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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ELEIÇÕES 2014 - QUEM VIVER VERÁ!

Os desafios postos para as eleições gerais de 2014 foram antecipados no dia de ontem pelo candidato do PSB, pela pensadora da Rede Sustentável e pelo seu mentor político, deputado Roberto Freire.

Eu, particularmente, esperava que o lançamento das chamadas diretrizes de campanha fosse transformado num grande evento e que acontecesse na terra natal do candidato, ao...nde ele foi eleito governador no estado de Pernambuco por dois mandatos. Ambos apoiados por uma Frente Popular tendo à frente o apoio total do ex-presidente Lula no primeiro mandato, e no segundo mandato com o apoio da presidenta Dilma e também do ex-presidente Lula.

É possível que o ato de ontem tenha trazido à memória do povo brasileiro uma frase que eu tenho usado em vários artigos que escrevi sobre a legítima candidatura do governador de Pernambuco. Trata-se de um velho ditado usado na própria região nordestina: "ele cuspiu no prato em que comeu". E para completar o cardápio, ele tem ao lado uma das ex-históricas do PT que, na minha opinião, só chegou aonde está porque cresceu politicamente no seio do Partido dos Trabalhadores.

Ontem vi o inverso da moeda. Talvez o primeiro volume do caderno que contém as propostas de diretrizes do programa de governo foi dado ao seu mentor político, deputado Roberto Freire, do PPS. Me passou a sensação de uma verdadeira salada de frutas. Segundo alguns comentaristas, o conteúdo apresentado para discussão do programa de governo traz apenas ideias vagas e propostas vazias.

O público, respeitando os chamados históricos do PSB e também os históricos doa Rede Sustentável, era composto especialmente pelo que tem de mais velho e mofado na política brasileira contradizendo inclusive o arrogante discurso do candidato que usou a metáfora do mofo para descrever a atual conjuntura.

Uma curiosidade: em toda a sua fala ele poupou o governo do ex-presidente Lula aonde mamou nas tetas através de cargos, ministérios, projetos como uma montadora de veículos, verbas para infraestrutura, portos, refinarias, etc, para o estado de Pernambuco, e aos quais foi dada continuidade durante o governo da presidenta Dilma, mas foi exatamente este governo que recebeu a saraivada de críticas. Por que será que ele resolveu poupar o ex-presidente Lula das mesmas críticas que desferiu ao governo Dilma?

Na minha cabeça passa pelo menos duas percepções: Ou ele reconhece que, publicamente, não deve cuspir no prato em que comeu ou teme a liderança do grande líder operário e cabra de Pernambuco, tanto quanto ele atribuiu a si próprio.

Na campanha eleitoral, o Brasil passará por Pernambuco e no desenrolar dos debates os fatos concretos, com certeza, irão aparecer. São das pequenas ações que se consegue alcançar grandes objetivos. Lembro-me de que um dos principais programas do seu avô, meu amigo e memorável Miguel Arraes, foi um projeto chamado "Cabra na Corda", não cabra de Pernambuco, mas cabra mesmo, animal, para dali extrair leite para nutrir as crianças pobres do agreste, do sertão e da zona da mata pernambucana. É lamentável que quem fez parte de toda a trajetória política do ex-governador Miguel Arraes se esqueça tão rápido dessas memórias e aja com tanta arrogância.

Ouvi da mentora da Rede Sustentável de que teríamos de limpar o restante do entulho político que os governos Lula e Dilma receberam dos governos anteriores. Uma pergunta: seria uma crítica ao seu aliado Aécio Neves, já que ouvi de um colunista global de que já está tudo mais ou menos acertado para que, pela primeira vez, as oposições saiam unidas em uma eleição presidencial e que o PSB se prepara para apoiar o PSDB num provável segundo turno.

Quem viver verá!

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