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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

"O PSB CUSPIU NO PRATO EM QUE COMEU"


O PT não tem mais dúvidas de que o PSB irá mesmo lançar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como candidato à Presidência da República em 2014 e não dá mostras de perdoar o ex-aliado pela opção de romper com o governo da ´presidente Dilma Rousseff e optar pelo voo solo; “O PSB foi nosso parceiro a duras penas e hoje cuspiu no prato em que comeu”, diz um dos fundadores do PT e membro da executiva nacional, Francisco Rocha, o Rochinha; Para ele, a aliança entre Eduardo Campos e a ex-senadora Marina Silva é “uma coisa que está cozinhando em fogo brando” e que logo irá explodir, dividindo o PSB internamente 6 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 20:02 Mariana Almeida _ PE247 - O PT não tem mais dúvidas de que o PSB irá mesmo lançar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como candidato à Presidência da República em 2014. E esta certeza não foi bem digerida pela cúpula do partido, que não dá mostras de perdoar o ex-aliado pela opção de romper com o governo e optar pelo voo solo. “O PSB foi nosso parceiro a duras penas e hoje cuspiu no prato em que comeu”, diz um dos fundadores do PT e membro da executiva nacional, Francisco Rocha, o Rochinha. Para ele, a aliança entre Eduardo Campos e a ex-senadora Marina Silva é “uma coisa que está cozinhando em fogo brando” e que mais dia, menos dia, o PSB terá problemas pela possibilidade de Marina, que tem índices de intenção de voto mais elevados que Campos, querer ser a cabeça de chapa no lugar de Campos. “Essa aliança entre a ex-ministra Marina Silva e Eduardo Campos é angu de caroço, é uma coisa que tá cozinhando em fogo brando”, disse Rochinha. “Não existem limites para o desejo de poder de Campos, mas, ao mesmo tempo, Marina esteve na frente deve em todas as pesquisas de intenção de voto. Uma hora ela vai querer ser candidata, e aí o pau vai comer dentro do PSB”, disparou o petista. De acordo com a avaliação do dirigente petista, a força do governador em Pernambuco é superestimada. “Nas pesquisas mais recentes, o índice de aprovação do governador chegou em 52%. É uma queda vertiginosa para quem se reelegeu em 2010 com mais de 80% dos votos válidos. Inclusive Dilma [presidente Dilma Rousseff (PT)] está se aproximando de Campos no Estado”, avaliou. “A boa fase pela qual Pernambuco está passando, as obras, os projetos, tudo foi fruto da benevolência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto estava no poder”, disparou. A “paternidade” das obras estruturadoras em Pernambuco vem sendo alvo de reclamações frequentes por parte do PT, que afirma que nem Campos e nem o PSB reconhecem a participação dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma na implantação dos empreendimentos que hoje são apontados como cases de sucesso da gestão socialista. “A gestão de Campos é que nem aquele baú do Silvio Santos. Ele sai por aí com uma carreta, prometendo tudo para todo mundo e quando o baú é aberto dentro dele está vazio”, alfinetou Rochinha. “O PSB sempre foi aliado do PT, mesmo que a duras penas. Agora, com esse quadro político atual, eles estão cuspindo no prato em que comeram”, desabafou o petista. Apesar das críticas contra o ex-aliado, Rochinha diz que a prioridade máxima do PT é promover um palanque amplo e sólido para a presidente Dilma Rousseff (PT) nos Estados e ampliar a bancada petista no Congresso. “O que nós queremos é garantir a reeleição de Dilma e uma grande bancada de deputados estaduais, federais e senadores. As eleições nos estados ainda não estão sendo muito discutidas”, afirmou. “O presidente do PT, Rui Falcão – que provavelmente será reeleito após as votações do PED (Processo de Eleições Diretas) de domingo – só deve pensar nos palanques estaduais a partir da próxima semana. Por ora, estamos focados na mobilização de domingo”, afirmou.

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