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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa 2014: Um tiro no pé nos desejos da oposição e da Globo

O 12 de junho, Dia dos Namorados, trouxe para nós brasileiros um momento de expectativa que resultou numa explosão de alegria. A oposição, a Globo e setores reaças da elite brasileira apostavam no caos generalizado na abertura da Copa do Mundo no Brasil. Diziam que não ia ter Copa e muito menos empolgação. O tiro saiu pela culatra.

O que nós presenciamos ontem foi uma demonstração de brasilidade, de apoio à Seleção Brasileira e de carinho para com as seleções visitantes.
Repito, como tenho dito, todo o meu apoio às manifestações democráticas de rua, mas não podemos tolerar nem fora e nem dentro dos estádios a violência, o desrespeito e os xingamentos de baixo calão.

As chamadas vaias para a presidenta Dilma e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, por si só poderiam ser consideradas como um ato normal dentro de um estádio de futebol. Não consigo lembrar de políticos que não levaram vaias em estádios. Como já dizia Nelson Rodrigues, torcidas vaiam até mesmo minuto de silêncio. Mas o problema não é este, e sim a falta de educação das palavras de baixo calão surgidas especialmente do setor VIP, aonde estavam os beneficiados pelos governos Lula e Dilma. Não devemos nos esquecer que são os mesmos que tem assento na Bolsa de Valores. Isto sim é uma falta de caráter, um distúrbio de personalidade e uma violência.

A presidenta Dilma foi barbaramente torturada pela ditadura militar, assim como outros, para garantir a todos nós, inclusive esses caras de pau, a liberdade de vaiar. Ela jamais temerá esta meia dúzia de "come-mortadelas e arrota-caviar", e que miam diante do primeiro grito de um soldado raso (com todo o respeito que eu tenho à categoria).

Temos consciência de que essas coisas não acontecem de graça, é uma preparação para se desenvolver durante o processo eleitoral que se avizinha. Não desejamos a divisão do País entre brasileiros, mas não vamos baixar a cabeça e tolerar o ódio pregado pelos maus brasileiros. Estamos preparados para o que der e vier. Vai chegar um momento em que teremos a oportunidade de mostrar a diferença entre os que fazem a melhoria a favor do povo brasileiro e os que gritam, mas que nunca fizeram melhorias.

A Copa começou, ganhamos a primeira partida e com certeza vamos lutar para ganhar a taça e a disputa eleitoral. Que venham, estamos dispostos ao diálogo, mas estamos, sobretudo, preparados para a briga.

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