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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Leiam e divulguem.

Publicado em 31/10/2014

Mino sugere Lula
mais perto do Governo

O PiG foi acometido de um fanatismo apocalíptico.



O Conversa Afiada reproduz editorial de Mino Carta, extraído da Carta Capital:


A recomendável parceria



Seja ou não candidato do PT para 2018, convém que Lula esteja mais presente na retaguarda da presidenta reeleita


por Mino Carta


Ao entrevistar a presidenta Dilma no domingo 19 de outubro, eu a percebi serena e firme, solitária, contudo, como que perdida naquele imenso Alvorada. Confesso que Brasília me assusta com seus cenários stalinistas-mussolinianos, fruto de uma arquitetura que repele o ser humano, de sorte a isolar cada um em perfeita solidão, mesmo sem dar-se conta deste triste destino.


Reencontrei a presidenta no vídeo, na noite do domingo seguinte, 26, a celebrar a vitória recém-conquistada. Desapareceu a impressão de uma semana antes. Firme, serena, e algo mais, decisivo: a consciência da liderança. E ouvi um discurso de estadista. Não pratico a retórica, apenas a sinceridade.


Muito me tocaram as duas referências emocionadas que do palco Dilma fez a Lula, cujo desempenho na fase final da campanha foi determinante. Creio que a estreita parceria Dilma-Lula nos próximos quatro anos será garantia de êxito, a despeito das dificuldades previsíveis, ao menos na primeira metade do segundo mandato. Geradas tanto pela crise internacional quanto pela situação interna.


Desde a eleição de 2010 até hoje, a discrição do criador em relação à criatura ficou patente aos olhos de todos. Como se o antecessor quisesse deixar a ribalta toda para a sucessora. Não é por acaso que, a partir de 2011, Lula não comparece às festas anuais de CartaCapital, bem como de muitos outros eventos nos quais Dilma surge como personagem principal.


Neste segundo mandato da presidenta, tendo a imaginar que as coisas mudem, a permitir que o extraordinário talento político do ex-presidente aproveite ao previsível empenho na recuperação dos esquecidos e ainda atuais ideais petistas e, em geral, na prática do diálogo proposto por Dilma. Abertura em todas as direções, em busca de um consenso o mais amplo possível.


Minhas dúvidas dizem respeito ao fanatismo do Apocalipse que se estabeleceu nos mais diversos recantos oposicionistas com o apoio frenético da mídia nativa, entregue, até o último instante, à manobra golpista. Esta animosidade feroz conspirou contra a razão, com o nítido resultado de precipitar um tsunami de mentiras e sandices já bem antes do início da campanha eleitoral.


Nunca imaginei que lá pelas tantas recordaria o professor Alexandre Correia. Da boca dele ouvi o ditame intransponível do direito da sua especialidade, o romano: in dubio pro reo. Não há acusação alguma de todas as formuladas pela oposição contra o governo, amparada em provas, inclusive aquelas surgidas das delações premiadas. Trata-se de um processo em andamento com desfecho previsível a médio ou longo prazo. O professor Alexandre, bianco per antico pelo, como diria Dante, ficaria pasmo. E este é apenas um dos exemplos da delirante precipitação oposicionista, alimentada, sobretudo, pelo ódio de classe.


Temo aqui um possível complicador para a ação de um governo que propõe não somente o diálogo, mas também a participação popular por vias diretas. Tudo quanto favorece a democracia apavora a casa-grande. De todo modo, é também por sua capacidade de mediação que Lula é importante na busca da aproximação aos habitantes da área do privilégio. O ex-presidente tem uma tradição como conciliador de interesses aparentemente díspares que vai desde a presidência do sindicato até a Presidência da República.


Não sei se Lula, ao contrário do que divulga impávido um jornalão, pretende ser candidato em 2018. Soa hoje como solução natural e ideal para o PT. Resta ver se ele quer, e como decorrerão os próximos quatro anos. Seria este, em todo caso, um excelente motivo para que Lula estivesse mais presente na retaguarda da presidenta reeleita. Fonte

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A carta do jornalista é extremamente oportuna, mais quero dizer que nem sempre qualidade significa avanço no conteúdo ou o aperfeiçoamento para uma democracia.

Carta aos jornalistas da Globo e da Abril, por J. Carlos de Assis

J. Carlos de Assis

Caríssimos,
Vocês perderam a eleição. Protagonizaram a campanha mais sórdida jamais realizada por órgãos de imprensa em toda a história da República, e assim mesmo perderam. Tentaram envenenar a opinião pública brasileira contra uma candidatura, distorceram fatos, inventaram outros, e orquestraram no mesmo diapasão uma opinião seletiva sobre inquéritos policiais  em andamento, atropelando todos os protocolos de comportamento ético de uma imprensa que, mesmo não sendo nunca imparcial na opinião, deveria ao menos tentar sê-lo no noticiário.
Entretanto, não escrevo para celebrar a sua derrota. Muitos já o tem feito. Ao contrário, tomo a liberdade de lhes escrever pelo cuidado que tenho com o seu destino. Gosto da alta qualidade material dos produtos que oferecem à sociedade. As novelas da Globo são sem paralelo no mundo. Os casos de ficção e mesmo as reportagens especiais são de categoria internacional. O mesmo se aplica às revistas não ideológicas da Abril. Contudo, tudo isso está sendo colocado em risco pelo jornalismo sórdido que vocês praticam.
Tenho idade para ter visto muitos impérios jornalísticos  brasileiros que se destruíram, ou que foram destruídos pela concorrência. O seu pode ser o próximo. Vocês, nessa campanha presidencial, ao escolheram um lado com o sectarismo principista de um Estado Islâmico, foram além da crítica ao governo para atacar as próprias bases do Estado democrático. Vocês foram ao extremo de subverter o processo judicial envolvendo o poder da República que deveria ser o mais respeitado, a Justiça, em maquinações eleitoreiras rasteiras e macabras. Não fosse a internet, depurando o noticiário, e vocês teriam ganho.
Sei que o caminho suicida que escolheram era uma aposta na candidatura que lhes parecia a mais adequada para tirá-los das dificuldades empresariais e afastar o risco de uma regulamentação mais democrática da mídia. No primeiro caso, o fato de ambas as organizações serem os beneficiários das duas maiores contas de publicidade do governo parece não lhes ser satisfatório. Ou querem mais ou tem medo de perder o que tem. No segundo caso, o risco é um marco regulatório que quebre o monopólio de algumas mídias.
Sim, porque os verdadeiros democratas brasileiros não querem muito mais do que aquilo que os norte-americanos têm. Não me consta que a NBC, a ABC ou a CNN sejam proprietárias de jornais e revistas nos Estados Unidos. Por outro lado, não me consta que o New York Times ou o Wall Street Journal sejam donos de televisões e rádios. Quebrar o monopólio jornalístico da Globo no Brasil não seria diferente do que Cristina Kirchner fez com o Clarín na Argentina, e isso, é preciso reconhecer, simplesmente segue o padrão americano e não tem nada a ver com violação da liberdade de imprensa.
Esta é uma questão política da mais alta relevância, e se alguém, de um ponto de vista imparcial, analisa a campanha presidencial que acaba de ser encerrada encontra amplas justificativas para querer a busca de um marco regulatório adequado. Entretanto, isso é também uma questão econômica, tendo em vista a concorrência no mundo da mídia. A articulação de jornal, televisão e rádio traz óbvias vantagens comerciais monopolísticas para seu dono, além de um inequívoco poder político que pode ser manipulado contra concorrentes, mas também contra a democracia.
Trabalhei  sete anos no Jornal do Brasil até pouco antes do início de sua decadência. O JB, quando lá entrei no começo dos anos 70, era dono absoluto do mercado de pequenos anúncios. Quando muitos, e esse era o caso, era a melhor fonte de receita do jornal porque o anúncio era pago adiantado na boca do caixa. Pois bem, a certa altura O Globo decidiu entrar pra valer no mercado de pequenos anúncios. Se fosse jornal contra jornal, tudo bem. Mas o Globo lançou todo o peso da televisão para anunciar seus classificados. Aos poucos, liquidou com o negócio do JB, que não tinha televisão para defender-se.
Esse pequeno incidente revela o verdadeiro poder dos monopólios midiáticos. Quando se trata de política, esse poder é multiplicado. Basta lembrar das consultas obrigatórias que os presidentes faziam a Roberto Marinho sobre iniciativas importantes no tempo em que ele estava em pleno vigor físico. Os herdeiros estão longe da habilidade política do pai, e estão entrando num terreno perigoso de oposição sistemática ao governo. Isso acontece sobretudo na Veja e, principalmente, no Jornal da Globo.
Quando William Waack, Carlos Alberto Sardenberg e Arnaldo Jabor extrapolam sua função de apresentadores e comentaristas para assumirem o papel de doutrinadores raivosos contra a política externa ou interna do governo, manipulando descaradamente o noticiário, é, em sua essência, uma violação das regras de concessão pública de televisão e põem em risco uma organização que, fora da política, é líder absoluta da produção audiovisual na América Latina. Acho que interessa a todos os brasileiros que essa liderança seja conservada e ampliada. Espera-se que o jornalismo da Globo e de Veja não ponham tudo a perder, não junto ao governo, mas junto a telespectadores, leitores e anunciantes, sendo varrido da cena pelo noticiário plural da internet.

J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB. fonte

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014 - PRIMEIRO E SEGUNDO TURNO

DESMISTIFICANDO AS MENTIRAS SOBRE OS VOTOS E A TENTATIVA DE GOLPE MIDIÁTICO   


Terminado o processo eleitoral, ainda no calor das emoções, algumas ficções ocorridas entre o primeiro e o segundo turno precisam ser desvendadas.
A campanha foi marcada por um conjunto de imprevistos inéditos em eleições desde a democratização do País. De um lado, a exposição de um projeto iniciado com a eleição do Lula em 2003 e destinado a governar para todos os brasileiros, mas tendo como prioridade o setor popular e social. Do outro lado, um projeto neoliberal que tinha fracassado na gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso de 1994 a 2002.

Em nome de quebrar a polarização destes dois projetos surge então a tentativa de uma terceira via, encampada pelo ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que acabou morto tragicamente em um acidente de avião logo no início do primeiro turno. Em seu lugar ressurge a candidatura da sua então vice Marina Silva que, para minha surpresa, encampou os acordos feitos pelo Eduardo Campos dentro do espectro da direita. Nisso envolveu figuras emblemáticas da política brasileira, como os Bornhausen, Heráclito Fortes, Marco Maciel e outros, além de setores financeiros e do agronegócio. Setores estes que nunca viram em Marina a figura que representasse o seu projeto de poder, e no passado ela também queria distância deles. Mas ela tenta emplacar a versão do surgimento de uma nova política. As duas candidaturas - Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (“PSB”) - passaram a ser apoiadas e disputadas intensamente por esses setores e pelos grandes meios de comunicação, exclusivamente por oportunismo para tentar tirar o PT do poder central.

O crescimento da candidatura de Marina Silva no primeiro turno levou todos esses segmentos a praticamente junto com parte do PSDB, a rifar a candidatura do tucano Aécio Neves. Com a exposição contraditória e confusa de Marina Silva, a aposta caiu no fracasso e a candidata despencou nas projeções das pesquisas eleitorais, levando junto a perspectiva que eles tinha de ela vencer a presidente Dilma já no primeiro turno.

A política dá meia volta e esses segmentos jogam as suas fichas novamente no candidato tucano, que estava antes do primeiro turno na faixa de 15%. Com a avalanche de apoios, o tucano avança nas projeções das pesquisas eleitorais, passa Marina e se credencia para disputar com Dilma o segundo turno. Como a candidatura do tucano surge como uma aparente vidraça do ponto de vista pessoal e de projetos, praticamente toda a grande mídia blinda o candidato e assume as vezes de um partido político de oposição. A saída era criar um ambiente de instabilidade política inventando mentiras e calúnias para tentar minar a imagem da presidente Dilma e a força do PT. Nunca vi coisa igual. No momento em que a presidente Dilma começa a avançar nas projeções das pesquisas empatando e depois passando a candidatura do tucano, a mídia arma nas vésperas do pleito duas grandes tramas. Primeiro, a revista Veja, levianamente, antecipa a sua circulação trazendo na capa uma suposta declaração do doleiro Alberto Yusseff estampando as fotos do Lula e da Dilma com a manchete de que ambos sabiam da corrupção que ocorria na Petrobras. 

Foram distribuídos pelo Brasil afora milhares de panfletos com a reprodução da capa da revista, aonde vários adversários transformaram a capa da revista até em out-door. Os jornalões O Globo, Folha e Estadão se aliam à criminosa fraude eleitoral e transformam esta mentira numa “verdade”. No sábado pela manhã aparece nas redes sociais um fake do blog do G1 da Globo com a manchete de que o doleiro tinha sido envenenado nas dependências da Polícia Federal e que tinha morrido. Diga-se de passagem que depois da divulgação ter se transformado em notícia nacional, o próprio G1 desmentiu dizendo que não era o seu blog original. O que se constatou que era verdade.

Estas foram as calúnias, fraudes, crimes e difamações que chafurdaram todo o processo eleitoral. Realizadas as eleições, a oposição reunida festejava a vitória e foi  então surpreendida pela inversão do que eles esperavam. Contavam com a vitória e se depararam, depois de todos estes fatos, com a derrota.

Passadas as eleições e a comemoração da vitória, deparo-me hoje com a exposição de vários dados do resultado eleitoral que não são reais. Tentam transformar em fatos versões que aproveito para desmentir com dados concretos. 

Para a sua análise aí estão os dados da verdade:  

- Dilma recebeu 11.233.450 votos a mais do que no primeiro turno, subindo de 41,59% para 51,64% (aumento de 10,05%).

- Aécio subiu de 33,55% para 48,36%, o que representa aumento de 14,81%, sendo 16.143.944 votos a mais que no primeiro turno.

- Os votos dos demais candidatos que declararam apoio ao Aécio somaram, no primeiro turno, 23,32%, o que representam 24.246.737 votos.

- Com os votos de seus apoiadores, Aécio deveria ter atingido 56,87% neste segundo turno, com 59.143.948 votos.

- O número de pessoas que votaram diminuiu no 2º turno. Abstenção foi de 19,39% para 21,10%, uma diferença que chega a 2.439.004

- O número de pessoas que votaram em branco diminuiu quase dois milhões e meio em relação ao mesmo número do primeiro turno. 2.498.670

- O número de pessoas que votaram nulo também diminuiu. Foram 1.458.805 votos nulos a menos do que no primeiro turno.  

Pois bem, estamos como sempre preparados para governar para todos os brasileiros, mas também de cabeça erguida para enfrentar novos ataques e provocações que possam vir pela frente.

Uma coisa é o papel da presidente Dilma, que representa como estadista a governança para todos os brasileiros, outra coisa é o papel da militância que precisa estar preparada para os próximos desafios.

sábado, 25 de outubro de 2014

TSE dá direito de resposta à Dilma no site da revista "Veja"

"DIREITO DE RESPOSTA"

Veja veicula a resposta conferida à Dilma Rousseff, para o fim de serem reparadas as informações publicadas na edição nº 2397 - ano 47 - nº 44 - de 29 de outubro de 2014.
A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.
A Coligação "Com a Força do Povo" vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.
A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Youssef foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor."

Fonte:http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/10/25/tse-da-direito-de-resposta-a-dilma-no-site-da-revista-veja.htm

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CASCA DE BANANA - ELEIÇÕES 2014

ALERTA: Pesquisas e Debate.


Companheiros(as) petistas e simpatizantes do PT. Acaba de sair duas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais. Uma do DATA FOLHA e a outra do IBOPE. Hoje os dois institutos anunciaram que farão mais duas pesquisas até Sábado, além disso nós temos um debate amanhã sexta-feira 24/10/2014 na GLOBO (que vocês conhecem muito bem). Creiam que estarão jogando muitas cascas de banana e armando várias arapucas no nosso caminho.
Tenho insistido que todo cuidado é pouco. Para termos segurança da vitória qualquer um de nós, podemos multiplicar o nosso voto por mais dois ou três. Para isto, cabe a cada um de utilizar todas as ferramentas de comunicação, uma delas muito importante é se utilizar de uma boa conversa direto com o eleitor, apresentando a importância de um projeto que deu certo e fez o Brasil avançar para o bem de todos os brasileiros durante os governos Lula e Dilma.
Se o jovem de 20 anos não tem o devido conhecimento desses avanços, seus pais e avós podem mostrar para estes jovens o que era o Brasil antes da posse do ex-presidente Lula e da gestão da Dilma o que é o Brasil de hoje.

Este é um dos nossos dever de casa até Domingo a noite.

A eleição só se ganha depois da contagem dos votos.

VIVA A DEMOCRACIA E ATÉ A VITÓRIA!!!

Não vote em quem ofende mulheres

Se você, eleitor ou eleitora, tivesse a sua mãe, sua esposa ou sua filha OFENDIDA por um candidato à Presidência da República, você teria CORAGEM de votar nele?

Segundo o dicionário, a expressão "Leviano" significa imprudente, sem seriedade, fútil, medíocre, hipócrita, maldoso, sem sentimentos e irresponsável. E "mentiroso" quer dizer falso, enganador, que foge à verdade.


Assistam os vídeos em que Aécio chama Dilma de "leviana"  




Assistam os vídeos em que Aécio chama Luciana Genro de "leviana"  







quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Atividades de Lula e Dilma em Pernambuco

Agora em Recife tem dois momentos do galo da madrugada.



Dilma estava com o governador Jaques Wagner em Petrolina/PE-BA

terça-feira, 21 de outubro de 2014

ALERTA 1 ELEIÇÕES - SEGUNDO TURNO

A VITÓRIA DEPENDE DOS ELEITORES, MAS A CONQUISTA DEPENDE DE NÓS!


Faltando cinco dias para a votação do segundo turno da eleição presidencial, a mobilização da militância e simpatizantes - que é a nossa principal ferramenta para conseguir a vitória - vai se transformando num verdadeiro movimento de massas em todo o Brasil.

O resultado da pesquisa Datafolha, divulgada ontem à noite, que aponta a presidenta Dilma, na disputa pela reeleição, com 52% dos votos válidos contra o tucano com 48%, nos dá um indicativo para reforçar cada vez mais a nossa mobilização no Brasil inteiro.
Alerto aos petistas que os percentuais positivos são apenas um indicativo alentador. A votação pra valer se dará no domingo e eleição não se ganha de véspera. Só se ganha depois da contagem dos votos.

É bom lembrar que os adversários, com certeza, estarão armando várias arapucas contra nós até o domingo à noite. O crescimento de Dilma conquistado até agora e a inversão positiva para o primeiro lugar se devem à militância, aos simpatizantes e a todos aqueles que abraçaram o nosso projeto transformador, que levou a sociedade brasileira para uma melhor condição social durante estes 12 anos.

O nosso projeto nacional, que prioriza os mais pobres, também beneficia diretamente toda a sociedade sem nenhum preconceito. A prova cabal disso está na matéria divulgada hoje e assinada pelo Instituto Datafolha que aponta altos índices na avaliação do Governo Dilma (ótimo e bom 42%, regular 37%), especialmente nas áreas da educação e da economia, o que significa um estado de bem estar social do povo brasileiro. Cai a rejeição à nossa candidata e o tucano sobe ao pódio neste quesito.
Espero que a sociedade, sobretudo os jovens na faixa dos 20 anos, que embora não tenham participado ativamente deste processo de gestão de 12 anos dos governos Lula e Dilma, mas os seus pais e avós são testemunhas oculares das mudanças positivas para todos os brasileiros. Tiramos mais de 40 milhões de pessoas da situação de pobreza absoluta e para a condição e ajudamos a eleva-los à condição de cidadãos, ampliando os empregos e melhorando a sua renda, e dando condições de acesso ao conhecimento, através de programas como o Pro-Uni, Pronatec, as cotas nas universidades, etc. Sabemos que num país dominado durante mais de 500 anos por uma elite patriarcal e preconceituosa, ainda temos muito o que fazer para elevar os brasileiros a uma condição de um povo de classe média com conhecimento e acesso à saúde, educação, lazer e serviços de qualidade, além de estimular a cultura da preservação do nosso meio ambiente.

Voltando ao domingo de eleição faço mais um alerta. Tenho recebido informações de vários pontos do Brasil aonde prevalecem boatos sobre boicote de transporte público de eleitores, que é organizado pela Justiça Eleitoral para dar a garantia de voto aos cidadãos.

Petistas, esta responsabilidade de garantir este direito à cidadania cabe exclusivamente a vocês em seus municípios! Primeiro votando e ao mesmo tempo garantindo o sagrado direito das pessoas terem acesso à mobilidade para que possam cumprir o seu dever de cidadão . Para isto, você deve ficar de olho a qualquer tentativa de fraude. Não se intimide! Constatando isso procure o juiz eleitoral de sua comarca e se necessário faça denúncias ao Ministério Público Eleitoral , aos tribunais regionais eleitorais ou ao Tribunal Superior Eleitoral. Estamos disponibilizando abaixo o telefone e links para o acesso a estas instituições.

Encerro repetindo a mesma frase de abertura deste texto:  A VITÓRIA DEPENDE DOS ELEITORES, MAS A CONQUISTA DEPENDE DE NÓS!

Bom trabalho e até a VITÓRIA!

TSE: http://www.tse.jus.br/eleitor/disque-eleitor  - Tel: (61) 3030 7789
          pge-atendimento@mpf.mp.br

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Brasil segundo Dilma Rousseff

A candidata à reeleição fala de seus planos e confronta a oposição




Para quem atravessou a semana espremida entre uma nova leva de vazamentos das denúncias contra a Petrobras e a consolidação de uma inédita coalização partidária contra o PT em torno da candidatura de Aécio Neves, a presidenta Dilma Rousseff exibia excelente humor, embora estivessem à vista os sinais de cansaço da extenuante campanha eleitoral. Por cerca de uma hora e meia, ela recebeu CartaCapital na biblioteca do Palácio da Alvorada, logo após retornar de um compromisso em São Paulo. A candidata à reeleição criticou o que considera uma interferência do Judiciário na disputa presidencial, o cinismo da oposição, acostumada a "engavetar" os casos de corrupção quando estava no governo, e a aposta contra o Brasil
em 2014. Na comparação entre as administrações petistas e tu-canas, disparou: "O PSDB só sabe fazer programas piloto, para 2% da população. Nós incluímos os pobres no Orçamento".
CARTACAPITAL A senhora defendeu a divulgação "ampla, geral e irrestrita" das investigações da Operação Lava Jato, que envolvem a Petrobras. Por quê?

DILMA ROUSSEFF: Para obter as provas, a Justiça e o Ministério Público valeram-se da delação premiada, um método legítimo, previsto em lei. E muito útil para desmontar esquemas de corrupção. Na Itália, contraa máfia, funcionou muito bem. Mas há um fato estranho nessahistória. De repente, o juiz Sérgio Moro
reúne os dois principais depoentes que assinaram os termos da delação premiada e os ouve em outra instância, em outro processo, sem relação com a ação sob análise do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal. E aí começam a vir a público partes selecionadas. Um dos envolvidos cita João Vaccari, tesoureiro do PT, e outros nomes. Há sem sombra de dúvidas uma seleção dos vazamentos. Fizeram tudo baseados na lei, pois são competentes. E só divulgaram a parte que lhes interessa. O delator deve, porém, provar o que diz ou ao menos oferecer indícios suficientemente fortes. E o que se viu até agora? O uso de termos como "falaram", "disseram", "pode ser que seja".

CC: A senhora acha que eles mentem?

DR: Só acho estranho aparecerem essas histórias neste momento. Por que no início do segundo turno das eleições? Por que desta maneira selecionada? Tem muita coisa no ar além dos aviões de carreira. Esses vazamentos não servem ao interesse central dessa investigação, se o propósito for esse mesmo, de desvendar os atos de corrupção.

CC: Presidenta, o escândalo atinge a maior, a mais importante empresa do Brasil. Como não foi possível evitá-lo e de que forma a senhora pode garantir que esse tipo de coisa não voltará a acontecer caso seja reeleita?

DR:Não será preciso esperar um segundo mandato. Tomamos todas as medidas necessárias para coibir qualquer tipo de abuso ou malfeito na Petrobras e nas outras empresas e áreas do governo. Já, hoje. Obviamente e infelizmente, nunca se consegue em uma instituição acabar com todos os processos de corrupção, isso não é mérito, ou melhor, demérito dos países em desenvolvimento ou da América Latina. A União Européia reconhece uma perda de cerca de 1% do Produto Interno Bruto no conjunto das nações do bloco decorrente da corrupção. Como tenho dito, não se pode
apostar apenas na virtude dos homens e mulheres. Quem precisa ser virtuosa é a instituição. Ela necessita dos elementos e contrapesos para impedir o processo de corrupção. E fundamental, antes de mais nada, acabar com a impunidade. Por onde anda o bicheiro Carlinhos Cachoeira? Está solto. E o ex-senador Demóstenes Torres? Solto. E tantos outros acusados de corrupção nas últimas décadas? Fora o pessoal do PT, não tem ninguém na cadeia. A impunidade sanciona o ato de corrupção. E é preciso ser completamente ingênuo para achar que a escandalização da política pela mídia resolve os problemas.

CC:E como se resolve?

DR:Q corrupto e o corruptor precisam ter a sensação de que seus atos terão conseqüências. No Brasil, caixa 2 é mero crime eleitoral. Por isso proponho algumas medidas, mantido o direito de defesa em todo processo, sem condenar previamente ninguém, para fechar o cerco à corrupção. No nosso país é comum "condenar" suspeitos por meio de denúncias estampadas na mídia, mas na hora de puni-los de verdade, ao fim da ação judicial, nada acontece. Condena-se tão somente na opinião pública. Proponho transformar o caixa 2 em crime, não só eleitoral. Essa mudança está ligada a uma reforma política. Se continuar a existir financiamento privado de campanha, não teremos uma ação eficaz contra a corrupção. Vamos além: o servidor público que não for capaz de comprovar a origem de um bem será enquadrado em um crime e, entre outras medidas, perderá esse bem. Não vai adiantar mais fazer um termo de ajustamento com a Receita Federal e pagar os impostos devidos. Defendo ainda uma instância mais ágil nos tribunais superiores para julgar os casos de foro privilegiado. Queria lembrar, aliás, que o foro privilegiado foi criado no governo Fernando Henrique Cardoso, na administração dos nossos opositores nesta campanha. Sem essas medidas que proponho em meu programa, e algumas outras, não se combate de fato a impunidade. E não pode haver vazamentos indevidos. Os vazamentos anulam as provas.

CC: O escândalo da Petrobras virou uma arma eleitoral da oposição e reforça
em uma parte do eleitorado a ligação entre o PT e a corrupção, não?

DR:Há uma diferença entre nós e a oposição. Ela não investiga e nunca investigou nada. Os governos do PSDB não são muito chegados a uma apuração de denúncias. Há uma extensa lista de casos que foram simplesmente engavetados. 0 procurador-geral da República da época do FHC foi apelidado de engave-tador-geral. Não fomos nós que o apelidamos assim. Tudo ia para a gaveta, tudo abafado. São duas políticas completamente distintas. No governo Lula, a Controladoria-Geral da União ganhou status de ministério, teve sua estrutura reforçada. Criamos o Portal da Transparência. Um gasto autorizado estará, no mais tardar, em 24 horas exposto na internet. Nenhum estado, nenhum outro Poder no Brasil tem algo parecido, com a mesma agilidade. Só a União. Abolimos critérios, digamos, convenientes para o governo na escolha do procu-rador-geral da República. Respeitamos a lista tríplice indicada pelos próprios procuradores e promotores e isso aumentou a autonomia do Ministério Público. O mesmo acontece na Polícia Federal. O diretor da PF não integra os quadros do PT, veio da estrutura de funcionários da autarquia. O último diretor da PF no governo FHC era filiado ao PSDB e foi candidato duas vezes a deputado pelo partido. Não vetamos a Lei da Ficha Limpa. Aprovamos a legislação contra o nepotismo, aquela de acesso à informação, que garante ao cidadão a obtenção de dados que não afetem a soberania do País. Antes, a Justiça punia os corruptos e não os corruptores. Aprovamos uma lei que alcança também os corruptores. E outra estrutura, outro Estado, muito mais equipado para combater esse tipo de mazela. E faremos mais.

CC: O candidato Aécio Neves anunciou Arminio Fraga no Ministério da Fazenda caso se eleja. E a senhora informou que Guido Mantega não continua em um segundo mandato. Há quem defenda que. a exemplo de seu adversário, a senhora deveria anunciar o futuro ministro da Fazenda. Por que não fazê-lo?

DR: Não acho necessário ou conveniente fazer esse anúncio no meio de uma eleição. Trata-se de uma absoluta prerrogativa do presidente eleito anunciar o ministério. Por que o senhor Arminio Fraga foi "empossado" antecipadamente? O que significa? O PSDB diz: com a mesma receita e o mesmo cozinheiro farei o mesmo prato. Essa é a mensagem, embora eles neguem a intenção de preparar o mesmo prato oferecido durante os quatro anos em que o senhor Arminio presidiu o Banco Central. E não podemos esquecer. Segundo ele, ao assumir o BC, o Brasil atravessava uma crise gravíssima. Havia, sim, uma crise, mas vamos comparar. Era a crise dos Tigres Asiáticos, da Rússia, do México. Em meados dos anos 1990, os países emergentes não tinham a força que têm hoje e aquela crise se concentrou nessas nações. E completamente diferente e bem menos avassaladora quanto esta de agora, que feriu o sistema capitalista em seu cerne, nas economias centrais. Seis anos depois do estouro da bolha que levou à quebra do Lehmann Brothers, um dos maiores bancos de investimento do mundo, a Europa continua mergulhada em crise profunda...

CC: ...Em um debate recente com Mantega. Fraga afirmou que a crise acabou há cinco anos...

DR: Talvez por considerar que uma crise acaba quando cessam os problemas dos grandes bancos dos Estados Unidos. O que são 100 milhões de desempregados ao redor do planeta, não é mesmo? Desde 2011, quando assumi a Presidência, só se discute a crise nas reuniões do G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo. Em 2011 e 2012, a preocupação era a recuperação dos Estados Unidos e os efeitos de sua política expansionista, de inundação de dólares no mercado. Depois veio o debate sobre o imenso risco sistêmico diante da possibilidade de a união monetária na Europa ruir e arrastar o sistema financeiro "bichado" da região. A crise não só continua como entrou em uma nova fase e atingiu, com certo atraso, os países emergentes. Como o Brasil, a China saiu-se bem em 2009 e 2010, mas começou a enfrentar problemas depois. O crescimento caiu de 10% ao ano para 7,5%, e inclusive em um dos trimestres ele ficou abaixo desse patamar. E um porcentual bem baixo para os padrões chineses e paras as necessidades do país. A Rússia teve uma queda fan-tástica, a índia também. A América Latina, é claro, não escapou. Algumas análises são engraçadas. Os chamados mercados agora amam o México, que cresceu 1,1% no ano passado, enquanto o Brasil registrou uma expansão de 2,7%... Há diferença fundamental entre o Brasil de 1999 e o de agora. Naquela época, em conseqüência de uma crise de muito menor proporção, os juros chegaram a 45%, o desemprego a 15% e o governo foi obrigado apassaropires no Fundo Monetário Internacional. Quebramos naquela ocasião. Agora temos a menor média de juros da história recente e a mais baixa taxa de desemprego. Pelos critérios estatísticos, estamos perto do pleno emprego. Enfrentamos essa crise, a pior dos últimos 80 anos, sem desempregar, sem obrigar o trabalhador a pagar a conta.

CC: A despeito da crise internacional, o governo não errou em algumas medidas? O que a senhora teria feito de maneira diferente caso pudesse voltar ao início de seu mandato?

DR: Vamos analisar. Fizemos a desoneração tributária da folha de pagamento de vários setores. A outra opção era seguir o caminho da União Europeia. O resultado está aí: desemprego, redução dos direitos trabalhistas, cidadãos sem perspectivas. Preferimos desonerar para manter os empregos. A arrecadação caiu? Sim, mas foi a forma de manter a competitividade do trabalho. Deveríamos parar de investir em infraestrutura como os tucanos fizeram quando estavam no governo? Nunca. Aprimoramos os marcos re-gulatórios das concessões. No tempo de FHC, nos contratos de 1997 e 1998, estradas foram concedidas à iniciativa privada, com pedágios altos, e o único compromisso era fazer a manutenção. A duplicação era feita por fora, em outros contratos. Mudamos o padrão de investimento. E sempre possível melhorar, anunciei várias ideias novas para o segundo mandato, mas pergunto: o que poderia ter sido diferente?

CC: O governo não represou os preços dos combustíveis?

DR: Adoro discutir esse assunto. Durante o meu governo, concedi reajustes de 31,5% para os combustíveis, acima do IPCA, o índice oficial de preços, que subiu perto de 26%. Do que reclamam então? Querem que eu iguale os preços da Petrobras ao valor do barril de petróleo brent. Pergunto: o que os Estados Unidos fazem?

CC:E o que os EUAfazem?

DR: Quanto é o preço do gás no mercado interno dos Estados Unidos? E de 3,96 dólares por milhão de BTU, uma medida térmica. E quanto custa no mercado internacional? Varia, ao gosto do freguês, de 14 a 17 dólares. Atrelar o preço do petróleo brasileiro ao mercado internacional só interessa aos acionistas da Petrobras, dentro e fora do País. Passamos um período difícil na empresa. Houve atraso no fornecimento de sondas e isso não é responsabilidade de fornecedores locais, da política de conteúdo nacional. Foram as encomendas internacionais que chegaram depois do prazo. Tiveram atrasos de um ano, 18 meses. Acharam que não conseguiríamos produzir no pré-sal. Pois bem, a Petrobras já produz cerca de 500 mil barris por dia. Foram necessários 30 anos para o Brasil alcançar a marca de 500 mil barris diários. E só oito para produzir mais 500 mil do pré-sal. Estamos no período de maior produção dos últimos anos. Em seis anos nos tornaremos grandes exportadores de petróleo, e isso até o Departamento de Energia dos EUA admite.

CC: No fundo, a Petrobras está no centro da eleição.

DR: As reservas brasileiras são extremamente atraentes. A valorização das empresas de petróleo tem relação direta com a quantidade de reserva que possui. Os tucanos vão ficar muito tentados a conceder parte dos blocos do pré--sal a empresas internacionais, em detrimento da Petrobras. O modelo atual impede que façam isso na proporção que desejavam fazer antes. Mas...

CC: O modelo de partilha. DR: Sim. Ele podem modificar a lei. Não tenho nada contra o modelo de concessão, mas queria dizer por que ele não serve ao pré-sal. A concessão funciona quando não se sabe a quantidade de petróleo existente. Aí, tudo bem. Quem se arrisca e encontra óleo é premiado. Mas no caso do pré-sal está
tudo mapeado, sabemos onde o petróleo está, que a qualidade é boa e a quantidade, extraordinária. Parte dessa disputa está em desmoralizar a Petrobras.
O escândalo reside nesse ponto. Detectaram um caso de corrupção, sim, infelizmente, mas não se pode chamar de corrupto o corpo de funcionários da empresa, um orgulho do País.

CC:A senhora tem falado em "governo novo, ideias novas" em sua campanha. Pode ser mais específica?

DR: Fizemos o Mais Médicos. A oposição, o PSDB à frente, foi contra, embora anuncie agora a disposição de "aperfeiçoar o programa". Qual o estado mais beneficiado? São Paulo. Dos 50 milhões de brasileiros atendidos pelos quase 14,5 mil médicos, 7 milhões vivem no estado de São Paulo. E um programa emergen-cial? Sim, pois conhecemos a lacuna de tempo para formar novos médicos no Brasil. Mas se implementei o programa, contra todos os prognósticos, sob intensas críticas, principalmente dos tucanos, tenho credibilidade para garantir outro passo, o Mais Especialidades. Perto de 80% dos problemas de saúde são resolvidos nos postos. Os outros 20% dependem de internação, cirurgia, tratamentos. E de especialistas, de exames laboratoriais. Pretendemos organizar uma rede, com consultórios privados, filantrópicos n e públicos, para atender a essa demanda. £ Na área de segurança, a experiência de integração durante a Copa do Mundo, os 12 centros de comando e controle, a união entre as forças nacionais, estaduais e municipais, foram uma experiência riquíssima e nos serve de base. Mas nada disso funcionará se não mudarmos a Constituição. AUnião precisa tornar-se parte responsável pela segurança pública. Antes do governo Lula, Brasília empurrava o problema para os estados. Com Lula surgiram ações mais integradas. As UPPs no Rio de Janeiro são um caso. Com a mudança da Constituição não seremos apenas transferidores de recursos. Teremos responsabilidades correlatas. Um terceiro ponto são as escolas de tempo integral, os planos para a educação. E preciso mudar o ensino médio para combater a elevadíssima evasão. Já começamos as mudanças com o Pronatec, mas não basta. Lula mudou a lei dos tucanos que proibia o governo federal de construir escolas federais de ensino técnico. Durante o governo do PSDB foram feitas apenas 11 escolas técnicas. Somadas às 129 construídas desde o Império, dava 140. Só Lula ergueu 214. Eu, 208. São 422 em 12 anos ante 140 em toda a história do País antes dos nossos governos. Esse volume nos permitiu fechar uma parceria com o Sistema S. Um país deste tamanho não pode viver à base de programas piloto como fazem os tucanos.

CC: Programas piloto?

DR: Eles gostam de programas que beneficiam 2%, um pouco mais, da população. Para ter escala é preciso ser gratuito e universal. Pois bem, fechamos a parceria com Sesc, Senai e outros do Sistema S. Investimos 14 bilhões de reais e ofereceremos 8 milhões de matrículas em quatro anos. O efeito será extraordinário. Não só oferece oportunidades aos brasileiros, aos jovens em particular, como afeta positivamente a produtividade. E não só: financiamos por meio dos bancos públicos a criação pelo Senai de 26 instituições de inovação e 60 de tecnologia. Os tucanos criticam os bancos públicos e os juros subsidiados do BNDES. Programas como este serão diretamente afetados. E não só. O agronegócio tem de ficar muito atento, pois é financiado com taxas de juro subsidiadas. Os 180 bilhões de reais neste ano para a agricultura vêm de onde? As obras de infraes-trutura tiveram seus prazos de financiamento alongados. Como se constroem metrôs? Uma parte vem de dinheiro a fundo perdido saído do Orçamento-Geral da União. Outra parte, do financiamento de pai para filho concedido pelos bancos públicos. São 30 anos para pagar, quatro anos de carência e juros baixos. Hidrelétricas? A mesma coisa. O resultado: vai parar tudo, como parou no tempo deles. E mais, para levar a inflação a 3% no período em que eles prometem, o único caminho é estabelecer uma taxa básica de juros de 25% na média e desemprego de 15%. Eles falam em baixar juros, logo eles, campeões nesse quesito. Arminio Fraga elevou os juros a 45% em 1999. Aliás, o "ministro do Aécio" declarou que o salário mínimo está muito elevado no Brasil. Diz, até incorretamente, que o reajuste supera a curva de produtividade. Não é verdade. No período tucano, a curva do salário caiu. No nosso, ela subiu e se aproximou da curva da produtividade. Não tem nada de absurdo no salário mínimo.

CC: Como a Petrobras. outra herança getulista está em debate, não é de hoje: as leis trabalhistas...

DR: Eles prometem atualizar a CLT. Essa é a palavra. A outra é flexibilizar. Como ficam o 13°, as horas extras, as férias, o FGTS? Não acredito que o povo brasileiro os deixará fazer isso. Mas há um risco imenso. Eles dizem: "Continuaremos as boas políticas, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos". Todas as políticas aprovadas pela população eles prometem continuar. Mas aí você aproxima a lente e nota: eles nunca
fizeram política social em grande escala no Brasil. Veja o Bolsa Educação. No debate, Aécio Neves citou 5,1 milhões de beneficiados. O Bolsa Família atinge 50 milhões de brasileiros. O Minha Casa Minha Vida, sem os bancos públicos, que eles combatem, não funciona. Quem ganha 1,6 mil reais paga 5% da renda. São 80 reais de mensalidade. Se você colocar a preços de mercado, a família pagaria 940 reais. Se ganhar 800 reais, não tem como pagar 940, e se ganhar 940, empata e não tem o que comer. A política dos tucanos é uma equação que não fecha, pois não leva em conta as pessoas. Lula tem uma ótima expressão: o maior mérito do nosso governo é ter incluído o pobre no Orçamento. O PSDB deixou os pobres de fora. Vamos discutir o legado do candidato de oposição em Minas Gerais, governado por ele e seu grupo durante 12 anos. Lembro que ele perdeu a eleição lá, teve menos votos do que eu, e Fernando Pimentel venceu adis-puta ao governo do estado em primeiro turno. Como alguém que afirma ter realizado um governo decente e eficiente acumula a segunda maior dívida entre as unidades da federação? Como acreditar na promessa de compromisso com a educação e a saúde se ele foi obrigado a assinar um termo de ajustamento de gestão com o Tribunal de Contas do Estado por não ter cumprido os investimentos mínimos nestas áreas exigidos pela Constituição? Segundo o TCE, a dívida na saúde somava 7,6 bilhões de reais. Na educação, 8 bilhões. Que mudança é essa oferecida pelos tucanos? Para pior, só pode ser. O sonho trans-forma-se em pesadelo. Não podemos subestimar o povo. Acho que os eleitores estão no momento de reflexão.

CC: O Brasil cresceu pouco sob o seu mandato. Neste ano a expansão ficará abaixo de 1%. Como recuperar a economia?

DR: Houve uma aposta violenta contra o Brasil neste ano. Essa aposta beirou o absurdo durante Copa do Mundo. Falaram <5 que o torneio não ocorreria, se ocorresse seria desastroso e se fosse desastroso não conseguiríamos tomar nenhuma medida para evitar o pior. Que havia problemas em todas as áreas: aeroporto, segurança, comunicação. Um quadro assustador. Depois surgiu a história da tempestade perfeita, uma união do aumento dos juros nos Estados Unidos, que tiraria capital dos mercados emergentes, e do rebaixamento da classificação de risco do Brasil. A tempestade não veio. Desde o início do meu governo fala-se em inflação fora do controle, mas se esquecem de mencionar os dois choques desse período, um provocado pelasecanos reservatórios das hidrelétricas, que afetam as tarifas da energia, e outro no preço dos alimentos. Engraçado: a tolerância com o racionamento de água em São Paulo não se repete no caso dos reservatórios. Enquanto amenizam a falta de água no estado mais populoso e mais rico do País, governado pelos tucanos, criam o fantasma do racionamento de energia para nos atacar. Isso afetou o humor dos investidores, a confiança necessária para os empresários tocarem seus planos.

CC: Quanto a mídia influi nesse ambiente?

DR: Não vou dizer 100%, pois seria injustiça. Uns 98%, por aí.

CC: Mas os estrangeiros continuam a investir...

DR: ...67 bilhões de dólares neste ano.

CC: Eles investem por serem mais espertos ou por não estarem contaminados pelo ambiente?

DR: Pelos dois. Eles percebem: é impossível o Brasil estar àbeira do abismo. Quem faz superávit primário hoje no mundo?

CC: O Brasil e a Arábia Saudita.

DR: E quase nos matam por causa da redução do superávit primário. Quem tem uma relação entre a dívida líquida e o PIB de 35%, 36%? A Turquia tinha, não tem mais. Há uma exigência muito forte em relação ao Brasil, em relação a parâmetros que não são corretos. Não somos o Chile. Somos muito mais complexos. Não nos compare com a Colômbia.
CC: Por que o Brasil não fez mais acordos comerciais durante o seu mandato? DJfcO ambiente não é dos mais favoráveis, certo? Acho muito grave a visão de política externa do PSDB. Como eles enxergam a América Latina, a miopia em relação aos BRICS. Pior é o alinhamento na linha de uma Alca escondida. E o que é isso? E aceitar a liberalização do comércio em troca de nada. E a completa ausência de uma política de afirmação e soberania. Existe um equívoco no debate sobre o acordo entre o Mercosul e a União Européia. Depois da votação recente no Parlamento Europeu, alguns países tornaram-se refratários a acordos de li-vre-comércio, em especial a França, a Hungria e a Irlanda. A própria UE, no processo de transição, não tinha condições de aprovar um acordo. Culparam a Argentina de forma errônea. Queriam transformar Cristina Kirchner em bode expiatório. Mas a Argentina topou. Temos uma posição consolidada no Mercosul. Quem não tem são os europeus e não seremos ingênuos de exibir nossaproposta sem vermos a deles. Na atual conjuntura existe uma disputa maior por mercados. Isso não pode nos levar ao protecionismo, tampouco precisamos aceitar qualquer acordo como parecem defender os tucanos. Chico Buarque foi muito feliz ao definir a política externa do PSDB: falar fino com os EUA e grosso com a Bolívia. Temos uma boa relação com os Estados Unidos, mas somos autônomos. E é sandice recusar a integração com os BRICS. O bloco tem sido construído a duras penas. Chegamos ao banco de investimento com capital de 100 bilhões de dólares. Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional, gostaria que o contingente de reservas dos BRICS tivesse relação com o FMI. Isso fortaleceria o fundo e as economias emergentes.

CC: O FMI anda muito interessado nas eleições brasileiras, não?

DR: Não só o FMI. E um sinal de que o Brasil tornou-se mais relevante no mundo.

Fonte: Carta Capital EDIÇÃO 822.

Matéria de Elio Gaspari na folha de São Paulo

Gestão de FHC: Escândalos engavetados


Nos debates medíocres da TV Bandeirantes e do SBT, em que Dilma Rousseff parecia disputar a Presidência com Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves parecia lutar por um novo mandato em Minas Gerais, houve um momento estimulante. Foram as saraivadas de cinco "todos soltos" desferida pela doutora.

Discutia-se a corrupção do aparelho petista e ela arrolou cinco escândalos tucanos: "Caso Sivam", "Pasta Rosa", "Compra de votos para a reeleição de FHC", "Mensalão tucano mineiro" e "Compra de trens em São Paulo". A cada um, ela perguntava onde estavam os responsáveis e respondia: "Todos soltos". Faltou dizer: todos soltos, até hoje.

Não foi Dilma quem botou a bancada da Papuda na cadeia, foi a Justiça. Lula e o comissariado petista deram toda a solidariedade possível aos companheiros, inclusive aos que se declararam "presos políticos". Aécio também nada tem a ver com o fato de os tucanos dos cinco escândalos estarem soltos. Eles receberam essa graça porque o Ministério Público e o Judiciário não conseguiram colocar-lhes as algemas. O tucanato deu-lhes graus variáveis de solidariedade e silêncio.

Pela linha de argumentação dos dois candidatos, é falta de educação falar dos males petistas para Dilma ou dos tucanos para Aécio. Triste conclusão: quando mencionam casos específicos, os dois têm razão. A boa notícia é que ambos prometem mudar essa escrita.

A doutora Dilma listou os cinco escândalos tucanos, todos do século passado, impunes até hoje. Vale relembrá-los.

CASO SIVAM
  
Em 1993 (governo Itamar Franco), escolheu-se a empresa americana Raytheon para montar um sistema de vigilância no espaço aéreo da Amazônia. Coisa de US$ 1,7 bilhão, sem concorrência. Dois anos depois (governo FHC), o "New York Times" publicou que, segundo os serviços de informações americanos, rolaram propinas no negócio. Diretores da Thomson, que perdera a disputa, diziam que a gorjeta ficara em US$ 30 milhões. Tudo poderia ser briga de concorrentes, até que um tucano grampeou um assessor de FHC e flagrou-o dizendo que o projeto precisava de uma "prensa" para andar. Relatando uma conversa com um senador, afirmou que ele sabia "quem levou dinheiro, quanto levou".


O tucano grampeado voou para a Embaixada do Brasil no México, o grampeador migrou para o governo de São Paulo e o ministro da Aeronáutica perdeu o cargo. Só. FHC classificou o noticiário sobre o assunto como "espalhafatoso".

PASTA ROSA

Em agosto de 1995, FHC fechou o banco Econômico. Estava quebrado e pertencia a Ângelo Calmon de Sá, um príncipe da banca e ex-ministro da Indústria e Comércio. Numa salinha do gabinete do doutor, a equipe do Banco Central que assumiu o Econômico encontrou quatro pastas, uma da quais era rosa. Nelas estava a documentação do ervanário que a banca aspergira nas eleições de 1986, 1990 e 1994. Tudo direitinho: 59 nomes de deputados, 15 de senadores e 10 de governadores, com notas fiscais, cópias de cheques e quantias. Serviço de banqueiro meticuloso. Havia um ranking com as cotações dos beneficiados e alguns ganharam breves verbetes. No caso de um deputado, registravam 43 transações, 12 com cheques.



Nos três pleitos, esse pedaço da banca deve ter queimado mais de US$ 10 milhões. A papelada tornara-se uma batata quente nas mãos da cúpula do Banco Central. De novo, foi usada numa briga de tucanos e deu-se um vazamento seletivo. Quando se percebeu que o conjunto da obra escapara ao controle, o assunto começou a ser esquecido. FHC informou que os responsáveis pela exposição pagariam na forma da lei: "Se for cargo de confiança, perdeu o cargo na hora; se for cargo administrativo, será punido administrativamente". Para felicidade da banca, deu em nada. 

COMPRA DE VOTOS PARA A REELEIÇÃO DE FHC

Em maio de 1997, os deputados Ronivon Santiago e João Maia revelaram que cada um deles recebera R$ 200 mil para votar a favor da emenda constitucional que criou o instituto da reeleição dos presidentes e governadores. Ronivon e Maia elegiam-se pelo Acre e pertenciam ao PFL, hoje DEM. Foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Ronivon voltou à Câmara em 2002. De onde vinha o dinheiro, até hoje não se sabe.

MENSALÃO TUCANO MINEIRO

Em 1998, Eduardo Azeredo perdeu para o ex-presidente Itamar Franco a disputa em que tentava se reeleger governador de Minas Gerais. Quatro anos depois, elegeu-se senador e tornou-se presidente do PSDB. Em 2005, quando já estourara o caso do mensalão petista, o nome de Azeredo caiu na roda das mágicas de Marcos Valério. Quatro anos antes de operar para o comissariado, ele dava contratos firmados com o governo de Azeredo como garantia para empréstimos junto ao banco Rural (o mesmo que seria usado pelos comissários.) O dinheiro ia para candidatos da coligação de Azeredo. O PSDB blindou o senador, abraçou a tese do "caixa dois" e manteve-o na presidência do partido durante três meses.
  
Quando perdeu a solidariedade de FHC, Azeredo disse que, durante a disputa de 1998, ele "teve comitês bancados pela minha campanha". Em fevereiro passado, o Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia do procurador-geral contra Azeredo e ele renunciou ao mandato de deputado federal (sempre pelo PSDB). Com isso, conseguiu que o processo recomeçasse na primeira instância, em Minas Gerais. Está lá.
  
COMPRA DE TRENS EM SP

Assim como o caso Sivam, o fio da meada da corrupção para a venda de equipamentos ao governo paulista foi puxado no exterior. O "Wall Street Journal" noticiou em 2008 que a empresa Alstom, francesa, molhara mãos de brasileiros em contratos fechados entre 1995 e 2003. Coisa de US$ 32 milhões, para começar. O Judiciário suíço investigava a Alstom e tinha listas com nomes e endereços de pessoas beneficiadas. Um diretor da filial brasileira foi preso e solto. Outro, na Suíça, também foi preso e colaborou com as autoridades.
  
Um aspecto interessante desse caso está no fato de que a investigação corria na Suíça, mas andava devagar em São Paulo. Outras maracutaias, envolvendo hierarcas da Indonésia e de Zâmbia, resultaram em punições. Há um ano a empresa alemã Siemens, que participava de consórcios com a Alstom, começou a colaborar com as autoridades brasileiras e expôs o cartel de fornecedores que azeitava contratos com propinas que chegavam a 8,5%.

Em 2008, surgiu o nome de Robson Marinho, chefe da Casa Civil do governo de São Paulo entre 1995 e 2001, nomeado ministro do Tribunal de Contas do Estado. Em março passado, os suíços bloquearam uma conta do doutor num banco local, com saldo de US$ 1,1 milhão. Ele nega ser o dono da arca, pela qual passaram US$ 2,7 milhões. (Marinho tem uma ilha em Paraty.) O Ministério Público de São Paulo já denunciou 30 pessoas e 12 empresas. Como diz a doutora, "todos soltos".


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2014/10/1534741-todos-soltos-todos-soltos-ate-hoje.shtml