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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014



Azeredo diz que relatório da Procuradoria não condiz com provas
(do UOL 07/02/201419h07)

Eduardo Azeredo (PSDB) é acusado de integrar esquema de corrupção

O deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) divulgou nota hoje (7) na qual manifestou "estranheza" pelo que chama de contradições entre relatório da Procuradoria-Geral da República e provas contidas na Ação Penal 536, o chamado mensalão mineiro.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou as alegações finais sobre o processo e pediu a condenação do parlamentar a 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Na ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), são investigadas denúncias de desvio de dinheiro público durante a campanha de Azeredo, então governador de Minas Gerais que disputava a reeleição, em 1998.

"Azeredo reitera sua inocência com relação às acusações e espera que as questões sejam esclarecidas o quanto antes. Reforça que não houve mensalão, ou pagamento a parlamentares, em Minas Gerais, e que as questões financeiras da campanha de 1998, alvo da ação penal que tramita no STF, não eram de sua responsabilidade. Reafirma ainda que a aquisição de cotas de patrocínio por estatais mineiras, também questionada, não é da alçada de um governador de estado e não houve sua a determinação para que ocorresse", diz a nota divulgada pela assessoria de imprensa do deputado.

De acordo com o texto, Eduardo Azeredo está confiante no julgamento que o STF fará após ouvir as alegações da defesa.

Segundo a PGR, o então candidato teria se beneficiado de recursos oriundos de um esquema que envolvia a empresa SMP&B, de propriedade do publicitário Marcos Valério, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Outros acusados respondem a acusações na primeira instância da Justiça de Minas, porque não têm foro privilegiado.

COMENTÁRIO

O que valia para o PT na versão do ex-presidente nacional do PSDB não vale para eles: como pode um sujeito na condição de réu fazer afirmações de que o relatório do procurador geral da República não bate com as provas colhidas, ou pelo próprio Ministério Público ou pela Polícia Federal . Se o caso fosse relativo ao PT, com certeza, a versão seria outra.

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