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terça-feira, 14 de maio de 2013

PED e Reforma Política: Prioridades para a mobilização do PT



A atual conjuntura política exige do PT, através da articulação dos seus dirigentes, militantes e simpatizantes, uma intensa mobilização nacional em torno de dois temas que na minha opinião reforçam a consolidação do sistema político brasileiro.
Numa análise fria chega-se à conclusão de que o Brasil precisa de partidos políticos em número e em ideologias que tenham um corte real no sistema político vigente.
Tenho reiterado em artigos anteriores a opinião de que o espectro político nacional para ser adequado ao corte ideológico deveria ter em torno de cinco ou, no máximo, seis agremiações políticas nacionais.
Insisto na tese de que deveríamos ter um partido de esquerda, um da ultra-esquerda, um da centro-esquerda, um da direita, um da centro-direita e, lógico,  um mais liberal.
Com certeza, a consolidação dessas legendas sedimentaria os pilares de uma verdadeira democracia político-partidária no País.
Entro nesse debate para dizer que o Partido dos Trabalhadores tem uma grande responsabilidade na contribuição política parasse alcançar este objetivo. O PT no momento discute com seus filiados o projeto de renovação das suas direções com a realização do Processo de Eleição Direto, o PED 2013. Ao mesmo tempo sai a campo para coletar assinaturas da população brasileira para, em conjunto com outras forças políticas e com os movimentos sociais, apresentar um projeto de iniciativa popular pela implementação da Reforma Política.
É obrigação de todos nós, filiados ao Partido, não medir esforços para colher o máximo do limite das assinaturas necessárias para a apresentação da proposta e mobilizar a sociedade para, através de pressão popular, aprova-la no Congresso Nacional.
Além da proposta de uma reforma política, um Partido que tem hoje em torno de um milhão e setecentos mil filiados tem todas as condições de realizar, juntamente com outras forças políticas e sociais, mobilizações nacionais em defesa dos interesses da sociedade.  Entre estas frentes de ação estão a legalização das terras indígenas, o reconhecimento das terras quilombolas, a ampliação e a consolidação do direito das minorias, assegurar as liberdades democráticas, evitar a consolidação da judicialização da política, trazer os jovens para a participação na vida política e garantir a consolidação do projeto democrático evitando o fortalecimento das forças conservadoras no País.

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