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quinta-feira, 31 de julho de 2014

SANTANDER: Posição do ex-presidente Lula sobre o terrorismo eleitoral do BANCO SANTANDER


Lula endurece com o Santander e Merval não abre mão de ser feitor dos ricos

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre


O líder trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, mandou o recado: “Botin, é o seguinte, querido: Eu tenho consciência de que não foi você que falou, mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma! Manter uma mulher dessa em um cargo de chefia? Pode mandar embora”!

A presidenta Dilma Rousseff afirmou: "A pessoa que escreveu a mensagem {do Santander} fez isso, sim, e isso é lamentável. Isso é inadmissível para qualquer candidato. Seja eu ou qualquer outro". A mandatária prometeu tomar providências, e a primeira ação, juntamente com o vice-presidente, Michel Temer, foi não participar do 3º Encontro Internacional de Reitores Universia, evento de educação milionário e “menina dos olhos” do presidente internacional do banco espanhol Santander, Emílio Botin.

Toda essa confusão se deve à intromissão indevida de uma executiva do Santander, que, equivocada e a se achar maior do que é, resolveu se envolver com o processo político e partidário brasileiro, um dos mais duros e competitivos do mundo, que atrai a atenção da comunidade internacional, porque se trata do destino do Brasil, a sétima maior economia do mundo, País que exerce inegável liderança na América Latina e no Caribe, um dos fundadores dos Brics, do Mercosul e da Unasul e possuidor de um mercado interno fortíssimo e diversificado, com uma população de 210 milhões de habitantes.

Além disso, o Brasil efetiva uma política externa independente e autônoma, de forma que interage com todos os países associados à ONU, o que não ocorre, por exemplo, com os Estados Unidos, país que tem uma cadeira cativa no Conselho de Segurança da organização multilateral. Contudo, empresários e banqueiros nacionais e internacionais são ousados e petulantes o bastante para considerar que são capazes de empreender ações políticas e ainda pensar que tais atitudes e condutas vão ficar sem respostas. Ledo engano.

Quando a executiva sem juízo e noção do Santander elaborou um texto de caráter mequetrefe e rastaquera cujo objetivo era “orientar” seus clientes bem de vida quanto aos riscos de empregar suas fortunas no mercado brasileiro por causa de uma vitória eleitoral de Dilma Rousseff e, portanto, do PT. Evidentemente que tal banco estrangeiro está a fazer política e, não, como afirma o colunista de O Globo, Merval Pereira, que o Governo e lideranças, a exemplo de Lula e de Dilma, impeçam que o Santander expresse sua opinião sobre a situação econômica do País.

Merval Pereira, na verdade, não fala por ele, pois age como um empregado fantoche dos irmãos Marinho, família bilionária de imprensa e de todas as mídias, que, sem sombra de dúvida, é a principal porta-voz dos interesses do sistema de capitais e uma das principais responsáveis por manter o status quo quase intacto no Brasil, País que foi o último a libertar os escravos e que ainda luta para diminuir as desigualdades sociais, que envergonham a grande maioria do povo brasileiro.

O feitor dos bilionários e do establishment ainda tem tempo para dar uma de “indignado” com as ações do Governo Trabalhista que, além de reagir às mentiras e à má-fé de uma executiva que quis ser mais realista do que o rei, ainda deixou claro que ia tomar providências. Sempre em defesa dos milionários, Merval concluiu suas palavras insensatas com esta pérola: “Numa democracia capitalista como a nossa, que ainda não é um capitalismo de Estado como o chinês — embora muitos dos que estão no governo sonhem com esse dia (hahaha! – este riso é por minha conta) —, acusar um banco ou uma financeira de terrorismo eleitoral, por fazerem uma ligação óbvia entre a reeleição da presidente Dilma e dificuldades na economia, é, isso sim, exercer uma pressão indevida sobre instituições privadas”.

Merval Pereira não toma jeito. Seu desespero e sua mania de perseguição são tão incontroláveis que o escriba dos Marinho enxerga fantasmas em tudo. Seria cômico se não fosse hilário. Merval deveria largar seu emprego de contador de história para a direita e tentar pelo menos ser um comediante. Não é possível que um jornalista veterano, experiente e que tem intimidade com setores do poder, a exemplo de alguns juízes do STF, políticos ligados ao DEM e ao PSDB, além de empresários, não sabe ou não perceba por um pequeno momento que lideranças populares da grandeza política e social de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e Lula sempre foram sistematicamente combatidos, bem como foram e são alvos de manipulações, mentiras e conspirações ardilosas que descambaram para o golpe militar e, consequentemente, redundaram em mortes e exílios de três desses atores proeminentes da história do Brasil.
     
Lula, o quarto homem público de formação trabalhista e o terceiro que conquistou eleitoralmente a Presidência da República é até hoje, mesmo fora do poder, o principal alvo de ataques da direita hidrofóbica deste País. A direita que luta, incessantemente, sem dar trégua e água, para que o Brasil não se torne totalmente independente e o povo brasileiro não conquiste sua emancipação definitiva como cidadão. O problema da direita no Brasil e no mundo é que ela é contra a democracia e, por seu turno, inimiga da cidadania. Este é o cerne do problema. O resto é perfumaria. Quem não compreende essa questão é porque não conhece a direita e muito menos a política. Ponto!

A democracia, quando consolidada, organiza a sociedade, que passa a tolerar e a administrar suas ambigüidades, contradições e antagonismos e, por sua vez, a leva a pensar, questionar e a cobrar soluções que permitam melhorar sua condição de vida. A democracia, por intermédio do acesso ao trabalho e ao estudo, bem como por meio da politização dos entes sociais, conscientiza a sociedade e, por conseguinte, a transforma em um corpo social e econômico capaz de dizer não àqueles que manipulam a verdade, deturpam a realidade e, evidentemente, aproveitam-se desse processo draconiano para obter benefícios e privilégios. Ponto!

Por isto e por causa disto pessoas como a executiva do Santander e seu presidente, Emílio Botin, e colunistas, a exemplo de Merval Pereira, tergiversam e manipulam os fatos e tentam modificar os acontecimentos como eles o são. A verdade é que essa gente luta para manter os privilégios de uma casta que controla os meios de produção e os financeiros. São os ricos que, no fundo de suas almas, odeiam a democracia e o desenvolvimento sócio-econômico das classes sociais populares.

Eles querem a primazia, pois se consideram de uma categoria social e humana superior ao restante da população. Merval Pereira e os empresários que são politicamente contra os mandatários trabalhistas sabem que a executiva do Santander fez política e teve a intenção de apagar o incêndio com gasolina. Todos sabem dessas intenções e compreendem, sobretudo, que vai ser muito difícil para a direita vencer as eleições de 5 de outubro.

O horário eleitoral está chegando e o PT e a candidata, Dilma Rousseff, com a participação de Lula, vão poder, enfim, responder às acusações, às denúncias, muitas delas vazias, e às inverdades sobre temas como infraestrutura, corrupção, inflação, juros, programas sociais, Olimpíadas e Copa do Mundo, saúde, educação, Petrobras, PT, “mensalão”, que, para mim, é o mentirão, que encarcerou lideranças petistas sem provas enquanto outros escândalos perpetrados por outros partidos nem sequer chegam às barras da Justiça e às manchetes dos jornais e revistas.

O PT tem de endurecer com seus detratores, pois há 12 anos é alvo de uma campanha sem precedentes contra uma agremiação política, que não é revolucionária, mas apenas reformista. Uma pena. Enfim. Contudo, o Partido dos Trabalhadores, juntamente com o velho PTB de Getúlio, Jango e Brizola, é o partido mais importante da história deste País e o que mais sofreu, diuturnamente, ataques de uma imprensa direitista que se transformou em um partido poderoso em busca de eleger seus “correligionários” políticos e ideológicos. Sempre foi assim. Lula está correto quando questiona o Santander, enquanto Merval Pereira exerce o papel de capataz da Casa Grande. É isso aí. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Minha decisão em relação ao comportamento do Banco Santander em relação a campanha de DILMA e do PT.

Acabo de fechar a minha conta corrente na agência do Banco Santander na Av. Paulista. A razão do fechamento perguntada pelos gerentes e a minha resposta como motivo foi: O acinte do Banco estrangeiro ter se posicionado de forma vergonhosa e irresponsável sobre a disputa das eleições presidencial no Brasil. 

Um assunto que qualquer uma instituição financeira teria o atrevimento de se posicionar em qualquer outro país. Encontrei gerentes de atendimentos e funcionários do banco totalmente decepcionado e revoltados com a atitude do banco. Espero que prefeitos do PT que tenham contrato de contas salários ou petistas que tenham conta corrente com o Banco Santander sigam este mesmo caminho, encerrem suas contas e deixem o Banco viver a custa dos endinheirados.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

BANCO SANTANDER: Jabuti(tartaruga) não sobe em árvore

Não é surpreendente, mas é revoltante, a matéria divulgada hoje no portal UOL em relação a análise política eleitoral feita por analistas do banco Santander avisando aos endinheirados que o sucesso da presidente Dilma na campanha eleitoral é um retrocesso para a economia (um mundo financeiro predador).

Na verdade, o Banco Santander para atemorizar o país no curso da campanha eleitoral, irresponsavelmente, se utiliza de um expediente chamado "carta aos ricos", para tentar sair pela tangente de que não está influindo no campo político e na campanha eleitoral. Nunca na história deste país, observamos que nesses 12 anos, todos os brasileiros, com raras excessões, melhoraram a sua condição financeira, e os Bancos, especialmente os Santander e Itaú, foram os que mais se beneficiaram pela expansão do crédito e da melhora na condição de vida dos mais pobres. Mas, disfarçada e descaradamente a instituição manda a carta para "os ricos". Pergunto: onde está a autoridade do Banco Central para dar a devida punição a esses bancos que levianamente estão entrando numa ceara que não é e nem deve ser a suas?

Cabe as instituições financeiras se ater ao seu campo de atuação já que vivem exclusivamente do giro do dinheiro dos pobres, enquanto que os ricos vivem iguais a eles (bancos), exclusivamente da usura do dinheiro.

Tal atitude me faz lembrar a teoria do empresário e ex-presidente da FIESP (Federação das Industrias do Estado de São Paulo) Mário Amato, que na eleição 1989 para apoiar Fernando Color e aterrorizar a população, espalhava boatos de que, se o Lula vencesse as eleições mais de oitocentos mil empresários deixariam o Brasil. Ganhou Fernando Color. E deu no que deu. Vieram os planos econômicos e perderam o Brasil, os bancos e o povo. Foi um fracasso!  Não custa rebobinar a fita do passado para sabermos quem está a favor do Brasil e do povo brasileiro a tantos anos depois. RECORDAR É VIVER.



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sobre a pesquisa Datafolha


Me engana que eu gosto.

Antes da divulgação da pesquisa (Datafolha) encomendada pelo PIG, eu já alertava, principalmente aos petistas, de que se preparasse para não se surpreender com os resultados. Ao divulgar a pesquisa, Datafolha apresenta dados no mínimo estranhos e que merecem uma análise mais aprofundada pelos especialistas no assunto. Numa escala de março a julho/2014, os números da pesquisa praticamente são os mesmos. Com alternância negativa exclusivamente para a candidatura da presidenta Dilma Roussef.
Na pesquisa anterior, a candidata do PT, no meio de um fogo serrado da mídia contra a copa do mundo, subiu 4 pontos. Os adversários continuaram no mesmo patamar. Agora a candidata Dilma perde 2 pontos dentro da margem de erro. O candidato do PSB perde 2 e o tucano continua intocável.
O mais impressionante na leitura do Datafolha, nos leva a concluir  que  se a eleição fosse hoje, a candidata Dilma  poderia ganhar no primeiro turno com os votos válidos. Mas para a minha surpresa, se tivesse um segundo turno, ela empataria com Aécio Neves e os números apresentados hoje dos candidatos que ficariam em segundo e terceiro lugar, dariam +/- um salto de 300% em relação aos dados atuais.
Como gato escaldado tem medo de agua fria, me faz lembrar o que aconteceu na eleição de Leonel Brizola para governador no Rio de Janeiro e  várias manipulações  em outros processos eleitorais depois da redemocratização, sem falar dos mesmos erros grosseiros do Datafolha apresentados em campanhas eleitorais passadas.
Para os pessimistas e os otimistas em excesso, lembro que a campanha está no começo. Ainda correrá muita água debaixo da ponte.
Aos petistas nos locais mais longínquos do Brasil, peço que segurem  firmes a bandeira do partido e garantam a vitória do nosso projeto.
É SÓ O COMEÇO...

terça-feira, 15 de julho de 2014

O tipo da divergência aonde procede a inveja e os interesses.



O repórter Gabriel Vaquer repercute o trabalho da imprensa esportiva após a vexatória eliminação do Brasil na Copa do Mundo, por incríveis 7 a 1 contra a Alemanha.

No início do programa, Gabriel dá seu pitaco sobre futebol e diz que o esporte precisa ser revisto no país.

Depois, sobre a imprensa, o repórter comenta que o trabalho na coletiva pós-derrota, de Felipão e Carlos Alberto Parreira, foi vergonhosa, com perguntas "chapa-branca".
Ele também não gostou que Neymar ganhou aplausos dos jornalistas nesta quinta (10). fonte

Ouçam

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Banco dos Brics é resposta à falta de reformas no FMI, diz Mantega


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Por Valor
SÃO PAULO  -  A criação de um banco de desenvolvimento do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, é uma resposta à falta de reformas no Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao jornal Folha de S.Paulo. O capital inicial do banco, de US$ 10 bilhões, pode chegar a US$ 50 bilhões e alcançar US$ 100 bilhões por meio de captações. “As reformas do FMI não foram implementadas e isso tornou necessário o desenvolvimento de instrumentos alternativos”, disse Mantega.
De acordo com o ministro, uma das estratégias para sair da crise mundial é aumentar investimentos em infraestrutura, mas falta crédito. “Os organismos multilaterais que existem hoje, como BID e CAF, não têm recursos suficientes”, disse, referindo-se ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e à Corporação Andina de Fomento. 
Segundo o ministro, o banco financiará não apenas o Brics e terá uma classificação de risco (rating) muito elevada para captar recursos. O grupo, contudo, terá o controle da instituição, 55% em igualdade de condições. Para fomentar a captação de recursos, serão criados fundos especiais. “Já na criação constituiremos fundos especiais de investimento. Vários fundos poderão surgir e se somarão ao capital”. 
Os acertos finais - presidência e sede - para a criação do banco dos Brics, chamado de Novo Banco de Desenvolvimento - serão definidos nesta semana em reunião de cúpula do bloco, em Fortaleza. A China quer a sede, o Brasil, a presidência, que será rotativa, com troca de comando a cada cinco anos.
Falando sobre atividade econômica, Mantega considerou na entrevista que os Brics vão continuar liderando o crescimento da economia mundial, embora tenham desacelerado. “A China não cresce mais a 11%, mas a 7,5%. O Brasil e a Rússia tiveram alguns problemas a mais, mas também vão se recuperar”. Ainda a respeito do Brasil, Mantega disse que o país pode crescer a 3%, 4%, mas não estipulou um prazo para que isso aconteça.
Para 2014, as estimativas de expansão da economia têm ficado em torno de 1%, com algumas já abaixo disso. Para 2015, rondam perto de 1,5%, segundo o boletim Focus, do Banco Central. 
Fonte:
http://www.valor.com.br/brasil/3612708/banco-dos-brics-e-resposta-falta-de-reformas-no-fmi-diz-mantega#ixzz37TNEsbsJ

terça-feira, 1 de julho de 2014

Leiam e divulguem:

Artigo: Jefferson Lima é secretário nacional de Juventude do PT

A Juventude do PT vem construindo um processo vitorioso de organização dos jovens no partido. A partir dos desafios definidos no nosso II Congresso, chegou a hora do mais importante que é colocar a pauta da juventude no centro da política das eleições de 2014

Em 2014, completou 50 anos do Golpe Civil-Militar de 1964. Realizamos diversas ações, atividades, plenárias, fóruns regionais  ao longo deste ano, mobilizando jovens em todos os estados do país e no Festival Nacional #AldeiasDaJuventude qualificado, com um alto nível de debate político, de mobilização, de formulação e animação da militância, foi central pra impactar a percepção da nossa presidenta Dilma, que esteve presente no ato político, sobre a importância deste segmento para aprofundar as transformações em curso no país, fazendo da juventude um dos temas prioritários nas eleições deste ano. A construção de todo festival foi um momento de diálogo com as juventudes que seguem mobilizadas em nosso país, na luta por mais avanços. Conseguimos articular cultura, arte e política, não apenas como fazer artístico ou tão somente instrumento auxiliar da linguagem política, mas com o campo simbólico estratégico de construção de um projeto nacional.
“Precisamos no próximo período, superar herança maldita do neoliberalismo”
O Brasil vive desde a eleição do presidente Lula um processo de mudanças no país, principalmente em relação aos jovens. No entanto, só o processo iniciado não é suficiente. Precisamos no próximo período, superar herança maldita do neoliberalismo. Temos que ter a capacidade de apresentar para a sociedade as mudanças que já efetivamos, mantidas e aprofundadas pela presidenta Dilma, bem como reforçar o debate ideológico e programático.
Como bem afirma as diretrizes aprovadas pelo conjunto da Juventude do PT, no Festival nacional e também as diretrizes gerais do PT, aprovadas no 14° encontro nacional, chegou a hora de Um Novo Ciclo de Mudanças no país, através das principais reformas para o Brasil. As contribuições dos jovens petistas ao texto de Diretrizes do Programa de Governo, “Reafirma que as manifestações de 2013 e a vontade de mudança que as pesquisas apontam nos dias de hoje são expressões da saudável metamorfose pela qual o país vem passando. Apontando, especialmente, a necessidade de ampliar as políticas relacionadas com 50 milhões de jovens brasileiros e brasileiras”
Não vivemos ainda no Brasil uma democracia consolidada. Sempre estamos sobre ameaças de setores conservadores que se organizam cada vez mais para derrotar todos os nossos avanços obtidos nos últimos 12 anos de governo do PT. Esse é o momento de consolidar os avanços e aprofundar o novo ciclo de mudanças através das necessárias reformas estruturantes, principalmente a Reforma Política e a Democratização dos Meios de comunicação. Para isso é necessário um amplo diálogo social, cultural, político com os setores progressistas e um amplo apoio popular para efetivação das principais reformas estruturais.
O que está em jogo é a disputa ideológica. De um lado, um governo progressista liderado pelo PT, que transformou a vida do povo brasileiro. Do outro lado, as forças neoliberais que querem voltar a governar o Brasil e colocar toda pauta do retrocesso e acabar com os avanços que foram implementados durante esse período.
Neste sentido o apoio da maioria da população ao nosso projeto, só será viável se conseguirmos apresentar um conjunto de mudanças necessárias para o conjunto do povo. Trata-se de uma iniciativa que levará o Brasil a um novo ciclo histórico e não apenas de desenvolvimento. É preciso fazer uma análise social desse novo país e aprofundar nosso debate conceitual, principalmente com a nova classe trabalhadora de qual país queremos a médio e longo prazo.
Na convenção nacional do PT, a presidenta Dilma apresentou o Plano de Transformação Nacional que está embasado em quatro grandes reformas: política, federativa, urbana e dos serviços públicos. Essas transformações não são promessas de eleição, elas já começaram a ser implantadas pelos governos do PT.
Existe uma possibilidade enorme de se avançar e de o Brasil dar um passo mais largo no sentido de ampliar seus canais democráticos. Para isso, é necessário passar a entender a política de forma dialógica, e não analógica. É preciso ampliar o diálogo utilizando instrumentos das ruas e das redes. Há uma nova gramática dos movimentos que precisa ser incorporada pela política tradicional. Uma nova gramática muito mais horizontal e plural.
Além disso, construir uma agenda positiva e ações de impacto na campanha é fundamental para que o tema juventude não seja só pauta de discurso. Discurso esse que deve ser cada vez mais incorporado na campanha pela coordenação, marketing e pela nossa presidenta Dilma. É preciso fazer com que a Juventude se identifique ainda mais com a política e com a luta de seu povo, estando lado a lado do PT e dos movimentos sociais na construção de um país mais justo.
Uma questão fundamental para êxito na campanha será o de articular e ampliar nosso diálogo com os mais de sete milhões de jovens e estudantes beneficiados por programas como o Pronatec, o ProUni, os jovens negros que adentraram nas universidades através das cotas, os 100 mil estudantes do Ciência sem Fronteiras e vários outros que vão ser incluídos depois da aprovação dos 75% dos royalties do petróleo e do 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação.
É importante apresentamos para o conjunto da sociedade uma nova política de Segurança Pública, que fortaleça a formação em direitos humanos para as forças de segurança pública, que aprove o fim dos Autos de Resistência, e do genocídio da juventude negra, e uma nova política de drogas que busque a aprovação do marco legal que descriminaliza os usuários de drogas e garante o uso medicinal e recreativo. É fundamental e cada vez mais necessário combater a repressão às manifestações sociais e ampliar o diálogo pela desmilitarização das polícias. Nessa conjuntura estaremos reforçando com os jovens que estão sendo beneficiados pelas conquistas do Estatuto da Juventude e pelo Plano Juventude Viva, em especial a Juventude Negra, as Jovens Mulheres, jovens rurais, movimentos religiosos, trabalhadores, etc., e envolve-los no debate do programa e na estratégia de campanha.
Entendemos que é importante aproveitar o momento propício para discutir com a juventude os problemas, os anseios e o que pensam, a partir de sua diversidade. Neste sentido o investimento em cultura e o estimulo a produção cultural, artística e simbólica é estratégico para promover a diversidade e o respeito, bem como a valorização dos conhecimentos dos povos e comunidades tradicionais e o fortalecimento das culturas populares. Para avançar neste ponto é necessário o fortalecimento das políticas de editais para projetos de juventude e cultura e a criação do vale cultura para a juventude.
Outro ponto central é a rearticulação dos partidos aliados para fortalecer uma agenda conjunta e envolvê-los na construção da campanha. É necessário o envolvimento muito forte dos estados e municípios, através de ações que mobilize as juventudes, através de espaços que envolvam os movimentos, organizações locais e os demais partidos em todo Brasil.
A campanha têm que acontecer no convívio social de cada segmento de juventude; propõe-se a partir dos setoriais onde atua a juventude, desdobrar na criação de ações nos bairros, cidades, escolas, universidades, locais de trabalho e de acordo com as bandeiras e movimentos onde atua a juventude, com a realização de encontros estaduais e a organização de comitês locais de juventude pró-Dilma nos municípios.
Este conjunto de desafios não se efetivarão se não viabilizarmos as condições necessárias na campanha. Desta forma além de garantirmos uma campanha de juventude vitoriosa nestas eleições, fortaleceremos a organização da juventude em todo Brasil.
Chegou a hora de Mais Mudanças e Mais Futuro!

Jefferson Lima é secretário nacional de Juventude do PT