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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O PT e a composição do segundo mandato do governo Dilma


Para chegar a uma análise mais segura a respeito da composição do segundo mandato do governo Dilma Rousseff, não podemos esquecer dos acontecimentos verificados na formação do primeiro governo de Lula.

Na campanha de 2002 tivemos que fazer um movimento de enfrentamento às forças da mídia e da direita no País, aonde o mote era que o PT e o governo Lula poderiam levar o Brasil ao caos. Uma das providências para confronta-los foi a chamada Carta ao Povo Brasileiro, que tinha um caráter eminentemente político. Ali estava o instrumento para assegurar ao povo brasileiro e ao mercado o nosso compromisso e a nossa responsabilidade de governar um país complexo e de dimensão continental como o Brasil. Estávamos na verdade recebendo uma das piores heranças dos últimos anos, após uma gestão liberal de oito anos do PSDB comandada por Fernando Henrique Cardoso.

Na composição do governo Lula, o comportamento do PT, através das suas correntes internas, não foi absolutamente diferente do que está sendo em relação à composição do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Falo aqui de comportamentos de caráter coletivo e não individual. Naquela época, para compor a sua equipe econômica, Lula escolheu para o Banco Central nada mais nada menos do que Henrique Meirelles. Para a Fazenda, um petista dos mais liberais dentro da nossa legenda, Antônio Palocci, que levou para a sua equipe exatamente o economista Joaquim Levy, como responsável pela secretaria do tesouro. Para o Planejamento, o ministro Guido Mantega, que também tem uma orientação liberal. Na área da Agricultura, ele nomeou Roberto Rodrigues, uma figura ligada ao setor  sucroalcoleiro e no agronegócio à criação de gado. Para o Desenvolvimento Econômico, um empresário de grande porte chamado Luiz Fernando Furlan. Não me lembro de nenhuma reação coletiva, nem dentro e nem fora das hostes do PT, à indicação desses nomes para o governo Lula.

No PT, tanto naquela época quanto agora, a discussão deve se pautar sobre o compromisso com o programa de governo do Partido, afiançado na pessoa da presidente Dilma, e não em cima de pessoas. Para nós, a questão de nomes – figuras para gerir exclusivamente as áreas de desenvolvimento e finanças – repito, se pauta pelo estrito cumprimento do programa do Partido. Na verdade, o assunto composição de governo se agita muito mais na questão dos nomes escolhidos para as áreas sociais.

Mas, assim como no futebol, também na política aparecem centenas ou milhares de palpiteiros. Alguns me deixam de boca aberta ao fazerem análises totalmente desconectadas e sem conhecimento do que ocorre no interior do PT e dos movimentos sociais. Porém, numa democracia todos tem o direito de sonhar sem acordar. Alguns colunistas ou analistas políticos tentam passar a versão de que o PT e a presidente Dilma estão se submetendo às pressões advindas sobretudo do mercado e do meio financeiro. Mero engano. Digo e repito: aqui não se aceita canga (“peça de madeira que prende os bois pelo pescoço e os liga ao carro”, conforme o dicionário Aurélio). Quando houver necessidade petistas e filiados farão sugestões, críticas e autocríticas, individualmente ou coletivamente, sejam ao PT ou ao governo, sem precisar pedir autorizações.


Outros ainda não aceitaram a derrota na eleição presidencial. Pouco importa se a vitória se deu por 50% mais um, ou 51%, para nós o importante é derrotar os projetos da direita neoliberal. Se a matemática prevalecesse, no resultado final da eleição no primeiro turno quem saiu com 58% dos votos deveria automaticamente ter ganho com pelo menos esse mesmo percentual de votos no segundo turno. Não custa destrinchar os resultados e comprovar que o PT e a presidente Dilma, entre o primeiro e o segundo turno, conquistaram nada menos do que 10 milhões dos votos que os outros concorrentes tiveram no primeiro turno, enquanto o adversário que achava que a eleição estava ganha apenas com os resultados do primeiro turno conquistou mais ou menos 13 milhões de votos. Então prova-se claramente que o PSDB na realidade não teve aquela chamada “expressiva votação” que eles tentam, junto com a velha mídia, passar para a sociedade brasileira.

Quero encerrar dizendo que temos a obrigação e o compromisso de fazer quatro anos de um governo que consolide as políticas sociais dos últimos 12 anos e estruture a economia brasileira. Aos perdedores, democraticamente, cabe esperar que chegue 2018 quando, se depender de mim, lançaremos o companheiro Lula para avançarmos até 2027. A partir daí, o tempo a Deus pertence.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

As quatro irmãs

Fonte: http://linkis.com/apublica.org/2014/06/TK0fg

Negócios familiares, proximidade com governos, financiamento de campanhas e diversificação de atividades – da telefonia ao setor armamentício – compõem a história das gigantes Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez
Apesar de mais conhecidas no Brasil por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – hoje atuam em diversas outras atividades. As empreiteiras respondem apenas por parte dos lucros destes grupos econômicos que atuam em todos os continentes, com foco nos mercados da África, América Latina e Ásia. Juntas, possuem empreendimentos que vão do agronegócio à moda, passando pela petroquímica, setor armamentício, telefonia e operação de concessões diversas.

Os controladores, porém, permanecem os mesmos e os maiores ganhos ficam com as famílias que comandam as empresas. “O controle de base familiar é uma característica da formação do capital monopolista dos grupos econômicos constituídos no Brasil. Embora isso não impeça a abertura de capital, esta é feita de modo a preservar sempre o controle acionário dos ativos mais rentáveis pelas famílias controladoras. Isso confere à estrutura societária desses grupos um formato piramidal, em que um controlador último controla toda uma cadeia de empresas”, analisa o cientista político da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) João Roberto, que coordena o Instituto Mais Democracia.

Além do controle familiar, outro traço comum é o fato de serem grandes financiadoras de campanhas. Entre as eleições de 2002 e 2012, juntas, as quatro empresas investiram mais de R$ 479 milhões em diversos comitês partidários e candidaturas pelo Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, o PMDB é de longe o partido mais beneficiado, com R$ 6,27 milhões, mais que a soma dos quatro seguintes: PT, PSDB, PV e DEM. Porém os repasses podem ser ainda maiores em anos não-eleitorais. Em 2013, por exemplo, somente a Odebrecht repassou R$ 11 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados pelo PMDB. Veja mais no infográfico:

Petrobrás Governo FHC



Peço aos petistas e seguidores que prestem atenção a este enredo acontecido na Petrobrás durante o Governo FHC, o citado Joel Mendes Rennó ocupou o cargo de presidente da Petrobras durante os dois anos do governo Itamar Franco e durante o primeiro mandato do governo Fernando Henrique Cardoso entre 1992 a 1999.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O PT E O SEGUNDO MANDATO DE DILMA

Recado: Aos abutres, aos sabujos e as almas sebosas. Terminado o segundo turno das eleições de 2014, os bajuladores da velha mídia voltam-se novamente ao mesmo comportamento depois das eleições de 2010.


A presidente Dilma, reeleita para o mandato até 2018, antes de tomar posse já começa a ser “malhada” pelos chamados meios de comunicação e pela direita. No mandato anterior a intriga que era patrocinada pelos meios de comunicação capitaneado pela Rede Globo, tinham como objetivo criar um ambiente de intriga com personagens diferentes do que tentam fazer hoje. Naquele momento o alvo principal era criar cizânia entre a presidente eleita e o seu antecessor o presidente Lula. Foram anos de tentativas em vão, quando viram que o mote escolhido não pegava entraram em temas voltado exclusivamente para a pauta econômica, inflação, importações e exportações, política fiscal etc. Ao mesmo tempo, entraram numa pauta de desgaste se utilizando de eventos importantes que viriam a acontecer no Brasil, como a vinda do Papa Francisco, Copa do Mundo, incluindo a questão da deficiência da infraestrutura através de aeroportos, estádios e segurança, todos os assuntos voltados para descontruir a imagem da presidenta. Surgiu daí o chamado slogan “Não vai ter Copa”. Foi uma dura batalha entre um projeto em curso e uma mídia que fazia a vez de partidos políticos de oposição, já que a oposição existente não tinha nem projetos nem militância, sem se falar do incentivo a chamada desordem.

Agora o tema para tentar desgastar o segundo mandato mudou de personagens. Abandonaram o assunto “Lula x Dilma” e se apegam ao assunto “PT x Dilma”, a imbecilidade chega às raias do ridículo, porque PT, Lula e Dilma são a mesma coisa. Aqui se trata de um projeto de poder que tinha como fiador nos oito anos anteriores o ex presidente Lula e nestes próximos quatros anos terá como fiador a presidente Dilma. Iludem-se aqueles que pensam que o PT e o Lula serão obstáculo para uma boa gestão da presidenta Dilma nos próximos quatro anos.

O simples pedido de demissão da senadora Marta Suplicy e uma entrevista concedida pelo Ministro Gilberto de Carvalho, fazendo sugestões e apontando rumos para o governo nesta próxima gestão vira um ambiente de fofoca na mídia e na oposição. O PT pela sua direção e pelo seus militantes podem e devem fazer sugestões e quando necessário até críticas não só ao governo da presidente Dilma, mas já fizeram em alguns momentos ao próprio presidente Lula quando no governo como se faz a governadores e prefeitos do partido em qualquer lugar do Brasil.

As sugestões e as críticas surgidas no seio do partido tem o intuito de contribuir diferente do que faz a oposição e a mídia que é no sentido de destruir. A antecipação da entrega do cargo pela companheira senadora Marta Suplicy é uma atitude que deve ser seguida na minha opinião por todos os demais ministros da gestão anterior e pôr os seus cargos à disposição da presidente Dilma para a decisão que ela deva tomar na formação de um novo governo.

Como coordenador da maior corrente interna do PT “Construindo um Novo Brasil” e pela convivência e conversas que eu tenho com as demais correntes internas do PT, aqui não existe a disposição de tramas para prejudicar a gestão da presidente Dilma nos seus próximos quatro anos. Isto significa que faremos nossas sugestões, e quando necessários as nossas críticas para a correção dos rumos. Vocês vão continuar insistindo, já perderam todas e irão perder outras. Tirem definitivamente o “cavalinho da chuva”.

Dilma até 2018. Acabou o “volta Lula”, mas “agora é Lula” de 2019 a 2027, se preparem.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

06/11/2014 - DE TANTO BAJULAR O PSDB, ACABOU LEVANDO UM “PÉ NA BUNDA”! ELIANE CANTANHÊDE É DEMITIDA DA FOLHA DE SP



A mais recente onda de demissões que atinge a redação do jornal Folha de S. Paulo alcançou uma de suas principais colunistas, a jornalista Eliane Cantanhêde. Ela publicou mensagem no Twitter, na noite desta quinta-feira (6), informando o fato. “Amigos do Twitter, aviso geral: amanhã eu não escrevo mais a coluna na Folha. Foi bom enquanto durou”, afirmou ela no seu Twitter.
Cantanhêde era a colunista da Folha mais alinhada ao PSDB, consequentemente sendo assim uma das jornalistas mais antipetistas da grande mídia. Sua má vontade com a presidente Dilma Rousseff era notória.
A Folha já demitiu cerca de 25 jornalistas nesta semana. Entre os demitidos estão os repórteres Flávia Marreiro, ex-correspondente do jornal em Caracas, Eduardo Ohata, de “Esportes”; Ana Krepp, de “Cotidiano”; Lívia Scatena, de “Gastronomia”; Euclides Santos Mendes, Editor do “Painel do Leitor”; Samy Charanek, pauteiro de “Cotidiano”; Gislaine Gutierre, “Ilustrada”; e Thiago Guimarães, coordenador adjunto da Agência Folha.
A Folha alega motivações econômicas.
No Twitter, a saída de Cantanhêde tem gerado reações bem contrastantes. Há aqueles que comemoram e até sugerem que ela procure emprego na revistaVeja ou “recontagem” do tempo de serviço, numa alusão ao pedido do PSDB de auditoria da eleição deste ano. Outros lamentam que a jornalista tenha deixado a Folha.
O jornalista Ricardo Noblat comentou a notícia: “Por economia, a Folha de S. Paulo demitiu vários jornalistas. Eliane Cantanhede, a colunista mais lida, foi um deles..”
Em sua última publicação no jornal, ela falou sobre as dificuldades enfrentadas pela presidente Dilma. Curiosamente, o texto dela desta quinta foi intitulado “O último bastião”.
Abaixo na íntegra:
BRASÍLIA – Se eu fosse a presidente Dilma, acenderia dezenas de velas no Palácio da Alvorada para o emprego não começar a cair. Todos os indicadores econômicos, ladeira abaixo, ameaçam puxar também esse último bastião da campanha e do primeiro mandato de Dilma.
Nem o combate à miséria resistiu a esses quatros anos. Curiosamente atrasada, nos chega agora a notícia de que, pela primeira vez em dez anos, há uma interrupção na redução do total de miseráveis. O número caía ano a ano, mas passou a apresentar um leve movimento de alta. Os 10,08 milhões de brasileiros que em 2012 não tinham renda suficiente nem para uma cesta mínima de alimentos cresceram 3,7% e passaram a 10,45 milhões em 2013.
Trata-se de notícia oficial, de órgão oficial (Ipea), baseada em dados oficiais (do IBGE). Mas foi adiada para depois das eleições, sabe-se lá por quê. Ou será que a gente sabe? Em 2010, quando eram bons para Lula, os dados foram anunciados no meio das eleições. Em 2014, quando são ruins para Dilma, só são depois, e discretamente.
O quadro é o seguinte: estagnação da economia, alta dos juros, inflação no teto –ou acima do teto– da meta, contas públicas no vermelho pela primeira vez em décadas, contas externas muito desfavoráveis ao Brasil, redução de importações de máquinas e equipamentos essenciais à indústria –que vem caindo.
Era óbvio, portanto, que o número de miseráveis pararia de cair, indicando que pode até subir. Como é óbvio que os empregos –que se seguram com os menos qualificados, que menos colaboram para o aumento da produtividade– também deverão sofrer os efeitos dessa confluência nefasta na economia.
Depois de ouvir Lula longamente, Dilma defendeu nesta quarta (5) que é hora de todo mundo descer do palanque. É mesmo, tem toda razão, até porque ganhar a eleição já não foi fácil, mas corrigir rumos e tirar o país do buraco vai ser mais difícil ainda.
(Brasil 247) 

07/11/2014 - MÍDIA QUE TENTOU DAR GOLPE NO PAÍS ESTÁ EM CRISE. FOLHA SP DEMITE 25 JORNALISTAS EM 1 SEMANA





Jornal da família Frias em crise; depois de demitir 25 jornalistas esta semana, destaque Fernando Rodrigues anuncia a própria saída; na véspera, colunista Eliane Cantanhêde confirmou pelo Twitter que está deixando publicação. (LINK)
Um dia depois de a colunista Eliane Cantanhêde anunciar sua demissão da Folha de S. Paulo, foi a vez de Fernando Rodrigues, outro ícone do colunismo político. O jornalista, que estava há 27 anos no jornal da família Frias, oficializou na manhã desta sexta-feira 7 o que já se especulava nas redes sociais desde ontem. Leia abaixo o post publicado em seu blog no UOL:
Aviso aos navegantes
Fernando Rodrigues
07/11/2014 10:22
A partir desta sexta-feira (7.nov.2014), estarei aqui no UOL (onde já estava desde o ano 2000) e nos comentários matinais na JP (no ar desde 2006). Depois de 27 anos, encerrei minha colaboração no jornal “Folha de S.Paulo”.
As demissões de destaques das páginas políticas da Folha, que trabalham há décadas na publicação, indicam crise mais aguda na mídia impressa. Em fase de corte de gastos, a Folha de S. Paulo já demitiu cerca de 25 profissionais nos últimos dias. Corte na redação, segundo o Portal dos Jornalistas, teria começado na terça-feira, com a saída de 15 pessoas, e continuado na quarta.
Fonte do jornal confirmou as saídas da repórter Flávia Marreiro, ex-correspondente em Caracas; Lívia Scatena, de Gastronomia; Euclides Santos Mendes, editor do Painel do Leitor; Samy Charanek, pauteiro de Cotidiano; Gislaine Gutierre, da Ilustrada; e Thiago Guimarães, coordenador adjunto da Agência Folha. Claudio Augusto, pauteiro de Poder, atende agora ao caderno Cotidiano.
Ontem, Cantanhêde escreveu no Twitter: “Amigos do Twitter, aviso geral: amanhã eu não escrevo mais a coluna na Folha. Foi bom enquanto durou”. Sua saída provocou reações bem contrastantes. Alguns comemoraram e até sugeriram que ela procurasse emprego na revista Veja ou, ironicamente, pedisse “recontagem” do tempo de serviço, numa alusão ao pedido do PSDB de auditoria da eleição deste ano. Outros lamentaram que a jornalista tenha deixado a Folha.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

VÍDEO: É SÓ A PONTA DO ICEBERG.


    ISSO É UMA VERGONHA DE GOVERNADOR. 
                                                                                                                                                       Isso sim que é indignação. O PSDB e esses "AÉCISTAS" que com certeza no meio deles tem pai de família, trabalham, usam o transporte público e ainda clamam por "intervenção militar" num país que propaga a paz e que se desprendeu desse mau, que ha muito tempo foi banido do nosso pais. Esse vídeo retrata parte da calamidade que o estado vem sofrendo e o governador Geraldo Alckmin e a GLOBO tenta insistentemente esconder.
    Em fim. Até onde vai ...esse ódio, essa obsessão "golpista" que essa mídia(GLOBO) suja e esses governador "militarista"(Geraldo Alckmin) que só se preocupa com a classe elitizada vai chegar?                                                                                                                                                            
    Resposta: Até o povo acordar!                                                                                                                                  
    - Pense fora da caixinha -


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Resolução política aprovada durante a reunião da Comissão Executiva Nacional do PT.

Resolução política aprovada durante a reunião da Comissão Executiva Nacional do PT, realizada em 03/11/2014.