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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Um direitista trasnvestido de liberal querendo dar lição ao PT.


Em respeito aos filiados e doadores da campanha do Genoino e do Delúbio, para pagar a multa imposta pela AP 470, sou obrigado a dar resposta a um artigo dominado pelo sentimento de frustração e preconceito com alto odor reacionário.

Aqui tem solidariedade, sim senhor! Cúmplice, são aqueles que, em nome de uma moral que aparenta ter, se submetem aos caprichos de determinados veículos de meios de comunicação que não merecem por parte da sociedade a menor credibilidade.
Fizemos uma campanha transparente, aberta e direta a qualquer tipo de critica, sugestão ou doação feitas por aqueles que por sua livre e espontânea vontade quiseram doar. A nós, só resta o agradecimentos para aqueles que tiveram e terão a solidariedade que você diz que não tem. A você, resta o preconceito, o rancor e a submissão ao dono do meio de comunicação que você pensa que presta o bom serviço, mais na verdade rasteja e cumpre exclusivamente as ordens do seu patrão.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

EUA avançam 3,2% no quarto trimestre e fecham 2013 com crescimento de 1,9%

A economia dos Estados Unidos cresceu 1,9% em 2013, o que representa uma desaceleração no ritmo de crescimento em relação a 2012, quando o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 2,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Departamento do Comércio norte-americano.

Entre os motivos que seguraram o crescimento no ano passado estão o aumento dos impostos federais e os cortes nos gastos do governo.
Muitos economistas apostam que o PIB americano pode crescer 3% em 2014, o que marcaria o melhor desempenho desde o fim da recessão, em meados de 2009.
O avanço do PIB no quarto trimestre foi divulgado um dia após o Federal Reserve, banco central norte-americano, ter informado que "o crescimento na atividade econômica acelerou nos últimos trimestres".
O Fed anunciou na quarta-feira outra redução em suas compras de títulos mensais, para US$ 65 bilhões.

No quarto trimestre, crescimento de 3,2%

Somente no quarto trimestre de 2013, a economia dos EUA cresceu em ritmo anual de 3,2%, puxada por fortes gastos das famílias e aumento das exportações.
O resultado mostrou desaceleração diante do terceiro trimestre, quando a economia avançou 4,1%, mas, ainda assim, foi uma boa notícia após a paralisação do governo norte-americano em outubro.
O crescimento no segundo semestre ficou em ritmo de 3,7%, fortemente maior do que 1,8% nos seis primeiros meses do ano. Foi o maior avanço semestral desde o segundo semestre de 2003.
Os gastos do consumidor foram o principal condutor do crescimento do quarto trimestre, mas também houve ajuda de outros segmentos da economia, como o comércio e o investimento empresarial.
Os gastos do consumidor avançaram 3,3%, taxa mais acentuada desde o quarto trimestre de 2010. Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, cresceram em ritmo de 2% no terceiro trimestre.
A economia no último trimestre de 2013 também contou com o impulso das exportações, graças ao crescimento global mais firme. Isso, juntamente com o declínio de importações de petróleo, reduziu o deficit comercial. Fonte



Em 10 anos, número de desempregados cai pela metade, mostra IBGE.


Neste começo de ano, os fatos vão demonstrando na sua plenitude de que em 2013 fomos atacados com uma virulência desmedida pela velha mídia. Agora aparecem dados sociais econômicos e de bem estar, que desmentem todas as versões divulgadas pela velha imprensa. Confira a matéria abaixo.


Em dez anos, o número de pessoas que estavam desempregadas e em busca de um trabalho caiu quase pela metade no país: de 2,6 milhões em 2003 para 1,3 milhões, em média, em 2013.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30).
O poder de compra do rendimento de trabalho aumentou em 29,6% nesses dez anos, também segundo os dados do IBGE: em 2003, era de R$ 1.488,48; em 2013, passou a R$ 1.929,03.
A taxa de desemprego no Brasil caiu de 12,4% em 2003 para 5,4% em 2013, segundo Em dez anos, a taxa caiu 7 pontos percentuais.
Já a população ocupada avançou 24,8% desde 2003, fechando 2013 com uma média de 23,1 milhões de pessoas trabalhando.  Fonte



Desemprego tem leve recuo em 2013 e chega a 5,4%, menor nível desde 2002.

PEDRO SOARES DO RIO
30/01/2014
09h02 - Atualizado às 10h37


Apesar do fraco crescimento da economia e da moderação do consumo, a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do país caiu para 5,4% na média de 2013, a menor marca da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego IBGE, iniciada em 2002.
Os dados foram divulgados pelo instituto na manhã nesta quinta-feira (30). Em 2012, a taxa média havia sido maior: 5,5%.
Em dezembro, o indicador ficou em 4,3%, abaixo dos 4,6% registrados em novembro. Em dezembro de 2012, o índice também se situou em 4,6% –em ambos os casos, era o mais baixo nível mensal até então. Agora, o menor patamar ficou com a taxa de dezembro do ano passado.
O mercado de trabalho aquecido se contrapõe ao modesto desempenho da economia, cuja expansão não deve atingir 2,5% em 2014. O resultado também se descola do rendimento, que já não cresce no ritmo dos anos anteriores.
Pelos dados do IBGE, a renda subiu 1,8%, em média, em 2013, estimada em R$ 1.929,03. Em 2012, o avanço havia sido maior, de 4,1%. De novembro para dezembro, houve queda de 0,7% na remuneração dos trabalhadores.
A desaceleração é resultado da freada do crédito para o consumo, do menor reajuste do salário mínimo (e a consequente injeção de menos recursos na economia), da confiança reduzida de empresários, além de inflação (que corrói a renda) e juros mais elevados.
Diante disso, a criação de novas vagas perdeu força e avançou somente 0,7% em 2013, chegando a um contingente de 23,3 milhões de ocupados nas seis regiões. Trata-se do menor crescimento desde 2009, ano mais agudo da crise global, quando o ritmo de expansão igualou o do ano anterior. Em 2012, o incremento da ocupação fora de 2,2%.
Segundo Adriana Araújo, técnica do IBGE, a variação dos ocupados ficou "praticamente estável" e não mostrou um avanço expressivo. A mesma leitura, diz, vale para a taxa de desemprego, que oscilou perto da estabilidade.
Já os desocupados somaram 1,3 milhão de pessoas, na média anual, com leve recuo, de 0,1% na média de 2013.
Os números do IBGE indicam que a pequena redução da taxa de desemprego se deu pela menor procura de trabalho, já que não foram criadas vagas em quantidade expressiva.
NOVA PESQUISA
O ano de 2014 será o último da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Paralelamente, ocorre a coleta dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, cuja abrangência chega a 3.500 cidades.
Embora seja mais ampla, a nova pesquisa do IBGE será feita trimestralmente. A PME é divulgada todo mês. O instituto também não conseguiu incorporar ainda os dados de rendimento do trabalho e a ocupação por setores de atividade. A previsão é que isso aconteça até o final do ano.
As pesquisas não são comparáveis por conta da mudança metodológica e de abrangência. Ou seja, em tese, perde-se a série histórica. A PME continuará sendo pesquisada ainda ao longo de todo este ano, inclusive no que tange ao rendimento mensal.
Ainda que não comparáveis, a nova pesquisa mostra uma taxa de desemprego mais elevada –de 7,4% no segundo trimestre de 2013, último dado disponível. A maior abrangência e a captura de dados de áreas menos desenvolvidas são os principais motivos para a diferença, segundo o IBGE. Fonte

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Cracolândia reaviva pressão do PT para Haddad se afastar de Alckmin

NATUZA NERY
DE SÃO PAULO
24/01/2014 03h30

A ação da Polícia Civil na cracolândia pode compromete o futuro da ação da prefeitura na região e já provoca pressão política no PT para desgastar a amistosa relação do prefeito Fernando Haddad com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), disseram interlocutores do petista. Ontem, enquanto gerenciava a crise de segurança em uma das vitrines de sua gestão, o petista recomendava cautela a auxiliares. Em conversas reservadas, fez questão de afirmar que o tucano não tinha conhecimento da repressão. Fora, assim como ele, pego de surpresa. Dentro da própria prefeitura, porém, petistas alimentavam a ideia de que o Denarc (departamento de narcóticos) agira de propósito para desmoralizar o programa municipal, cuja abordagem prioriza o resgate do dependente químico em situação de rua para, então, tratá-lo. Essa linha, normalmente associada à esquerda, é criticada por setores mais conversadores na área de segurança pública. O governo do Estado, porém, é parceiro formal do Braços Abertos, como é batizado o programa.


A boa relação entre Haddad e Alckmin é um dos motivos do desgaste do prefeito com alas do seu próprio partido e deve fazer crescer a insatisfação interna. Nos bastidores, porém, a ordem ontem era para evitar uma politização exagerada do episódio. Funcionários da prefeitura ligados diretamente ao programa não escondiam a "decepção" com os efeitos da repressão sobre o projeto na cracolândia. Na avaliação interna, a batida policial fará com que a política dê "muitos passos para trás". Segundo esses auxiliares, a base do Braços Abertos é justamente a relação de confiança que o agente público estabelece com o dependente químico. Sem saber que horas mais tarde haveria ali uma ação policial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), adversário de Alckmin na disputa pelo governo do Estado, visitou discretamente o local. Na capital para uma agenda pública com Haddad, decidiu vistoriar a área e conversar com agentes de saúde encarregados de atuar na cracolândia. A imprensa não foi avisada dessa atividade.

GOVERNO No governo do Estado, depois de um série de cálculos políticos, a decisão foi apoiar a intervenção da Polícia Civil, classificada como legítima em nota oficial. A chefia convenceu a cúpula do governo de que não houve o uso de bala de borracha -munição que não faz parte do aparato da Civil. Entre integrantes do governo prevalecia a avaliação de que o PT tentará transferir ao governo Alckmin o ônus de um possível insucesso do programa de combate ao crack.

Colaborou ROGÉRIO PAGNAN
Fonte

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ATÉ QUE FIM A MASCARA CAIU!

FHC rifa o candidato do PSDB pelo candidato do PSB, confirma o que já tinha dado sinal no programa "manhattan connection". Continuo achando que ele gostaria de ser o candidato: SERIA UMA MARAVILHA...


ASSISTA AO HISTÓRICO E GLORIOSO DIREITO DE REPOSTA DE BRIZOLA EXIBIDO PELA PRÓPRIA REDE GLOBO


Se tivesse vivo ontem, o ex-governador Leonel Brizola teria completado 92 anos. Ele nos deixou vários legados. veja a Reposta ao PIG. 


 VIVA LEONEL BRIZOLA

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Diretor da Alstom diz que propina em SP foi de 15%.





A direção da Alstom na França autorizou o pagamento de propina de 15% sobre um contrato de US$ 45,7 milhões (R$ 52 milhões à época) para fechar um negócio com uma estatal paulista em 1998, segundo depoimento à Justiça do ex-diretor comercial da multinacional, o engenheiro francês André Botto.
O conteúdo do depoimento sigiloso, obtido pela Folha, traz pela primeira vez o reconhecimento de um diretor da Alstom de que houve suborno para conquistar o contrato com a estatal. Na época, o Estado era governado por Mário Covas (PSDB).
Botto, que era responsável na França pela parte comercial do contrato brasileiro, contradiz o que a filial brasileira da Alstom repete desde 2008: que a empresa nunca pagou suborno e que colabora com a apuração.
"O negócio era muito importante para a Alstom. Era importante ganhá-lo por meio de acordo e evitar uma licitação. Tivemos de pagar comissões elevadas, da ordem de 15% do contrato", contou Botto ao juiz Renaud Van Ruymbeke, em 2008.
A estratégia da Alstom deu certo. Em 1998, a empresa assinou com a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) e a Eletropaulo um aditivo para a venda de equipamentos para três subestações de energia.
CONTRATO CADUCO
O contrato original do aditivo era de 1983 e em 1998 não tinha mais validade, segundo especialistas, porque a lei de licitações estabelece um limite de cinco anos para esse tipo de negócio. Uma licitação, com vários concorrentes, poderia em tese derrubar o preço dos equipamentos e diminuir o lucro da Alstom.
A propina, segundo essa lógica, serviria para que as diretorias da EPTE e da Eletropaulo não criassem problemas para ressuscitar um contrato que já caducara.
A Folha revelou anteontem que um documento interno da Alstom menciona pagamento de suborno à Secretaria de Energia e às diretorias administrativa, financeira e técnica da EPTE. À época, o secretário era Andrea Matarazzo —hoje vereador em São Paulo pelo PSDB. Ele nega envolvimento na negociação do aditivo.
Se os 15% tiverem sido pagos, o suborno alcançou R$ 7,8 milhões. O valor, segundo o diretor francês, foi dividido entre a Alstom e a Cegelec, que havia sido comprada pela companhia francesa. Botto era originalmente diretor comercial da Cegelec.
Metade dos 15% foi repassada para a empresa MCA, comandada pelo lobista Romeu Pinto Jr., que admitiu às autoridades brasileiras que recebeu o dinheiro da Alstom para pagar propinas. Ele, porém, não revelou os destinatários do suborno.
Botto explicou ao juiz que, para pagar a outra metade, a Alstom teve de usar contas secretas na Suíça. Isso ocorreu porque até 2000 a lei francesa autorizava empresas a pagar comissões de até 7,5% sobre o valor do contrato para obter negócios no exterior.
"Era preciso fazer o excedente [dos 15%] passar por outros circuitos", afirmou.
A propina então foi paga por meio de duas empresas offshore abertas por um banqueiro suíço a pedido da Alstom, segundo o executivo.
O banqueiro, Oskar Hollenweger, abriu a Janus Inc. nas Bahamas e a Asesores S.A. no Panamá, e cuidou da distribuição da parte ilegal das comissões. Após 2000, a França proibiu pagamento de comissão a funcionário público.



OUTRO LADO
A Alstom nega o pagamento de propinas para obtenção do contrato com a estatal paulista EPTE em 1998.
Em nota, a multinacional diz que "manifesta seu veemente repúdio quanto às insinuações de que possui política institucionalizada de pagamentos irregulares para obtenção de contratos".
Segue a nota: "A empresa nunca se negou a prestar os esclarecimentos solicitados pelas autoridades quando tem prévio acesso aos documentos, mas lamenta que o alegado conteúdo de investigações sobre supostas condutas ocorridas há quase 20 anos, que por obrigação legal deveriam ser tratadas de forma sigilosa, venham a ser utilizadas de forma reiterada e desproporcional nos dias de hoje com o claro intuito de denegrir a imagem de uma empresa que cumpre absolutamente com todas as suas obrigações legais".
O vereador Andrea Matarazzo disse que nunca participou de discussões sobre o negócio com a Alstom. Ele foi secretário de Energia durante sete meses em 1998, do final de janeiro a agosto.
Segundo nota do vereador, o contrato que gerou o aditivo, de 1983, foi assinado por "governos anteriores".
"A atuação de Andrea Matarazzo durante seus 20 anos de vida pública sempre se pautou pela absoluta correção e transparência", afirma. Fonte


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Empresária fala sobre comércio e economia no Brasil.

A presidente Luíza Helena Trajano da rede Magazine Luíza, da uma lição de economia e patriotismo ao jornalista Diogo Mainardi. Assistam e Divulguem.




Poder

Documento mostra como Alstom distribuiu propina.




Um documento apreendido na sede da Alstom, na França, indica que integrantes da Secretaria de Energia e três diretorias da EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) foram subornados para que a companhia obtivesse em 1998 um contrato de US$ 45,7 milhões (R$52 milhões, em valores da época) com a estatal paulista.
Até agora, a Polícia Federal só havia chegado até o intermediador da propina, o lobista Romeu Pinto Jr., que admitiu ter recebido recursos da Alstom para pagar suborno, mas alegou desconhecer os destinatários. Ele sustenta que entregou os valores a motoboys enviados por pessoas que não conhecia.
O documento traz detalhes da divisão e do caminho do dinheiro. Segundo o papel, a Secretaria de Energia, chamada de "SE", recebeu 3% do contrato (R$ 1,56 milhão). Já as diretorias financeira, administrativa e técnica da EPTE aparecem como destinatárias de 1,5% (R$ 780 mil), 1% (R$ 520 mil) e 0,13% (R$ 67,6 mil), respectivamente.
À época da assinatura do contrato, em abril de 1998, o secretário de Energia era Andrea Matarazzo, que ocupou o cargo por seis meses. Ele nega ter recebido propina.




O documento menciona os destinatários do suborno por meio de siglas. "SE" era a forma como a Alstom chamava a Secretaria de Energia em comunicações internas, segundo papéis do inquérito da PF. As diretorias são designadas pelas siglas DF, DT e DA.
A Folha consultou Jean-Pierre Courtadon, que foi vice-presidente da Alstom-Cegelec, e ele confirmou que DA, DT e DF costumavam designar diretorias administrativas, técnica e financeira.
Courtadon é investigado no Brasil sob suspeita de ter repassado propina, o que ele nega. Apuração na Suíça concluiu que ele não fez repasses a políticos e inocentou-o.
Entre 1998 e 1999, as diretorias administrativa, técnica e financeira da EPTE eram ocupadas por Carlos Eduardo Epaminondas França, Sidney Simonaggio e Vicente Okazaki, respectivamente. Como as negociações para o contrato se estenderam por anos, não dá para saber se o documento designa esses diretores ou outros.
ENIGMA
O mistério do documento é a sigla "F", apontada como recebedora de 2% do valor do contrato (R$ 1,04 milhão). Entre os executivos que assinaram o contrato, há um cujo sobrenome começa com "F": Henrique Fingerman.
Ele foi diretor financeiro da EPTE até maio de 1998 e assumiu a presidência da empresa em seguida. Fingerman, como Matarazzo, já foi indiciado pela PF sob suspeita de corrupção.

O valor do suborno no documento chega a R$ 6,4 milhões, ou 12,3% do contrato. O maior valor, segundo a PF, foi pago a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (R$ 2,07 milhões) e chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB) entre 1995 e 1997.
A investigação brasileira sobre a Alstom começou em 2008 para apurar suspeita de que a companhia havia pago propina para reativar em 1998 aditivo de contrato que fora assinado em 1983 para construção de três subestações de energia. A lei limita a duração de contratos a cinco anos.

O documento obtido pela Folha foi usado nos processos francês e suíço contra a Alstom. O da França foi arquivado porque até 2000 era permitido pagar comissões para obter negócios no exterior. O da Suíça resultou numa multa para a Alstom de US$ 42,7 milhões em 2011. A multa não contemplou a suspeita de suborno no Brasil porque a apuração aqui não foi encerrada.
O promotor Silvio Marques, que atua no caso, diz já ter visto o documento na Suíça. " Ele nunca foi usado porque ninguém sabia o significado das siglas".
O documento aponta que a empresa MCA, usada por Romeu Pinto Jr. para intermediar a propina, recebeu 7,5% do valor do contrato diretamente da Alstom francesa. Contas secretas que a Alstom tinha na Suíça remeteram mais US$ 516 mil para a MCA.
A Alstom do Brasil também participou do processo. A empresa Acqua Lux, que pertence a Sabino Indelicato, recebeu R$ 1,82 milhão (3,5% do contrato). Investigadores suspeitam que Indelicado seja laranja de Robson Marinho.




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Vídeo de Haddad com entrevista concedida ao Nassif falando sobre o acolhimento com trabalho e tratamento adequado aos dependentes químicos em São Paulo.


Clique aqui para ver

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A unidade da CNB (Construindo Um Novo Brasil) é o caminho para a unidade do partido (PT).


Concluída a etapa da eleição (PED) que escolheu as novas direções partidárias, por um período longo de quatro anos, foi escolhido os cargos e as funções de direção.
É fundamental que a corrente entre de imediato no processo de analise da conjuntura, com elaborações para subsidiar seus seguidores.

Percorrido muitas etapas durante os 33 anos de vida partidária, não foram poucos os momentos em que tivemos que fazer acordos e rearrumação interna para disputar e garantir maioria para estabilidade da vida do PT.
Faz tempo e já perpassa gerações que começamos a nos agrupar em torno de ideias e propostas na constituição do movimento interno denominado 113. Não vou neste momento detalhar as razões porque se trata de uma longa história e o tempo é curto. Prometo aos militantes ainda fazê-lo em algum momento dentro da própria corrente. Alguns filiados, o qual eu mim incluo, lançamos um manifesto chamado a revolução dos bagrinhos, cujo objetivo era criticar alguns erros da corrente e tentar repor a política no seu devido lugar.
Passaram-se os anos 93 a 95, perdemos a maioria da direção partidária com racha entre a unidade na luta e o surgimento do chamado Hora da Verdade. Neste momento se iniciava um novo ciclo na disputa interna da maioria da corrente no PT.

Cabe registrar que tal fato aconteceu no momento singular da historia da política brasileira que foi o inicio do plano real e a disputa de Lula como candidato a presidência da republica em 1994. Também se trata de uma longa narrativa que neste documento não tenho espaço para expor em detalhes.
Naquele período, passamos por momentos internos extremamente difíceis, por conta da nossa divisão e para completar pela derrota do Lula nas eleições.

Vou relatar uma pequena historinha: naquela ocasião, eu era um dos responsáveis pela coordenação das caravanas do Lula e fazia parte da equipe que contribuía politicamente para a elaboração da agenda dele. Como tinha perdido a maioria interna, os cargos de direção foram rediscutidos e eu fui demitido da coordenação política da agenda do companheiro Lula, pela Folha de São Paulo. Tomei conhecimento da noticia na pequena cidade de Tauá no sertão do Ceara e para o meu lugar tinha ido o companheiro Hamilton Pereira. Até isso nenhum problema, continuei amigo e companheiro até hoje, só para refrescar a memória. Depois de dois anos de intensa luta, retomamos no Encontro de Guarapari, no Espírito Santo (1995) a maioria da direção do partido.
Como a história está ficando longa, vamos aos fatos os quais quero aqui expor neste texto.

Escolha de cargos e funções de direção na corrente em toda sua historia sempre passaram e irão passar por discussão e decisão coletiva. Pode ter divergência mas a decisão é por consenso ou por maioria dos seguidores das correntes.
Haja visto que não foi fácil fechar nesta última etapa, a chapa do diretório nacional, da executiva nacional, da comissão de ética, do conselho fiscal e compactuar as funções dos atuais dirigentes. Porém, depois de um longo debate, o conjunto da proposta foi aprovada em plenária por aclamação.
NADA FÁCIL MAS FOI POSSÍVEL

Quero deixar claro que na CNB, até o momento não terá por vontade da maioria, espaço para traição ou rompimento de acordos. E tem mais, aqueles que se utilizam dos meios da mídia venal para no anonimato plantarem intrigas e tentar “queimar” companheiros, com certeza não terão sucesso, especialmente os que usam o anonimato chamado em off. Os que no passado e que ainda teimam no presente de se utilizar das graças da mídia, deram-se muito mal. Espero que o passado sirva de exemplo para aqueles que ainda insistem no presente.

A pratica aqui é dar “nome aos bois”. Caso alguém queira melindrar algum companheiro, a carapuça caiba na cabeça de quem merecer.

Darei continuidade a este e outros assuntos no momento que eu achar necessário.
Por enquanto é só.

Um forte abraço,
Rochinha

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O MEC, a Abril e o malfeito anunciado

Depois de ler a matéria, continuo acreditando que este fato não tenha acontecido. Se aconteceu, acho um absurdo, uma insensatez e uma falta de sensibilidade pelo que nós já passamos na nossa história com as mentiras divulgadas por esta revista.


Colunistas


O MEC, a Abril e o malfeito anunciado

“Se o governo federal preza tanto pelo bom uso dos recursos públicos, deve dar uma resposta imediata à sociedade, com o cancelamento do contrato e a identificação e responsabilização dos envolvidos”


COLABORE PARA ATINGIR O LIMITE DE CONTRIBUIÇÃO PARA O COMPANHEIRO GENUINO

Faço um apelo a todos os petistas que além da sua contribuição consiga pelo menos mais duas adesões de contribuintes para pagar a multa imposta ao companheiro Genuino pela AP 470.
Neste momento o valor arrecadado é de R$ 280.000,00 e o valor da multa é em torno de R$ 460.000,00 reais e o prazo final para pagamento se inspira dia 20 de janeiro.
Vamos em frente companheirada.


O site da campanha é http://www.apoiogenoino.com/

Leiam e Divulguem.


Pizzolato revela na Itália dossiê que embaraça julgamento de 

Barbosa 
18/11/2013 16:29
Por Redação, com colaboradores - de Roma, Rio de Janeiro e Brasília


Jobim presidiu o STF no início do processo do ‘mensalão’


O pior pesadelo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que tem dado repetidas mostras de interesse pela vida política, começa a se transformar em realidade nas próximas horas, em Roma. O ex-diretor do Banco do Brasil Francisco Pizzolato fará chegar às mãos de seus advogados italianos o relatório de perto de mil páginas, que o Correio do Brasil divulga, com exclusividade, no qual apresenta provas de que o dinheiro que deu origem à Ação Penal 470 no STF origina-se em uma empresa privada e não de um ente público, como afirma o relatório de Barbosa.
Para ocultar este fato, que coloca por terra o argumento que levou os réus na AP 470 ao Complexo Penitenciário da Papuda, segundo o dossiê apresentado por Pizzolato, que tem cidadania italiana, o então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza e o ministro Joaquim Barbosa criaram, em 2006, e mantiveram sob segredo de Justiça dois procedimentos judiciais paralelos à Ação Penal 470. Por esses dois outros procedimentos passaram parte das investigações do chamado caso do ‘mensalão’.
O inquérito sigiloso de número 2474 correu paralelamente ao processo do chamado ‘mensalão’, que levou à condenação, pelo STF, de 38 dos 40 denunciados por envolvimento no caso, no final do ano passado, e continua em aberto. E desde 2006 corre na 12ª Vara de Justiça Federal, em Brasília, um processo contra o ex-gerente executivo do Banco do Brasil, Cláudio de Castro Vasconcelos, pelo exato mesmo crime pelo qual foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.
Esses dois inquéritos receberam provas colhidas posteriormente ao oferecimento da denúncia ao STF contra os réus do ‘mensalão’ pelo procurador Antônio Fernando, em 30 de março de 2006. Pelo menos uma delas, “o Laudo de número 2828, do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, teria o poder de inocentar Pizzolato”, afirma o dossiê.
Dinheiro da Visanet
Ainda segundo o relatório que Pizzolato apresentará, em sua defesa, na corte italiana, um tribunal de exceção foi montado no Brasil com o único objetivo de desmoralizar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma clara tentativa de apeá-lo do poder antes do tempo. Embora o estratagema tenha funcionado ao contrário, com mais um mandato popular surgido das urnas ao líder petista, que em seguida elegeu a sucessora, Dilma Rousseff, o STF seguiu adiante e conseguiu que o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino (PT-SP) fossem conduzidos à prisão.
Pizzolato relata, em detalhes, as operações realizadas na campanha política de 2002 e suas ações na diretoria de Marketing do Banco do Brasil. No dossiê, ele contesta os documentos acatados como verdadeiros na AP 470.
“Observem bem a data em que foi escrita a carta mentirosa do “tucano” (Antonio Luiz Rios, ex-presidente da Visanet que hoje trabalha como consultor para a Rede Globo de Televisão) e dirigida aos peritos da PF, foi em 02 de fevereiro de 2006, período em que os advogados não tinham acesso a nenhum documento. E esta carta mentirosa do “tucano” ditou, influenciou e/ou moldou todos os pareceres, perícias e fundamentalmente a própria “denúncia” da Procuradoria Geral da República e do Ministério Público Federal (PGR/MPF), bem como a argumentação do relator Joaquim Barbosa que por sua vez “convenceu” o plenário do STF. Ninguém, repito, absolutamente ninguém, nem o PGR/MPF e nem o relator, deram-se ao trabalho de observar a regra básica de uma relação de mercado, o respeito ao contrato. Pois existia um contrato que normatizava a relação da Visanet com seus sócios, os diversos bancos, sendo o maior acionista da VISANET, o Bradesco”.
Em nove capítulos, Pizzolato também revela que, em março de 2006, quando ainda presidia o STF o ministro Nelson Jobim, a CPMI dos Correios divulgou um relatório preliminar pedindo o indiciamento de 126 pessoas. Dez dias depois, em 30 de março de 2006, o procurador-geral da República já estava convencido da culpa de 40 deles. A base das duas acusações era desvio de dinheiro público (que era da bandeira Visa Internacional, mas foi considerado público, por uma licença jurídica não muito clara) do Fundo de Incentivo Visanet para o Partido dos Trabalhadores, que teria corrompido a sua base aliada com esse dinheiro. Era vital para essa tese, que transformava o dinheiro da Visa Internacional, aplicado em publicidade do BB e de mais 24 bancos entre 2001 e 2005, em dinheiro público, ter um petista no meio. Pizzolato era do PT e foi diretor de Marketing de 2003 a 2005.
Barbosa decretou segredo de Justiça para o processo da primeira instância, que ficou lá, desconhecido de todos, até 31 de outubro do ano passado. Faltavam poucos dias para a definição da pena dos condenados, entre eles Pizzolato, e seu advogado dependia de Barbosa para que o juiz da 12ª Vara desse acesso aos autos do processo, já que foi o ministro do STF que decretou o sigilo.
O relator da AP 470 interrompera o julgamento para ir à Alemanha, para tratamento de saúde. Na sua ausência, o requerimento do advogado teria que ser analisado pelo revisor da ação, Ricardo Lewandowski. Barbosa não deixou. Por telefone, deu ordens à sua assessoria que analisaria o pedido quando voltasse. Quando voltou, Barbosa não respondeu ao pedido. Continuou o julgamento. No dia 21 de novembro, Pizzolato recebeu a pena, sem que seu advogado conseguisse ter acesso ao processo que, pelo simples fato de existir, provava que o ex-diretor do BB não tomou decisões sozinho – e essa, afinal, foi a base da argumentação de todo o processo de mensalão (um petista dentro de um banco público desvia dinheiro para suprir um esquema de compra de votos no Congresso feito pelo seu partido).
No dia 17 de dezembro, quando o STF fazia as últimas reuniões do julgamento para decidir a pena dos condenados, Barbosa foi obrigado a dar ciência ao plenário de um agravo regimental do advogado de Pizzolato. No meio da sessão, anunciou “pequenos problemas a resolver” e mencionou um “agravo regimental do réu Henrique Pizzolato que já resolvemos”. No final da sessão, voltou ao assunto, informando que decidira sozinho indeferir o pedido, já que “ele (Pizzolato) pediu vistas a um processo que não tramita no Supremo”.
O único ministro que questionou o assunto, por não acreditar ser o assunto tão banal quanto falava Barbosa, foi Marco Aurélio Mello.
Mello: “O incidente (que motivou o agravo) diz respeito a que processo? Ao revelador da Ação Penal nº 470?”
Barbosa: “Não”.
Mello: “É um processo que ainda está em curso, é isso?”
Barbosa: “São desdobramentos desta Ação Penal. Há inúmeros procedimentos em curso.”
Mello: “Pois é, mas teríamos que apregoar esse outro processo que ainda está em curso, porque o julgamento da Ação Penal nº 470 está praticamente encerrado, não é?”
Barbosa: “É, eu acredito que isso deve ser tido como motivação…”
Mello: “Receio que a inserção dessa decisão no julgamento da Ação Penal nº 470 acabe motivando a interposição de embargos declaratórios.”
Barbosa: “Pois é. Mas enfim, eu estou indeferindo.”
Segue-se uma tentativa de Marco Aurélio de obter mais informações sobre o processo, e de prevenir o ministro Barbosa que ele abria brechas para embargos futuros, se o tema fosse relacionado. Barbosa reitera sempre com um “indeferi”, “neguei”. O agravo foi negado monocraticamente por Barbosa, sob o argumento de que quem deveria abrir o sigilo de justiça era o juiz da 12ª Vara. O advogado apenas consegui vistas ao processo no DF no dia 29 de abril, quando já não havia mais prazo recursório. Fonte

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma boa notícia que com certeza você não vai ver no JN (Jornal Nacional).

IBGE confirma safra recorde em 2013, e espera produção ainda maior em 2014


O Brasil registrou uma safra recorde de 188,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2013, que deve ser seguida, em 2014, por um novo recorde, 0,7% maior. O ritmo de crescimento, no entanto, deverá desacelerar - o aumento de 2012 para 2013 foi de 16,2%.
Os dados sobre a safra de 2013 vêm do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, feito em dezembro de 2013 e divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A previsão sobre a produção em 2014 vem do 3° prognóstico de área e produção para a safra deste ano, também feito em dezembro.
O Nordeste deve ser a região com o maior aumento de produção, que deverá ser de 30,9%. A região respondeu em 2013, no entanto, por apenas 6,4% da produção nacional.
O Centro-Oeste, que foi responsável por 41,7% da da produção em 2013, deverá ter queda de 1,9% em 2014. O Sul, responsável por 38,8% da produção de 2013, deverá ter queda de 1%.
O Sudeste terá crescimento de 0,1%, e o Norte terá queda de 3%.

Com aumento de área colhida em 2013, milho terá queda em 2014

Entre os produtos que contribuíram com o aumento de 8,1% da área colhida em 2013, que chegou a 52,8 milhões de hectares no total, estão o milho, que teve aumento de 7,4% e a soja, que teve aumento de 11,7%. Nesse ano, o milho terá queda, no entanto de 1% em área e de 4,2% em produção, prevê o IBGE.
Com maiores áreas, a produção do milho foi 13% maior em 2013, e da soja foi 24,3% maior. Apesar de o arroz ter tido uma diminuição de 0,9% em área colhida, o aumento da produtividade fez com que a produção crescesse 3,2%.
De acordo com o instituto, a área colhida do feijão, com aumento de 13,8%, representará um dos crescimentos mais importantes em 2014. Com isso, a produção da leguminosa deverá saltar 39,9%.
Outros produtos que terão aumento serão o algodão herbáceo, que terá crescimento de 14% em área e de 13,8% em produção; a mandioca, que terá área 6,7% maior e produção 8% maior; a soja, que terá aumento de 5,3% em área e de 10,5% em produção; e o fumo, que deverá crescer 3% em área colhida e produção 3,4% maior.
Dentre os produtos que terão queda em área colhida estão a cebola, que terá área 11,2% menor e produção 15% menor.
Para o café arábica, a área prevista de colheita apresenta uma variação negativa de 3,2% e para o café canephora, um aumento de 0,3%. Fonte

Continua fervendo cozinhado em forno morno o escândalo de corrupção dos trens e metrô de são Paulo.

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09/01/2014 - 03h30

Delator de cartel diz que tratou de propina com secretário de Alckmin
Publicidade: FLÁVIO FERREIRA DANIELA LIMA DE SÃO PAULO


A principal testemunha das investigações sobre o cartel dos trens disse à Polícia Federal que tratou pessoalmente de propina com o atual secretário de Desenvolvimento Econômico do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Garcia (DEM), e um interlocutor do secretário de Energia, José Aníbal (PSDB).
As afirmações constam de um depoimento prestado pelo ex-diretor da multinacional alemã Siemens Everton Rheinheimer em novembro. Ele assinou um acordo de delação premiada e colabora com as investigações sobre formação de cartel e suspeitas de pagamento de suborno a políticos do PSDB e funcionários do Metrô e da CPTM.
O teor completo de suas declarações é mantido em sigilo pelas autoridades, mas parte do depoimento foi transcrita na decisão da Justiça Federal que encaminhou o caso para o Supremo Tribunal Federal, em dezembro.
Garcia, Aníbal e outros políticos mencionados por Rheinheimer são deputados federais licenciados e, por isso, só podem ser investigados com autorização do Supremo. O ex-executivo da Siemens afirmou à polícia que Garcia era um "ponto de contato" político para as empresas do cartel e que conversou "algumas vezes" com ele sobre o pagamento de "comissões".
Ele disse que recebeu indicação para negociar também com José Aníbal. Rheinheimer declarou que "nunca" foi recebido pessoalmente por Aníbal, mas tratava com uma pessoa que o "assessorava informalmente em relação ao pagamento de propinas".
Garcia e Aníbal negam ter cometido ilegalidades. O advogado de Garcia, Alexandre de Moraes, negou as acusações e desqualificou o testemunho de Rheinheimer. "Nos 52 volumes do processo, o secretário Garcia é citado três vezes, duas em denúncias anônimas, em nenhuma delas com provas", afirmou.
A assessoria de José Aníbal disse que ele "nunca viu ou havia ouvido falar de Rheinheimer" antes do início do escândalo. Afirmou ainda que ele jamais autorizou qualquer interlocutor a tratar com o ex-executivo da Siemens.
À PF, o delator disse que tratou de propina com Garcia na época em que ele presidia a Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, quando ainda era deputado estadual. Posteriormente, enquanto Garcia esteve na presidência da Assembleia, entre 2005 e 2007, seu contato teria passado a ser Aníbal.
Segundo Rheinheimer, um dirigente da CPTM lhe disse que o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), o deputado estadual Campos Machado (PTB) e o atual secretário da Casa Civil de Alckmin, Edson Aparecido (PSDB), também receberam propina. O executivo diz não ter provas disso. Os três negam a acusação.
No texto da decisão em que determinou o envio dos autos para o Supremo, o juiz federal Marcelo Costenaro Cavali afirma que, na sua opinião, "os elementos obtidos pela autoridade policial até o momento são fragilíssimos em relação às autoridades" apontadas por Rheinheimer.
Ele ressalva, no entanto, que cabe ao Supremo analisar e autorizar qualquer medida no inquérito que diga respeito a políticos detentores de mandato e que por isso decidiu enviar os autos. A medida, na prática, evita o risco de que, no futuro, provas contra autoridades sejam anuladas pelo fato de terem sido obtidas sem a supervisão do Supremo. Fonte