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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Uma nova geração, uma nova política, um novo Brasil


Por Jefferson Lima


A JPT chamou para si a responsabilidade da construção de uma nova política, dialogando mais com a realidade dos municípios e apresentando boas propostas, articuladas às principais demandas das juventudes na área cultural, ambiental, de mobilidade urbana, de respeito às diversidades e combate à violência.

No mundo e no Brasil, os jovens são os principais atores sociais de um povo. No mais recente congresso da Juventude do PT, realizado no final de 2011, elegemos como prioridades a municipalização e a descentralização da JPT, para dialogar com as diferentes realidades da juventude brasileira e fortalecer nossas candidaturas jovens no pleito de 2012. Outro ponto abordado foi a necessidade de o PT incluir nas eleições municipais a importância dos jovens, o pacto geracional e a renovação do nosso partido.


Com essas principais tarefas e com um objetivo bem definido, iniciamos todo o processo de mobilização, formação e diálogo com os jovens petistas de todo o país, defendendo sempre a ética pública e a busca da universalização dos direitos sociais para a juventude brasileira.

Candidaturas jovens

O veredito das urnas nestas eleições nos encheu de orgulho. O PT foi o partido mais votado em todo o Brasil no primeiro turno, com 17,2 milhões de votos, elegeu 5.191 vereadores(as) e vai governar 635 cidades. A Juventude do PT no ano de 2012 se mobilizou, foi à luta, e continuou no caminho do crescimento que nosso partido vive há 32 anos.


Em 2008, no nível municipal, dos 3.181 candidatos(as) jovens ao Legislativo e 36 ao Executivo lançados pelo partido, elegemos nove prefeitos(as), o que representou 1,6% do total de eleitos(as) do PT, e 373 vereadores(as) com menos de 30 anos de idade. Nas eleições deste ano, foram 3.855 candidaturas jovens a vereador(a) em todo o Brasil e 50 a prefeito(a). Em 80% das capitais tivemos candidaturas jovens.

Com muita mobilização social e articulação nos municípios, conseguimos eleger 433 vereadores(as), o equivalente a 11,3% do total de candidatos(as) jovens e 8,3% do total de eleitos(as) do PT. Dobramos o número de prefeitos(as), chegando a dezessete eleitos(as), ou 34% do total de candidatos(as) jovens e 3,7% do total de eleitos(as) do partido.


Os estados que mais elegeram jovens do PT foram Minas Gerais e Bahia, para Câmaras de Vereadores, e Bahia e Ceará, para os Executivos municipais. A mais jovem vereadora do Brasil também é do PT. Com apenas 17 anos, Gislaine Ziliotto, gaúcha da cidade de Ipê, foi a mais votada da cidade. Obtivemos outras importantes vitórias, como a reeleição do jovem vereador Gabriel Forneck, na capital Rio Branco, que tem uma atuação forte na defesa da juventude e apresentou em seu primeiro mandato diversas propostas para os jovens da cidade. Outra expressiva vitória foi da jovem trabalhadora rural, militante da Fetraf, Dani Cellupi, em Francisco Beltrão, no estado do Paraná.


A trajetória da maior parte dessa geração começou cedo. Eles(as) acreditam que o PT é um grande instrumento de diálogo do jovem com a política. Essas candidaturas representavam jovens de diversos movimentos sociais – estudantil, do campo, LGBT, da luta da juventude negra, da juventude indígena, ribeirinha, dos jovens sertanejos, das jovens mulheres etc. Esses jovens que demandam políticas públicas urgentes para as cidades e territórios, para além das parcerias, programas e ações com o governo federal. É nos municípios, principalmente nas periferias e baixadas, que a juventude vive seus maiores problemas, e nem sempre as ações do governo federal conseguem superar esses gargalos.


Essas candidaturas representaram a construção de um projeto, com uma nova cultura política entre os grupos de base, os movimentos sociais, em defesa da criação do órgão gestor de juventude nas prefeituras e do conselho municipal de juventude para ajudar na implementação das Políticas Públicas de Juventude (PPJs) nos municípios. Também apresentaram propostas na área da saúde, da segurança pública, para uma educação de qualidade, além do respeito às diversidades e em defesa de uma sociedade ambientalmente sustentável. Outras propostas muito defendidas por esses militantes foram a mobilidade urbana e o passe-livre, dando direito aos jovens ao acesso à educação e, no tempo livre, ao lazer, ao esporte e às manifestações culturais como possibilidades de formação cidadã.


Apesar de todos os avanços, não podemos nos esquecer de fazer críticas a algumas direções municipais e estaduais do PT pela falta de apoio às jovens candidaturas pelo nosso partido, perdendo a oportunidade da renovação e de dialogar com o segmento social que representa hoje 50 milhões da população brasileira.

Nova geração


Essa nova geração de petistas que disputaram as eleições deste ano mostrou muita maturidade política e compromisso com o partido. Apontou a necessidade de o PT construir novas redes, novas ideias e novos repertórios no projeto que estamos construindo há 32 anos. A JPT chamou para si a responsabilidade da construção de uma nova política, dialogando mais de perto com a realidade dos municípios e apresentando boas propostas, articuladas às principais demandas das juventudes na área cultural, ambiental, de mobilidade urbana, respeito às diversidades e combate à violência contra a juventude.




O papel da JPT nas eleições de 2012, seja por meio das direções no âmbito municipal, estadual e nacional, seja pelas candidaturas jovens em todo o Brasil, foi ajudar efetivamente na renovação e nos resultados obtidos. O mundo e o Brasil mudaram muito, e a nossa juventude cumpre o papel de atualizar nosso programa e apresentar uma nova dinâmica de militar no partido. Hoje podemos afirmar, tranquilamente, que os jovens do PT são referência nos estados e municípios, como dirigentes partidários e de movimentos sociais.


Um ponto importante nas eleições foi a mobilização dessa nova geração para o debate e na construção das políticas públicas de juventude. Os jovens do PT puseram como prioridade em todas as ações o Pacto pela Juventude, construído pelo Conselho Nacional de Juventude. Esse documento, elaborado pelos(as) conselheiros(as) a partir de debates e estudos, levou para todo o país um balanço das PPJs e uma plataforma de soluções para os jovens dos mais diversos municípios, apresentando os principais programas do governo federal – como Projovem, ProUni, praças da juventude, da cultura e gestações da juventude –, buscando sempre a emancipação e a autonomia da juventude brasileira.


Foram realizadas diversas atividades de campanha, como caravanas, comícios, caminhadas, panfletagens, plenárias, nas capitais e no interior do Brasil, com o Pacto pela Juventude sendo apresentado pela JPT. Nossa juventude conseguiu garantir que nossos(as) candidatos(as) assumissem compromisso com o partido e com o Brasil. As eleições de 2012 passaram, e agora temos o desafio de avançar nas conquistas efetivas para a juventude brasileira, por meio dessas gestões municipais.


Ousamos, ao apresentar jovens candidaturas, mas com responsabilidade e com características transformadoras. Vencemos, quando nosso PT sai destas eleições como vanguarda na renovação da política brasileira, ao pôr o tema em outro patamar.


Jefferson Lima é Secretário Nacional de Juventude do PT

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