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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bandeira vermelha e estrela no peito: A força da militância



A campanha eleitoral entrou ontem numa segunda fase, em que candidatos e candidatas têm mais condições de se apresentar aos eleitores e de mostrar suas propostas. O horário político no rádio e na televisão é uma poderosa arma da democracia. Sem ele, todos ficariam reféns das versões e dos interesses que monopolizam os meios de comunicação no Brasil – e não é segredo pra ninguém que o chamado PIG é useiro e vezeiro em tentativas de manipular a opinião pública para favorecer determinado projeto político, principalmente em época de eleição. 

A partir de agora, portanto, o debate político se massifica, os candidatos e candidatas falam diretamente com o eleitor e o jogo começa a ficar mais claro.

Mas é um grave erro imaginar que basta aparecer na TV ou falar no rádio para ganhar eleição. Sem uma ação concreta nas ruas, o palanque eletrônico acaba valendo pouco.

Por isso, quero lembrar aos candidatos e às candidatas do PT que essa é a hora de intensificar nossa presença em todos os espaços públicos, promovendo bandeiraços e adesivaços, visitando comunidades, conversando olho no olho, levando no peito a estrela vermelha e nas mãos nosso histórico de conquistas em favor da maioria do povo brasileiro – que não são poucas.





É hora do debate político e ideológico. Com oito anos de governo Lula e dois de governo Dilma, o PT tem muito a mostrar ao país. Tiramos milhões de pessoas da miséria, devolvemos a cidadania a setores historicamente marginalizados, valorizamos o salário mínimo, promovemos o crescimento com distribuição de renda, reduzimos o desemprego a índices baixíssimos e estamos investindo na qualificação do trabalhador, ao mesmo tempo em que garantimos seus direitos com o aumento progressivo das contratações com carteira assinada.

Com o PT, a educação deu grandes saltos no ensino superior e começa a mostrar resultados também no ensino básico, conforme os resultados do último Ideb. Na saúde, avançamos muito nas áreas de prevenção e do atendimento de urgência. Na infra-estrutura, há dezenas de grandes obras em execução Brasil adentro. Projetos como o Minha Casa Minha Vida, o Luz Para Todos, saneamento básico e o PAC, entre muitos outros, estão mudando a cara do país.

Certamente ainda há um longo caminho a percorrer. E muito do que os governos Lula e Dilma promoveram em nível nacional ainda carece de contrapartida no âmbito dos municípios. Daí a importância de levarmos essa mensagem ao eleitor, de mostrarmos o quanto é fundamental, nestas eleições, a escolha de candidatos que estejam alinhados ao projeto maior de transformação do país. Se nós, do PT, não nos apropriarmos desse patrimônio, desse legado, não tenho dúvida de que outros o farão – inclusive aqueles que passaram esses anos todos nos criticando.

Quero destacar, aqui, o papel ativo da militância nessa batalha. A militância petista está mais do que nunca pronta para entrar em campo na defesa do partido, de nosso projeto e de nossos candidatos. Mas é preciso valorizá-la, chamá-la para a campanha.

Peco os candidatos e as candidatas para valorizar o papel do filiado militante ao invés de se utilizar exclusivamente da rotina tradicional das disputas eleitorais aonde se utilizam ou arregimentam pessoas que pouco conhecem da política e muito menos da historia do PT, sobretudo na disputa desenfreada para montar seu exercito de boca de urna, criando uma profunda disparidade entre a estrutura partidária e as velhas estruturas tradicionais.

Por fim, não custa mais uma vez lembrar que todo o cuidado com as cascas de banana é pouco. Com certeza haverá muitas delas no caminho. Temos de estar preparados para a mentira, a provocação, o insulto e as calúnias. E não devemos deixar nada disso sem resposta, na política e na justiça. As candidaturas que não tiveram condições de enfrentar inimigos desleais nas suas bases de atuação podem e devem pedir o auxílio do Diretório Nacional. O PT tem história e exige respeito. É com esse espírito que conseguiremos grandes vitorias nas eleições de outubro.

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