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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Com todo respeito: será que ainda tem petistas que acreditam que eleições se ganham com pesquisas?

Inicia-se o segundo turno das eleições com uma primeira amostragem de pesquisas feitas pelo instituto Datafolha, com um campo expressivo de entrevistados, mas com uma condicionante: antes do início da propaganda eleitoral do rádio e na televisão. Com certeza para o bem ou para o mal, dependendo da confiabilidade dos eleitores nas propostas apresentadas e reiteradas pelos dois candidatos até então.

Reporto-me aqui à menções de artigos anteriores sobre amostragem de pesquisas  relativas ao primeiro turno, no qual no final do jogo as distorções entre elas, “varias pesquisas”, foram vistas a olho nu. Pesquisas, como diz o próprio responsável pelo Datafolha, são um espelho de amostras do momento. Mas em minha opinião não é só isso. Os institutos, se quiserem, podem manipular as pesquisas tanto em relação a margens de erro como em cima de temas.

Hoje, li e reli a primeira parte da estratificação de análise de temas pesquisados pelo Datafolha divulgada ontem dia 10 de outubro. Fiquei surpreso ou quem sabe desconfiado que na divulgação da primeira pesquisa, a análise tenha trazido à tona o tema RELIGIÃO.

Vem-me a lembrança à disputa das eleições presidenciais de 2010 quando esse tema foi amplamente incentivado pela mídia e explorado pelos candidatos adversários na disputa a Presidência da República. Em minha opinião os temas religião, sexo e etnia são condições exclusivamente pessoais, já que aparentemente, vivemos num país que se diz LAICO.
 
Estou aguardando ansioso a estratificação de outros temas e espero que tenham sido pesquisados nesta primeira amostra de campo do Datafolha. Como por exemplo, a questão da rejeição dos dois candidatos.

No caso de São Paulo, tenho interesse em conhecer a avaliação dos entrevistados sobre mobilidade na área de transporte, especialmente a carência de corredores específicos para ônibus e/ou taxi, a ineficiência sobre o transporte feito em trens de subúrbios e a má qualidade na exploração dos serviços do Metrô. Além disso, é importante pesquisar o sentimento do paulistano sobre a questão da moradia, da saúde, da educação, do lazer voltado para a juventude e a terceira idade e um tema que tentam sorrateiramente trazer para a baia da discussão política, a (IN) SEGURANÇA.

Sabemos que este tema é difícil e delicado. Os tucanos especialmente o governador do estado trata dessa questão tentando sorrateiramente empurrar a responsabilidade sobre este assunto exclusivamente para a esfera do governo federal.

As pessoas que estudam ou acompanham esse tema, sabem que a questão segurança é de responsabilidade das três esferas do poder: nacional, estadual e municipal. Mas aqui em São Paulo, a começar pelo governador do estado, que para não assumir de fato e de direito a gravidade do problema se faz de desentendido e tenta culpar o governo federal pela omissão na vigilância de fronteiras. Assim, tenta passar a impressão de que a divisão de fronteiras no território nacional só não é vigiada no estado de São Paulo. O que é mais uma inverdade, até porque o estado de São Paulo não faz fronteira com outros países, mas sim com outros estados.

Ora, será que o governador tucano acha que o povo é bobo e que continua sendo manipulado?

Levante a ponta do tapete e exponha claramente para a população paulistana e paulista o jogo da verdade, isso oficialmente. Porque extra oficialmente a população já sacou do que se trata. O assunto é grave, aparece apenas a ponta do Iceberg, os verdadeiros fatos são acobertados, mas a mentira TEM PENA CURTA.

Em algum momento a verdade virá à tona. Talvez seja tarde.

A nós petistas cabe a obrigação de não entrar em polêmica desnecessária, seguir em frente na conquista do voto até o dia 28 de outubro e conquistar a vitória do nosso candidato a prefeito para o bem de São Paulo.

  

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