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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A repetida trama dos meios de comunicação, do capital especulativo e da elite contra a Petrobras


Por trás de tentar desmoralizar a Petrobras, através do monopólio de comunicação, do sistema financeiro especulativo e da direita está a ganância pela riqueza do pré-sal 


A Petrobras, considerada pelos brasileiros como um símbolo de orgulho da nação, vem nos últimos anos sofrendo gravíssimas ameaças à sua imagem e ao seu patrimônio, através de uma campanha sórdida dos meios de comunicação ligados a grupos que tem vinculação estreita com o sistema financeiro internacional e que apoia a direita brasileira. O objetivo é desgastar a Petrobras, afetar a sua reputação e o seu patrimônio para tentar ameaçar a evolução das pesquisas que promoverão a nossa independência na exportação do petróleo. Ou seja, o intuito é minar a nossa grande riqueza conquistada com a descoberta do pré-sal.

Está mais do que claro que toda esta trama tem intercâmbio com os interesses dos Estados Unidos, que não se conformam com o regime de partilha. Para isso, emissoras de televisão, rádios e jornais pautaram diuturnamente elogios à exploração do gás de xisto nos Estados Unidos e incentivam cada vez mais a baixa do barril de petróleo, que estava em torno dos 100 dólares para 60 dólares. Pura propaganda para tentar convencer os brasileiros da “inviabilização” da prospecção do pré-sal em águas profundas. 

Esse filme - pelo menos para os mais velhos - já foi visto desde o governo de Getúlio Vargas quando tentou-se e conseguiu-se fazer com que o Brasil tivesse significativos avanços, sobretudo na área industrial, já que até 1930 o país vivia da exploração do café com leite pelo colonialismo centrado exclusivamente entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. A elite brasileira continua com o mesmo atraso verificado na época de 1930. Pensa exclusivamente nos seus interesses, no lucro a qualquer preço à custa da exploração da mão de obra barata ou escravagista da maioria do povo brasileiro. Ela não se conforma como os avanços de conquistas sociais que o Brasil tem conseguido nas últimas sete a oito décadas. 

Temos o dever de lutar para avançar cada vez mais nos direitos sociais, na educação, saúde, no emprego, na qualidade da mão de obra, melhores salários e dar um passo definitivo para ser um país de primeiro mundo. E este é quadro real que nós vivemos no Brasil atual, apesar dos avanços citados. 

Quanto à questão específica da corrupção na Petrobras, nós queremos que a Justiça investigue a fundo, mas que as investigações não fiquem somente restritas à estatal, mas é preciso aprofundar as apurações também nas instâncias estaduais e municipais. Não é de hoje que uma boa parcela da elite brasileira formou grandes patrimônio se apropriando das benesses do Estado brasileiro.

A solução, na minha opinião, não é só incriminar empresários ou agentes públicos e coloca-los atrás das grades, mas é também, sobretudo, mudar de forma brusca, definitiva e permanente uma cultura patriarcal que ainda domina com muita força a máquina do Estado voltada para benefícios próprios.

Nós do PT, que nascemos combatendo a corrupção, queremos que seja tudo passado a limpo e que os malfeitores paguem pelos seus erros, doa a quem doer, mas não podemos deixar que prevaleça o interesse dos grandes monopólios aliados aos interesses do capital internacional para dilapidar a riqueza que pertence aos brasileiros. Que os inocentes sejam inocentados e que os culpados sejam punidos e paguem pelos seus erros.

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