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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

ECONOMIA: Uma boa noticia que a velha mídia tenta esconder.

Pesquisa revela melhora na confiança da indústria
 
 
 
Empresários do setor industrial encerram o ano mais desanimados do que em 2014. No entanto, em relação a novembro último, houve melhora no humor sobre as possibilidades de bons negócios no primeiro semestre do próximo ano. É o que revela pesquisa sobre o Índice de Confiança da Indústria (ICI), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), que subiu 1,1 ponto em dezembro, passando de 74,8 para 75,9 pontos.

Em relação a dezembro do ano passado, o resultado indica queda de 10,7%. A percepção do empresariado sobre os rumos da economia tem oscilado entre altas e baixas no segundo semestre. Em outubro último, havia apresentado elevação de 3,1 pontos, seguindo-se um recuo de 1,4 ponto em novembro.

A melhora em dezembro é reflexo, principalmente, do aumento de 1,9 ponto do Índice de Expectativas (IE),que atingiu 77,0 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 0,4 ponto ao passar para 75,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NuciI) também subiu e atingiu 75,1%, resultado que é 0,5 ponto percentual superior ao registrado no mês passado. O levantamento foi feito com base em dados coletados em 1.126 empresas entre os últimos dias 1o e 21.

Apesar do avanço, o coordenador da pesquisa, Tabi Thuler Santos, observou que ainda não dá para se prever uma tendência de recuperação. "A alta do ICI no quarto trimestre traz boas notícias, como o movimento no sentido de normalização dos estoques e alguma melhora das expectativas. Porém, como os indicadores da pesquisa visitaram seus mínimos históricos ao longo do segundo semestre e a alta é tímida, há que se esperar por novos avanços para se confirmar uma mudança de trajetória".
 
Agência Brasil

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


Leia e Divulgue!!!

Lewandowski chama imprensa para testemunhar encontro com Cunha

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/12/1722546-lewandowski-chama-imprensa-para-testemunhar-encontro-com-cunha.shtml

Por favor, vale a pena Ler e Divulgar!!!

 

Folha de S. Paulo 23/12/2015

Bernardo Mello Franco :: O mal-entendido

BRASÍLIA - O historiador Sérgio Buarque de Holanda escreveu que a democracia no Brasil "sempre foi um lamentável mal-entendido". A frase ganhou novo sentido na noite de segunda, quando seu filho Chico virou alvo de ofensas numa rua do Leblon.

O artista foi hostilizado por um grupo de jovens ao sair de um restaurante em que jantava com amigos. Alguém filmou a abordagem com o celular e jogou o vídeo na internet.

"Você é um merda", diz um dos homens, encorajado por alguns chopes a mais. "Quem apoia o PT o que é?", ele pergunta. "É um petista", responde o artista, sem elevar a voz. "É um merda", rebate o agressor.

Em outra passagem, um rapaz grita: "O PT é bandido!". "Eu acho que o PSDB é bandido. E agora?", devolve Chico. Em vez de argumentar, o provocador sai pela tangente. "Não tô defendendo partido, mas o PT é bandido. Odeio política", desconversa.

Apesar das ofensas, o filho de Sérgio Buarque se mantém cordial. Sorri, aperta mãos, pergunta os nomes dos jovens. Um deles é rapper e ex-namorado de uma atriz global. Outro é filho do playboy Alvaro Garnero.

No fim da discussão, o líder do grupo faz a última tentativa. "Para quem mora em Paris, é fácil", ele afirma. O artista vive no Leblon, a poucos minutos a pé do restaurante.

O cineasta Cacá Diegues estava entre os amigos que jantaram com Chico. No fim da ditadura militar, ele cunhou a expressão "patrulha ideológica" para criticar militantes de esquerda que tentavam desqualificar quem não compartilhava suas ideias.

Agora é a nova direita verde-amarela que recorre ao discurso do ódio contra políticos e intelectuais identificados com o PT. No caso mais lamentável, o ex-ministro Guido Mantega foi hostilizado quando acompanhava a mulher em um hospital.

Xingar e agredir quem pensa diferente é um comportamento autoritário, próximo do fascismo. Confundir isso com democracia não passa de um lamentável mal-entendido, para usar as palavras do historiador.

Por favor, Leiam e Divulguem!!!


Folha de S. Paulo    -    22/12/2015

Bernardo Mello Franco :: O mensalão tucano

BRASÍLIA - A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-governador Eduardo Azeredo a 20 anos e 10 meses de prisão. De acordo com a sentença da juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, o tucano desviou dinheiro público para financiar sua campanha frustrada à reeleição, em 1998.

O esquema envolveu três estatais mineiras, que fecharam contratos de fachada para repassar verba de publicidade a políticos. Em valores atualizados, o rombo foi de R$ 10 milhões. O caso ficou conhecido como mensalão tucano porque serviu como laboratório para o mensalão do PT. Os dois escândalos tiveram o mesmo operador: o publicitário Marcos Valério, da SMP&B.

Azeredo não é um tucano qualquer. Chegou a ser presidente nacional do PSDB, cargo hoje ocupado pelo senador Aécio Neves. Estava no Senado quando a Procuradoria-Geral de República o denunciou ao Supremo Tribunal Federal, em 2007. Dois anos depois, a corte decidiu transformá-lo em réu.

O mensalão mineiro virou um símbolo da morosidade judicial. O caso se arrastou no STF até 2014, quando Azeredo renunciou ao mandato de deputado para escapar da punição. Sob protestos do então ministro Joaquim Barbosa, que acusou o tucano de "debochar" da Justiça, o processo voltou à primeira instância.

Na semana passada, Azeredo foi finalmente condenado por peculato e lavagem de dinheiro, mais de 17 anos depois dos desvios. Graças à manobra para fugir do STF, ele poderá recorrer em liberdade até que o caso volte a ser analisado pela corte.

Desde que perdeu a eleição presidencial para o PT, o senador Aécio repete que não foi derrotado por um partido, e sim "por uma organização criminosa". Apesar do prontuário de alguns petistas influentes, talvez seja a hora de virar o disco. Na sentença do mensalão tucano, a juíza Costa Lage afirma que seu aliado Azeredo também integrou "uma organização criminosa complexa", montada para assaltar os cofres mineiros.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Por favor, leiam e divulguem: Na minha avaliação é um dos melhores artigos dos ultimos tempos.

O álbum de fotografias do golpe
 
28/12/2015 02:00h
 
Vladimir Safatle
 
 
 
Quem ainda tinha dúvidas a respeito do Brasil estar diante de um golpe
travestido de impeachment viu, nesta última semana, uma série de
acontecimentos reveladores. Eles demonstram claramente como, no vazio do
fim da Nova República, seus antigos atores procuram alguma sobrevida, nem
que seja tomando o Palácio do Planalto de assalto.
Depois de anos operando nas sombras, o vice-presidente conspirador
resolveu transformar seu partido-ônibus, ou seja, esse mesmo partido em que
apertando sempre cabia mais um, em uma máquina monofônica organizada
para garantir que ele será, enfim, alçado à Presidência da República nos
próximos meses. Como o sr. Temer sabe que esta é a única e última
oportunidade da sua vida para sair das sombras em que o destino lhe colocou,
ele resolveu deixar às claras sua aliança com o sr. Cunha. Vimos então, nesta
semana, movimentos inacreditáveis para um partido acostumado à inércia:
seu líder da Câmara "moderado" foi deposto, suas portas foram fechadas para
o ingresso de políticos mais alinhados ao governo que ele quer derrubar. O
próximo passo será, ao que tudo indica, selar a ruptura em janeiro.
Então, como que por acaso, logo depois de descobrirmos que o sr. Delcídio do
Amaral operou fartamente esquemas de corrupção quando participava da
Petrobras no governo FHC, o PSDB, liderado pelo próprio ex-presidente em
seu momento Carlos Lacerda, declarou estar unido para o golpe. Não,
desculpe-me, na verdade não se trata de um golpe, mas de um impeachment
motivado principalmente pela indignação contra a corrupção que assola este
país na última década. De fato, ninguém melhor para liderar tal indignação do
que o partido de Geraldo Alstom Alckmin, de Marconi Carlos Cachoeira
Perillo, partido já comandado por pessoas do quilate de Eduardo Azeredo,
recém condenado a 20 anos de prisão por idealizar o mensalão. Mensalão
que, segundo o próprio Azeredo em entrevista para esta Folha em 2007,
abasteceu as contas de campanha... De quem? Sim, dele mesmo, do líder da
indignação moral nacional: o sr. Fernando Henrique Cardoso.
Mas, como se diz nos dias que correm, o impeachment é um instrumento que
precisa do povo na rua. E lá se foi o povo manifestar no domingo para dar a
consagração final à moralização nacional. Lá estava também o trânsfuga do
último "Toy Story", o Superpato da Fiesp e de seu presidente vitalício, que não
deixou de anunciar a esperada adesão dos empresários paulistas, ou do que
restou deles, ao golpe. Só que, vejam só vocês, a manifestação pró-golpe foi
menor do que a manifestação daqueles que a ele se opõem, realizada na
última quarta-feira (16). Ou seja, o argumento do "clamor das ruas" não vai
muito longe, será necessário inventar outro. Nada estranho, já que julgar o
governo Dilma uma das maiores catástrofes da história recente do país não implica, necessariamente, achar que tudo se ajeitará se tirarmos a
personagem da linha de frente para
conservar e aclamar
os velhos operadores de sempre.

Para terminar, no mesmo dia em que o STF decidiu conservar o sr. Cunha à
frente do processo de impeachment, a Procuradoria Geral da República pediu
seu afastamento do cargo de deputado por tentar, como nos bons tempos de
gângsteres, intimidar e constranger testemunhas no caso Petrobras.
É certo que este álbum de fotografias inacreditável de um golpe primário
mostra muito mais do que a inanidade da oposição e a inépcia do governo. Ele
mostra que as saídas para a crise não estão dadas nos marcos postos pela crise
atual. Se o governo conseguir sobreviver a este golpe, será difícil imaginar o
que restará depois. Este é um governo sem rumo, governo de uma
"conciliação" que nunca houve, vítima de suas próprias escolhas. Ele
continuará sem rumo e sitiado. Se, por sua vez, a oposição der o golpe, este
será só o começo de uma das mais profundas crises institucionais e sociais
que o país conhecerá. No poder, estará a mais crassa casta oligárquica à frente
de um governo ilegítimo, com poderes policiais e repressivos reforçados.
O que se coloca a nós é a tarefa enorme de pensar saídas a partir do
reconhecimento da verdadeira extensão dos problemas e do esgotamento das
práticas de governo da nossa república.
Como costumamos dizer em psicanálise, a primeira condição para sair do
problema é reconhecer seu verdadeiro tamanho.
 
 










































segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Por favor, leiam e divulguem




PT, 13 anos na Presidência

FERNANDO CANZIAN
DE SÃO PAULO
Em 13 anos de PT no poder, o Brasil distribuiu sua renda como em nenhum outro período da história registrada pelo IBGE. Todos ganharam. Quanto mais pobre, melhor a evolução.
Foram 129% de aumento real (acima da inflação) na renda dos 10% mais pobres. No decil mais rico, 32%.
Na base da pirâmide, gastos sociais como Bolsa Família e Previdência tiveram forte influência. Mas o trabalho foi determinante para a melhora da renda no período.




Em contrapartida, nunca o Brasil deteriorou tão rápido suas contas públicas; e de modo tão estrutural. Fato que nos leva agora à quase depressão econômica e a um novo retrocesso social.
A distribuição de renda nos últimos 13 anos se compara à das sociais democracias europeias no pós Segunda Guerra. Apesar disso, só 31% dos brasileiros consideram que sua vida melhorou em 13 anos do PT na Presidência, segundo nova pesquisa Datafolha.
O conjunto de crise econômica aguda, denúncias de corrupção, prisões de petistas e fragilidade política levam a maioria a achar ou que a vida piorou (26%) ou que ficou igual (42%).
Só 24% veem o PT na Presidência como ótimo/bom. É bem menos do que os que o consideram ruim/péssimo (35%) ou regular (40%).
Folha ouviu 13 especialistas sobre os 13 anos em que o PT, agora ameaçado por um impeachment, ocupa a Presidência.
Um bom resumo é o de que o PT colhe o que não plantou: ao desprezar reformas estruturais quando tinha apoio popular e surfava na onda das commodities até 2008 deixou engessados, sem espaço de manobra, quase 75% do gasto não financeiro da União.
Mais de dois terços deles (como Previdência) são indexados ao salário mínimo, reajustado pela inflação.
Ao priorizar o gasto social, o PT permitiu que ele avançasse rápido como proporção do PIB: de 6,5% para 9,3%. Em contrapartida, investimentos em infraestrutura estagnaram ao redor de 1%.
Com a inflação (e boa parte do gasto) agora subindo 10% ao ano e a arrecadação caindo 5% com a recessão (que encolherá o PIB em quase 4%), tem-se uma trajetória explosiva para a dívida pública, que pode levar o país à insolvência.
Há dois anos, a relação dívida/PIB era de 56,7%. Ela fechará 2015 em 66% e pode ir a 80% antes de 2018.
FIM DE UMA ERA
Antes disso, o Brasil deve encerrar mais de uma década de conquistas sociais.
"Até aqui, mesmo com inflação e desemprego em forte alta, a renda domiciliar per capita e sua distribuição estão próximas ao topo. Mas o precipício está ali, bem à nossa frente", diz Marcelo Neri, diretor do FGV Social, da FGV-Rio e ex-ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Especiais da Presidência da Presidência da República.
Enquanto a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostrou ainda "surpreendentes" desigualdade em queda e crescimento real da renda de 3,3% em 2014, a Pnad Contínua em 2015 revela desigualdade estável e retração da renda de 0,96% no terceiro trimestre.
"Isso significa que o sofrimento geral da população ainda está por vir", diz Neri.
Assim como o trabalho foi preponderante na redução da pobreza, ele trará impactos negativos agora.
Para o economista Gabriel Ulyssea, da PUC-Rio, a exuberância do mercado de trabalho sob o PT careceu de mudanças estruturais.
"Houve forte aumento do crédito ao consumo, à habitação e às empresas. Para tomar financiamentos, a formalização era exigência. Isso foi, portanto, uma mudança apenas conjuntural."
Nos 13 anos do PT, o volume de crédito no Brasil saltou de 25% do PIB para 60%. Coincidindo com o fim desse ciclo de forte expansão, o país perdeu mais de 1,2 milhão de empregos formais nos últimos 12 meses.
No período, os financiamentos concedidos pelos bancos públicos (32% do PIB hoje) também ultrapassaram os privados (27%).
A aceleração do crédito estatal e do gasto social são vistos como determinantes para o desajuste atual.
"A crise global de 2008 levou o governo a agir rápido. O problema, depois, foi insistir no mesmo estímulo ao consumo", diz Luiz Gonzaga Belluzzo, da Unicamp, e ex-professor de Dilma.
O especialista em contas públicas Mansueto Almeida afirma que, passado o pior daquela crise, o PT "acelerou gastos, criou mais programas e novos incentivos".
Mesmo depois da eleição em 2010, quando a economia crescera 7,6%, Dilma também forçou a queda de juros (2011) e o preço da energia elétrica (2012), estimulando mais o consumo.
O período marcou também o início da chamada "nova matriz econômica", que acabou trazendo várias distorções à economia.
Para Antonio Delfim Netto, a presidente reforçaria o erro até sua reeleição, em 2014. "Em vez de cortar despesas, ela fez política fiscal abusiva, mas consciente, para ganhar a eleição."
O economista Sérgio Vale, da MB Associados, situa no mensalão, em 2005, o início do fim do rigor fiscal.
"Mas isso fico mascarado pela ótima conjuntura internacional". Ele lembra que a última grande reforma do país foi a aprovação da Lei de Falências, em 2005.
José Márcio Camargo, da PUC-Rio, diz que, ao contrário das crise dos anos 1980 e 1990, há hoje um diagnóstico claro do que precisa ser feito. "Mas tudo dói: mudar a idade da aposentadoria, a política do salário mínimo, cortar o funcionalismo".
Para Carlos Pereira, cientista político da FGV-Rio, sem apoio para reformas e acuado pelo impeachment, o legado do PT pode ficar diminuído ao da corrupção. "E isso é muito triste."

Leia a matéria na integra > PT, 13 anos na Presidência

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Na política: Aonde nós chegamos!

Enquanto o Ministério Público Federal não age com a mesma desenvoltura de quando se trata de petistas, pelo andar da carruagem, cujas rédeas estão nas mãos sujas de Eduardo Cunha, a cada dia temos mais motivos para lutar e resistir contra a tentativa de golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e contra a democracia no Brasil.

Se Michel Temer é o chamado “capitão do golpe”, como já o apelidou o ex-ministro Ciro Gomes, e também correria o risco de ser “impitimado” devido à prática das mesmas pedaladas fiscais que acusam Dilma, então o país cairia fatalmente nas garras do ainda atual presidente da Câmara, uma das piores e mais hediondas figuras políticas da nossa história política recente.Comparações à parte, a lama da barragem de Mariana/MG invadiu a Câmara.

Cunha, além de tentar consolidar o impeachment contra a presidenta Dilma, através de manobras regimentais e do seu peculiar jogo sujo, faz uso do seu poder como presidente da Câmara para travar o andamento do seu processo de cassação no Conselho de Ética. Ele destituiu um relator eleito democraticamente por outro. E o relator destituído inclusive concedeu entrevista a um jornal dizendo que chegou a ser procurado com uma oferta de propina, além de ameaças e pressões.

Por isso, as militâncias dos partidos progressistas e dos movimentos organizados precisam tomar as ruas e gritar cada vez mais forte:

Não vai ter Golpe! Dilma Fica! Fora Cunha!


(Geraldo Magela / Rochinha)

Lamentável: A onde querem chegar?

Eduardo Cunha no Planalto.

A responsabilidade é em tudo idêntica: também Michel Temer liberou verbas pela modalidade das ditas "pedaladas fiscais", que os advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal invocaram para a proposta de impeachment de Dilma –e, sem o saber, puseram o vice-presidente sob a mesma ameaça que quiseram criar para a presidente. Logo, se as tais "pedaladas" forem motivo para destituir Dilma, o mesmo destino estará aberto a Temer. E o presidente da Câmara será o seguinte, na hierarquia constitucional das sucessões, a receber a Presidência da República. Você já sabe um pouco de quem se trata.
As "pedaladas" do vice, reveladas pelo jornal "O Estado de S. Paulo" anteontem, têm três agravantes que negam a alegada ingenuidade de Temer ao assinar os créditos suplementares. São pelo menos sete atos, não um ato ocasional. O montante não é coisa que um presidente, apesar de interino, devesse assinar sem noção do que faria: R$ 10,8 bilhões. Se "pedaladas" deste ano agravam para Dilma, também o fazem para Temer, que as assinou em 2014 e 2015.
Vê-se que Temer, o decorativo, não o é na medida em que diz. O que não impediria seu sentimento de suscitar em Dilma "absoluta desconfiança". Se assim foi "sempre", como diz sua carta à presidente, autoriza uma pergunta e uma dedução: por que, então, candidatou-se à reeleição de vice de Dilma e se mostrou um candidato tão empolgado? Inclusive na posse, em que se fez acompanhar do seu lado de fato decorativo. Ou foi um candidato hipócrita ou é inverdadeiro agora. Duas hipóteses que recomendam economia de confiança.
Agora mesmo, como presidente do PMDB, Michel Temer tem óbvia conivência com as atitudes do seu subordinado partidário que, também com contribuição sua, detém a presidência da Câmara. Temer, o fisiológico, que só se mostrou interessado em cargos –seu método também quando "coordenador político" do governo–, não é isento de responsabilidade na criação e no prolongamento da crise política que agrava a crise econômica. E desmoraliza mais o país.
Sem uma só palavra do presidente do PMDB contra a degradação da Câmara e da Constituição, o Conselho de Ética fez nesta quarta (9) a sexta tentativa de decidir entre aceitação ou recusa de "investigação" sobre Eduardo Cunha, o imperador da Câmara. Na manhã desta quinta (10) fará a sétima, se sua alteza não a impedir. Na sessão suspensa com intervenção da Mesa Diretora da Câmara, sob chefia do próprio personagem a ser avaliado, estreou o novo líder do PMDB. O anterior foi destituído, com a conivência do presidente peemedebista Michel Temer, por cumprir o regimento e indicar, como é próprio dos líderes, os nomes do PMDB na comissão de 65 que sugerirá ou recusará o processo de impeachment.
A inexperiência do (ex) líder Leonardo Picciani foi onerosa não só para ele. Ao escolher oito prováveis votantes contra o impeachment, desagradou a outra banda do partido. Ao fazer as indicações com antecedência, ainda na semana passada, deu tempo a Eduardo Cunha, e outros, de transformar o desagrado em rebelião da bancada e desordem geral. Mas houve também um resultado positivo.
A baderna regimental, física e ética do que seria uma votação na Câmara foi levada ao Supremo Tribunal Federal, em busca ao menos de alguma compostura jurídica e constitucional nos procedimentos e decisões dos deputados. Ainda não deu para saber se as marés do Supremo também dependem da Lua, da fartura dos lanches na Casa, ou da concepção ideológica de cada magistrado. O fato é que não se sabe quanto o STF derrubará ou manterá das vigarices na Câmara contra o regimento e contra a Constituição, em torno do impeachment e da cassação de Eduardo Cunha.
Bem, se você pensa na hipótese de que a Lava Jato, se pegou um senador, pegue Eduardo Cunha antes que chegasse à Presidência: é possível. Mas vale lembrar que Delcídio do Amaral não é do PMDB do vice. E tinha relações com Lula, o que é sempre perigoso no Brasil atual. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Por favor, leiam e divulguem.

 
 
Impeachment: traição, jogo sujo e ódio
07 de Dezembro de 2015
 
O Brasil vive um momento grave na política e na economia que requer de todos nós muita reflexão e sobretudo muita responsabilidade.

Um país que representa a maior população do continente e é respeitado como a sétima economia mundial não pode agir de forma precipitada e irresponsável em momentos em que necessita tomar decisões que, de certa maneira, afetam o conjunto da população e tem reflexo no continente e no mundo todo.

Falo da tentativa de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, ato feito à custa de traição, jogo sujo e ódio. A presidenta foi eleita pelo voto popular disputado primeiramente com vários candidatos e no segundo turno com o candidato tucano, num pleito altamente democrático e dentro das normas que regem a legislação eleitoral.

Sabemos que no Brasil, desde a fundação da República, quase todos os presidentes eleitos passaram por profundas crises políticas e econômicas e vários deles não conseguiram concluir seus mandatos. É bom frisar que a política brasileira e sul americana sempre foi campo propício para a oligarquia política se perpetuarem no poder e conseguirem vantagens e enriquecimento ilícito à custa do Estado.

No nosso país, os presidentes que se elegeram pelo voto direto e contrariaram os interesses econômicos das oligarquias ao fazerem algo em benefício das camadas mais pobres da população foram e continuam sendo extremamente perseguidos por estas mesmas forças. Os poderes constituídos, tanto o Legislativo como o Judiciário, fazem parte desse mesmo jogo, pois quase todos seus membros são oriundos de famílias da Casa Grande, que durante toda a nossa história sufocou a senzala.

No caso atual que envolve a presidenta Dilma não é diferente, é igual ao que fizeram com Getúlio Vargas, quando propôs a nacionalização da indústria brasileira; Juscelino Kubistcheck quando apresentou o seu plano de metas e a João Goulart quando tentou implementar as reformas de base.

Os últimos 12 anos de governo Lula e Dilma foram marcados por políticas de inclusão social, com a eliminação da extrema miséria através do Fome Zero e do Bolsa Família, a elevação do valor do salário mínimo a patamares nunca vistos, melhoria dos salários e da renda dos trabalhadores, avanço significativo a caminho do pleno emprego. Foram e estão sendo construídas obras estruturantes de grande alcance social, como a transposição do rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina, construção das hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antônio e Girau e também realizados investimentos em energia limpa como a eólica e solar, avanços importantes na questão da mobilidade urbana,  a descoberta do pré-sal que é um passaporte para o futuro de um Brasil como potência mundial, além da prioridade pautada para a educação dos brasileiros, como o Pronatec, construção de universidades públicas em todas as regiões do país, a instituição do Enem e das cotas que deram a oportunidade às classes médias, pobres e aos negros de terem pleno acesso ao ensino superior.

Por essas e outras ações concretas que deram ao Brasil uma cara diferente daquela dos 500 anos governados pela velha oligarquia, o PT e o governo passaram à condição de protagonista a vilão, vindo daí todo e qualquer tipo de perseguição por parte dos setores que se sentem “prejudicados” pelas ações praticadas pelos governos petistas.

Eis aí a principal razão de se inventar um impeachment, aonde, segundo juristas especializados, está claro que não há base jurídica para tamanho jogo sujo. De qualquer forma, o jogo está em andamento. Cabe a todas as forças progressistas e de esquerda deste país barrar mais esta campanha sórdida de ódio e de intolerância contra um governo eleito democraticamente.

Vamos à luta e venceremos!


Francisco Rocha da Silva, Rochinha

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Nota assinada por todos os Governadores do Nordeste contra o impeachment

"Diante da decisão do Presidente da Câmara dos Deputados de abrir processo de impeachment contra a Exma Presidenta da República, Dilma Roussef, os Governadores do Nordeste manifestam seu repúdio a essa absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional. Gerações lutaram para que tivéssemos plena democracia política, com eleições livres e periódicas, que devem ser respeitadas. O processo de impeachment, por sua excepcionalidade, depende da caracterização de crime de responsabilidade tipificado na Constituição, praticado dolosamente pelo Presidente da República. Isso inexiste no atual momento brasileiro. Na verdade, a decisão de abrir o tal processo de impeachment decorreu de propósitos puramente pessoais, em claro e evidente desvio de finalidade. Diante desse panorama, os Governadores do Nordeste anunciam sua posição contrária ao impeachment nos termos apresentados, e estarão mobilizados para que a serenidade e o bom senso prevaleçam. Em vez de golpismos, o Brasil precisa de união, diálogo e de decisões capazes de retomar o crescimento econômico, com distribuição de renda."

Robinson Farias (PSD – Rio Grande do Norte)
Flavio Dino (PCdoB – Maranhão)
Ricardo Coutinho (PSB – Paraiba)
Camilo Santana (PT – Ceara)
Rui Costa (PT – Bahia)
Paulo Câmara (PSB – Pernambuco)
Wellington Dias (PT – Piaui)
Jackson Barreto ( PMDB – Sergipe)
Renan Filho (PMDB – Alagoas)

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

17 megaobras do Governo Dilma que você provavelmente nunca ouviu falar

"Compartilhem"

Quais dessas obras você já conhecia?
10/10/2014 10:04




1- PONTE RIO NEGRO, AMAZONAS


Ponte Rio Negro, no estado do Amazonas. Com 3,6 km de extensão, é a segunda maior ponte fluvial do mundo e a maior estaiada do Brasil. Conecta Manaus ao município de Iranduba e demorou três anos e 10 meses para ficar pronta. O concreto e o aço utilizados na obra seriam suficientes para construir três estádios do Maracanã.


2- FERROVIA NORTE-SUL, EM CINCO ESTADOS

O trecho de 682 km da Ferrovia Norte-Sul, situado entre as cidades de Ouro Verde (GO) e Estrela do Oeste (SP), está com 70% das obras concluídas. Em outro trajeto da obra, já finalizado entre Tocantins e Goiás, são 855 km de ferrovia já em operação.


3- FERROVIA TRANSNORDESTINA, CEARÁ, PERNAMBUCO E PIAUÍ

Integrada à Ferrovia Norte-Sul, liga o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, além do cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins, num total de 1.728 km.


4- PONTE SOBRE O RIO MADEIRA
Obras na ponte sobre o rio Madeira, na divisa do Amazonas e Rondônia, na rodovia BR 319.


5- USINA EÓLICA ARIZONA, RIO GRANDE DO NORTE

Estado atinge 1.163,39 MW de potência instalada por meio de 42 parques eólicos em funcionamento e lidera o ranking eólico no Brasil.


6- BRT TRANSCARIOCA, RIO DE JANEIRO

A TransCarioca tem 39 km de extensão e 45 estações entre o Terminal Alvorada e o Aeroporto do Galeão. Atende 450 mil pessoas por dia.


7- METRÔ DE SALVADOR, BAHIA


Dilma inaugurou, em junho, o primeiro trecho da primeira linha do metrô de Salvador. Com 7,4 km de extensão e 5 estações. O projeto prevê 41 km e 22 estações terminadas até 2017.


8- AMPLIAÇÃO E REFORMA DE 13 AEROPORTOS

Em Salvador, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Manaus, Fortaleza, Maceió, Cuiabá e Curitiba os aeroportos foram reformados e ampliados. A capacidade dos aeroportos triplicou e todas as pistas foram reformadas, estacionamentos ampliados e terminais ampliados e modernizados.


9- MEGA PORTO DA BAHIA, O TERCEIRO MAIOR DO BRASIL

Começam as obras do terceiro maior porto do Brasil, em Ilhéus, Bahia. O investimento será e R$ 2,2 bilhões neste que será um dos portos mais modernos do mundo.


10- PONTE ANITA GARIBALDI, SANTA CATARINA

A ponte Anita Garibaldi em Laguna (SC) será a primeira ponte estaiada em curva do mundo e a terceira maior ponte do Brasil, com 2.830 metros de extensão. A obra faz parte do PAC-2 e impressiona pela sua magnitude.


11- UM MILHÃO DE CISTERNAS
Em todo o semiárido, foram entregues 545,7 mil cisternas e 54,7 mil tecnologias de apoio à produção agrícola. O governo tem a meta de distribuir, até o final de 2014, 750 mil unidades para consumo familiar e 76 mil de apoio à produção. Com as 350 mil entregues por Lula, são mais de um milhão de cisternas ajudando a combater a seca.


12- SUPERPORTO DO AÇU, RIO DE JANEIRO


O Superporto do Açu está localizado no município de São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro, mais especificamente no distrito de Açu. Sua localização é estratégica para a indústria do petróleo, por ser próximo às bacias de Campos e do Espírito Santo, podendo ser utilizado de base também a operação da Bacia de Santos.

13- PERÍMETRO IRRIGADO DE NILO COELHO, PERNAMBUCO


O perímetro irrigado de Nilo Coelho, localizado na cidade de Petrolina, no semiárido pernambucano, é o maior do Brasil em produção. Em 2013, o valor bruto de produção foi superior a R$ 700 milhões, com destaque para a fruticultura. Com área irrigável de 18.563 hectares, Nilo Coelho beneficia cerca de 2.200 famílias. O perímetro também prevê a geração de 20 mil empregos diretos e 30 mil indiretos.


14- 2,75 MILHÕES DE MORADIAS ENTREGUES PELO MINHA CASA MINHA VIDA

Lula entregou 1 milhão de moradias na primeira etapa do programa Minha Casa Minha Vida. Na segunda etapa, Dilma já entregou 2,75 milhões de casas e o projeto da terceira etapa prevê mais 3 milhões a partir de 2015. Na foto o Residencial Viver Melhor, em Manaus.


15- 23 UNIVERSIDADES E 152 CAMPI CRIADOS


Na foto, a Universidade Federal do ABC, criada por Lula e ampliada por Dilma, considerada a melhor do Brasil.


16- USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, PARÁ


Terceira maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Belo Monte terá capacidade energética para atender a 60 milhões de pessoas.

17- USINA HIDRELÉTRICA DE ESTREITO, MARANHÃO


Com capacidade de geração energética de 1.077 MW, a usina de Estreito foi inaugurada em maior por Dilma Roussef.



Além dessas obras mais 22 usinas eólicas e 3 hidrelétricas foram construídas. Ainda há em andamento as obras de dez hidrelétricas (que agregarão mais 18.340 MW ao sistema), 14 termelétricas (3.871 MW), 95 eólicas (2.472 MW) e seis pequenas centrais elétricas (118 MW).
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