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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014 - PRIMEIRO E SEGUNDO TURNO

DESMISTIFICANDO AS MENTIRAS SOBRE OS VOTOS E A TENTATIVA DE GOLPE MIDIÁTICO   


Terminado o processo eleitoral, ainda no calor das emoções, algumas ficções ocorridas entre o primeiro e o segundo turno precisam ser desvendadas.
A campanha foi marcada por um conjunto de imprevistos inéditos em eleições desde a democratização do País. De um lado, a exposição de um projeto iniciado com a eleição do Lula em 2003 e destinado a governar para todos os brasileiros, mas tendo como prioridade o setor popular e social. Do outro lado, um projeto neoliberal que tinha fracassado na gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso de 1994 a 2002.

Em nome de quebrar a polarização destes dois projetos surge então a tentativa de uma terceira via, encampada pelo ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que acabou morto tragicamente em um acidente de avião logo no início do primeiro turno. Em seu lugar ressurge a candidatura da sua então vice Marina Silva que, para minha surpresa, encampou os acordos feitos pelo Eduardo Campos dentro do espectro da direita. Nisso envolveu figuras emblemáticas da política brasileira, como os Bornhausen, Heráclito Fortes, Marco Maciel e outros, além de setores financeiros e do agronegócio. Setores estes que nunca viram em Marina a figura que representasse o seu projeto de poder, e no passado ela também queria distância deles. Mas ela tenta emplacar a versão do surgimento de uma nova política. As duas candidaturas - Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (“PSB”) - passaram a ser apoiadas e disputadas intensamente por esses setores e pelos grandes meios de comunicação, exclusivamente por oportunismo para tentar tirar o PT do poder central.

O crescimento da candidatura de Marina Silva no primeiro turno levou todos esses segmentos a praticamente junto com parte do PSDB, a rifar a candidatura do tucano Aécio Neves. Com a exposição contraditória e confusa de Marina Silva, a aposta caiu no fracasso e a candidata despencou nas projeções das pesquisas eleitorais, levando junto a perspectiva que eles tinha de ela vencer a presidente Dilma já no primeiro turno.

A política dá meia volta e esses segmentos jogam as suas fichas novamente no candidato tucano, que estava antes do primeiro turno na faixa de 15%. Com a avalanche de apoios, o tucano avança nas projeções das pesquisas eleitorais, passa Marina e se credencia para disputar com Dilma o segundo turno. Como a candidatura do tucano surge como uma aparente vidraça do ponto de vista pessoal e de projetos, praticamente toda a grande mídia blinda o candidato e assume as vezes de um partido político de oposição. A saída era criar um ambiente de instabilidade política inventando mentiras e calúnias para tentar minar a imagem da presidente Dilma e a força do PT. Nunca vi coisa igual. No momento em que a presidente Dilma começa a avançar nas projeções das pesquisas empatando e depois passando a candidatura do tucano, a mídia arma nas vésperas do pleito duas grandes tramas. Primeiro, a revista Veja, levianamente, antecipa a sua circulação trazendo na capa uma suposta declaração do doleiro Alberto Yusseff estampando as fotos do Lula e da Dilma com a manchete de que ambos sabiam da corrupção que ocorria na Petrobras. 

Foram distribuídos pelo Brasil afora milhares de panfletos com a reprodução da capa da revista, aonde vários adversários transformaram a capa da revista até em out-door. Os jornalões O Globo, Folha e Estadão se aliam à criminosa fraude eleitoral e transformam esta mentira numa “verdade”. No sábado pela manhã aparece nas redes sociais um fake do blog do G1 da Globo com a manchete de que o doleiro tinha sido envenenado nas dependências da Polícia Federal e que tinha morrido. Diga-se de passagem que depois da divulgação ter se transformado em notícia nacional, o próprio G1 desmentiu dizendo que não era o seu blog original. O que se constatou que era verdade.

Estas foram as calúnias, fraudes, crimes e difamações que chafurdaram todo o processo eleitoral. Realizadas as eleições, a oposição reunida festejava a vitória e foi  então surpreendida pela inversão do que eles esperavam. Contavam com a vitória e se depararam, depois de todos estes fatos, com a derrota.

Passadas as eleições e a comemoração da vitória, deparo-me hoje com a exposição de vários dados do resultado eleitoral que não são reais. Tentam transformar em fatos versões que aproveito para desmentir com dados concretos. 

Para a sua análise aí estão os dados da verdade:  

- Dilma recebeu 11.233.450 votos a mais do que no primeiro turno, subindo de 41,59% para 51,64% (aumento de 10,05%).

- Aécio subiu de 33,55% para 48,36%, o que representa aumento de 14,81%, sendo 16.143.944 votos a mais que no primeiro turno.

- Os votos dos demais candidatos que declararam apoio ao Aécio somaram, no primeiro turno, 23,32%, o que representam 24.246.737 votos.

- Com os votos de seus apoiadores, Aécio deveria ter atingido 56,87% neste segundo turno, com 59.143.948 votos.

- O número de pessoas que votaram diminuiu no 2º turno. Abstenção foi de 19,39% para 21,10%, uma diferença que chega a 2.439.004

- O número de pessoas que votaram em branco diminuiu quase dois milhões e meio em relação ao mesmo número do primeiro turno. 2.498.670

- O número de pessoas que votaram nulo também diminuiu. Foram 1.458.805 votos nulos a menos do que no primeiro turno.  

Pois bem, estamos como sempre preparados para governar para todos os brasileiros, mas também de cabeça erguida para enfrentar novos ataques e provocações que possam vir pela frente.

Uma coisa é o papel da presidente Dilma, que representa como estadista a governança para todos os brasileiros, outra coisa é o papel da militância que precisa estar preparada para os próximos desafios.

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