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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Rochinha - "Uma avaliação sensata, inclusive concordo que é necessário fazer correções de rumos."

Mendonça de Barros descarta crise e afirma que Brasil vive ajuste para novo ciclo 
Presidente do BNDES no governo FHC discorda de ideia defendida por economistas próximos a Aécio, critica distorções da mídia tradicional e afirma que país está passando por transição para novo modelo


São Paulo – O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES, rejeita a ideia de que o país esteja ingressando em uma crise e afirma que a economia nacional passa por uma fase de ajuste que logo permitirá um novo ciclo de expansão da produção e da renda. “O que estamos vivendo hoje é um ajuste cíclico depois de um longo período. Não tem nada a ver com fim de modelo. Temos de recalibrar a política econômica”, defendeu na última quinta-feira (21), durante palestra em São Paulo.
Ao responder a perguntas da plateia durante evento promovido pela Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais, ele rejeitou a ideia de que o país esteja ingressando em um ciclo prolongado de depressão econômica. Nos últimos meses algumas consultorias privadas têm divulgado estimativas de recessão e de aumento do desemprego – o caso mais famoso foi o da Empiricus, que lançou documento intitulado “O fim do Brasil”.
As ideias acabaram ganhando eco entre candidatos à presidência da República, em especial na campanha do postulante do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves, que chegou a fazer comício em porta de fábrica divulgando dados errados sobre a inflação e o nível de emprego. “Nós não vivemos uma crise estrutural. Vivemos um período de ajustes cíclicos, que é diferente”, criticou Mendonça de Barros. “Quem quer estragar o dia lê O Estado de S. Paulo. Você lê o Estado e parece que nós estamos quebrando.”
Ele avalia que Dilma Rousseff (PT) cometeu erros na condução da política econômica, mas entende também que parte da situação foi herdada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O economista analisa que o petista acertou ao garantir adaptações, e não uma ruptura com o modelo da gestão anterior, de FHC, mas perdeu o momento de promover mudanças.
“Nós sabemos que quando uma economia começa a crescer no cenário em que cresceu, com alguma ociosidade, a margem de lucro das empresas é imensa”, diz. “O que o Lula fez? Começou a subir o salário mínimo. Toma a distribuição dos lucros das empresas, tirando um pedaço do capital e passando para o trabalho. No momento isso podia ser feito porque o aumento de lucro dos empresários era de tal ordem que, mesmo dando uma garfada num pedaço, eles ainda estavam contentes.”
O crescimento do mercado formal, com carteira assinada, garantiu uma mudança na relação dos trabalhadores com a sociedade em geral, diz Mendonça. A garantia do reajuste salarial anual e de direitos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e seguro-desemprego dão segurança aos setores financeiro e produtivo de que haverá fluxo estável de renda, o que cria um ciclo para o fornecimento de mais crédito e serviços. “O brasileiro passou de informal para formal, mas continua um consumidor forte. O consumo é dois terços do PIB, isso é uma digital de sociedade de consumo.”
Mendonça de Barros entende, porém, que o modelo de crescimento econômico calcado no consumo já dava sinais de esgotamento quando do começo da crise internacional iniciada em 2008-09, mas admite que nenhum presidente do mundo, “nem nos Estados Unidos, nem na França, nem na Alemanha”, faria ajustes em direção a um novo modelo ao entrar no ano eleitoral de 2010.
Ele argumenta que Dilma, durante os dois primeiros anos de mandato, apostou em uma nova tentativa de crescimento da economia por este modelo, o que resultou em um erro. Mendonça de Barros evoca neste aspecto tema recorrente entre economistas de pensamento liberal: a presidenta se equivocou ao mexer no lucro do setor elétrico e na falta de incentivos a setores estratégicos, em especial o de produção de açúcar e etanol, afetado pelo início da exploração do petróleo na camada de pré-sal.
“Nesse começo de governo ela entrou em conflito com o mercado. Interveio na área energética, quebrou o setor sucroalcooleiro. Num momento em que era fundamental ter o setor privado com segurança para investir, recuou. Resultado: você teve a convergência de vários fatores de redução da atividade econômica”, diz.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é um dos temas mais abordados pela mídia tradicional ao abordar fraquezas do governo Dilma. Em 2011 o PIB cresceu 2,7%, frente a 1% em 2012 e 2,5% em 2013. Para este ano as apostas do mercado financeiro já chegam a baixar de 1%, embora o governo trabalhe com uma perspectiva de expansão entre 1% e 2%.
O ex-presidente do BNDES entende, porém, que, qualquer que seja o governo eleito, a retomada do crescimento não será um obstáculo, desde que se conquiste a confiança dos investidores. “Existe uma saída: o aumento da capacidade de produção. A economia vai voltar a crescer pelo investimento. Só que para investir o setor privado tem que estar com otimismo. A Dilma está pagando o preço por ter uma postura com esse pessoal.”

Assistam e divulguem.



Entrevista do Mauro Paulino no Roda Viva na Cultura




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Marina diz que, eleita, só governará por 4 anos.

 
Até a semana passada, Marina Silva era vice de um presidenciável estacionado abaixo dos 10% nas pesquisas de opinião. Decorridos oito dias da morte de Eduardo Campos, ela reuniu os presidentes de cinco partidos de sua coligação. Esboçou a estratégia que adotará para passar ao segundo turno e vencer a eleição. Disse que busca uma aliança com a sociedade, não com as forças políticas tradicionais. Informou que, se prevalecer, governará o Brasil apenas por quatro anos. Não há hipótese de concorrer à reeleição, realçou.

Campanha presidencial 2014 123 fotos

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20.ago.2014 - PSB lança candidatura de Marina Silva e Beto Albuquerque (primeiro à esquerda) para Presidência, no lugar de Eduardo Campos, morto no último dia 13. Na foto, Marina aparece de mãos dadas com o senador Rodrigo Rollemberg (DF) e o presidente da sigla, Roberto Amaral Leia mais Sergio Lima/Folhapress

O encontro ocorreu nesta quinta-feira (21), em Brasília. Compareceram representantes do PSB, PPS, PPL, PHS e PRP. O PSL, que hesita em permanecer na coligação, não deu as caras. A conversa foi franca. A certa altura, o deputado Roberto Freire, que preside o PPS, disse que um dos objetivos da coligação, que era o de levar a eleição para o segundo round, já foi alcançado. Acrescentou que, diante da chance real de Marina medir forças com Dilma Rousseff, era preciso começar a considerar a necessidade de costurar alianças futuras.

Marina evocou a sucessão de 2010, quando obteve quase 20 milhões de votos cavalgando apenas a estrutura do PV. Freire ponderou que, a despeito do desempenho surpreendente, Marina não disputava com chances reais de êxito. Agora é diferente, ele disse. A hipótese de chegar ao Planalto deixou de ser um sonho. E as alianças já não têm utilidade apenas eleitoral. Acha que Marina precisa equipar-se para governar o país. Disse acreditar que é possível negociar acordos sob as regras da política tradicional sem trair princípios caros à candidata.
Conforme relatos de participantes do encontro, Marina mencionou o descrédito da velha política junto à opinião pública. E insistiu: a aliança que importa no momento é com a sociedade, não com os partidos. Levado à reunião por Roberto Amaral, presidente do PSB, o deputado “socialista” Márcio França, candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin, afirmou que Marina não precisa escalar o palanque do governador tucano. Mas disse que, num segundo turno, um entendimento com Alckmin, principal liderança de São Paulo, seria incontornável. Marina silenciou.
Minutos antes, Marina dissera que “o doutor Márcio França” pronunciara a melhor frase sobre o comportamento a ser adotado por ela depois de ter substituído Eduardo Campos na cabeça da chapa da coligação comandada pelo PSB. Ecoando França, Marina disse que não irá a nenhum lugar que já não iria antes. Ou seja: nos Estados, só fará campanha ao lado de políticos com os quais esteja afinada. Alguns dos presentes enxergaram nas entrelinhas de declarações feitas por Marina no encontro espaço para uma evolução das posições políticas da candidata.
Por exemplo: Marina declarou que a morte de Eduardo Campos deixara lições. Um de seus legados foi a mobilização do povo para ideais positivos. Algo que ela pretende honrar e potencializar. Acrescentou que, constrangidos, os representantes da velha política não compareceram ao velório do ex-companheiro de chapa. Vivo, Campos dizia que mandaria para a oposição as “raposas da política”. Citava expressamente os peemedebistas Renan Calherios e José Sarney, que não estiveram no seu entrerro.
Num esforço de interpretação, alguns dos participantes da conversa concluíram que Marina deixou subentendido que exclui do rol das lideranças arcaicas os personagens que foram ao funeral. Entre eles os tucanos Geraldo Alckmin, José Serra e Aécio Neves, além do petista Lula. De resto, Marina repetiu durante a conversa algo que já dissera sob holofotes. Acha possível governar o país com os melhores quadros partidários, inclusive os do PT e do PSDB. Mesmo no PMDB há pessoas valorosas, ela afirmou, aparentemente referindo-se a gente como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos.
Marina disse mais: chegando à Presidência, não pretende ser uma mera gerente. A Dilma é uma gerente, afirmou, e veja no que deu. Entregará o país pior do que recebeu, declarou, ecoando uma das frases preferidas de Eduardo Campos. Na sequência, Marina insinuou que, eleita, buscará inspiração em três personagens. O Itamar Franco, sob cuja presidência o Plano Real foi concebido, não era um gerente, afirmou. O Fernando Henrique Cardoso também não era um gerente, acrescentou. O Lula tampouco foi um mero gerente, finalizou.
Como que decidida a demonstrar que não tem aversão gratuita pelo tucanato, Marina recordou que, na sucessão de 2010, reconheceu a importância histórica do “professor Fernando Henrique” num momento em que até o PSDB o ignorava. As observações da candidata deixaram uma impressão positiva nos seus interlocutores. Restou a sensação de que a “nova política” de Marina não resultaria num governo sectário, avesso a composições.

A reunião ocorreu contra um pano de fundo envenenado. Secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira deixou o recinto para informar, sob refletores, que rompeu com Marina. Alegou que a substituta de Eduardo Campos fora grosseira com ele na véspera. Criticou-a asperamente por querer “mandar no partido” que a hospedou. E anunciou que decidira deixar a coordenação-geral da campanha.
Respirava-se na sede brasiliense do PSB um ar pesado. Que foi sendo dissolvido ao longo do dia num caldeirão que misturava dados de pesquisa interna feita pelo partido e notícias sobre as reações dos comitês rivais de Dilma e Aécio. Sondagem telefônica nacional encomendada pelo PSB informou: 1) Marina já estaria empatada com Dilma no primeiro turno; 2) Aécio definha. Levantamentos análogos feitos pelo petismo e pelo tucanato também já teriam detectado a súbita conversão de Marina em fenômeno eleitoral.

À tarde, o deputado Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina, negou que a candidata tivesse tratado o correligionário Carlos Siqueira desrespeitosamente. E informou que se oferecera para exercer a coordenação-geral da campanha temporariamente, até que o PSB encontrasse um substituto para Siqueira. Nem precisou. À noite, Roberto Amaral, o presidente da legenda, informou por meio de nota oficial que a deputada Luiza Erundina, por quem Marina tem grande apreço, será a nova coordenadora.

Antes da divulgação da nota, Roberto Amaral, Márcio França e o próprio Carlos Siqueira tropeçaram casualmente em Marina no aeroporto de Brasília. Todos voariam para São Paulo. Por coincidência, no mesmo avião. Siqueira tomou distância. Amaral e França trocaram um dedo de prosa com a candidata. No interior do avião, dispersaram-se —Marina sentou-se no fundão. A troica do PSB ficou mais à frente.
A candidata foi festejada por eleitores em todos os estágios da viagem —antes do embarque, dentro da aeronave e no desembarque. A disposição do PSB para a briga diminui na proporção direta do crescimento do prestígio de Marina.

FONTE: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/

Uso de jato que matou Eduardo Campos violava lei eleitoral


Pela resolução 23.406 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma empresa só pode doar produto ou serviço relacionado a suas atividades fins

O avião Cessna PR-AFA que caiu em Santos no último dia 13, matando o candidato à Presidência Eduardo Campos e mais seis pessoas, não poderia ter sido usado na campanha do PSB, segundo duas autoridades da Justiça Eleitoral ouvidas. Até hoje (22), o jato está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em nome da AF Andrade, um grupo de usineiros de Ribeirão Preto.

Pela resolução 23.406 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma empresa só pode doar produto ou serviço relacionado a suas atividades fins. Porém, não há registro de que a AF Andrade atue como empresa de táxi aéreo. Os gastos com o avião também não foram incluídos na primeira prestação de contas do PSB ao TSE.


RESOLUÇÃO IMPÕE RESTRIÇÃO

As restrições a transações como o empréstimo do avião de uma empresa privada aos candidatos do PSB estão previstas no artigo 23 da resolução 23.406. Pelo artigo, “bens e/ou serviços estimáveis em dinheiro doados por pessoas físicas e jurídicas devem constituir produto de seu próprio serviço, de suas atividades econômicas e, no caso dos bens permanentes, deverão integrar o patrimônio do doador”. Ou seja, uma empresa que não presta serviço aéreo não pode ceder avião para campanha eleitoral.

— A resolução é simples. Um posto de gasolina só pode doar gasolina, mas não pode doar papel. Empresas e pessoas só podem doar serviços e produtos de suas próprias atividades — explica um dos especialistas que trabalharam na definição das regras eleitorais.

PSB NÃO COMENTA USO DE AVIÃO

A regra visa impedir “transgressão” de doações para campanhas eleitorais. O Código Aeronáutico Brasileiro também contém restrições a empréstimo de aviões não destinados a aluguel. Campos, e também Marina Silva, que era vice de sua chapa e agora é a candidata à Presidência, vinham usando o Cessna PR-AFA desde a pré-campanha.

Na quinta-feira, O GLOBO tentou falar com o coordenador financeiro da campanha do PSB, Henrique Costa. Segundo uma das assessoras de imprensa da campanha do PSB, os dirigentes do partido estavam em seguidas reuniões e não teriam como dar explicações ontem.

A AF Andrade informou, por intermédio de seu advogado, Ricardo Tepedino, que o avião que vitimou Campos era oficialmente da Cessna, e estava arrendado para a empresa de Ribeirão Preto, a compradora numa operação de leasing. Segundo Tepedino, o preço da aeronave era de US$ 8,5 milhões (R$ 19,2 milhões). Desse total, a AF Andrade pagou até agora apenas US$ 450 mil.

Antes do acidente, segundo o advogado, o avião foi negociado com os empresários pernambucanos Apolo Santana Vieira e João Carlos Lyra, que chegaram a pagar oito parcelas do leasing para a empresa norte-americana. Até a data do acidente, porém, a Cessna não havia aprovado a transferência para os novos donos. Na condição de proprietária que arrendou o avião, a Cessna precisa dar o sinal verde para o negócio, disse o advogado.

DONOS NÃO TÊM EMPRESA AÉREA

A Bandeirantes Companhia de Pneus, que pertence a Apolo Vieira, de Recife, foi a empresa que submeteu o seu nome e documentos à Cessna para assumir o leasing no lugar da AF Andrade; o negócio teria sido comunicado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Pela legislação eleitoral, Apolo e João Lyra não poderiam emprestar o avião para o PSB. Os dois não são proprietários de empresa de táxi aéreo. O PSB, como os demais partidos, tem até 4 de novembro para prestar contas à Justiça Eleitoral.

A Anac confirmou ontem que recebeu os documentos da AF Andrade e também da Cessna e informou que está analisando as informações contidas nesses papéis. Os documentos, diz a Anac, também foram repassados à Polícia Federal para serem usados na investigação. “Reafirmamos que no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) consta como proprietária da aeronave a Cessna Finance Export Corporation e como operadora e arrendatária a AF Andrade Emp. e Participações, sem qualquer solicitação de alteração nesse registro junto à agência”, diz a Anac em nota.

HÁ 50 PEDIDOS DE INDENIZAÇÃO

A Força Aérea Brasileira (FAB) está investigando as causas do acidente. A Polícia Civil de São Paulo e Polícia Federal também estão investigando o desastre. As duas polícias têm como outra tarefa identificar devidamente os verdadeiros donos do jato. A informação é importante para nortear ações e pedidos de indenização de moradores de Santos que tiveram algum tipo de prejuízo com o acidente. Pelo menos 50 pedidos de indenização já foram apresentados a polícia, segundo o “Jornal Nacional”.

FONTE: http://www.ormnews.com.br
 

Vice divergiu de Marina sobre pesquisa com célula-tronco.

BRASÍLIA — A atuação parlamentar do vice de Marina Silva, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), guarda fortes divergências programáticas com a presidenciável. A principal, as pesquisas com células-tronco embrionárias. Ele é radicalmente a favor. Ela é contra, aceitando apenas estudos com células-tronco adultas. Outro ponto é o cultivo e comercialização de transgênicos. Os dois temas foram tratados na Lei de Biossegurança, aprovada em 2005.
Na época, Beto foi um dos mais empenhados negociadores da votação do projeto encaminhado ao Congresso pelo presidente Lula no início de seu primeiro mandato. O vice de Marina tratava da liberação dos estudos com células-tronco como “questão de bom senso”. Agendou reuniões de especialistas no tema, como o médico Drauzio Varella e a geneticista Mayana Zats, da Universidade de São Paulo, com deputados e com o presidente da Câmara, na época, Severino Cavalcanti (PP-PE).
 
Este projeto é decisivo para o avanço das pesquisas com células-tronco que podem ser utilizadas na cura de pessoas com diabetes, câncer ou paralisadas por lesões na medula. Votar contra seria ignorar que o homem possui inteligência e que ela deve ser usada para o bem da humanidade — declarou Albuquerque quando o texto foi aprovado.
Marina, que era ministra do Meio Ambiente, militou contra a aprovação da lei e chegou a sugerir, dias depois da aprovação, que ela fosse revisada. Mas era voz isolada. O ministro da Ciência e Tecnologia, na época, era Eduardo Campos. Ele também participou das negociações e, na véspera da votação, foi para a Câmara dos Deputados pedir apoio.

Marina dizia que os pesquisadores não eram unânimes em afirmar que as células embrionárias apresentavam resultados mais eficientes no tratamento de doenças do que as adultas. Desde o início das discussões, em 2004; passando pela votação da lei, em 2005; e depois, em 2008, quando o STF foi provocado a opinar sobre a constitucionalidade do tema, Marina sempre sem manifestou contrária.

A enérgica defesa de Albuquerque foi o prenúncio de uma tragédia pessoal. Em 2007, o filho Pietro foi diagnosticado com leucemia mieloide, um tipo raro da doença, que mata oito a cada dez pacientes. A única chance de cura era transplantar a medula. A família recorreu a bancos de doadores no Brasil, Estados Unidos e na Europa. Entre busca de medula compatível, tratamentos e internação no hospital, foram 14 meses. Pietro morreu aos 19 anos.

FONTE: http://boainformacao.com.br

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sem dono, jato de Campos é investigado pela PF e Anac



Propriedade obscura de Citation 560 XL em que Eduardo Campos cruzava o Brasil em campanha desperta suspeitas na Polícia Federal e na Anac; sem seguro e com equipamentos fora de funcionamento, avião ainda pertencia à fabricante/vendedora Cessna Finance Export Corporation, mas era operado por grupo usineiro com sede em Ribeirão Preto; impostos podem não terem sido recolhidos; ao mesmo tempo, voava em regime de leasing para uma distribuidora de pneus; agora, diante da movimentação causada pelo acidente no qual sete pessoas morreram, grupo de empresários de Pernambuco anunciará, em nota, compra do que restou do avião; dono de factoring em Recife, João Carlos Pessoa de Melo assumirá fatura estimada em US$ 7 milhões; parafusos comerciais à volta da tragédia.

247 – A Polícia Federal e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estão investigando a situação legal do jatinho Cessna Citation 560 XL, prefixo PRF-AFA, em que o ex-governador Eduardo Campos morreu, na quarta-feira 13, em Santos, ao lado de outras seis pessoas.
O aparelho servia para todas as viagens da campanha do candidato, mas sua propriedade é obscura. Agora, em razão das apurações da PF, um grupo de empresários de Pernambuco vai sair a público, com nota oficial, para informar que estará comprando a titularidade do aparelho destruído, que hoje existe apenas nos destroços e nos papéis comercias.
Ele deverá ser assumido pelo dono de uma factoring em Recife, João Carlos Pessoa de Melo. Em maio, antes do início das viagens eleitorais de Campos, Melo procurou a corretora que representa o grupo usineiro Andrade, com sede em Ribeirão Preto, para formalizar uma promessa de compra.
Esse grupo foi o primeiro operador do avião, avaliado em US$ 7 milhões. Os papéis oficiais do jatinho, no entanto, ainda mostram que ele pertence à Cessna Finance Export Corporation, a vendedora diretamente ligada à fábrica do avião. Há a suspeta da Polícia Federal de que o jato não teve seus impostos recolhidos para operar no Brasil. A Anac justificou em nota oficial a investigação a respeito da propriedade do jatinho: "A aeronave era de propriedade da Cessna Finance Export Corporation e era operada pela empresa privada AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda. por meio de arrendamento operacional (leasing). A Anac informa que solicitou apoio da PF para localização do operador a fim de verificar informações sobre eventual venda da aeronave, ainda não comunicada à Agência", ressaltou o órgão. Sem seguro e com aparelhos fora de funcionamento, como o gravador de voz da cabine, o avião estava, no momento do acidente, em regime de leasing para a Bandeirantes Companhia de Pneus.
Esses sucessivos parafusos comerciais em torno do jatinho que vitimou Campos e mais seis pessoas podem, é claro, ter relação com a situação de aparente falta de manutenção em que o avião voava.
Dias antes da tragédia, o próprio Campos registrou num encontro político em Londrina, no Paraná, que o aparelho havia apresentado falha de ignição na decolagem. - Ainda bem que não pegou em solo, porque, se não, não estaríamos aqui agora, disse ele.

FONTE http://www.brasil247.com

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O que a TV Globo e os jornalões não informam aos leitores, eu informo por aqui.

Pesquisa Datafolha 18/08/14 - Eleição Presidencia.
A última pesquisa Datafolha, a avaliação pessoal da Dilma era de 32%, agora é de 38%. A avaliação go governo também era de 32%, e agora é de 38%. Pesquisa de intenção de voto para Governador - Eleições 2014.
É importante destacar que os candidatos a governador pelo PT: TIÃO VIANA (AC), FERNANDO PIMENTEL (MG), WELLINGTON DIAS (PI), e DELCIDIO AMARAL (MS) estão liderando com larga vantagem a disputa em seus estados. Seis candidatos a governador pelo PT estão em segundo lugar na disputa estadual: ANGELA PORTELA (RR), AGNELO QUEIROZ (DF), CAMILO SANTANA (CE), LÚDIO CABRAL (MT), RUI COSTA (BA) e TARSO GENRO (RS). Candidatos a governador de partidos da base aliada que lideram as pesquisas nos estados: ARMANDO MONTEIRO - PTB (PE), RENAN FILHO – PMDB (AL), EDUARDO BRAGA – PMDB (AM), HELDER BARBALHO – PMDB (PA), GAROTINHO – PR (RJ), JACKSON BARRETO – PMDB (SE) e MARCELO MIRANDA – PMDB (TO). Pesquisa de intenção de voto para candidatos a Senador pelo PT - Eleições 2014.
Os candidatos a Senador pelo PT estão em cor vermelha. Os candidatos JOÃO PAULO (PE), JOÃO COSER (ES) e PAULO ROCHA (PA) estão liderando a disputa pelo Senado em seus estados. Os candidatos OLIVIO DUTRA (RS), GERALDO MAGELA (DF), MARINA SANTANA (GO), FÁTIMA BEZERRA (RN), PRACIANO (AM), ROGÉRIO CARVALHO (SE) e EDUARDO SUPLICY (SP) estão em segundo lugar na disputa em seus estados. Obs: Faltando mais de um mês para o dia das eleições 05/10/14, na minha opinião, o PT se encontra bem posicionado na disputa eleitoral por todo Brasil. Aos adversários do PT da DILMA o tempo tomará de conta.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A carta de um simples cidadão de PE, ao ex-candidato Eduardo Campos

Numa carta aberta a Eduardo Campos, o eleitor pernambucano Carlos Francisco da Silva, de Bezerros (PE), questiona a frase "Não vamos desistir do Brasil", que vem sendo citada como o "testamento político" do ex-governador CARTA A EDUARDO CAMPOS Por Carlos Francisco da Silva, de Bezerros (PE) Eduardo, você não imagina o quanto eu e todo povo pernambucano estamos lamentando a tua trágica e inesperada partida. Temos muitos motivos para isso. Primeiro, pela falta que irás fazer a tua família e aos teus amigos. Depois, pelo exemplo de homem público que representavas para o nosso estado e para o Brasil. No entanto, eu tenho um motivo particular para lamentar a tua morte. Depois da tua entrevista no Jornal Nacional, eu fiquei com muita vontade de te encontrar, de apertar a tua mão, olhar no teu olho e te perguntar: Quem disse que eu desisti do Brasil, Eduardo? Infelizmente, no dia seguinte, ocorreu o trágico acidente e eu nunca vou poder te dizer isso. Eduardo, não fui eu, nem o povo brasileiro que desistimos do Brasil. Quem desistiu do Brasil foram setores da política e da mídia brasileira, quando promoveram o golpe militar de 1964 que mergulhou o nosso país em 21 anos de ditadura militar e que submeteu o povo brasileiro aos anos mais difíceis de nossa história. Inclusive, sua família foi vítima na carne daquele momento, quando o seu avô e então governador de Pernambuco, o inesquecível Miguel Arraes, foi retirado à força do Palácio do Campo das Princesas e levado ao exílio. Eduardo, você não imagina o que essa mesma mídia está fazendo com a tragédia que marcou a queda do teu avião. Eu nunca pensei que um dia pudesse ver carrascos do jornalismo político brasileiro como Willian Bonner, Patrícia Poeta, Alexandre Garcia e Miriam Leitão falando tão bem de um homem público. Os mesmos que, um dia antes do acidente, quiseram associar a tua imagem ao nepotismo no Brasil choram agora a tua morte como se você fosse a última esperança do povo brasileiro ver um Brasil melhor. Reconheço as tuas qualidades, governador, mas não sou ingênuo para acreditar que sejam elas o motivo de tanta comoção no noticiário político brasileiro. A pauta dos veículos de comunicação conservadores do Brasil sempre foi e vai continuar sendo a mesma: destruir o projeto político do partido dos trabalhadores que ameaça por fim às concessões feitas até então a eles. O teu acidente, Eduardo, é só mais uma circunstância explorada com esse fim, do mesmo jeito que foi o mensalão, os protestos de julho e a refinaria de Pasádena. Se amanhã surgir um escândalo “que dê mais ibope” e ameace a reeleição de Dilma, a mídia não hesitará em enterrar você de uma vez por todas. Por enquanto, eles vão disseminando as suposições de que foi Dilma quem sabotou o teu avião, e que fez isso no dia 13 justamente pra dizer que quem manda é o PT. Pior do que isso é que tem gente que acredita e multiplica mentiras e ódio nas redes sociais. Lamentável! A Rede Globo e a Veja não estão nem aí para a dor da família, dos amigos e dos que, assim como eu, acreditavam que você não desistiria do Brasil. Você é objeto midiático do momento. Eduardo, não fui eu quem desistiu do Brasil. Quem desistiu foi o PSDB, que após o regime militar teve a oportunidade de construir um novo projeto de nação soberana e, no entanto, preferiu entregar o Brasil ao FMI e ao imperialismo norte americano, afundando o Brasil em dívidas, inflação, concentração de renda e miséria. O mesmo PSDB que, antes do teu corpo ser enterrado, já estava disseminando disputas entre o PSB e REDE para inviabilizar a candidatura de Marina, aliança que custou tanto a você construir. Eu não desisti do Brasil, Eduardo. Quem desistiu foi a classe média alta que vaiou uma chefe de Estado num evento de dimensões como a abertura de uma copa do mundo porque não se conforma com o Brasil que distribui renda e possibilita a ricos e pobres, negros e brancos as mesmas oportunidades. E tem mais uma coisa, Governador. Se ao convocar o povo brasileiro para não desistir do Brasil o senhor quis passar o recado de que quem desistiu foi Lula e Dilma, eu gostaria muito de dizer que nem eu, nem o povo e, nem mesmo o senhor, acredita nisso. Muito pelo contrário. A gente sabe que o PT resgatou o Brasil do atraso imposto pelo nosso processo histórico de colonização, do intervencionismo norte americano e da recessão dos governos tucanos. Ao contrário de desistir do Brasil, Lula e Dilma se doaram ao nosso povo e promoveram a maior política de distribuição de renda do mundo, através do bolsa família. Lula e Dilma universalizaram o acesso às universidades públicas através do PROUNI, do FIES e do ENEM. Estão criando novas oportunidades de emprego e renda através do PRONATEC e estão revolucionando a saúde com o programa mais médicos. Eduardo, eu precisava te dizer: não fui eu, nem o povo brasileiro, nem Lula, nem Dilma que desistimos do Brasil. Quem desistiu do Brasil, meu caro, foram os mesmos que hoje estão chafurdando em cima das circunstâncias que envolvem o acidente que de forma lamentável tirou você do nosso convívio. Fazem isso com o motivo único e claro de desgastar a reeleição de Dilma e entregar o país nas mãos de quem, de fato, desistiu do Brasil. Descanse em paz, Eduardo. Por aqui, apesar da falta que você vai fazer a todo povo pernambucano, eu, Lula, Dilma e os brasileiros que acreditam no futuro do Brasil vamos continuar na luta, porque NÓS NUNCA DESISTIREMOS DO BRASIL.

Abertura do programa de TV gravado pelo então candidato Eduardo Campos

Nunca se sabe o dia de amanhã... Este é um exemplo:

A volta do messianismo e o desespero dos oportunistas

A partir de hoje tudo indica que o quadro da disputa eleitoral poderá ter um contorno diferenciado do que estava em andamento.

No cenário da disputa sai um candidato que, apesar de ter ficado até as últimas pesquisas num patamar inferior a 10%, vinha ungido por um partido que tem história política no Brasil.

Se confirmada a indicação da ex-senadora Marina Silva teremos uma candidata com viés messiânico e moralista disputando o cargo mais importante do País, ungida exclusivamente por setores da mídia conservadora.Sem dúvida, a candidata tem um recall de votos aparentemente de caráter messiânico e personalista. 

O caminho é parecido ou igual ao filme que nós presenciamos ou vivemos nas eleições de 1989, quando surgiu um candidato sem partido forte e sem base política assegurado pela mídia e por bandeiras de caráter moralista. O resultado todos nós sabemos. Não tinha base de sustentação no Congresso e foi sendo minado pelos movimentos sociais e por setores da população. Espero que o Brasil não passe novamente por uma experiência das mais desastrosas já vista na sua história.

A morte trágica do candidato do PSB levou mais uma vez a mídia a tentar transforma-lo em mártir durante cinco dias, insuflando uma comoção social que no fundo o intuito era e é de prejudicar o PT e a campanha da nossa candidata. Esse filme também já foi visto com a morte do mineiro Tancredo Neves. Nenhuma dessas tentativas deu certo.

Hoje, mais uma vez, o Instituto Datafolha divulga uma pesquisa feita no auge do clamor da tragédia, também na tentativa de prejudicar a candidata do PT talvez na espera de resultados adversos. O tiro saiu pela culatra. A Dilma mantem o mesmo patamar de intenção de votos e uma significativa melhora nos índices de avaliação do seu governo e na avaliação pessoal. Tenho a sensação de que a pesquisa foi feita somente no estado de Pernambuco.

Por outro lado, o ex-candidato do PSB, que muitos do próprio partido conheciam tão bem, presidia a legenda dentro de uma lógica altamente centralizadora, no intuito de ser o único beneficiário para alcançar os seus principais objetivos, método totalmente diferente da gestão comandada por JAMIL HADDAD, quando o PSB funcionava como um colegiado e as decisões eram tomadas coletivamente e de forma democrática. Tomo a liberdade de fazer essa observação porque tenho informações dos próprios filiados e alguns dirigentes do PSB com os quais mantenho relações de amizade.

Percebe-se por parte dos oportunistas e aventureiros, sobretudo a partir de Pernambuco, um total desespero porque o rei desapareceu, e levou a coroa junto. Transitam hoje em torno do PSB figuras que o socialista Miguel Arraes não gostaria nem de ouvir falar em seus nomes, vários em Pernambuco e alguns pelo Brasil afora, interessados em tirar proveito de uma candidatura que, por uma ação do destino, não deu certo.

Todos estes oportunistas de plantão, se não tinham ideologicamente nada a ver com a história de Miguel Arraes e do PSB, por outras razões estão muito mais ideologicamente distantes das posições políticas da vice que, ao que tudo indica, deverá assumir a cabeça de chapa. Duvido que os autênticos socialistas de qualquer recanto deste Brasil consigam fazer a candidata mudar, num passe de mágica, a sua visão política e ideológica DA ÁGUA PRO VINHO.

O tempo mostrará que candidaturas sustentadas exclusivamente pela velha mídia e por políticos oportunistas de plantão levarão o Brasil ao caos. Quem viver verá!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Investidores temem que entrada de Marina Silva tire Aécio do segundo turno

RIO — Para investidores, a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial após a morte de Eduardo Campos só interessa se servir para pôr Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. Mas bancos e corretoras temem que a popularidade da candidata suplante o próprio tucano, levando ao duelo direto entre Marina e Dilma. Na avaliação de grande parte do mercado, esse seria o pior cenário para seus interesses, o que fatalmente provocaria quedas na Bolsa e retirada de investimentos.
Enquanto o PSB não decide se vai mesmo lançar Marina como candidata, o mercado reage com cautela. Segundo Rogério Freitas, sócio da gestora Teórica Investimentos, a indefinição acrescentou ainda mais incerteza ao xadrez eleitoral, o que traz volatilidade às ações.

— Ainda está cedo demais para fazer análises muito concretas sobre o futuro eleitoral. A verdade é que, no curto prazo, ficou mais difícil acertar depois dessa tragédia — acrescentou.
Os analistas tentam antecipar os cenários futuros, mas admitem que o mercado ainda está “no escuro”.
— A candidatura de Marina traria a certeza de que teremos segundo turno, mas ainda não sabemos se isso seria bom para Aécio. É provável que ela atraia o voto dos indecisos, mas não dá para saber se ela vai tirar pontos de Dilma ou do tucano. Essa é a grande dúvida do mercado hoje — observou Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora.
Banqueiros e investidores são, em sua maioria, críticos à política econômica de Dilma Rousseff. Por defender uma agenda econômica liberal e ser apoiado por economistas que gozam de prestígio no mercado — como Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e fundador da Gávea Investimentos —, o tucano foi adotado pelo segmento. Não à toa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem reagido com bom humor a pesquisas eleitorais desfavoráveis a Dilma.
Por isso os investidores estão ansiosos para saber como Marina irá alterar a posição de Aécio na disputa. Mais do que nunca, disseram os analistas, o mercado está a reboque dos institutos de pesquisa, que já começam a ir a campo para medir o impacto da morte de Campos no eleitorado.

O consenso é que um eventual segundo turno entre Dilma e Marina seria muito mal recebido pelos investidores, avaliou Figueredo. Isso provocaria, por exemplo, desvalorização de ações na Bolsa, previu Marcelo Castello Branco, economista da Saga Investimentos.
— Para o PIB, a gente faz conta, mas política é a coisa mais difícil de se colocar no preço dos ativos. Se Marina jogar Aécio no segundo turno, a tendência é haver valorização. Mas até sabermos qual será a tendência eleitoral daqui para frente, teremos muita instabilidade — acrescentou Castello Branco.
Mas alguns investidores acreditam que o sucesso de Marina pode acabar sendo favorável para o mercado. Na opinião de Rogério Freitas, sócio da gestora Teórica Investimentos, a agenda econômica da candidata é bastante parecida com a de Aécio.
— Os dois têm bastante coisa em comum nessa área. Assim como Aécio, ela defende a independência do Banco Central, um desempenho fiscal mais positivo e a volta do tripe macroeconômico — disse Freitas, referindo-se ao receituário ortodoxo de controle da inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário, a economia feita para pagar juros da dívida. — Além disso, Marina é próxima de economistas muito respeitados pelo mercado, como André Lara Resende e Eduardo Giannetti. A maior parte do mercado está pessimista, mas acredito que pode ser uma boa surpresa para os investidores.

Fonte: O Globo On Line

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eleições 2014 - A importância do guia eleitoral e a joia da coroa ( A militância do PT)

Preparando-se para o início da campanha na TV e no rádio, já que faltam apenas seis dias para o início do horário eleitoral gratuito, dá para sentir uma forte presença da militância do PT ocupando os espaços de rua.

Não tenho dúvida de que a presença dos nossos militantes à frente da campanha da presidente Dilma, seja nos grandes centros ou nos pontos mais longínquos do País, fará com que a apatia da sociedade diminua drasticamente a partir do crescimento da sua participação na campanha eleitoral.

Informações recentes vindas de vários estados  mostram que a campanha começa a esquentar. São várias as manifestações, especialmente como as que ocorreram no domingo passado (10), aonde os petistas se fizeram presentes nas praças, ruas e redes sociais de todo o País.

As recentes pesquisas feitas nos estados apontam, pelo menos no retrato do momento, que os candidatos do PT e da Frente a Governador e Senador estão muito bem posicionados. E a presidente Dilma encontra-se à frente dos adversários em quase todos os estados onde foram divulgadas pesquisas, inclusive Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre, estados onde em 2010 ela tinha ficado em segundo lugar  e agora lidera com folga na primeira colocação. Isso demonstra que com a apresentação das nossas propostas no programa eleitoral e o trabalho da militância nas ruas e em seus locais de trabalho teremos surpresas positivas entre o final de agosto e meados de setembro.

Desde quando começamos a disputar as eleições, a história tem mostrado que nós somos um partido bom de chegada. Proponho à militância que erga a bandeira do PT, desde os grandes centros até os pequenos municípios nos rincões mais distantes do Brasil, converse com as pessoas e as convença de que a continuidade do nosso projeto - que deu certo numa gestão de 12 anos - levará o País à condição de nação grande e próspera, e elevará cada vez mais as condições de vida e o bem estar de todos os brasileiros.

Vamos enfrentar de peito aberto uma oposição sem projeto, sem rumo e sem militância.

Até a vitória!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O pau que bate em Chico, bate em Francisco

Quando em 05 de abril de 2009, a Folha de São Paulo divulgou a ficha falsa da então pré-candidata Dilma Rousseff à Presidência da República eu não vi nem a Globo e nem vários setores da velha mídia tentarem fazer a defesa da "merd..." cometida pelo jornalão. Na minha opinião, o único erro que a pessoa que adulterou os perfis de Mírian Leitão e Sardenberg foi ter usado a rede oficial do governo. O jornalistas são pessoas iguais a qualquer outro cidadão, portanto, é condenável para qualquer um quando se usa o aparelho do Estado para tais fins. Fora isso, É BOBAGEM!

Recordar é viver. Segue capa da Folha de 05/04/2009:

DOIS VÍDEOS DO LULA FALANDO SOBRE OS AVANÇOS DE 12 ANOS DO GOVERNO DEMOCRÁTICO POPULAR.

O Brasil e o Lula  que a Globo esconde.




 
O comercial do PT que enlouquece o PiG!

Compartilhem.
 
 
 
 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

IBOPE FRAUDA FORMULÁRIO E PESQUISADOR É PRESO NA PARAÍBA

Este vídeo que eu acabo de postar sobre pesquisa do IBOPE em João pessoa na Paraíba é uma demonstração clara de que nós eleitores devemos ter cautela sobre as pesquisas feitas pelos institutos pagos por instituições ou pela mídia. Mesmo o serviço sendo terceirizado nos estados a orientação geral é de responsabilidade do instituto quanto do contratante pagador. Ex: Instituto IBOPE contratante pagador Rede Globo de TV, no caso da Paraíba o instituto era o IBOPE e o contratante pagador SBT.

Todo cuidado é pouco. Veja o vídeo abaixo.

Minha opinião sobre as pesquisas pagas pela Rede Globo e por outros veículos de comunicação

Sinto cheiro de um Proconsult (eleição de Brizola para governador do Rio em 82)

Ontem, 07/08, o Ibope divulgou mais uma pesquisa eleitoral paga pela REDE GLOBO DE TELEVISÃO sobre a corrida presidencial. Há poucos dias foi divulgada uma pesquisa do Datafolha, que pertence ao jornal Folha de São Paulo. Neste meio tempo uma outra pesquisa Ibope também paga pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo.

As análises de todas elas são mais justas na aferição dos dados do que boca de bode. Nunca vi na história das disputas eleitorais tanta coincidência como a que está acontecendo nessas pesquisas. Todas elas no intuito descarado de ajudar os dois principais candidatos de oposição e tentar influenciar a população e empurrar a eleição para um segundo turno.

Será que estes institutos e consultorias - todos pagos para prejudicar o PT e sua candidata - não se tocam que nós temos também nossas próprias pesquisas internas?

A de ontem feita pelo Ibope, paga e divulgada pelo Sistema Globo, foi no mínimo surrealista, para não dizer ridícula. No momento em que a candidatura da presidente Dilma avança positivamente no resultado das pesquisas feitas nos estados para governador e senador, e os dois concorrentes ficam na luz vermelha, a Globo pontua o índice da presidente Dilma no mesmo patamar da pesquisa anterior. E ainda dá de lambuja um pontinho para o candidato do PSB e outro pontinho para o candidato do PSDB tentando mostrar que tem um empate técnico. E mesmo a Dilma aparecendo com uma larga margem de vantagem entre os demais candidatos surge aí um cheiro de manipulação. O mais engraçado, para não dizer ridículo, foi a tentativa dos jornalistas da velha emissora em tentar agradar ao patrão se esforçando ao máximo para dourar a leitura dos números.

Eu diria que até é vergonhoso. Não sei se tive raiva ou pena dos jornalistas. O vidente acadêmico Merval Pereira gaguejou, quase se engasgou e só falou em segundo turno. Outra jornalista - que não vou citar o nome - mas que é sábia na minha opinião, abandonou a leitura geral dos números e se fixou na questão da rejeição da Dilma. Já Renata Lo Prete se enrolou totalmente no XALE DA LOUCA. Como pode uma emissora que se diz líder de audiência e com cobertura nacional apresentar tamanha palhaçada?

Saindo das pesquisas entro na discussão das análises dos representantes das consultorias financeiras. Estes só merecem comentário por uma questão de obrigação da nossa parte. A consultoria Tendências teve a ousadia de mandar representa-la num programa de televisão para fazer uma análise da economia e das eleições o "economista" Maílson da Nóbrega. Figura esta que merece o troféu da mais alta inflação quando foi ministro da Fazenda já registrada no País. Demais consultorias, ao encaminhar seus representantes para análises em programas de TV, promovem um saco de gatos onde ninguém se entende.

Será que vale a pena acreditar em institutos de pesquisas pagas por quem tem lado? E por consultorias que tentam aterrorizar o mercado espalhando  invencionices?

E para minha surpresa, ao ver a capa do jornal O Globo de hoje, me deparei com uma manchete versando sobre o sistema elétrico, que foi outro jaboti posto no meio da pesquisa Ibope paga pela Rede Globo. O resultado entra em contradição com outra pesquisa feita recentemente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): enquanto a Aneel fez um levantamento com 27 mil entrevistados em 25 estados, enquanto o Ibope ouviu apenas 1.700 pessoas sobre o mesmo tema em pouco mais de 100 municípios. Os resultados, lógico, são totalmente adversos. Imaginei que o destaque da capa seria a pesquisa Ibope paga pela Rede Globo.

À campanha da Dilma e aos petistas cabe ocupar as ruas e trazer à tona a verdade dos fatos para fazer a diferença entre os interesses da mídia e do mercado e apresentar os fatos reais que norteiam a campanha da presidente Dilma a menos de sessenta dias da data do pleito. Tomem cuidado, gato escaldado tem medo de água fria! Um abraço a todos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A "oposição", a Petrobras e o papel da Rede Globo


No momento em que a campanha eleitoral começa a ganhar corpo no Brasil inteiro, a oposição (que não tem programa, militância e nem rumo) faz uso da mídia, especialmente da Rede Globo de Televisão, como muleta para se sustentar no debate político. E para isso utiliza a Petrobras, que é orgulho dos brasileiros e que apesar de toda a campanha difamatória para atingir a sua imagem está colocada em terceiro lugar no ranking mundial das principais empresas do mundo.

A Rede Globo de Televisão, que já exerceu vários papéis sujos para atingir a história política do PT e do governo democrático e popular do Lula e da Dilma, e eu tomo como exemplo a campanha de 1989, além das seguidas mentiras que ela Rede Globo tenta pregar na mente da população contra nós. Disfarçadamente, para os incautos, ela se utiliza de todas as suas programações jornalísticas para pontuar o assunto da Petrobras - que já é investigado por vários órgãos da justiça e do Congresso Nacional - tentando ligar o PT e o governo a "erros" cometidos individualmente por funcionários da empresa. Este é um dos principais assuntos sem falar na insistência do Sistema Globo em juntar a esse os temas da inflação e da economia brasileira para montar um palanque eleitoral para beneficiar a oposição.

Que moral pode ter uma empresa que nasceu no ventre da ditadura militar e cresceu sob as benesses dos próprios governos autoritários, com o apoio de generais, como por exemplo Golbery do Couto e Silva e Newton Cruz? Ainda bem que na atualidade o povo brasileiro está vacinado e não dá credibilidade às notícias veiculadas por esta emissora. O exemplo é a derrocada da audiência dos seus programas no Brasil inteiro.

Não pensem que vocês vão nos intimidar. Espero que o Congresso Nacional instale imediatamente as CPMIs da Corrupção do Metrô e Trens de São Paulo e do Distrito Federal, do aeroporto da família Neves em Minas e várias outras mazelas praticadas pelas administrações do PSDB com o apoio do PFL/DEM em alguns estados.

Deixo claro que estamos prontamente preparados para o embate, aonde vamos fazer as comparações entre o que foi feito nos 12 anos de mandato Lula/Dilma e o que foi feito nas gestões tucanas. Pagamos caro para não entrar numa guerra, mas pagamos mais caro ainda para não sair dela. Preparem-se!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Leiam abaixo a coluna de Jânio de Freitas hoje na Folha. Muito interessante!

O banal faz escândalo
Jânio de Freitas

Perguntas de aliados do depoente, em CPI, jamais, em qualquer tempo e em qualquer país, fugiram a este princípio: destinam-se a ajudar o depoente. Nem teria sentido que fosse o contrário entre aliados. Tal princípio explica, por exemplo, o motivo das lutas pela composição das CPIs sérias, o que não é o caso das duas simultâneas a pretexto da Petrobras --dose dupla cujo despropósito denuncia a sua finalidade de apenas ajudar eleitoralmente a oposição.

De aliado para aliado, nem o improviso em indagações surpreende o indagado. Mesmo que sugerido por uma situação de momento, segue as instruções já dadas pela liderança ou as combinações na bancada. Mais ainda, as perguntas e respostas previamente ajustadas, entre inquiridor e depoente, sempre foram e serão condutas lógicas e, pode-se supor, as mais frequentes entre correligionários nas CPIs. Assim como fazem todos os advogados ao preparar seus clientes para depoimentos policiais e judiciais.

O escarcéu em torno do jogo de parceiros, entre inquiridores governistas e depoentes da Petrobras, é o escândalo da banalidade. Bem conhecida de jornalistas, que provavelmente vão explicar qual é a fraude existente, e a que tanto se referem, na colaboração de condutas sempre vista por eles nas CPIs. A explicação é conveniente por ser bem possível que a fraude não esteja na conduta de integrantes da CPI, mas em outras. Este e os demais capítulos do caso Petrobras, à margem da importância que possam ter ou não, ficam na mastigação de chicletes por estarem nas mãos da oposição mais preguiçosa de quantas se viu por aqui.

As lideranças do PSDB e do DEM ficam à espera do que a imprensa publique, para então quatro ou cinco oposicionistas palavrosos saírem com suas declarações de sempre e com os processos judiciais imaginados pelo deputado-promotor Carlos Sampaio. Não pesquisam nada, não estudam nada, apenas ciscam pedaços de publicações para fazer escândalo. Com tantos meses de falatório sobre Petrobras e seus dirigentes, o que saiu de seguro (e não é muito) a respeito foi só por denúncias à imprensa. Mas a Petrobras sangra, enquanto serve de pasto eleitoral.

domingo, 3 de agosto de 2014

Eleições 2014 o cinismo e a hipocrisia de Aécio Neves e Dudu Malvadeza e a bajulação da mídia

A poucos mais de dois meses para as eleições presidenciais, os candidat@s, entidades, parcela da sociedade e a mídia já se movimentam para dar suas opiniões, seus apoios e fazer suas críticas e bajulações. Estamos acompanhando atentamente a várias movimentações, especialmente dos candidatos e da mídia, no geral como é comum tem gostos dos mais variados.
Os candidatos, especialmente os de oposição, que até o momento não apresentam projetos viáveis para o Brasil do futuro se agarram em temas ligados a questão da inflação e do crescimento. Temas estes que ao olhar a situação presente no mundo inteiro mesmo com os problemas da economia e da "inflação" no país, os demais países do mundo estão em piores situação, com exceção de pequenos países da América Latina e da América do Sul, que estão em melhores condições até porque são países que em relação ao Brasil alguns deles a sua população cabe no estado do tamanho de São Paulo, e aí esta uma das hipocrisias ao misturar "alhos com bugalhos" num país de vinte milhões de habitantes na lógica não pode comparar seus problemas com o país de duzentos milhões de habitantes como o Brasil.
Para esta oposição sem rumo, a única saída é se agarrar a uma mídia que cria versões e tenta utilizar fatos criando um falso ambiente de pânico para favorecer a uma oposição que politicamente não existe. Uma mídia que para criar suas versões escala para seus programas somente aqueles que se posicionam contra as ações vencedoras de um governo democrático e popular que durante doze anos governa para todo o povo brasileiro. Diferente dos governos do PSDB que governaram para no máximo trinta por cento do povo, a mídia que por 24 horas por dia tenta pregar um pessimismo, que o povo que melhorou a sua condição financeira de emprego e de ascensão social com raras exceções irá cair no "conto do vigário''.

O candidato do PSDB se movimenta de forma atabalhoada pelo Brasil afora a procura de qualquer tipo de apoio e ainda promete descaradamente fazer um governo de caráter ético com diferenças econômicas e sociais para o melhor . O que o Fernando Henrique Cardoso fez nos oito anos de mandato foi um governo que pode ser considerado um atraso maldito. Tanto no que se refere a área econômica com duas crises extremamente profundas a quase venda do Brasil ao FMI, as escandalosas privatizações com empresas vendidas por um tostão furado, arrocho salarial, preconceito com os aposentados e com os negros este é o legado deixado por Fernando Henrique Cardoso e é um presente de sua continuação que eles querem oferecer ao Brasil com a volta de Aécio que deixou o governo de Minas Gerais em situação igual ou pior.

O outro candidato Eduardo Campos se apresenta como o paladino da moral e é o único que se diz capaz de resolver todos os problemas do Brasil. Ele que vem das velhas oligarquias politica do nordeste. não conseguiu resolver os principais problemas e nem no seu próprio pedaço de chão. Para soerguer Pernambuco da miséria absoluta que foi submetida durante séculos, foi só com a colaboração do presidente Lula e do seu governo no salto de qualidade. Tanto ele como a vice Marina que se criou , evoluiu e cresceu na politica dentro do PT, hoje cospem no prato que comeram.

O candidato Aécio não se sustenta de pé por várias razões, ou do ponto de vista pessoal que não queremos comentar, ou do ponto de vista político que aparece uma mazela atrás da outra do seu passado político um dos exemplos é a construção do aeroporto na Fazenda dos Neves, como em Minas quem faz oposição e críticas aos governos tucanos são totalmente cerceados exemplo disto é o candidato a governador do estado Pimenta da Veiga que foi indiciado pela Policia Federal por lavagem de dinheiro mas a noticia continua sendo escondida pela mídia de Minas Gerais e do país.
Eduardo Campos quase aos berros na sabatina da CNI critica Lula e Dilma sobre vários aspectos de gestão, uma delas é a politica de alianças e a base de apoio no congresso nacional, tentando passar a ideia de que vai governar o Brasil sozinho ou o PSB terá que eleger mais de 250 deputados e mais de 40 senadores que formam a maioria das duas casas, pura demagogia e isto jamais acontecerá.

Fala mal de Henrique Eduardo Alves do RN e de outros políticos que ele chama de velhas raposas, quando na realidade ele é a nova raposa, pois esta fazendo coligação com o PMDB em seis estados com políticos que ele chamou de velhas raposas na sabatina da CNI.

Dizem que a vice dele, a ex-petista Marina Silva vai ser âncora de salvação da candidatura da sua candidatura, tomara que ela comece falando bem da Confederação Nacional da Agricultura que ambos se amam, será? Sem dúvida nenhuma pela sua performance será uma boa apresentadora.

Sugiro para Aécio Neves que o âncora da apresentação no seu programa seja Fernando Henrique, com certeza vai agradar imensamente o povo brasileiro, é bom lembrar que o Aécio Neves deixou o governo de Minas numa situação de penúria pior do que o FHC deixou o Brasil.

São estes que querem voltar ao comando do país: os brasileiros querem perder além do avanço das liberdades democráticas as conquistas de trabalho, salário e outros benefícios que ganharam? Reflitam.