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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

EM DEFESA DA DEMOCRACIA E CONTRA O TROCA-TROCA DE PARTIDOS

Na reta final do troca-troca de partidos visando disputar as eleições em 2014, percebo que volta a operar na política o chamado vale tudo. Insisto numa antiga tese de que como os mandatos pertencem por lei aos partidos, os mesmos deveriam, a começar por aquele da qual eu faço parte (PT), pedir sem vacilar os mandatos de volta. E tenho a opinião firmada de que num país aonde estão constituídos 32 partidos políticos, mesmo respeitando a sua legalidade, eu não vejo condições de se ter uma democracia forte e representativa ideologicamente. E vou além, para a minha surpresa, leio no noticiário de hoje a opinião de dois juristas, ambos ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, defendendo a legalização do partido Rede Sustentável em quaisquer condições. Aonde um deles, o ex-ministro Carlos Ayres Brito que, diga-se de passagem, já foi candidato a deputado federal pelo PT de Sergipe nos anos de 1990, mistura nas suas argumentações de caráter legal e jurídico com relações de amizade que tem com a ex-senadora Marina Silva. Será que aqueles que defendem a legalização da Rede Sustentável tem conhecimento e segurança de que foram cumpridas todas as exigências legais para a sua constituição? Acho lamentável e grave que figuras que dominam o conhecimento das leis deem pitacos ao Tribunal Superior Eleitoral, que é a corte irmã do Supremo Tribunal Federal, passando para a opinião pública uma versão capciosa de quase de interferência sobre um assunto tão delicado. Será que ambos nas suas funções que, historicamente, diziam que estavam defendendo as leis e a Constituição, mudaram de opinião? Ou será que por trás de tudo isso existe a intenção de entrarem para o mundo da política institucional e partidária? O tempo dirá.

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