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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Imperdivel! Leiam e divulguem.


Sob o título “O ministro iracundo e a audiência sorrateira”, o texto a seguir é de autoria de Gilton Batista Brito, Juiz Federal lotado em Sergipe, ex-Defensor Público Estadual e ex-Advogado da União.
Foi, numa palavra, estarrecedor ver e ouvir o tratamento desrespeitoso dispensado pelo Senhor Ministro Joaquim Barbosa a magistrados em audiência, como amplamente divulgado pela mídia.
Teve de tudo no comportamento do Senhor Ministro: piadinha de mau gosto quanto à sede dos novos tribunais, com nítido intuito de pautar manchetes; manifesta aversão ao desempenho das associações de magistrados, pejorativamente chamadas de sindicais, a indicar intolerância com o diálogo; invocação de argumentos de autoridade, a revelar desprezo pelo pluralismo de idéias; e citação de custos exagerados e discrepantes de documentos oficiais, demonstrando ignorância.
Um misto, portanto, de desinformação, preconceito, autossuficiência e soberba em conduta incompatível com a serenidade, o equilíbrio, a urbanidade e a cortesia exigidos de um Juiz, mais ainda, de um Juiz que preside um alto tribunal e representa o Poder Judiciário.
Tal forma iracunda de proceder é bem verdade não é nova, contabilizando-se vítimas na advocacia, na imprensa e no próprio Supremo Tribunal Federal.
Em realidade quer parecer pelas circunstâncias que a audiência, solicitada há bastante tempo e só agora realizada, foi sorrateiramente urdida para silenciar sobre temas que preocupam os magistrados e censurar publicamente uma demanda debatida seriamente há vários anos na magistratura federal, no Parlamento, no CJF e até no CNJ, pela só discordância de última hora de Sua Excelência.
Tudo indica que a elevada popularidade alcançada como relator de famosa ação penal originária conferiu ao Senhor Ministro no encontro a certeza da condição de ser quase divino, alçado falsamente aos píncaros da glória. Um super-herói onisciente e onipotente, cujos desejos devem ser obedecidos mansamente, sem discussão.
O Senhor Ministro Joaquim Barbosa, contudo, precisa urgentemente entender que ao falar com magistrados não se dirige a capangas, mas, sim, a seus pares.

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