Botao share

sexta-feira, 27 de junho de 2014


Os petistas que não gostaram da entrevista do Gilberto de Carvalho são aqueles que ainda acreditam que "Papai Noel existe"

No dia 23 de junho, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto de Carvalho, deu uma entrevista para a jornalista Natuza Nery, da Folha de São Paulo, na qual faz uma análise, na minha opinião sucinta e corajosa, sobre o papel do PT e do governo diante dos fatos ocorridos na atual conjuntura, especialmente em relação à Copa do Mundo no Brasil e ao sentimento da população em relação ao Partido e ao Governo na administração dos rumos do País.

O Partido, nos seus 34 anos de existência, se pautou por um comportamento diferenciado da velha política tradicional. Com o seu crescimento e a chegada ao poder fomos até certo ponto tomando rumos diferenciados daquele o qual nós nos pautamos na nossa linha de atuação política, seja como um filiado, um dirigente, um gestor ou como grandes personalidade do Partido. É lógico e evidente que vários comportamentos muitas vezes de caráter meramente individual fogem ao controle das regras disciplinares que norteam a vida partidária. Eis aí a razão do Gilberto de Carvalho ter posto os pingos nos is.

Aqui no Partido criticar, fazer autocrítica, chamar a atenção para os desvios não pode ser considerado "sincericídio". Pelo contrário, é sobretudo um dever e uma questão de lealdade para garantir a permanência e a confiança do conjunto da população num projeto que construímos às duras penas. Aqui não deve prevalecer o individualismo ou o personalismo, a começar do ex-presidente Lula até o militante no mais distante recanto do País. Seja qual for a função desempenhada dentro do Partido, nenhum de nós pode se arvorar como dono absoluto do PT porque este Partido pertence a centenas de milhares de filiados e é observado a olho nu pelo povo brasileiro.

Temos o direito de errar, mas temos, sobretudo, o sagrado direito, não só de reconhecer, mas de corrigir os erros, e não tem essa história de não poder criticar porque se trata de figurões abrigados no governo ou na legenda.

Cometemos sim erros e alguns desvios que, necessariamente, não refletem o comportamento da grande maioria dos filiados do nosso Partido. Combatemos veementemente os projetos de caráter pessoal ou de grupos -"igrejas". Infelizmente vivemos numa conjuntura aonde a maioria das velhas raposas políticas não se propõem a fazer uma profunda reforma política eleitoral neste País. Não podemos ter uma política de caráter ideológico numa legislação que permite de certa forma a criação de um conjunto de partidos que são verdadeiros balcões de barganhas. Isto vale para todos os governos. Diga-se de passagem, que esta é, possivelmente, uma das maiores heranças malditas que nós recebemos enquanto governo.

Num país para se ter uma democracia com corte ideológico e representativo não precisa de mais do que meia dúzia de partidos. E temos sim que reconhecer que vários setores da população, insuflados e influenciados pela grande mídia, nos consideram hoje iguais a qualquer partido. Cometemos erros, mas na minha opinião, não somos e nem seremos qualquer partido porque o grande conjunto de filiados não permite que o PT tome este rumo. Temos enquanto filiados/dirigentes a obrigação de reconhecer os erros, corrigi-los e pedir desculpas ao povo brasileiro dependendo da gravidade dos mesmos.

É assim o caminho para se construir uma democracia duradoura e um sério partido de esquerda. Parabéns, Gilberto de Carvalho!

Folha
 
Ministro vê sentimento generalizado e diz que partido alimenta 'ilusão' de que 'povo pensa que está tudo bem'
 
NATUZA NERY
 
O ministro Gilberto Carvalho afirma que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação da população com o governo da presidente Dilma Rousseff e tem alimentado a "ilusão" de que "o povo pensa que está tudo bem".
 
"Acho um erro de diagnóstico", diz o ministro, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, em entrevista à Folha. "E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio."
 
Carvalho, que condenou as vaias e xingamentos dirigidos a Dilma na abertura da Copa do Mundo, contrariou o discurso adotado pelo PT para reagir ao dizer, na semana passada, que os ataques não partiram só da "elite branca".
 
O ministro diz que seu objetivo foi alertar para a generalização da insatisfação com o governo, fenômeno que, na sua opinião, tem origem num pensamento conservador ampliado com ajuda da mídia.
 
Carvalho acredita que a presidente vai se reeleger em outubro, porque aposta que o PT conseguirá "furar esse grande bloqueio" na campanha e mostrar aos eleitores as realizações dos governos petistas nos últimos 12 anos.
 
Folha - A afirmação de que o xingamento contra Dilma não partiu só da "elite branca" foi uma espécie de sincericídio?
 
Gilberto Carvalho - Não. Foi muito consciente. Tenho feito esforço enorme para ter muita sintonia com as ruas e para não romper com aquilo que considero justo e honesto, mesmo que me custe. Prefiro ser criticado de sincericídio do que me omitir.
 
Levou puxão de orelha?
 
Nenhum.
 
Mas reclamaram anonimamente pelos jornais...
 
Só pelas costas [risos]. A única coisa que me incomoda é que a palavra "sincericídio" me subestima, me desqualifica, como se fosse um igrejeiro ingênuo. Repudio [o xingamento]. Uma chefe de Estado, uma mulher, uma pessoa que dá a vida pelo país, por sua história passada e presente, não pode ser alvo disso.
 
Já houve xingamentos antes.
 
No show do Rappa [em Ribeirão Preto, em maio]. Quando ouvi o xingamento no estádio, lembrei do show. Confirma um clima estimulado por opiniões na linha de criminalizar tudo que é da política com ódio e adjetivação. A pregação reiterada, acentuada no tempo do mensalão, difere de outros erros.
 
Como assim?
 
Não nego atos de corrupção que tivemos. Infelizmente, eles aconteceram, têm de ser reprovados. Esses atos nos doem primeiro a nós mesmos.
 
O problema é o tratamento que se dá a erros dos outros, como o mensalão tucano, que se chama de mensalão mineiro, nem do PSDB dizem que foi. A compra de votos para reeleger [o ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso], que não passou por nenhuma investigação porque havia naquele tempo um esquema para impedir.
 
Precisamos ter clareza disso e combater, porque, do contrário, começa a ganhar corpo uma opinião cada vez mais ampla de que nós estamos prejudicando o país, de que inventamos a corrupção.
 
O que baseou sua constatação sobre a "elite branca"?
 
Quando chego em Curitiba e encontro um garçom falando que o PT é o mais corrupto da história. Quando vejo em Fortaleza meninos cobrando a questão da corrupção. Quando vi no metrô meninos entrando e puxando o coro do mesmo palavrão usado no estádio, não posso achar que é um fenômeno apenas na cabeça daquilo que está se chamando de elite branca.
 
Há, sim, um pensamento conservador que se expressa fortemente por meio dos veículos de comunicação e que opera um cerco contra nós. E esse cerco tem dado resultado, na medida em que ganha amplitude.
 
E qual o efeito sobre a eleição?
 
Tenho muita convicção de que vamos ganhar. Conseguiremos furar esse grande bloqueio porque vamos poder mostrar para o país, num debate aberto, sem mediações, o que de fato foi e está sendo realizado. Essa minha fala está muito voltada para a necessidade de fazermos uma grande mobilização que não parta da ilusão de que o povo pensa que está tudo bem.
 
Mas estão negando isso no PT.
 
Acho um erro de diagnóstico. E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio.
 
Para petistas, o xingamento surgiu da área VIP do estádio.
 
Difícil identificar. Nem quero entrar nessa polêmica. O problema não é de onde surgiu, é a generalização. Olha, nós estamos felizes com a Copa, festejando até agora [bate três vezes na madeira, com punho direito fechado], porque nenhuma previsão catastrófica desses setores conservadores se confirmou. O país passa até agora muito bem pelo teste.
 
A frase da "elite branca" renega a ideia de Copa para todos?
 
Nós não trabalhamos como trabalhamos para popularizar a Copa para isso. Os estádios estão povoados de brasileiros e estrangeiros que vêm também de setores populares. Fizemos coisas importantes como meia entrada, ingressos para áreas do Bolsa Família, para idosos, portadores de deficiência. Brigamos com a Fifa.
 
Então não vou entrar nessa contradição de dizer que só a elite estava no Itaquerão. Se começou com a elite, e pode ter começado, preocupa ter ganhado adesão mais ampla.
 
Mas foi Lula quem puxou esse discurso...
 
Não vou polemizar com Lula nem com meus companheiros. Quero é trazer de volta essa gente, não quero generalizar e colocar os torcedores do Itaquerão do outro lado. Mesmo aqueles que xingaram a Dilma, de maneira inadequada, eu os quero conosco. Quero fazer pontes, não jogá-los do outro lado, na mão de quem quer tê-los.
 
O sr. disse que a imagem de partido corrupto "pegou" em setores mais populares.
 
Tenho certeza de que o PT tem na sua imensa maioria uma gente muito séria, honesta. Agora, precisamos de fato ter um rigor interno ético muito grande. Lutar desesperadamente pela reforma política para mudar o indutor da corrupção, que é o financiamento empresarial de campanha. Sinto isso na carne.
 
Na carne?
 
Porque vejo companheiros que acabam se enrolando muitas vezes nesses processos de corrupção, em grande parte induzidos por uma prática tradicional no país e que antes, insisto, não aparecia, porque não se investigava.
 
Se houvesse o mesmo padrão de investigação que nós tivemos nesses últimos 12 anos, muita gente do governo anterior estaria na cadeia.
 
Fala de quais companheiros?
 
Não quero personalizar.
 
O sr. é responsável pela interlocução com os movimentos sociais, mas hoje o PT paga militância em campanhas.
 
Acho que que, na justa medida em que nós nos tornamos uma grande instituição, fomos nos burocratizando. O PT trouxe inovações fundamentais para a ampliação da participação das pessoas na política e dar protagonismo a setores populares marginalizados. Mas o vírus da velha política também nos contaminou, em parte.
 
Acho que não temos que sonhar romanticamente em reconstruir o PT de 1982, mas precisamos reconquistar o sentido coletivo de fazer política. Reanimar a militância. Na medida em que a gente foi se verticalizando, fomos nos tornando mais pragmáticos, perdendo a nossa mística.
 
Será uma eleição mais difícil?
 
Não tenho dúvida. Mas vamos ganhar. Há três candidaturas com certa viabilidade, com gente que saiu do nosso projeto [Eduardo Campos].
 
Dói para Lula ter Eduardo Campos como adversário?
 
Sempre percebo um lamento. Não só pelo fato de ser amigo, também por ser do nosso projeto. Mas acho que não é o fim da linha. Espero que a gente se reencontre.
 
O sr. falou que o PT se burocratizou. Como mudar?
 
Precisamos produzir um grande debate interno. Acho que Lula tem toda condição de capitanear isso. Temos que rejuvenescer o partido.
 
Com Lula candidato em 2018?
 
Não acho que é contradição. Ele tem uma incrível capacidade de criar o novo.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Eventual Ministro de Aécio Neves diz que salário mínimo está alto


Eventual Ministro de Aécio Neves diz que salário mínimo está alto

Clique aqui para ver o video.

O economista Armínio Fraga, cotado para ser ministro da Fazenda num eventual governo Aécio Neves, defendeu propostas liberais que serão aplicadas logo no início do mandato.

Armínio Fraga disse que “o custo de tomar as medidas porventura impopulares é muito menor do que o de não tomar”.

Como era de se esperar, as medidas somente pensam o mundo para a classe mais rica do país, direcionando o ônus somente para a classe média e pobre, o que faz resgatar a sociedade liberal do início do século XIX.

As declarações de Fraga vieram com dois recados bem claros:

a) o gasto público está elevado (o que inclui gasto com funcionários públicos);

b) o salário mínimo cresceu demais nos últimos anos.

Ora, o funcionalismo público não é o vilão do Brasil.

O engraçado disso tudo, é que não foi anunciado absolutamente nenhum ônus direcionado à classe mais rica, como por exemplo, cobrar impostos dos mais ricos em índices similares aos grandes países do mundo, já que o Brasil taxa muito pouco os ricos.

E as arbitrariedades que os banqueiros fazem com a população?

Além disso, discutir redução de ministérios e arrochar o salário do funcionalismo público são medidas muito simplistas e insignificantes diante da grandiosidade dos problemas econômicos do Brasil, que envolvem juros, arrecadação de impostos, taxação justa dos mais ricos, aumento de exportações, quebra de monopólios capitalistas, incentivo à agricultura de médio e pequeno porte etc.

Dizer que o salário mínimo está alto, com todo respeito, é um dos maiores equívocos que já li nos últimos anos.

Justificar arrocho salarial em cima da população pobre, sob a justificativa de crescimento e liberdade de empresa, não tem fundamento ético, político e econômico algum, principalmente, num país em que o salário mínimo não consegue pagar uma alimentação adequada para uma família.

Assim, entendo que é possível o Brasil continuar crescendo sem adotar medidas que detonem a classe média e pobre.

Sinceramente, espero que o candidato Aécio Neves não siga essa linha, que já levou inúmeros países à ruína ao longo da história, e declare, em campanha, que jamais irá praticar esse tipo de política econômica.

 


 

“Essa é só uma das escandalosas propostas do candidato do PSDB, começando pelo mundo do trabalho, que inclui emprego e salário.”

PIB dos EUA cai 2,9% no primeiro trimestre de 2014


Economia americana recuou 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Trata-se da maior queda do PIB em cinco anos

 
Washington - A economia dos Estados Unidos recuou 2,9% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado. Trata-se da maior queda do PIB em cinco anos, segundo a estimativa final do Departamento de Comércio divulgada nesta quarta-feira.

Após um aumento de 2,6% no último trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) americano contraiu-se 2,9% entre janeiro e março, enquanto os analistas esperavam uma contração de 1,8%.

Essa cifra indica uma deterioração significativa em relação à última estimativa de maio, que indicava uma retração muito menos acentuada (de 1,0%), a primeira da economia americana nos últimos três anos.

O recuo da primeira economia do mundo é o mais intenso desde os primeiros três meses de 2009, época em que os Estados Unidos enfrentavam a recessão da crise financeira, quando o PIB caiu 5,4%.

Os dados não significam, contudo, o retorno da recessão, que se define tecnicamente por dois trimestres consecutivos da queda do PIB.

Ao contrário, o Federal Reserve, banco central americano, prevê um incremento sensível da atividade no segundo trimestre.

As causas

Um inverno particularmente rigoroso no início do ano afetou quase todos os setores da economia, de acordo com o Departamento de Comércio.

A contração do primeiro trimestre "reflete contribuições negativas dos estoques, das exportações, dos investimentos domésticos e estrangeiros, assim como dos gastos dos governos estaduais", informou o Fed em um comunicado.

O consumo motor do crescimento, que chegou a 1%, desacelerou em comparação com o último trimestre de 2013, quando havia registrado uma alta de 3,3%.

Enquanto isso, os investimentos privados caíram 11,7%, com uma contração do investimento doméstico de 4,2% e um retrocesso do investimento estrutural de 7,7%.

O gasto público seguiu uma trajetória parecida, com uma queda de 0,8%, principalmente no setor de defesa (-2,5%), apesar da contribuição do Estado federal ter sido globalmente positiva.

As exportações americanas retrocederam 8,9%, praticamente dissipando o avanço de 9,5% registrado no último trimestre de 2013, enquanto as importações cresceram 1,8%.

Além disso, o aumento limitado nos estoques das empresas reduziu 1,7 ponto porcentual do PIB em comparação com a primeira estimativa no final de maio.

Os estoques das empresas subiram 45,9 bilhões de dólares nos três primeiros meses do ano, contra uma alta de 111,7 bilhões de dólares no quarto trimestre de 2013.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/pib-dos-eua-cai-2-9-no-primeiro-trimestre-de-2014

 

"A grande imprensa tentou esconder o resultado do PIB americano, se tal fato tivesse se dado com a economia brasileira, o fato por si só teria se transformado em um verdadeiro escândalo. Não é atoa que eu falo sem titubear, a imprensa Brasileira tem cabeça americana."

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Em convenção nacional, PROS confirma apoio à reeleição de Dilma Rousseff
Carolina Martins, do R7, em Brasílila 


Dilma Rousseff e Ciro Gomes24.06.2014/Estadão Conteúdo

Em sua primeira convenção nacional, realizada nesta terça-feira (24), o PROS confirmou apoio à base aliada do governo e à campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. O presidente do PROS, Euripedes Junior, fez o anúncio oficial na presença da presidente. De acordo com Junior, quase 95% dos votos foram a favor da aliança nacional com o PT.

— Eu que sempre votei no PT, não é agora que vou deixar de votar. Com 94,5% dos votos, o PROS declarou que vai apoiar o PT. Dilma Rousseff como presidente e Michel Temer como vice.

O ex-ministro e atual secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes, também participou da convenção e fez questão de declarar sua confiança em Dilma Rousseff. Ele citou a luta da presidente contra a ditadura, afirmando que o fato já revela o amor que Dilma tem pelo Brasil. Para Ciro, ela é a pessoa ideal para governar o País.

— Há um sofrimento do povo brasileiro que é projetado sobre Vossa Excelência, não porque Vossa Excelência seja responsável, mas porque Vossa Excelência é a confiança e a esperança. Nós achamos que o Brasil, em suas mãos, será capaz de conhecer uma nova e profunda geração de mudanças.

O governador do Ceará, Cid Gomes, não compareceu ao evento por recomendações médicas. Ele passou mal durante o fim de semana, na convenção regional do PDT, e ficou em Fortaleza (CE). O vice-governador do Estado, Domingos Filho, representou o governo do Ceará na convenção.

A relação do PT com os irmãos Gomes é antiga. Ciro foi ministro de Estado durante o governo Lula. Nas eleições de 2010, ele abriu mão da candidatura à presidência da República pelo PSB para apoiar a campanha de Dilma.

Para as eleições de 2014, Ciro e Cid Gomes decidiram abandonar o projeto do PSB por serem contra a candidatura do presidente do partido, Eduardo Campos. Assim que os socialistas entregaram os cargos que tinham no governo, em setembro do ano passado, e anunciaram a retirada da base aliada, os irmãos Gomes se posicionaram contra a decisão.

Depois de um mês de negociação, a família Gomes anunciou a saída do PSB e a filiação ao recém-criado PROS.​ Está é a primeira eleição em que o partido vai disputar cargos eletivos. Todos os políticos filiados foram eleitos por outras legendas e trocaram de agremiação após a criação do PROS.
Na Eurocâmaras, Lula critica o pessimismo com o nosso país
   Jornal GGN - A Eurocâmaras e a Câmara de Comércio França-Brasil realizaram ontem (24), em São Paulo, um evento que contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o ex-presidente demonstrou empolgação com a Copa do Mundo, criticou o pessimismo com o nosso país, defendeu a distribuição de renda como motor para o crescimento e falou sobre a importância do Brasil para a União Europeia e do Mercosul para o Brasil.

Sobre a Copa do Mundo

Descontraído, o ex-presidente Lula abriu o evento falando sobre a Copa do Mundo: “Eu espero que um dos países das Câmaras estrangeiras aqui presentes possa estar na final. Com a expectativa de que ninguém ouse levar a taça”.
Antes de subir ao palanque, o ex-presidente pediu à organização do evento que exibisse um vídeo de uma catadora falando sobre a Copa do Mundo. “Ela conquistou cidadania, consciência política”, disse. Então, citou Joãosinho Trinta quando respondeu às constatações de que a quadra da escola era um lugar luxuoso. “O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual”.

Em seguida, rebateu as críticas pessimistas sobre a capacidade do Brasil de sediar o evento. “Nos últimos dois anos, foi criada uma expectativa negativa. As pessoas diziam, em relação à Copa, com a maior desfaçatez: ‘Não vai ter estádio, não vai ter aeroporto, não vai ter metrô, vai ter manifestações’. Agora, os mesmos jornais estão se rendendo: ‘É a melhor Copa do Mundo da história’”.
Incentivado por uma pergunta da plateia, Lula tornaria a tocar no assunto antes do fim do evento. “Eu não quero escolher adversário, só me importa que um dos times da final seja o Brasil. Mas qualquer time que ganhar, a Copa do Mundo já foi um sucesso, de público e de gols. Na Bahia, em três jogos foram 17 gols, mais do que toda a Copa dos Estados Unidos”, brincou. “A Inglaterra já está indo embora porque não está acostumada a jogar em estádios tão bons”.

Sobre a importância do Brasil para a União Europeia

Sem perder de vista as relações do Brasil no Mercosul, Lula defendeu a criação da União Europeia como um patrimônio da humanidade. “Imaginar que os países pudessem construir uma relação multilateral sem abdicar da soberania é uma aula de democracia”, afirmou.

Então, falou sobre os investimentos do Brasil na região durante o governo do PT. Disse que, apenas em 2013, o país fez aportes na casa de € 21 bilhões na União Europeia, com investimentos principalmente na Espanha e Portugal, e defendeu que o Brasil é o segundo maior investidor estrangeiro na região.

“Em 2002, tínhamos um fluxo [da balança comercial] de US$ 29 bilhões com a União Europeia. Hoje, temos um fluxo de US$ 99 bilhões”, detalhou. E afirmou que o Brasil atualmente só exerce de 20 a 30% do potencial de negócios que tem com a região.
Falou também sobre a inclusão social como motor do crescimento da economia. “O mundo rico precisa criar novos consumidores para continuar a crescer. Se quem hoje não tem nada começar a consumir, a economia vai dar um salto”.

Sobre a importância do Mercosul para o Brasil

Questionado se o Mercosul ainda representa uma oportunidade para o Brasil, ou se já se tornou um problema, Lula defendeu a importância estratégica de se fazer negócios com os vizinhos. “O Brasil tem 16 mil quilômetros de fronteiras com outros países da América Latina. Não dá pra gente ter fronteira com os países da América Latina e querer vender para os Estados Unidos. Temos que continuar valorizando nossos vizinhos”, respondeu.

De acordo com o ex-presidente, o Brasil tem uma responsabilidade com a região e o Mercosul. “Às vezes, precisamos fazer coisas menores do que gostaríamos, mas fazemos porque, como maior economia e maior população, queremos trazer eles conosco. Eu estou convencido de que o crescimento do Brasil será junto com a América do Sul”, admitiu.

“A América Latina tem um PIB de quase US$ 6 tri. Quando eu me aproximei da América Latina falaram que eu era maluco, que eu devia me aproximar da Europa. Mas a Europa só queria me vender, não queria me comprar”, disse.

“Se estivéssemos aqui seis anos atrás, vocês me diriam que a Bolívia não vai dar certo, que aquele índio não tem competência. Hoje a Bolívia tem o maior período de tranquilidade democrática dos últimos tempos, eles têm US$ 15 bilhões de reserva”, defendeu.

Sobre a prioridade em políticas sociais do governo brasileiro

Lula voltou a afirmar o compromisso do governo do PT de priorizar políticas sociais. “O Bolsa Família hoje é apontado pela ONU como o maior programa de transferência de renda do mundo. O Bolsa Família tem que estar no orçamento da União”, disse.

Além disso, falou sobre a manutenção da inflação com baixos índices de desemprego e boa remuneração. “Vocês se lembram que neste país diziam que não podia aumentar o salário mínimo por causa da inflação. Nos últimos 12 anos, aumentamos o salário mínimo em 72% e geramos 20 milhões de empregos formais. O chamado mundo desenvolvido fechou as portas para 62 milhões de postos de trabalho. Controlar a inflação com desemprego é fácil, mas controlar a inflação com emprego e aumento de salário é pouco usual”.

De acordo com Lula, nos últimos anos, a renda da sociedade brasileira cresceu 35% e a renda dos mais pobres cresceu 70%. “Nós vamos levar a inflação para dentro da meta distribuindo renda”, afirmou.

Sobre os problemas logísticos advindos da ascensão da classe C, Lula comentou: “Tem gente incomodada que o povo tá andando de carro. Eu passei a vida inteira fabricando carro, eu não tenho o direito de ter um? Os prefeitos que construam mais ruas. Eu não vou olhar na cara do pobre e dizer que ele não pode ter carro. Ele pode ter tudo que tiver capacidade de produzir”.

Ele também falou sobre o aumento na concessão de crédito. De acordo com o ex-presidente, em 2002 foram disponibilizados R$ 380 bilhões de crédito, versus R$ 2,7 trilhões atualmente. “Uma vez me perguntaram se eu era comunista ou socialista, eu respondi: ‘eu sou torneiro mecânico’. Eu nunca fui comunista, mas um país capitalista não pode crescer sem capital. Nós criamos crédito para as pessoas, para o grande, para o médio e para o pequeno. Hoje, cooperativas de catadores pedem empréstimos para o BNDES ao lado de grandes empresários. E o BNDES tem inadimplência zero”.

O ex-presidente destacou a inclusão dos brasileiros no sistema financeiro. “Em 2002, 70 milhões de brasileiros tinham conta bancária. Hoje são 120 milhões. Mais 50 milhões de pessoas. Colocamos uma Colômbia e um Paraguai juntos no sistema financeiro”.

Por fim, Lula falou sobre como a inclusão social é boa para a economia. “Quando fizemos o Luz para Todos fomos criticados, ‘de novo o pobre, o Lula só pensa no pobre’. Mas quando chegou a luz na casa do pobre, 80% comprou televisor, 70% comprou geladeira. O que aconteceu foi que as empresas ganharam dinheiro”.

Sobre os investimentos em educação

Respondendo às críticas de governo assistencialista, Lula falou sobre os investimentos realizados em educação. “Nós conseguimos que 70% dos royalties do petróleo vão para a educação. Abrimos 18 universidades federais, 365 escolas técnicas, mais o Prouni, mais o Reuni, além do Ciência sem Fronteiras”, detalhou. “O Brasil levou quase um século para chegar em três milhões de jovens matriculados em universidades. Nós, em 12 anos, chegamos em sete milhões”.

Adiantou, então, que a presidente Dilma vai anunciar, em breve, um novo programa de valorização da ciência e tecnologia, mas não deu detalhes. Depois, perguntado sobre o assunto, o presidente defendeu o programa como solução para o problema de produtividade que aumenta o Custo Brasil e atrapalha a competitividade.

Sobre o pessimismo do empresariado

Lula demonstrou muito otimismo com os rumos do Brasil e rebateu diversas críticas feitas ao país. “Eu imagino que as pessoas não têm muita noção, ou não querem ter, sobre as coisas no Brasil. O Brasil não é mais aquele paisinho 18ª economia do mundo, 12ª economia do mundo, que só saía em foto da Candelária. O Brasil pode ser a 5ª maior economia do mundo em pouco tempo”, constatou.

E então deu uma série de dados atualizados, sempre perguntando ao final “Quantos países têm indicadores como esses?”, “Em que outro país do mundo isso aconteceu?”,
“Que outra economia teve um desempenho como o nosso?”.

Segundo Lula, nossas reservas atuais correspondem a 18 meses de exportações, a dívida líquida foi reduzida e a dívida bruta estabilizada, a inflação está dentro das metas. “Qual foi o país que ergueu praticamente do zero uma indústria naval que hoje já emprega 80 mil pessoas?”, “Que outra economia emergente tem uma matriz tão limpa e diversificada?”, “Dos emergentes, quem conseguiu levar energia para 30 milhões de casas?”, “O fluxo da balança comercial era de US$ 107 bilhões em 2007, hoje, é de US$ 482 bilhões. E se não fosse a crise estaria na casa de US$ 600 bilhões”, “O superávit primário médio é de R$ 3,58 bilhões. Nenhum país do mundo produziu isso”.

O ex-presidente ainda sabe vender muito bem o Brasil. Ao final da apresentação de quase uma hora, o público presente aplaudiu de pé. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Futebol combina com grito de guerra e multidões, eleição se ganha com voto

Passado doze dias do início da abertura da Copa do Mundo no Brasil a mudança de comportamento da mídia e de vários comunicadores da opinião pública mudaram da agua para o vinho. Mais precisamente, desde o início do ano vários movimentos alguns de caráter social e outros sem liderança e sem comando puxaram várias manifestações, aproveitando a oportunidade da aproximação da abertura da Copa para fazer os mais variados tipos de reivindicação para as suas categorias. As palavras de ordem eram as mais variadas, algumas se pautavam sobre os gastos da Copa, em especial, com a construção das arenas e segundo eles o não cumprimento das propostas de execução de obras de infraestrutura voltadas para a mobilidade urbana, aeroportos, e preços de hospedagem e pacotes. Até aí são reivindicações justas que podem ser feitas em qualquer momento, antes, durante e depois da Copa.

 Por outro lado, junto a estas manifestações constataram-se verdadeiras infiltrações de grupos de caráter anarquista e outros, com o intuito de criar um ambiente de baderna e prejudicar o verdadeiro sentido dos movimentos. Sejam os reais movimentos e outros de caráter duvidosos foram durante meses incentivado por setores da mídia e por jornalistas ou a serviço das redações ou porque tinham de fato visões contrárias a realização da copa, insuflaram cotidianamente os movimentos a contestarem abertamente a ordem e o governo democraticamente eleito. E logico para disfarçar incluíam também o papel da Fifa assim como que o governo fosse sócio da federação internacional de futebol. Diziam em alto e bom som de que dificilmente se realizaria a contento a Copa do Mundo, porque os aeroportos, a mobilidade urbana e outras áreas estruturais não teriam sido totalmente concluídas. Nunca o governo disse que as obras em execução seriam exclusivamente para cumprir desejos da FIFA ou para realização da Copa do Mundo. Eram e são legados que se iniciaram antes e continuarão durante e depois da Copa. Veio a Copa do Mundo, os aeroportos continuaram de pé, a mobilidade urbana funcionou a contento, e os pregadores do "quanto pior melhor" a doze dias estão simplesmente mudos. Os visitantes de outros países estão encantados com a receptividade do povão brasileiro, as arenas estão totalmente lotadas, o Brasil vibra no seu espirito cívico, e os maus brasileiros "desapareceram".

O foco da oposição não era e não é a Copa do Mundo, é as eleições presidenciais de 2014 e o medo de que o governo tire proveito dos resultados positivos da Copa. Temos consciência de que a mentalidade do povo brasileiro mudou totalmente em relação ao atraso tacanho da elite brasileira. Aí está o resultado positivo da Copa, depois vem as eleições e esta sim, estamos preparados sem utilizar a taça da qual espero que o Brasil seja o vencedor.

Nas eleições, vamos confrontar com os adversários políticos e a mídia reacionária o projeto de Brasil, construído nestes doze anos de governos do PT, do Lula e da Presidenta Dilma. Quem viver verá. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Em texto publicado na Folha de S. Paulo de hoje, o colunista Ricardo Melo faz uma análise primorosa sobre Aécio Neves. Tenho dito e repetido: Minas Gerais e Pernambuco precisam passar pelo Brasil, a verdade seja dita!

Leia abaixo o texto:

Os esqueletos de Aécio
Ricardo Melo

Sombras permanecem na biografia do tucano; cabe ao eleitor medir a sinceridade de seus depoimentos
...
Ninguém é obrigado a ser candidato a presidente. Mas quem abraça a causa deve saber que sua vida está sujeita a ser esquadrinhada --Mirian Cordeiro que o diga. O tucano Aécio Neves, agora candidato oficial do PSDB, parece incomodado nesta missão.

Ainda pré-candidato, Aécio começou mal. Decidiu fugir de perguntas incômodas, atacar as críticas como obra de um submundo e acionar a Justiça para tentar limpar uma biografia no mínimo controvertida. Nada a favor dos facínoras que inventam mentiras em redes sociais para desqualificar adversários. Mas daí a ignorar questionamentos vai uma distância enorme.

A repórter Malu Delgado, da revista "piauí", prestou um belo serviço ao escrever um perfil do tucano. Lá estão prós e contras, alinhados com sobriedade e rigor jornalístico. Cada um que chegue às suas conclusões. Por enquanto, elas soam desfavoráveis ao candidato.

Deixe-se de lado qualquer falso moralismo. É direito do eleitor sabatinar quem se propõe a dirigir o país. A fronteira entre o público e o privado se esmaece, sem que isso signifique a condenação a priori de qualquer um.

Vídeos na internet mostram práticas nada republicanas, como gostam de falar, por parte do então governador de Minas Gerais. Entre outras façanhas em bares e blitze, montou uma tropa de choque midiática para sufocar críticas.

Tanto fez que a guilhotina tucana decapitou sem piedade inúmeros jornalistas em Minas Gerais. Os testemunhos estão à disposição, basta querer ver e ouvir.

Sombras permanecem. A questão das drogas é uma delas, e cabe ao candidato refutá-las ou não; ao eleitor, mensurar a sinceridade dos depoimentos e até que ponto o tema interfere na avaliação do postulante. Aécio tem se embaralhado frequentemente no assunto. Adotou como refúgio a acusação de que tudo não passa de calúnias. Ao vivo, acusou jornalistas reconhecidamente sérios de dar vazão a rumores eletrônicos. Convenceu? Algo a conferir.

Na reportagem citada, destaca-se um mistério. Uma verba de R$ 4,3 bilhões, supostamente destinada à saúde, sumiu dos registros oficiais do Estado. Apesar de contabilizada na propaganda, a quantia inexiste nos livros de quem teria investido o dinheiro.

O caso foi a arquivo sem ter o mérito da questão examinado. A promotora autora da denúncia insiste na ação de improbidade. Na falta de esclarecimentos dos acusados, aguarda-se o veredicto da Justiça.

Esqueletos à parte, na convenção de sábado (14) Aécio teve a chance de ao menos apresentar um programa que justificasse a candidatura. Perda de tempo. O evento faria corar a banda de música da finada UDN. Discursos mirabolantes se esforçaram para preencher o vazio de alternativas.

Ouviram-se insistentemente anátemas contra a corrupção. Ninguém se referiu, contudo, às peripécias do mensalão mineiro e às manobras, também nada republicanas, do correligionário Eduardo Azeredo para escapar de uma condenação.

O distinto público continua sem saber se o salário mínimo vai mudar, se a aposentadoria fica como está, se haverá um tarifaço e quais medidas um governo tucano propõe para melhorar o bem-estar do povo. Ministérios serão cortados, esbraveja o senador. Mas quais? A reeleição, comprada a peso de ouro pelo seu partido na gestão FHC, vai mesmo acabar? A respeito disso tudo, o que ressoa é o eco das tais "medidas impopulares".

Em lugar de propostas, metáforas mal construídas que começam com brisa, crescem para ventania e acabam em tsunami. Talvez porque Minas não tenha acesso ao mar.

Se quiser seguir em frente, Aécio Neves está muito a dever. Saiu da zona de conforto mineira, em que a imprensa é garroteada impiedosamente para abafar desmandos de gestão. O jogo mudou, e o neto de Tancredo deve providenciar urgentemente garrafas para vender.

Não adianta apostar apenas no erro do adversário. Amante de relógios caros, muitos deles capazes de quitar com seu valor dezenas e dezenas de prestações de aspirantes a uma casa própria, o tucano já deveria ter aprendido que quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Copa: A derrota da Globo e dos maus brasileiros

No dia de ontem, 15 de junho, foi realizada no Rio de Janeiro o jogo da Argentina e Bósnia em um dos estádios símbolos do futebol brasileiro, o Maracanã. Das 12 arenas escolhidas para sediar os jogos falta apenas a Arena da Baixada, em Curitiba. Estou fazendo este relato com uma sensação de alegria e uma ponta de desabafo.

Para o Sistema Globo de Televisão, seus bajuladores e os maus brasileiros que gritaram o tempo todo que as arenas não ficariam prontas, inclusive a do Corinthians, sede da abertura em São Paulo, eis a prova do grau de maldade que alcança a elite brasileira.

Além das arenas, diziam que não teriam a presença significativa de estrangeiros no Brasil porque achavam que a imagem de guerrilhas que eles passaram muitas vezes montada para o exterior, a fim de amedrontar os turistas, foi em vão. O País está repleto de turistas carinhosamente bem recebidos pelos bons brasileiros.
 

Diziam que os aeroportos não tinham condições de receber as delegações, não se ouviu a mínima reclamação de um turista na chegada ao Brasil. Outro tiro no pé.

Diziam que a mobilidade urbana não funcionaria e que teríamos enormes gargalhos de congestionamento. Outro furo, pois não aconteceu o que os maus brasileiros desejavam nem em São Paulo. Num dia de semana e na maior metrópole do Brasil. A Copa segue, o entusiasmo é total, os estádios, aeroportos e a mobilidade funcionam a contento.

É mais um exemplo daqueles que nascidos aqui tem o cérebro de norte-americanos. Seja qual for o resultado no final da Copa,nós, brasileiros, e eu espero que o Brasil seja campeão, já nos sentimos vitoriosos.

O povo brasileiro tem dado uma demonstração de carinho e de amor à sua terra e os turistas estão se sentindo como se estivessem em seu próprio país. Fora os NAOCOPA. ‪#‎copa2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa 2014: Um tiro no pé nos desejos da oposição e da Globo

O 12 de junho, Dia dos Namorados, trouxe para nós brasileiros um momento de expectativa que resultou numa explosão de alegria. A oposição, a Globo e setores reaças da elite brasileira apostavam no caos generalizado na abertura da Copa do Mundo no Brasil. Diziam que não ia ter Copa e muito menos empolgação. O tiro saiu pela culatra.

O que nós presenciamos ontem foi uma demonstração de brasilidade, de apoio à Seleção Brasileira e de carinho para com as seleções visitantes.
Repito, como tenho dito, todo o meu apoio às manifestações democráticas de rua, mas não podemos tolerar nem fora e nem dentro dos estádios a violência, o desrespeito e os xingamentos de baixo calão.

As chamadas vaias para a presidenta Dilma e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, por si só poderiam ser consideradas como um ato normal dentro de um estádio de futebol. Não consigo lembrar de políticos que não levaram vaias em estádios. Como já dizia Nelson Rodrigues, torcidas vaiam até mesmo minuto de silêncio. Mas o problema não é este, e sim a falta de educação das palavras de baixo calão surgidas especialmente do setor VIP, aonde estavam os beneficiados pelos governos Lula e Dilma. Não devemos nos esquecer que são os mesmos que tem assento na Bolsa de Valores. Isto sim é uma falta de caráter, um distúrbio de personalidade e uma violência.

A presidenta Dilma foi barbaramente torturada pela ditadura militar, assim como outros, para garantir a todos nós, inclusive esses caras de pau, a liberdade de vaiar. Ela jamais temerá esta meia dúzia de "come-mortadelas e arrota-caviar", e que miam diante do primeiro grito de um soldado raso (com todo o respeito que eu tenho à categoria).

Temos consciência de que essas coisas não acontecem de graça, é uma preparação para se desenvolver durante o processo eleitoral que se avizinha. Não desejamos a divisão do País entre brasileiros, mas não vamos baixar a cabeça e tolerar o ódio pregado pelos maus brasileiros. Estamos preparados para o que der e vier. Vai chegar um momento em que teremos a oportunidade de mostrar a diferença entre os que fazem a melhoria a favor do povo brasileiro e os que gritam, mas que nunca fizeram melhorias.

A Copa começou, ganhamos a primeira partida e com certeza vamos lutar para ganhar a taça e a disputa eleitoral. Que venham, estamos dispostos ao diálogo, mas estamos, sobretudo, preparados para a briga.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Meu time do coração.

Meu time do coração.

Viva ao Corinthians, ao bando de loucos que o coração bate mais forte.
 
 

Brasil 2 x 0 Croácia

Um BRASILEIRO PETISTA e CORINTIANO que ama a sua pátria. Fora os REAÇAS

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O JB constrange os seus pares o mundo Jurídico e democrático com sua atitude intempestiva.


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, mandou expulsar nesta quarta-feira (11) do plenário da Corte Luiz Fernando Pacheco, advogado de José Genoino, condenado no julgamento do mensalão.

Pacheco usou a tribuna do Supremo para pedir urgência na apreciação do recurso de seu cliente dizendo que casos de presos teriam prioridade na Corte. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou favoravelmente ao pedido. "Honre essa casa, presidente Joaquim Barbosa", cobrou Pacheco. 

Visivelmente irritado com a situação, Barbosa mandou a segurança do STF retirar o advogado do púlpito constrangendo os demais ministros. O presidente do STF alegou que o advogado estava "abusando de sua autoridade".

Não só Pacheco, mas outros advogados de condenados no mensalão intensificaram esforços para que o STF conceda benefícios a seus clientes como direito ao trabalho externo e prisão domiciliar ainda neste mês de junho, antes do recesso do Judiciário. O PT também tem trabalhado nos bastidores do Supremo para conseguir julgar, até o fim do mês, uma ação que trata diretamente os critérios relacionados ao trabalho externo de presos do regime semiaberto. A ação visa beneficiar diretamente os condenados no mensalão.

Em maio, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, cassou o benefício do trabalho externo a condenados como o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e negou esse direito ao ex-ministro Chefe da Casa Civil José Dirceu. Nos dois casos, Barbosa alegou que ambos não cumpriram pelo menos um sexto da pena para poder trabalhar fora da prisão, conforme determina o art. 37 da Lei de Execuções Penais.

Em abril, Barbosa já havia revogado o benefício da prisão domiciliar do ex-presidente do PT José Genoino. Entre novembro do ano passado e abril deste ano, Genoino cumpriu pena em casa alegando problemas cardíacos. Mas o benefício foi cassado porque, segundo Barbosa, os problemas de saúde do ex-presidente do PT não o impediam de cumprir pena em um presídio comum.

Os defensores de condenados no mensalão esperam, agora, apenas a confirmação da aposentadoria do presidente do Supremo para ingressar com pedidos de urgência de análise dos recursos contra as decisões de Barbosa. Nos bastidores do STF, acredita-se que Barbosa deixará a Corte nas próximas duas semanas. Dessa forma, conforme alguns advogados, haveria como apreciar os benefícios relacionados ao trabalho externo e prisão domiciliar ainda em junho, em virtude destes pedidos de urgência. Nos corredores do STF acredita-se a Corte deva conceder tanto prisão domiciliar, quanto o trabalho externo. Ainda mais na ausência de Barbosa.

Além disso, nos bastidores, alguns ministros já sinalizaram positivamente à análise de pedidos de urgência de condenados no mensalão sob a alegação de que “casos de prisão ou concessão de benefícios a condenados é uma questão humanitária”, nas palavras de um ministro em caráter reservado.

A aposentadoria de Barbosa foi recebida positivamente pelos condenados do mensalão, já que isso aumentaria as chances de liberação dos benefícios. Dirceu ficou aliviado com a notícia, segundo um interlocutor. Uma pessoa que esteve com Genoino descreveu a reação do petista como sendo de alegria.
 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Como tenho dito o Munguzá entre Marina e Eduardo continua fervendo a todo vapor, é o começo de uma relação que começou conflituosa.

Quem viver verá.

“Juntamente com todos os integrantes da Rede Sustentabilidade, discordo da indicação aprovada ontem na reunião do diretório estadual do PSB de São Paulo de apoiar o projeto político do PSDB. Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual.
“A Rede Sustentabilidade não seguirá essa indicação. Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB, e que proporcione apoio efetivo à candidatura de Eduardo Campos, que demonstre uma nova forma de fazer política e, principalmente, que represente os ideais de democracia e sustentabilidade expressos no programa de nossa Aliança.
“Esperamos que os companheiros do PSB, em sua convenção estadual, não levem adiante essa proposta. Nesse sentido, manteremos o diálogo aberto e respeitoso. Mas, desde já, deixamos clara nossa posição de que, caso essa indicação não seja revertida, seguiremos caminho próprio e independente em São Paulo.
“A nova força política que emerge no Brasil, interpretando o desejo de mudança tantas vezes manifestado por milhões de pessoas, encontrará também em São Paulo sua legítima expressão”.
Marina Silva

Fonte: http://www.roraima24horas.com.br/