passam em relação à economia, mas chegou a hora de nos mobilizarmos para fazer com que o preço da crise econômica do Brasil seja pago por aqueles que acumularam grandes fortunas às custas da mão de obra da classe trabalhadora.


A Constituição Brasileira garante que sejam taxadas as grandes fortunas dos ricaços no Brasil e temos de abrir uma grande discussão sobre grandes heranças, já que, grande parte delas foram acumuladas a partir de ganhos muitas vezes ilícitos, surrupiados do Estado brasileiro.


As famílias patriarcais não tinham e jamais terão condições de, com o trabalho na produção e na renda, acumular grandes fortunas como vários acumularam no Brasil.

Está aí o ˜X˜ da questão: O PT que nasceu do meio das classes sociais dos pobres, operários, comunidades, não pode sair dos trilhos da esquerda. Um governo seja ele qual for, eleito pelo Partido dos Trabalhadores e por outros partidos de esquerda, especialmente no caso da reeleição da presidenta Dilma no segundo turno, não pode em hipótese alguma, jogar o peso da crise econômica - criada sobre tudo por ganância de especuladores financeiro - nas costa do povo pobre e trabalhador. A reeleição da presidenta Dilma se deve à participação da mobilização efetiva dos jovens ou não jovens de vários setores, mas de esquerda e progressistas que mesmo não fazendo parte do PT foram para as ruas defender um projeto de inclusão social que já estava em andamento com sucesso, reconhecidamente a nível internacional nos últimos 12 anos. Doa a quem doer, o PT precisa assegurar para esta camada da população que seus esforços não foram em vão. É preciso mostrar para o povo, que não haverá desvio, e que o partido e o governo se manterão nos trilhos a qualquer custo, comprometidos com os direitos sociais e orientados pela ideologia de esquerda.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Este é o comportamento de uma emissora de tv "globo" que nasceu no VENTRE da DITADURA MILITAR

 
 
 
Por Maria Frô fevereiro 8, 2015 20:30
 
Esta semana diversos ativistas e profissionais de comunicação digital debateram num post do Emerson Luis a matutice digital do PT e do governo Dilma. Sem exceção, muita gente que entende do riscado não consegue ver a estratégia de comunicação nem do partido nem do governo petista.
Hoje, Luis Nassif dá uma aula grátis sobre como se opera a manipulação midiática e como todos nós, estamos estarrecidoa diante da completa ausência de política de comunicação de um governo e uma presidenta diuturnamente atacados sem exibir qualquer reação efetiva.
Continuo perguntando à presidenta Dilma, quando ela fará uso de um direito constitucional de falar com o povo brasileiro em cadeia nacional contra este massacre cuidadosamente elaborado nos porões golpistas? Quando ela efetivamente virá ao combate como nos falou durante uma coletiva no ano passado?
Crédito da Imagem de capa: Twitter
“Ontem,  a diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, enviou um e-mail a todos os chefes de núcleo com o seguinte conteúdo:
“Assunto:  Tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava a Jato
Atenção para a orientação 
Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique”.
O recado se deveu ao fato da reportagem ter procurado FHC para repercutir as declarações de Pedro Barusco – de que recebia propinas antes do governo Lula.”
A estratégia de Dilma para a guerra da comunicação: “virem-se”
Por Luis Nassif, Jornal GGN
08/02/2015
golpistas
São curiosos esses tempos de crise e de vácuos de poder.
Recentemente foi divulgada uma entrevista de Jango com John Foster Dulles, o brasilianista, em 15 de novembro de 1967.
Na entrevista, um mea culpa: “Goulart disse que em seus esforços para promover reformas estruturais, ele fez concessões demais a grupos políticos no Brasil”.
O objetivo era aprovar as reformas estruturais: “Foram reformas em prol da independência, do desenvolvimento, do bem-estar do povo e da justiça social. A justiça social não era algo no sentido marxista ou comunista”.
Mostrou como a ampliação dos meios de comunicação aumentou as demandas da população: “Hoje, com o uso amplo de rádios e televisores, o povo pobre vê as condições melhores que existem em outros lugares. O grande problema é a justiça social. Não é um problema de comunismo. Mas a insatisfação pode se converter em revolta se as condições não melhorarem. 92% da América Latina se encontra na condição mais precária possível”.
Finalmente, mencionou a campanha da imprensa contra seu governo: “Houve uma campanha para envenenar a opinião pública contra “meu governo”. Goulart disse que a imprensa estava contra seu governo. Ele acrescentou que a imprensa tem problemas financeiros e é influenciada por grandes grupos empresariais”.
Na raiz de todo acirramento da mídia estão problemas financeiros provocados por épocas de transição tecnológica. Foi assim nos anos 20, com o advento do rádio; nos anos 50, com o início da TV; nos anos 60, com a crise financeira dos jornais. E agora.
Do ponto de vista financeiro, tem-se a seguinte situação:
1.     No ano passado, pela primeira vez a Rede Globo fechou no vermelho. A empresa está revisando todo seu modo de produção, acabando com os contratos permanentes com artistas, que eram mantidos no cast, muitas vezes sem aproveitamento, apenas para não serem contratados por competidores. O quadro está tão complicado, que a ABERT (Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão) levantou o veto que tinha em relação à TV digital, vista agora como uma forma de faturamento suplementar
2.     A Editora Abril está se esvaindo em sangue. O valor do vale refeição caiu para R$ 15,00, que só cobre o preço do refeitório instalado no prédio. Há informações de que até o refeitório será desativado nos próximos dias. As redações estão abrindo mão de jornalistas experientes, sendo trocados por novatos sem grande experiência.
3.     O Estadão está há tempos à venda.
4.     A Folha caminha para ser, cada vez mais, uma editoria da UOL.
É uma questão de vida ou de morte: ou empalmam o poder ou tornam-se irrelevantes.
O jogo da informação
É por aí que se entende a campanha da mídia em busca do impeachment.
Os vícios do modelo político brasileiro afetam todos os partidos. Mais ainda o governo FHC com a compra de votos e as operações ligadas ao câmbio e à privatização. A gestão Joel Rennó foi das mais controvertidas da história da empresa.
Ao tornar o noticiário seletivo, os grupos de mídia conspiram contra o direito à informação, centrando todo o fogo em uma das partes e blindando todos os malfeitos dos aliados.
Ontem,  a diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, enviou um e-mail a todos os chefes de núcleo com o seguinte conteúdo:
“Assunto:  Tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava a Jato
Atenção para a orientação 
Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique”.
O recado se deveu ao fato da reportagem ter procurado FHC para repercutir as declarações de Pedro Barusco – de que recebia propinas antes do governo Lula.
No Jornal Nacional, o realismo foi maior. Não se divulgou a acusação de Barusco, mas deu-se todo destaque à resposta de FHC (http://migre.me/oyiwP) assegurando que, no seu governo, as propinas eram fruto de negociação individual de Barusco com seus fornecedores; e no governo Lula, de acertos políticos.
Proibiu-se também a divulgação da denúncia da revista Época (do próprio grupo) contra Gilmar Mendes.
No Estadão, a perspectiva de um racionamento inédito de água, assim como as repercussões na saúde e na economia, é tratado da seguinte maneira.
Se não vierem chuvas até março, a SABESP finalmente adotará o racionamento. Era essa a posição da empresa desde o ano passado e foi impedida pelo governador Geraldo Alckmin.
Só após a posse do novo presidente, Jerson Kelman, a SABESP conseguiu romper com os vetos de Alckmin ao racionamento. Respeitado internacionalmente, Kelman assumiu declarando que crises de água precisam ser tratadas com coragem e racionamento.
Segundo a matéria do Estadão, “A pedido do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o presidente da SABESP Jerson Kelman definirá até o fim da semana um nível mínimo de segurança do Sistema Cantareira”.
A total falta de atitudes de Alckmin é convertida em “monitoramento diário”.  Algumas reportagens relataram o fato da única atitude de Alckmin consistir em consultar um aplicativo de tempo no seu celular, para torcer pela chegada das chuvas.
Na reportagem do Estadão, essa demonstração de amadorismo, de um governador sem nenhum conhecimento de questões hídricas monitorar “pessoalmente” as chuvas, converte-se em uma prova de responsabilidade: ”O quadro hídrico vem sendo monitorado pessoalmente pelo governador e sua equipe diariamente e debatido em reuniões que acontecem a cada dois dias no Palácio Bandeirantes”.
Na home do Estadão, uma reportagem especial sugere que a responsabilidade pela crise é do prefeito Fernando Haddad   que deixou de aplicar um programa de despoluição da Billings. O título na home é “Governo Haddad deixou de investir R$ 1,6 bi em represas”.
Na matéria interna, esclarece-se que os problemas são a não liberação de recursos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o fato dos valores de licitação do programa – feitos na gestão Kassab  – incluírem insumos (como asfalto e cimento) em valores acima do teto estabelecido pela Caixa Econômica Federal.
Os fatos e a campanha
Mesmo com todo o poder de fogo, sozinhos os grupos de mídia não conseguem criar um mundo virtual. Ainda mais nesses tempos de redes sociais, o enfrentamento precisa ser dado através de uma estratégia de comunicação – que também não é algo feito no ar. Ela precisa estar subordinada a uma estratégia política, à identificação dos pontos nevrálgicos do noticiário, ao tratamento antecipado de todo tema sensível, à criação da agenda positivo.
De qualquer modo, na primeira reunião com seu Ministério, Dilma já definiu sua estratégia de comunicação. Juntou os Ministros e ordenou a eles mais ou menos o seguinte:
-       Vocês precisam entrar na batalha de comunicação.
Eles:
- Como?
E ela, mais ou menos assim:
-       Virem-se. fonte

PETROBRAS: Barusco, o delator, diz que partilha de propinas se dava desde o governo FHC

Notícia divulgada ontem por um jornalão informa que o delator Pedro Barusco afirmou aos investigadores da Lava Jato que a partilha de propinas na Petrobras se dava desde o governo FHC e cita como fonte a empresa holandesa SBM.

A minha sensação é que isso é só a ponta do iceberg. Cabe à justiça aprofundar as malfeitorias também desse período, uma vez que Barusco já era diretor de Tecnologia desde 1995 e Paulo Roberto Costa foi diretor da Gaspetro de 97 a 2000. Ou seja, em plena era FHC.

Se ambos já eram gerentes de áreas dentro da empresa é bem possível que desta cartola possa sair vários coelhos.

Achei estranho a notícia só ter vindo à tona agora. Estranho? Parece que não porque coincide com várias informações do doleiro Yousseff envolvendo o nome do Palocci e do José Dirceu. 

A tentativa da mídia é, através de duas informações sobre figuras do PT, abafar a outra muito mais grave que se refere ao governo tucano. Não é à toa que a TV Globo passou e-mails para funcionários e departamentos dando ordens de que é proibido mencionar o nome de Fernando Henrique Cardoso na chamada Operação Lava Jato. A ordem foi passada pela diretora Silvia Farias. Dizia o texto: “Tirar o trecho que menciona FHC nos vt´s sobre a Lava Jato”. Em letras maiúsculas ela destacou um “ATENÇÃO PARA A ORIENTAÇÃO: Os editores dos vídeos Sérgio e Maza revisem os textos com os vt´s com atenção. Não vamos deixar ir ao ar nenhuma com citação ao Fernando Henrique Cardoso.” 

Eis aí o papelão de uma emissora nascida no ventre da ditadura militar. Um exemplo prático de que os editores seguiram à risca a orientação da direção foi um programa jornalístico da Globonews que, nos caracteres que chamam para a notícia, inseriu o seguinte texto: ”Líder do PT quer que CPI da Petrobras investigue também o período que antecede ao governo petista”. Isso é um exemplo de pura censura ao direito de informação.

Espero que tanto Palocci como José Dirceu acionem imediatamente na justiça o delator Alberto Yousseff para que ele apresente claramente as provas, se é que existem, desta sua afirmação.

Do ponto de vista do PT cabe acionar na Justiça delatores ou agentes públicos que, seletivamente, passaram informações para os meios de comunicação, cujo objetivo volto a repetir, é prejudicar a imagem do Partido e tentar criminalizar o Partido.

Tenho certeza de que os ministros do Supremo Tribunal Federal estão atentos a este conluio praticado por agentes do Estado e com salários pagos pelo dinheiro público.

Como em outras vezes, o joio será separado do trigo. É uma pena que seja só no final.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Chacrinha já dizia: Quem não se comunica se estrumbica!

Nos últimos tempos, o PT e os movimentos sociais perderam uma boa parte da sua capacidade de se comunicar e mobilizar os setores democráticos da sociedade brasileira.

Como na política não tem vácuo vários destes espaços estão sendo ocupados por setores da direita golpista/nazista, com o apoio usual da mídia venal, repetindo assim o comportamento de séculos contra o avanço da esquerda democrática, não só no Brasil, mas na América Latina. Basta ver o exemplo do jornal Clarín, com conotação de direita e formado por um grande monopólio financeiro, que tenta desde o primeiro momento afundar a Argentina e derrubar o governo da presidente Cristina Kirchner. 

Por aqui não é diferente. Jornais, TV´s  e emissoras de rádio, com raras exceções, apoiaram todos os golpes políticos e militares existentes no Brasil. Como o Clarín na Argentina, as grandes redes de comunicação do país são formadas por monopólios dominados por grupos financeiros da elite de direita, especialmente nas regiões Sudeste e Sul do país. 

Apesar da audiência decadente da Rede Globo, esta organização que já contribuiu com o Golpe Militar de 64, inviabilizou a vitória do Lula em 89, foi contra as Diretas Já, patrocinou o escândalo do Proconsult no Rio de Janeiro contra a eleição de Leonel Brizola,e até hoje tenta mandar em sucessivos governos, mesmo sendo eleitos democraticamente pelo voto popular. A Globo é o principal verme letal do monopólio da comunicação no Brasil. Os setores democráticos e populares precisam tomar as rédeas e forçar o avanço das políticas sociais conquistadas a duras penas no Brasil nestes últimos 12 anos.

No Governo Lula tivemos avanços significativos como a descentralização das verbas publicitárias destinadas aos setores de comunicação distribuídas entre mais de oito mil veículos regionais, fossem eles escritos, televisivos ou radiofônicos. 
Neste aspecto, o Governo Dilma precisa dar continuidade e abrangência a uma iniciativa que vinha dando certo. O intercâmbio da comunicação do governo com as regiões através dos órgãos regionais é o caminho correto e direto da comunicação governamental para com a população.

A informação que tenho é que este projeto simplesmente regrediu. A NBR, que é outro órgão de comunicação do governo, precisa ser melhor aproveitada para transmitir à população as verdades sobre as ações da gestão, o que jamais será feito pela Rede Globo, suas afiliadas nos estados e as suas concorrentes. Quase todas fazem parte de um grande conluio armado contra o governo e o PT.

As lideranças políticas do governo e do PT precisam estar presentes nos meios de comunicação, senão nestas grandes redes já que somos vítimas de um interminável boicote, que seja em gravações e artigos escritos via Youtube, Facebook e outras ferramentas das redes sociais. Por que razão eu não sei, mas simplesmente não fizeram isso até agora.

Em relação ao PT, cabe, sobretudo aos dirigentes e quadros políticos, sair do casulo e começar a enfrentar os ataques mentirosos contra o Partido, cuja tentativa é a sua criminalização. Precisa cair a ficha dos petistas. Existe claramente um conluio armado por setores da mídia, da direita política, pelos grandes grupos financeiros, setores da Polícia Federal e do Judiciário, inclusive com suspeitas da existência de vazamentos seletivos de depoimentos ou delações vindas do Paraná ou de Brasília, especialmente contra o PT.

É um alerta, enquanto é tempo. O PT precisa se comunicar direta e permanentemente com as suas instâncias estaduais e municipais e setores do movimento social e da sociedade democrática civil organizada. Este mesmo alerta que faço à direção nacional do PT serve para todas as demais instâncias municipais e estaduais do Partido.

As ferramentas de comunicação do Partido precisam urgentemente deixar de falar só de petistas para petistas. O foco deve ser os amplos setores da sociedade, mesmo para aqueles que não são ligados ao PT. O Partido precisa ir imediatamente para o campo de guerra e enfrentar os abutres que trabalham para nos inviabilizar, sobretudo nas disputas de 2016 e 2018.

O povo brasileiro confiou no Partido até a data de 26 de novembro de 2014 dando a vitória eleitoral ao PT e à presidente Dilma Rousseff. Não temos nenhuma necessidade de ficar dando justificativas àqueles que nos atacam. Como disse o Lula, nem um partido governou o Brasil mais do que o PT, somente D. Pedro II. Precisamos urgentemente conquistar a confiança daqueles que hoje estão na dúvida.

Quanto à Operação Lava Jato, parece-me que pode terminar numa situação trágica, uma vez que os trâmites legais não tem sido obedecidos. É o retrato da Operação Satiagraha. Cabe aos ministros do Supremo Tribunal Federal separa o joio do trigo para fazer a verdadeira Justiça.

Volto a repetir, como dizia o Chacrinha: quem não se comunica se estrumbica!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Lista de doações da Camargo Correa apreendido pela Operação Lava-Jato.










VÍDEO: A passos de tartaruga: DESEMBUCHA.



Leiam e Divulguem: Gestão FHC

ALGUNS DOS ESCÂNDALOS DO GOVERNO FHC/PSDB/PFL-DEM


"O Brasil não esquecerá 

45 escândalos que marcaram o governo FHC 

O documento "O Brasil não esquecerá - 45 escândalos que marcaram o governo FHC", de julho de 2002, é um trabalho da Liderança do PT na Câmara Federal de Deputados. O objetivo do levantamento de ações e omissões dos últimos sete anos e meio do governo FHC, segundo o então líder do PT, deputado João Paulo (SP), não é fazer denúncia, chantagem ou ataque. "Estamos fazendo um balanço ético para que a avaliação da sociedade não se restrinja às questões econômicas", argumentou.

Entres os 45 pontos estão os casos Sudam, Sivam, Proer, caixa-dois de campanhas, TRT paulista, calote no Fundef, mudanças na CLT, intervenção na Previ e erros do Banco Central. A intenção da Revista Consciência.Net em divulgar tal documento não é apagar ou minimizar os erros do governo que se seguiu, mas urge deixar este passado obscuro bem registrado. Leia a seguir:

Itinerário de um desastre

Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.

A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.

Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.

Deputado João Paulo Cunha, Líder do PT

1 - Conivência com a corrupção 

O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

2 - O escândalo do Sivam

O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

3 - A farra do Proer 

O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

4 - Caixa-dois de campanhas

As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

5 - Propina na privatização 

A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

6 - A emenda da reeleição 

O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

7 - Grampos telefônicos 

Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

8 - TRT paulista 

A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

9 - Os ralos do DNER 

O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

10 - O "caladão"

O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

11 - Desvalorização do real 

FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

12 - O caso Marka/FonteCindam 

Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

13 - Base de Alcântara 

O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

14 - Biopirataria oficial 

Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

15 - O fiasco dos 500 anos 

As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito 

Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

17 - Drible na reforma tributária 

O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

18 - Rombo transamazônico na Sudam 

O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

19 - Os desvios na Sudene 

Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

20 - Calote no Fundef 

O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

21 - Abuso de MPs 

Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.

22 - Acidentes na Petrobras 

Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

23 - Apoio a Fujimori 

O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

24 - Desmatamento na Amazônia 

Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

25 – Os computadores do FUST 

A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

26 - Arapongagem 

O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

27 - O esquema do FAT 

A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

28 - Mudanças na CLT 

A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

29 - Obras irregulares 

Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

30 - Explosão da dívida pública 

Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.

31 - Avanço da dengue 

A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

32 – Verbas do BNDES 

Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

33 - Crescimento pífio do PIB 

Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

34 – Renúncias no Senado 

A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

35 - Racionamento de energia 

A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

36 - Assalto ao bolso do consumidor 

FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

37 – Explosão da violência 

O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

38 – A falácia da Reforma agrária 

O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

39 - Subserviência internacional 

A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

40 – Renda em queda e desemprego em alta 

Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

41 - Relações perigosas 

Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.

42 – Violação aos direitos humanos 

Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

43 – Correção da tabela do IR 

Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

44 – Intervenção na Previ 

FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

45 – Barbeiragens do Banco Central 

O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições."

FONTE: documento "O Brasil não esquecerá - 45 escândalos que marcaram o governo FHC", de julho de 2002, escrito pela Liderança do PT na Câmara de Deputados. Foi republicado hoje (04/03) no portal "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim.fonte

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A tentativa de espetacularização midiática e da Polícia Federal sobre o tesoureiro do PT



A nona fase da Operação Lava Jato deflagrada ontem pela Polícia Federal que cumpriu várias ações determinadas pela Justiça mostra cada vez mais que tem algo orquestrado para tentar criminalizar de qualquer forma o Partido dos Trabalhadores.

Conversei ontem com alguns advogados sobre o conjunto da operação. Para a minha surpresa, na visão dos juristas, o mandato de condução coercitiva para ser legal precisa seguir trâmites, inclusive de aviso judicial, o que parece que não foi o que ocorreu com o tesoureiro do PT.

Outra surpresa é que dos sessenta e poucos mandatos expedidos pela justiça para serem executados pela PF, por que razão foi vazada somente a ação em relação ao Vaccari? Cadê a divulgação de nomes de pessoas físicas e jurídicas das demais ações executadas no dia de ontem?

Espero que o Supremo Tribunal Federal ao analisar o conjunto da Operação Lava Jato consiga separar o joio do trigo. Por que os tesoureiros dos demais partidos que receberam doações das mesmas empresas citadas na operação não foram até agora convocados para depor?

Se o PT reafirma que as doações tiveram caráter legal espero que as doações dadas aos demais candidatos e partidos estejam na mesma situação. Outra surpresa, mais uma vez em relação à velha mídia, é a tentativa de esconder declarações de delatores ou informantes na seleção dos vazamentos para divulgação. O delator Pedro Barusco deixou claro que as malfeitorias, pelo menos as cometidas por ele, vem desde os anos 90 no recebimento de propinas, quando o Partido dos Trabalhadores sequer estava no governo. Hoje, ou até agora, não vi nenhuma notícia escrita, falada ou televisiva, e nem de colunistas, sobre o que disse o Barusco, com exceção do que ele falou sobre o PT.

Mas, aguardo pacientemente o peso da balança da justiça, que está sob a batuta do Procurador-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Nota oficial PT - Operação lava jato.

A assessoria de imprensa do PT reitera que o partido recebe apenas doações legais e que são declaradas à Justiça Eleitoral. As novas declarações de um ex-gerente da Petrobras, divulgadas hoje, seguem a mesma linha de outras feitas em processos de “delação premiada” e que têm como principal característica a tentativa de envolver o partido em acusações, mas não apresentam provas ou sequer indícios de irregularidades e, portanto, não merecem crédito. Os acusadores serão obrigados a responder na Justiça pelas mentiras proferidas contra o PT.

Assessoria de imprensa do PT

Todas as dúvidas foram esclarecidas à PF, afirma Vaccari

Dirigente prestou depoimento para contribuir com as investigações da operação Lava Jato

O tesoureiro nacional do PT, João Vaccarri Neto, deixou, no início da tarde desta quinta-feira (5), o prédio da Superintendência Regional da PF em São Paulo, onde prestou depoimento durante a manhã, no âmbito da Operação Lava Jato.
Segundo o dirigente, os questionamentos em relação às apurações em curso, feitos pelo delegado Maurício Moscardi,  foram prontamente respondidos, sem dificuldades.
“Todas as perguntas feitas pelo delegado foram esclarecidos. Respondi a tudo com transparência, lisura e total tranquilidade”, enfatizou Vaccari.

Fonte: http://www.pt.org.br/todas-as-duvidas-foram-esclarecidas-a-pf-afirma-vaccari

Engana-se quem pensa que o convite ao tesoureiro do PT para depoimento na PF de São Paulo é motivo para baixar a nossa cabeça e estragar os 35 anos do Partido

Há uma semana eu já vinha alertando vários companheiros e companheiras de que poderia se armar alguma trama para tentar enlamear os festejos dos 35 anos do PT, como já fizeram em outros anos.

Não sou advinho, apenas fiz uma leitura das armações da direita e da mídia no que diz respeito a invencionices ou mentiras que foram utilizadas em outras comemorações.

Hoje me reservo ao direito de não entrar em detalhes do que eu penso sobre a condução de da chamada Operação Lava Jato, mas me parece que um dos principais objetivos é tentar atingir o Partido dos Trabalhadores. Enganam-se aqueles que pensam que nós, que nascemos defendendo a democracia contra a corrupção e enfrentando os tanques dos arautos da ditadura, vamos passivamente baixar a cabeça e sermos levados à condição de um animal chamado AVESTRUZ.

Nunca os governos Lula e Dilma se utilizaram do poder para engavetar malfeitorias praticadas por agentes do Estado brasileiro, como foi feito no passado e no passado recente da história do Brasil.

Chamo a atenção de alguns petistas para que não se deixem levar pelo canto da sereia e tentem encontrar dentro do Partido bodes expiatórios, ou fulanizar companheiros que simplesmente cumpriram as funções que lhes são designadas pelos coletivos do Partido.

Aqui não tem lugar para os defensores das malfeitorias, mas também não vamos aceitar que porventura alguém se utilize de tramas plenamente organizadas para prejudicar a nossa história e tentem se apresentar como os arautos da moralidade absoluta.

Saibam os abutres que aqui tem uma trincheira de companheiros e companheiros que jamais fugirão à luta. Os filiados consegue distinguir com clareza o joio do trigo. Vamos em frente na nossa trajetória de luta de 35 anos.

Parabéns ao PT pelo seu aniversário e um forte abraço a todos os filiados e militantes do Partido.

Viva o Brasil, viva a democracia e viva o PT!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Apesar da tentativa acintosa da Rede Globo e de setores da velha mídia para enterrar a Petrobras, a empresa se supera

Depois de um longo período da tentativa de transformar versões em fatos a respeito dos episódios que envolvem os malfeitores que atuaram na Petrobras, sem separar o joio do trigo, a Rede Globo e setores da velha mídia começam a perceber que a empresa se supera com as suas próprias forças e o apoio do seu corpo funcional (trabalhadores e técnicos).
É lamentável que a Globo e a grande imprensa tenham tentado durante todo este tempo desmoralizar a imagem da empresa em benefício do interesse dos grandes especuladores financeiros nacionais e internacionais. Ao invés desses setores ajudarem uma empresa que é o símbolo do orgulho brasileiro a superar seus problemas, eles preferem contribuir para fortalecer os interesses do cassino chamado Bolsa de Valores e assim desvalorizar os papéis da empresa em favor de interesses mais escusos.
Não foram poucos os que compraram grandes quantidades de ações com valores abaixo do preço real provocado pela especulação, para em seguida lucrarem grandes fortunas. Um exemplo concreto disso é a atuação do magnata americano conhecido como George Soros.
Não pensem a Rede Globo de Televisão e o sistema financeiro predador que o governo vai ceder às pressões e à chantagem do mercado e aceitar a sua tentativa de quebrar a empresa e leva-la à privatização.
Não é de agora que a Rede Globo e seus asseclas criticam abertamente o modelo de partilha sobre a exploração da camada do pré-sal. Por traz de todos os ataques de caráter meramente especulativo, independente das malfeitorias praticadas por alguns ex-funcionários e seus tentáculos externos, está a ganância e o oportunismo visando a entrega do pré-sal ao capital internacional.