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sexta-feira, 7 de março de 2014

Valério e ex-sócios são condenados por lavagem e evasão no mensalão mineiro


Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte



O ex-publicitário Marcos Valério e os seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz foram condenados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas no processo do chamado mensalão mineiro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais.
Segundo o órgão, os três deverão cumprir, cada um, pena de 9 anos e dois meses de prisão e o pagamento de uma multa individual no valor de 250 salários mínimos.


Os crimes, segundo o MPF, ocorreram entre os anos de 1998 e 2000 e foram descobertos durante os trabalhos de investigação realizados pela força-tarefa Banestado. O esquema do mensalão mineiro teria sido feito durante o governo de Eduardo Azeredo (PSDB) em Minas Gerais.
Segundo a denúncia, Marcos Valério e os ex-sócios teriam realizado a saída clandestina de recursos financeiros do país, em montante superior a 628 mil dólares, por intermédio da Beacon Hill Service Corporation e da subconta Lonton, mantidas junto ao JP Morgan Chase Bank, em Nova Iorque/EUA.
O UOL está tentando contato com os advogados de defesa dos três.


Em fevereiro deste ano, Valério e Rogério Tolentino, seu ex-sócio e ex-advogado, haviam sido condenados por corrupção também pelo mensalão mineiro. Valério foi condenado por corrupção ativa, e Tolentino, por corrupção passiva.
A pena imposta a ambos foi de 2 anos e 2 meses de reclusão, e já foi substituída por multa no valor de 150 salários mínimos e prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas.
O ex-publicitário foi condenado a 37 anos e cinco meses de reclusão no julgamento do mensalão petista no STF (Supremo Tribunal Federal). Tolentino recebeu uma pena de seis anos e dois meses, no regime semiaberto, no mesmo julgamento. Valério está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e Tolentino está na Penitenciária José Maria Alkmim, na região metropolitana de Belo Horizonte.


Veja a matéria na integra no site da UOL



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