Botao share

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

AOS PETISTAS: ACERTOS E ERROS DE PESQUISAS


Com todo respeito ao resultado das pesquisas feitas por institutos renomados e credenciados, eleição se ganha depois de contado o último voto. Por outro lado, compreendo a importância dos levantamentos feitos por esses institutos para análise, avaliação e parâmetros na condução e no rumo das campanhas eleitorais.

Nesta recente rodada de pesquisas de intenção de voto, há amostras da repercussão inicial da veiculação de uma semana dos programas ou guias eleitorais no rádio e na televisão. É o começo da avaliação de mais uma ferramenta de comunicação em que se apresentam os partidos, seus candidatos a prefeitos e vereadores, suas propostas e seus programas de governo.

Esses programas ou guias, eu considero ferramentas de extrema importância para que um percentual razoável da população conheça, mais a fundo, os candidatos que postulam governar no executivo e no legislativo os destinos da população e dos municípios. Ao eleitor caberá acompanhar de perto os programas e as propostas dos candidatos e, desse modo, fazer uma opção correta de escolha através do seu voto.

A responsabilidade pelo acerto ou pelo erro na escolha de um bom ou de um mau gestor cabe mais ao eleitor do que ao pretendente político, haja vista que prefeitos e vereadores não alcançam esses postos vindos do além. Chegam a esses cargos porque são sufragados pela consciência, pelo conhecimento, pela opção e voto do eleitor.

É bom lembrar que, em várias eleições passadas, houve candidatos que, no início da campanha, pontuaram traço nas pesquisas e, no final, foram vitoriosos; há outros casos em que candidatos começaram no topo e terminaram traço. Há ainda institutos de pesquisas que erraram grosseiramente em seus levantamentos de último dia de campanha sobre vencedores e vencidos.

No quadro atual, as campanhas perderam em boa parte o impacto de visibilidade e de interação entre militância e eleitores. Em alguns casos, por conta do descrédito da população ou do eleitor em relação à política; em outros casos, porque existem siglas partidárias sem militância e sem interação, o que é extremamente grave para a democracia e exige de todos nós e dos poderes constituídos - câmara e senado federal - a urgente realização de uma profunda reforma política e eleitoral.

Sou otimista e espero que, no andar da carruagem, voltemos a ter campanhas políticas de massas, a ter participação efetiva da militância e da população para a escolha dos nossos representantes em todos os níveis. Aguardemos os próximos passos.    

Nenhum comentário:

Postar um comentário