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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A volta do messianismo e o desespero dos oportunistas

A partir de hoje tudo indica que o quadro da disputa eleitoral poderá ter um contorno diferenciado do que estava em andamento.

No cenário da disputa sai um candidato que, apesar de ter ficado até as últimas pesquisas num patamar inferior a 10%, vinha ungido por um partido que tem história política no Brasil.

Se confirmada a indicação da ex-senadora Marina Silva teremos uma candidata com viés messiânico e moralista disputando o cargo mais importante do País, ungida exclusivamente por setores da mídia conservadora.Sem dúvida, a candidata tem um recall de votos aparentemente de caráter messiânico e personalista. 

O caminho é parecido ou igual ao filme que nós presenciamos ou vivemos nas eleições de 1989, quando surgiu um candidato sem partido forte e sem base política assegurado pela mídia e por bandeiras de caráter moralista. O resultado todos nós sabemos. Não tinha base de sustentação no Congresso e foi sendo minado pelos movimentos sociais e por setores da população. Espero que o Brasil não passe novamente por uma experiência das mais desastrosas já vista na sua história.

A morte trágica do candidato do PSB levou mais uma vez a mídia a tentar transforma-lo em mártir durante cinco dias, insuflando uma comoção social que no fundo o intuito era e é de prejudicar o PT e a campanha da nossa candidata. Esse filme também já foi visto com a morte do mineiro Tancredo Neves. Nenhuma dessas tentativas deu certo.

Hoje, mais uma vez, o Instituto Datafolha divulga uma pesquisa feita no auge do clamor da tragédia, também na tentativa de prejudicar a candidata do PT talvez na espera de resultados adversos. O tiro saiu pela culatra. A Dilma mantem o mesmo patamar de intenção de votos e uma significativa melhora nos índices de avaliação do seu governo e na avaliação pessoal. Tenho a sensação de que a pesquisa foi feita somente no estado de Pernambuco.

Por outro lado, o ex-candidato do PSB, que muitos do próprio partido conheciam tão bem, presidia a legenda dentro de uma lógica altamente centralizadora, no intuito de ser o único beneficiário para alcançar os seus principais objetivos, método totalmente diferente da gestão comandada por JAMIL HADDAD, quando o PSB funcionava como um colegiado e as decisões eram tomadas coletivamente e de forma democrática. Tomo a liberdade de fazer essa observação porque tenho informações dos próprios filiados e alguns dirigentes do PSB com os quais mantenho relações de amizade.

Percebe-se por parte dos oportunistas e aventureiros, sobretudo a partir de Pernambuco, um total desespero porque o rei desapareceu, e levou a coroa junto. Transitam hoje em torno do PSB figuras que o socialista Miguel Arraes não gostaria nem de ouvir falar em seus nomes, vários em Pernambuco e alguns pelo Brasil afora, interessados em tirar proveito de uma candidatura que, por uma ação do destino, não deu certo.

Todos estes oportunistas de plantão, se não tinham ideologicamente nada a ver com a história de Miguel Arraes e do PSB, por outras razões estão muito mais ideologicamente distantes das posições políticas da vice que, ao que tudo indica, deverá assumir a cabeça de chapa. Duvido que os autênticos socialistas de qualquer recanto deste Brasil consigam fazer a candidata mudar, num passe de mágica, a sua visão política e ideológica DA ÁGUA PRO VINHO.

O tempo mostrará que candidaturas sustentadas exclusivamente pela velha mídia e por políticos oportunistas de plantão levarão o Brasil ao caos. Quem viver verá!

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