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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O resultado do julgamento dos embargos infringentes foi um duro golpe no conservadorismo político brasileiro

São muitas as análises, de conteúdo bastante variado, sobre o resultado da votação no Supremo Tribunal Federal dos chamados embargos infringentes, o mais importante dos acontecimentos nos últimos seis meses ocorrido na conjuntura nacional. Tem opinião para todos os gostos. É lógico e natural que essas opiniões abranjam o espectro político, independentemente do grau de conhecimento e interpretação jurídica.

Deparo-me hoje com opiniões que vão de editoriais, abordagens de colunistas e de jornalistas que fazem cobertura na política nacional. No âmbito da mídia conservadora, o mote é procurar um bode expiatório para o resultado consagrado pela maioria dos ministros no julgamento. Possivelmente irão focar no voto do ministro Roberto Barroso a mesma acusação que fizeram ao ministro Ricardo Lewandowski. Esquecem os conservadores de plantão que na análise dos embargos infringentes já se computavam quatro votos contra a chamada "formação de quadrilha" desde o primeiro julgamento.

Me parece uma incongruência achar que o voto dos novos ministros tenha sido um ato de conotação bolivariana. A grande verdade é que os setores conservadores sofreram uma profunda derrota em prol da liberdade da justiça e do avanço do campo progressista.

O resultado por si só não resolve em definitivo as injustiças cometidas no bojo da Ação Penal 470, mas no desenrolar do embate do contraditório vieram à tona várias tramas articuladas por aqueles a quem interessava, até certo ponto, dar um golpe de mestre, sobretudo na condução da chamada dosimetria.

Tenho a sensação que, a partir deste fato, vários outros virão à tona na formalização do conjunto da Ação Penal 470. Para os setores do conservadorismo, tanto na política como na mídia, a extinção da qualificação do chamado ato de quadrilha foi um golpe fatal.

Espero que juristas progressistas e conhecedores das ações civil e criminal possam esclarecer o que virá a partir dos resultados dos embargos infringentes em relação a vários outros processos aonde possam ter sido cometidos as mesmas injustiças.

Uma coisa é certa: a partir de ontem ficou evidente que a velha mídia foi duramente atingida na sua pauta cotidiana sobre o chamado "mensalão do PT". Aguardo o comportamento da mesma sobre o início do julgamento do chamado "mensalão do PSDB mineiro" que foi a raiz de todos esses males. Sem falar em vários escândalos, como os casos de corrupção nos trens e metrô de São Paulo, que estão na ordem do dia do PSDB, mas que continuam ignorados nas pautas da imprensa escrita, falada e televisiva. E ainda tentam macular a imagem da Petrobras para encobrir os fatos que ela, a mídia, não aceita que o público tome conhecimento.

Para nós, é fundamental cada vez mais utilizar as redes sociais para contrapor uma imprensa que se transformou num partido político.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FALA DO EX-PRESIDENTE ITAMAR FRANCO SOBRE A USURPAÇÃO DO PLANO REAL PELO PSDB

No momento em que o Plano Real comemora mais um ano de sua existência, os tucanos ancorados por: FHC, Aécio Neves e os demais tucanos de alta plumagem festejam o ato no Congresso Nacional assim como eles fossem os verdadeiros criadores do plano em 1994, o PSDB não se manca mesmo, é o tipo do partido que pede esmolas com o chapéu alheio.

Na verdade o Plano Real foi uma criação do falecido presidente Itamar Franco que nunca perdoou o PSDB e FHC pela usurpação política do Plano Real.

Eis a prova na fala do ex-presidente Itamar Franco.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Artigo de Lula: Por que o Brasil é o país das oportunidades

Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.

Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.

Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.

Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.

Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?

A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.

A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.

Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.

O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?

O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.

Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?

Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?

Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.

E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?

O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.

O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.

Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?

Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.

O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?

A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?

Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.

Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente da República e presidente de honra do PT

Este artigo foi originalmente publicado no jornal Valor Econômico: http://www.valor.com.br/opiniao/3442426/por-que-o-brasil-e-o-pais-das-oportunidades

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O Jogo do Lobo em pele de Cordeiro: tenta disseminar intriga entre Lula e Dilma

Atento às notícias jornalísticas dos últimos dias quero chamar a atenção para a trama sórdida em que estão tentando nos envolver.

Aqui no PT não se discute apenas candidaturas, pois o projeto político nacional está acima de qualquer pretensão.

As matérias divulgadas nos últimos dias que insinuam sobre supostas intri...gas entre Dilma e Lula não passam de tentativas sórdidas de criar a cizânia e é uma repetição daquilo que nós assistimos em um passado recente logo após a eleição da presidenta Dilma em 2010.

Não cairemos no jogo da mídia que tem como objetivo claro nos dividir e muito menos na armadilha da ganância, seja ela dos empresários ou do capital financeiro.

De tudo que eu li nos últimos dias: Dora Kramer, Reynaldo Azevedo, Ricardo Noblat e outros, posso concluir que não passam de meras ilações. Nenhum deles traz informações concretas que digam respeito ao PT e ao governo no que tange à sucessão de Dilma. Tudo isto é pura invencionice!

Não imaginem que uma simples pontuação da pesquisa Datafolha dando a Lula 54% das intenções de voto nos fará ter a ilusão de que sem a unidade de Dilma, Lula e do PT conseguiremos ganhar a eleição presidencial. Estão redondamente enganados.

Nós sabemos perfeitamente qual é a real intenção da mídia e das elites, ou seja, nos dividir.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Venezuela: Especialista em relações internacionais dá lição de jornalismo à Globo em programa da Globonews

Venezuela: Especialista em relações internacionais dá lição de jornalismo à Globo em programa da Globonews

Durante o programa "Entre Aspas" da Globonews, comandado pela jornalista Mônica Waldvogel, o professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC, Igor Fuser, fez o que todos nós gostaríamos de fazer nesta vida: dar uma paulada certeira na linha editorial do Sistema Globo. E ele pegou a situação da Venezuela para fazer isso. Ele, que também tem formação jornalística, afirmou criticamente bem no finalzinho do programa que nunca viu a Globo ou os jornais da grande mídia darem uma notícia positiva que seja sobre a Venezuela, e que só divulgam coisas negativas. Pegou na veia e deixou a Waldvogel numa "saia justa" daquelas. A impressão é de que ela, ou errou na mão sobre o convite ao Igor Fuser ou está querendo ser indenizada pelo Sistema Globo. Nos bastidores ela deve ter dado um chilique, com certeza.

Clique aqui para ver o vídeo

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A renúncia do ex-presidente nacional do PSDB Eduardo Azeredo para mim cheira a MANOBRA

Será que o Jornal Nacional da TV Globo e a Globonews patrocinarão hoje, com a renúncia do Azeredo, o mesmo escândalo que fizeram em relação aos condenados da Ação Penal 470 (especialmente os petistas)?

Aguardo com expectativa qual será o comportamento da grande mídia, especialmente do Jornal Nacional e dos jornais da Globonews, na divulgação da renúncia do ex-presidente do PSDB nacional, ex-gover...nador de Minas e então deputado federal Eduardo Azeredo.

Para mim não será surpresa se ambos tratarem do assunto como uma notícia comum, já que desde a apresentação da denúncia até hoje na data da renúncia a mídia escrita e falada permaneceu totalmente omissa ao fato.

Leio a carta de renúncia do deputado Azeredo aonde ele alega que a causa principal da sua renúncia é para defender a sua inocência da acusação de peculato e lavagem de dinheiro que foi apresentada pela PGR, fundamentada em investigações da Policia Federal e ouvidas várias testemunhas. É estranho que quem avoca inocência se antecipe ao julgamento do Supremo Tribunal Federal.

Para mim cheira muito mais a uma manobra política, sobre a qual aguardo os desdobramentos, uma vez que sem um mandato, já que o STF tem anunciado que não aceitará mais denúncia de casos de réus que não tenham foro privilegiado, talvez seja mesmo uma cilada para que o processo seja remetido às instâncias inferiores do estado de Minas Gerais aonde, segundo dizem os estudiosos em assuntos processuais, grande parte das ações penais que tramitam pela justiça mineira dependendo dos interesses políticos o destino é a gaveta, ou então a prescrição.

Para ilustrar os fatos, o atual presidente do PSDB e presidenciável Aécio Neves avalia que o caso do mensalão mineiro e a renúncia do deputado Azeredo em nada prejudicarão o PSDB. Possivelmente não prejudicará porque o PSDB já é hoje um partido desacreditado na opinião pública.

Não custa lembrar ao PSDB que, além do mensalão mineiro, existe uma lista em andamento sobre várias investigações de desvios e de corrupção nas administrações tucanas, entre elas o caso de corrupção do metrô e trens do governo de São Paulo, sem esquecer de que ainda não veio à tona deslanche do chamado listão de Furnas.

Por enquanto termino por aqui, mas saibam que muita água ainda vai rolar por baixo da ponte.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

INVESTIGAÇÃO-SP: Justiça abre ação criminal contra 11 acusados do caso Alstom



INVESTIGAÇÃO-SP: Justiça abre ação criminal contra 11 acusados do caso Alstom

Por Mario Cesar Carvalho e Flávio Ferreira
SÃO PAULO, SP, 18 de fevereiro (Folhapress)

 A Justiça Federal em São Paulo decidiu hoje abrir um processo criminal contra 11 acusados de participação em esquema de pagamento de propina pela empresa Alstom a políticos e funcionários públicos de estatais estaduais do setor de energia. A investigação começou há cinco anos.
O Ministério Público federal havia denunciado 12 pessoas pelo envolvimento nos subornos, mas o juiz federal Marcelo Cavali considerou que o crime de um deles está prescrito.
Eles são acusados de atuar num esquema segundo o qual a Alstom pagou R$ 23,3 milhões, em valores atualizados, para fornecer, sem licitação, equipamentos para três subestações elétricas da Eletropaulo e EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), segundo o juiz.
O suborno foi pago para a Alstom conquistar um contrato de R$ 181,3 milhões, também em valores correntes, de acordo com a acusação dos procuradores Rodrigo de Grandis e Andrey Borges de Mendonça.
O juiz diz que Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado que está sob investigação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), beneficiou a Alstom num julgamento de 2001.
Os réus são: Jonio Foigel, Thierry Charles Lopes, Daniel Huet, Jean-Pierre Courtadon, Claudio Mendes, Jorge Fagali Neto, Romeu Pinto Jr., Sabino Indelicato e José Geraldo Villas Boas, Celso Sebastião Cerchiari e José Sidnei Colombo Martini. Todos refutam as acusações e dizem ser inocentes.

Os crimes contra os acusados são:

1) Jonio Foigel - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
2) Thierry Charles Lopes - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
3) Daniel Huet - lavagem de dinheiro
4) Jean-Pierre Courtadon - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
5) Claudio Mendes - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
6) Jorge Fagali Neto - lavagem de dinheiro
7) Romeu Pinto Jr. - lavagem de dinheiro
8) Sabino Indelicato - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
9) José Geraldo Villas Boas - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
10) Celso Sebastião Cerchiari - corrupção passiva
11) José Sidnei Colombo Martini - corrupção passiva


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Brasil que cresce, inclusive na economia, e uma mídia que torce pelo retrocesso

Ao iniciar o ano de 2014 começam a serem divulgados os resultados oficiais nas áreas econômica, social e política do governo democrático e popular Lula e Dilma que já governa o País por 11 anos.

Especialmente nos últimos três anos reforçou-se no Brasil uma corrente ligada aos meios de comunicação, setores financeiros e à elite que aposta diariamente no fracasso de um governo democraticamente eleito pela grande maioria do povo brasileiro.

Primeiro não somente apostaram como criaram pânico em torno da disparada da inflação num momento aonde todos sabiam que oficialmente o centro da meta inflacionária varia de 4,5% a 6,5%, cujo índice nunca nestes últimos anos ultrapassou esse centro da meta, enquanto escondiam que o governo Fernando Henrique Cardoso nos deixou uma das heranças malditas - a inflacionária - mais de duas vezes maior do que o índice atual. E neste ponto foram quebrando a cara...

Do ponto de vista do crescimento das vendas em geral, todos os índices oficiais (IBGE, FGV, IPEA, Banco Central, etc) mostraram resultados econômicos bem melhores em 2013 quando comparados aos resultados oficiais do ano de 2012. Exemplo: divulgação recente sobre a venda do comércio varejista mostrou um crescimento em 2013 de quase 4,5%, índice maior do que o ano anterior, mas as manchetes passavam a versão de que tinha sido um crescimento menor. Coisas de ordens de chefes de redação nas áreas da comunicação em geral repassadas aos seus subordinados para comunicar uma versão negativa dos fatos.

No tocante à indústria, apesar de todas as suas dificuldades de crescimento não houve nenhuma derrocada do ponto de vista de lucros e nem no aumento de falências. Os demonstrativos divulgados por vários setores da economia financeira, comércio e outras, inclusive a de comunicações, todas apontam lucros altamente relevantes.

Hoje saiu pelo Banco Central a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do ano de 2013. Surpresa, para os outros, não para mim: 2,57%, As apostas e a divulgação do pânico são de que o PIB de 2013 não passará de 1,5%. Neste ponto, calma, vamos esperar. A prova concreta é de que até o momento os torcedores do caos e pela derrocada do governo, especialmente na área econômica, vão sendo aos poucos derrotados.

Dados positivos, como o índice relativo à taxa de emprego, crescimento dos salários e a clara melhoria das condições de vida dos antigos deserdados são pontos preventivamente escondidos, ou divulgados de forma disfarçada, como sempre, com o acréscimo de um "mas" para formar uma opinião um tanto negativa. Exemplo: eles dão uma notícia positiva, mas  acrescentam o viés de um "mas" negativo sobre qualquer outro assunto correlato para diluir a notícia.

Vamos em frente, pois temos consciência de que a torcida contra é minoria, mas ela, a "oposição", tem o apoio dos grandes meios de comunicação. Além de enfrentar a força da mídia teremos que na política dialogar diretamente - ou pelos meios disponíveis nas redes sociais - usando um linguajar compreensível para que a população entenda e absorva os feitos positivos nos 11 anos deste governo que, na minha leitura, promoveu uma verdadeira revolução social no Brasil, sobretudo a favor dos que há séculos foram excluídos.

Este é um governo que governa para todos os brasileiros, diferente dos governos tucanos que governam para, no máximo, 30% da população do País.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Aos poucos a ponta do iceberg do mensalão do PSDB nascido em Minas vai tomando dimensão impressionante. Vejam esta notícia na Folha de hoje:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1410881-reu-do-mensalao-tucano-assessora-aecio-neves.shtml

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Corregedoria sugere afastamento de 15 funcionários do Metrô e da CPTM

Corregedoria sugere afastamento de 15 funcionários do Metrô e da CPTM
Por Fernando Gallo e Ricardo Chapolla, estadao.com.br

Relatório do órgão recomenda medida contra 15 executivos e ex-executivos das estatais paulistas

A Corregedoria-Geral da Administração (CGA), órgão do governo estadual responsável por apurar conduta de agentes públicos, sugeriu afastamento de 15 funcionários do setor de transportes envolvidos na investigação sobre formação de cartel de trens e metrô em São Paulo. Os nomes são citados em relatório produzido pela Corregedoria para acompanhar a apuração interna sobre o caso.

Foram citados executivos e ex-executivos das estatais Metrô e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Segundo as investigações, o cartel teria operado entre 1998 e 2008, período que compreende as gestão dos governadores Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

A Corregedoria instaurou o procedimento para apurar suposto envolvimento de agentes públicos no caso em julho do ano passado. A investigação foi aberta logo após a Siemens, multinacional alemã, denunciar formação de cartel no setor metroferroviário paulista ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A apuração foi determinada pelo governador Geraldo Alckmin.

O relatório, que não é conclusivo, foi apresentado no mês passado e traz uma avaliação preliminar da conduta de 35 alvos da apuração. O documento da Corregedoria não imputa crimes, mas aponta acréscimos patrimoniais não esclarecidos, discrepâncias na lista de bens e omissão de informações em depoimentos.
Dos 15 nomes citados no relatório, cinco são de funcionários que já foram afastados dos cargos de confiança. São eles: Laércio Mauro Santoro Biazzotti (ex-diretor de Planejamento do Metrô), Pedro Pereira Benvenuto (ex-secretário executivo do conselho gestor de Parcerias Público-Privadas da Secretaria de Planejamento), Décio Gilson César Tambelli (assessor técnico e ex-diretor de Operações do Metrô), Nelson de Carvalho Scaglione (ex-gerente de Manutenção da CPTM) e Ivan Generoso (ex-assessor de Scaglione).
Contratos suspeitos. O primeiro nome da lista é o de José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da CPTM e alvo de inquérito da Polícia Federal que apura existência de cartel. Ele também é investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. No relatório, Lavorente é mencionado como responsável pela assinatura de contratos de manutenção da companhia sob investigação. Além disso, ele é mencionado por "discrepância entre a declaração de bens feita ao Estado até 2005 (aproximadamente R$ 1,5 milhão) e o que declarou à Receita (R$ 150 mil), que não conteria a relação de bens da mulher".

Um capítulo que despertou a atenção dos corregedores é relacionado a Ivan Generoso, "especialista em Gerência do Metrô". Em 2010, ele adquiriu ações, as quais alienou no ano seguinte, alcançando ganho de 800%. A CGA quer saber como Generoso foi tão bem-sucedido.
Em 2012, ele adquiriu cota de 22% de um posto de gasolina, do qual também é sócio Nelson Scaglione, gerente do Metrô.
Dario Tambellini, assessor do presidente do Metrô, um dos responsáveis pela formação de preço da licitação da Linha Verde, registrou aumento patrimonial acima dos rendimentos declarados em 2009 e 2010, destaca o relatório da Corregedoria.

Outros cinco nomes mencionados no documento da Corregedoria não apresentaram "discrepâncias ou outro elemento que indique enriquecimento sem causa". São os seguintes: Antonio Sérgio Perón (assessor técnico da gerência de concepção civil do Metrô), José Kalil Neto (secretário executivo do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas), Cláudio Katsushiro Sumida (assessor da diretoria de engenharia e obras da CPTM), Eurico Baptista Ribeiro Filho (assessor da diretoria de Operação e Manutenção da CPTM) e Oscar Wolff (assessor técnico do Metrô).

O presidente da Corregedoria, Gustavo Ungaro, deixa eventual adoção da medida a critério do secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, ou do titular de outra pasta à qual esteja vinculado o funcionário citado no documento. "Com o presente encaminhamento, poderá o titular da pasta referida analisar a pertinência de afastar de funções de confiança os agentes públicos com pendências a serem esclarecidas, enquanto durarem as apurações administrativas", escreveu Ungaro no documento.
Na semana passada, em evento no Instituto do Câncer, na zona oeste de São Paulo, Alckmin afirmou que o governo seguirá todas as indicações para ajudar na investigação.

Procurado, o Palácio dos Bandeirantes afirmou que a CGA "não recomendou o afastamento de todas essas pessoas da lista e já recomendou o afastamento de pessoas que não estão nesta lista". As secretarias de Transportes Metropolitanos e Planejamento não se manifestaram.


Na apuração das investigações de corrupção dos trens e metros de São Paulo, papagaio come o milho e periquito leva a fama, por enquanto são punidos funcionários de baixo escalão, e os altos executivos tem seus nomes omitidos pelas investigações e escondidos pela imprensa.
As investigações dos processos de corrupção sobre as licitações de trens e metrô de São Paulo continuam encalacradas. Mesmo com vários executivos da Siemens, da Alstom e de demais empresas envolvidas na fraude confirmando que subornaram figuras do alto escalão do governo do estado de São Paulo, até o momento as punições tem recaído sobre o baixo escalão das empresas.

Leia reportagem da Folha sobre o assunto:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1410345-diretoria-da-siemens-sabia-de-suborno-afirma-delator.shtml

Assista o vídeo do LULA exaltando a existência e o aniversário de 34 anos do PT

FALA LULA 34 ANOS DO PT clique aqui

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014



Azeredo diz que relatório da Procuradoria não condiz com provas
(do UOL 07/02/201419h07)

Eduardo Azeredo (PSDB) é acusado de integrar esquema de corrupção

O deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) divulgou nota hoje (7) na qual manifestou "estranheza" pelo que chama de contradições entre relatório da Procuradoria-Geral da República e provas contidas na Ação Penal 536, o chamado mensalão mineiro.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou as alegações finais sobre o processo e pediu a condenação do parlamentar a 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Na ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), são investigadas denúncias de desvio de dinheiro público durante a campanha de Azeredo, então governador de Minas Gerais que disputava a reeleição, em 1998.

"Azeredo reitera sua inocência com relação às acusações e espera que as questões sejam esclarecidas o quanto antes. Reforça que não houve mensalão, ou pagamento a parlamentares, em Minas Gerais, e que as questões financeiras da campanha de 1998, alvo da ação penal que tramita no STF, não eram de sua responsabilidade. Reafirma ainda que a aquisição de cotas de patrocínio por estatais mineiras, também questionada, não é da alçada de um governador de estado e não houve sua a determinação para que ocorresse", diz a nota divulgada pela assessoria de imprensa do deputado.

De acordo com o texto, Eduardo Azeredo está confiante no julgamento que o STF fará após ouvir as alegações da defesa.

Segundo a PGR, o então candidato teria se beneficiado de recursos oriundos de um esquema que envolvia a empresa SMP&B, de propriedade do publicitário Marcos Valério, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Outros acusados respondem a acusações na primeira instância da Justiça de Minas, porque não têm foro privilegiado.

COMENTÁRIO

O que valia para o PT na versão do ex-presidente nacional do PSDB não vale para eles: como pode um sujeito na condição de réu fazer afirmações de que o relatório do procurador geral da República não bate com as provas colhidas, ou pelo próprio Ministério Público ou pela Polícia Federal . Se o caso fosse relativo ao PT, com certeza, a versão seria outra.