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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Por falta de notícias negativas, a velha mídia se utiliza do disse-me-disse


Como sempre, a velha mídia estava preparando uma pauta de notícias negativas para o final de janeiro. Tudo foi por água abaixo.

Primeiro, foram surpreendidos pelo aumento do combustível em valores abaixo do que eles vinham apregoando o tempo inteiro, depois a surpresa foi maior com a baixa taxa de desemprego no Brasil que fechou 2012 no seu menor nível histórico, ou seja, 4,6% segundo o IBGE. Em seguida, outra surpresa: os dados econômicos mostram que além da recuperação do poder de compra dos trabalhadores, os índices divulgados por alguns institutos mostram que a inflação está sob controle.
Tentaram vergonhosamente esconder ou manipular a importância da redução da taxa de energia elétrica nas contas da população, das empresas e do comércio. Inclusive, foram surpreendidos porque nas parcas notícias divulgadas, diziam que o índice seria de 16% e o governo baixou para 18% as taxas domiciliares e até 32% para a indústria e comércio.
Esta velha mídia medíocre que faz o papel de partido político de oposição ao PT e ao governo, mesmo perdendo uma atrás da outra, não se conforma com os avanços sociais obtidos pela população durante os 10 anos de governo petista.
Acabou no Brasil a época em que eles se achavam os absolutos formadores de opinião, criavam intrigas e manipulavam as verdadeiras informações.
Hoje, se debatem entre o poder rápido e eficiente das redes sociais que informam na linha do tempo contra o atraso a passos de tartaruga das desinformações divulgadas por seus meios de comunicação, especialmente, os velhos jornalões.
A sociedade por si só, busca os meios mais seguros de informações confiáveis. Eles, a mídia escrita e falada, tateia lentamente como o bicho preguiça, perdidos no meio da escuridão.
A oposição “que até agora não disse e não dirá ao que veio”, tem como única bandeira, tentar derrubar um ex-presidente da República chamado Lula. Incrível! Só no Brasil a oposição tenta derruba um ex-presidente!
Esperem sentados! Porque de pé vocês se cansarão!

VELHA MÍDIA, O TIRO SAIU PELA CULATRA!


Como sempre, a velha mídia estava preparando uma pauta de notícias negativas para o final de janeiro. Tudo foi por água abaixo.

Tentaram vergonhosamente esconder ou manipular a importância da redução da taxa de energia elétrica nas contas da população, das empresas e do comércio. Inclusive, foram surpreendidos porque nas parcas notícias divulgadas, diziam que o índice seria de 16% e o governo federal baixou para 18% as taxas domiciliares e até 32% para a indústria e comércio.

A sobrevivência do velho no novo


Completamos uma década de governo de centro-esquerda, o mais longo e tranquilo período de governos progressistas, tanto do ponto de vista institucional quanto social. Nada que nos lembre, sejam os anos 50 (marcados pelo golpe reacionário que levou Vargas ao suicídio), seja o golpe proto-fascista de 1964, com sua longa noite de horror. Nada que nos lembre, sequer, o governo desenvolvimentista de JK, juncado por sucessivas tentativas de golpes de Estado e insurreições militares, articuladas antes mesmo de sua posse.
Na verdade, estamos, desde 1985, vivendo nosso mais longo período de estabilidade democrática, de preeminência do poder civil e silêncio dos quarteis, da história republicana.
O que avançamos à esquerda nesses dez anos só é comparável (talvez até superando-o) ao que o país avançou nos governos Vargas e Jango e, pela primeira vez, a direita não teve condições de interromper o processo de ascensão das massas, embora cogitasse dessa aventura em 2005, da qual recuou em face de seu medo contumaz da voz das ruas. Avançamos sobretudo em conquistas econômicas e sociais, que ajudam a explicar a notável popularidade de Lula e de Dilma. Estamos, todavia, ainda a pagar um preço absurdamente elevado pela “governabilidade”, o nome elegante da construção da base de apoio parlamentar, preço que impede o avanço político. Pois tudo tem seu preço.
A avaliação mais corrente ao período deita suas raízes no plano econômico, considerado, à esquerda e à direita, como fiador da popularidade dos governantes, financiador que é dos avanços sociais, os quais, para poupar espaço, resumiremos na dupla pleno emprego-distribuição de renda: 42,5 milhões de brasileiros entraram no sistema financeiro e conheceram o crédito, tornado acessível graças à intervenção política da presidente.
No segundo semestre de 2002, em plena campanha pela sucessão presidencial, o presidente FHC convocou todos os candidatos para uma ‘reunião de Estado’ (estive em uma delas, acompanhando o candidato Anthony Garotinho, à época no PSB), para anunciar a falência do país. O governo, em seu outono, correra uma vez mais ao FMI e precisava que o próximo presidente honrasse os terríveis compromissos assumidos com a banca internacional. Passados 10 anos, o Brasil, de devedor, tornou-se credor do FMI; a inflação anual caiu de 12,5% para algo como 5%; as reservas cambiais são superiores a um ano de importações, a realidade cambial foi restabelecida e a dívida pública líquida caiu como fração do PIB. Acabou-se com a lengalenga de ‘Banco Central independente’, independente do país e dependente dos banqueiros.
Outros excepcionais indicadores do amadurecimento de nossa economia remetem ao reconhecimento internacional, cuja justa medida é o fato de sermos, hoje, o quarto destino mundial de investimentos estrangeiros (65,3 bilhões de dólares, segundo a Unctad), e o Tesouro Nacional emitir (e vender) títulos de 20 anos, pagando uma taxa de juros real inferior a 4%! E tudo isso – e muito mais – mantendo a política de aumento real do salário-mínimo. A qual, nesse governo, contrariando economistas da FGV, deixou de ser elemento inflacionário. Aumentou-se o salário mínimo, aumentou-se a renda dos assalariados, aumentou-se o crédito, derrubaram-se os juros, e a inflação permaneceu sob controle.
Mas, o que mais festejo são os ganhos políticos e o que mais critico é a timidez política, e exatamente por isso elogio, finalmente, o pronunciamento da Presidente na televisão, tão bom que irritou a direita impressa. Espero, porém, que esse pronunciamento não seja o primeiro e último. Pois, se o grande mérito do governo foi a decisão de governar para as grandes massas – decisão de que decorrem os ganhos na economia – são tímidas as conquistas políticas e ainda mais tímida a disposição do governo de enfrentar o debate político, esperando que por ele falem os movimentos sociais, desarticulados e esvaziados, exatamente pelo exílio da política.
Ilustra essa inapetência política a forma como foi anunciada a queda dos juros pela qual clamavam sindicatos, empresários, a sociedade e a boa política (jamais nos esqueçamos dos discursos de José Alencar), apresentada que foi como mera medida econômica!
Ora, a queda dos juros foi decisão política da presidente, para a obediência da tecnoburocracia econômico-financeira e da banca, como foi sua decisão, política presidencial, determinar a correção no câmbio, o aumento do crédito pessoal e cutucar, com a ação dos bancos estatais, a banca refratária.
O governo, acossado pela crise de 2005, optou pela composição a mais ampla possível – elástica tanto do ponto de vista do espectro ideológico quanto do padrão ético – abrigando sob suas asas desde a esquerda (PSB, PT, PCdoB e PDT) a partidos como o PP de Maluf, o PTB de Roberto Jefferson e as armadilhas dos soi-disant evangélicos, enfim, uma malta que tem sua grande homenagem no velho e notório PMDB. A contra-prestação veio em termos, pois, se a governabilidade foi assegurada (mas não só como efeito dessa composição), a maioria no Congresso, hoje como ontem, é instável e rentista, sempre sujeita que é ao toma lá – dá cá.
De outra parte, essa geleia, informe e contraditória política e ideologicamente, privou o governo da ação das massas, que lhe são favoráveis, desmobilizou os sindicatos e não ensejou o surgimento de movimentos sociais e culturais capazes de trazer para a política os novos valores e as novas aspirações. Isolando-se, o governo corre o risco de imolar-se nas teias das transações da pequena política, a rainha do Parlamento de hoje, deixando a política para os ‘outros’.
Tal privação talvez explique a resistência de nossos governos em enfrentar a necessária reforma do Estado, que só nós podemos patrocinar, democratizando-o e descondicionando-o da destinação neoliberal para a qual foi moldado. Intocado, permanecerá o Estado de ontem herdado do tatcherismo e da razzia dos dois Fernandos: anti-povo, anti-nacional, o Estado da banca e dos privilégios, o Estado privatizado pelos interesses do capital, uma estrutura, portanto, que resiste à modernidade, à supremacia dos interesses nacionais e das grandes massas, alienado funcional e ideologicamente.
Ao não politizar seus avanços e conquistas, o governo de centro-esquerda renuncia à formulação de um corpus ideológico que daria significado e permanência às conquistas alcançadas, a melhor maneira de garantir no futuro a sobrevivência dos avanços de hoje.
No nosso silêncio fala a direita.
O povo, que apoia o governo que o beneficia, é alvo de uma guerra ideológica sistemática levada a cabo pelos grandes meios de comunicação de massa, ideologizados, partidarizados, reacionários. Trata-se, porém, de guerra sem conflito, pois um só exército vomita fogo. Este é o preço da inércia dos partidos, da inércia do que ainda resta de esquerda, esquecida de que, até para ocupar caixinhas no organograma do governo, é indispensável travar a luta política. Sem ela, ou perdemos o governo ou dele seremos apeados.
Veremos o que virá.
Leia mais em www.ramaral.org


Comentário:

Quero parabenizar ao companheiro Roberto Amaral do PSB pelo texto publicado pela revista Carta Capital em 29/01/2013 com o titulo: A sobrevivência do velho no novo. Admiro aqueles que conseguem fazer a critica, propor correções e elogiar os acertos. Este é o papel de um dirigente socialista. Peço a todos que leiam e divulguem.  Rochinha

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quando a verdade enterra a mentira.


Terminamos o ano de 2012 com a grande mídia alardeando fatos pontuais e irrelevantes da conjuntura econômica e social, alimentando o discurso oposicionista do “quanto pior melhor”, cuja a clara intenção era, e ainda é, desgastar a imagem do PT, do governo da presidenta Dilma e, por tabela, do ex-presidente Lula.

Fizeram do resultado do Produto Interno Bruto um verdadeiro  palanque contra a política econômica, tentando jogar o desanimo no seio da população. É bom lembrar que, em relação ao resultado do PIB esqueceram - ou não quiseram dizer - dos impactos da crise internacional e de uma série de fatores internos, sobretudo de natureza climática em relação à seca no nordeste e o excesso de chuvas em outras regiões, prejudicando em boa parte a produção da safra, com impacto direto no preço da cesta básica, inclusive reduzindo as exportações dos nossos grãos para o mercado externo.

Além disso, depois da abundante oferta de crédito, é natural a redução no consumo e na tomada de novos empréstimos por parte da população. Estes são alguns dos fatores que contribuíram para a queda da produção em vários setores com o impacto direto no resultado do PIB.

Mas do ponto de vista da agenda social, o resultado do PIB não impediu que os programas implantados ao longo dos 10 anos de governo do PT, continuassem apresentado resultados positivos. Como, por exemplo, a política de recuperação do poder de compra do salário mínimo; a consolidação dos programas de distribuição de renda - como o Bolsa Família - os avanços na educação e o apoio fiscal aos vários setores produtivos que contribuem para a formação de mão de obra e para a geração de emprego. Eis ai alguns exemplos do compromisso de uma agenda diferenciada do chamado projeto neo-liberal.

Para se contrapor à pauta negativa insistentemente propalada pela grande mídia, divulgo o documento publicado pelo IPEA em18 de dezembro de 2012, com uma análise profunda sobre o resultado do PIB e a distribuição da renda nacional sobre a piramide social, beneficiando especialmente as camadas mais pobres da população. Mostrando claramente que não é preciso esperar o bolo crescer para só depois distribuí-lo

Eis o documento.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


VENEZUELA


10/01/2013 - 03h00

À brasileira

A decisão, adotada na Venezuela, de adiar indefinidamente a posse do hospitalizado Hugo Chávez tem um precedente: é milimetricamente igual à decisão que adiou indefinidamente a posse do hospitalizado Tancredo Neves. O que faz com que a decisão no caso de Chávez receba exaltada condenação moral no Brasil e no caso de Tancredo Neves fosse louvada, com alívio e emoção, pode ser muito interessante. Mas não é para um artiguinho. E não é tão difícil de intuir, ao menos na superfície.
Convém lembrar que a crítica à solução brasileira só veio, e muito forte, no segundo passo daquele veloz processo. Foi quando a decisão à brasileira avançou muito mais do que a Venezuela: morto Tancredo, o mandato que não recebeu e a Presidência foram transferidos ao vice, sob muita contestação jurídica e ética.
As circunstâncias venezuelana e brasileira são diferentes? Sim, claro. As circunstâncias são sempre diferentes. Mas sem essa de que a oposição Venezuela está lutando pela democracia, e o chavismo é um sistema contrário à liberdade, e coisa e tal. Seja o que for o chavismo e o que pretenda a "revolução bolivariana", o que a oposição quer é restaurar o sistema de poder anterior: um dos mais corruptos e socialmente opressores da América Latina, de menor e mais imoral "liberdade de imprensa" e de pensamento.
Ao longo do século passado, a Venezuela dos hoje saudosistas deixou exemplos de barbaridade ditatorial escandalosos mesmo para o padrão latino-americano, caso do ditador-bandido Perez Jimenez, entre outros; e uns dois governos decentes, digo dois só para não deixar o romancista e presidente Romulo Bittencourt sem companhia em meio a cem anos.
Mas, a não ser muito eventuais obviedades "de esquerda", nunca li ou ouvi críticas no Brasil aos donos daquela Venezuela e seu sistema de domínio e exploração.
O que se passa na Venezuela não é uma divergência entre as condições jurídicas e temporais de uma posse, incerta além do mais, na Presidência. Posse de um eleito, também é bom lembrar, em eleições de lisura aprovada por comissões internacionais de fiscalização, entre as quais a respeitadíssima Fundação Carter, com a presença destemida do democrata Jimmy Carter.
A conduta do Itamaraty diante do problema venezuelano, na qual expressa a posição oficial Brasil, mais uma vez se orienta pelo princípio de que se trata de assunto interno do país vizinho, sem justificativa para qualquer interferência externa a ele.
Marco Aurélio Garcia foi mandado, como assessor presidencial de assuntos internacionais, recolher em dois dias as informações, necessárias ao governo brasileiro, sobre o estado de Chávez e sobre a situação política venezuelana. Não houve indicação alguma de que seu comentário representasse uma posição assumida pelo governo brasileiro.
Para Marco Aurélio Garcia, conforme exposto na Folha pela repórter Fernanda Odilla, "como o presidente foi reeleito, 'não há um processo de descontinuidade' se ele não tomar posse formalmente" hoje. Há, sim. Não há descontinuidade pessoal. Mas há descontinuidade institucional.
Uma posse presidencial não importa pelo empossado, que pode ser ótimo ou lamentável. A importância é institucional: o início de um mandato na Presidência. E segundo mandato é outro mandato. Como constatado no editorial da Folha "Impasse na Venezuela", de ontem, "o texto constitucional [venezuelano] não responde de maneira inequívoca às dúvidas suscitadas" sobre o impedimento atual da posse em novo mandato.
Mas, em se tratando de Chávez, é válido dizer que "adiar indefinidamente" é inconstitucional, é arbitrariedade, é opressão. "Brasileiro não tem memória." Ou, se lhe convém, adia indefinidamente.


Fonte: Folha