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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"O PSB traiu o PT"



Foto: Edição/247

A AFIRMAÇÃO É DO COORDENADOR NACIONAL DA COMISSÃO DE ÉTICA E UM DOS FUNDADORES DO PARTIDO DOS TRABALHADORES, FRANCISCO ROCHA DA SILVA, O ROCHINHA; PELA PRIMEIRA VEZ UM PETISTA DO ALTO ESCALÃO CONFIRMA A CRISE ENTRE AS DUAS LEGENDAS E EXPÕE ABERTAMENTE AS FERIDAS EXISTENTES; FERIDAS QUE ESTARIAM LEVANDO ATÉ MESMO O EX-PRESIDENTE LULA A REVER SUA APROXIMAÇÃO COM O PRÓPRIO PRESIDENTE DO PSB E GOVERNADOR DE PERNAMBUCO, EDUARDO CAMPOS

29 de Agosto de 2012 às 19:00
Paulo Emílio_PE247 – Traição. É desta maneira que muitos setores do PT vêm considerando a movimentação feita pelo governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, para fortalecer a sua legenda e se cacifar rumo ao pleito presidencial de 2014. O desabafo vem de ninguém menos que o coordenador nacional da Comissão de Ética e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, Francisco Rocha da Silva, o Rochinha, uma das vozes mais escutadas pelos petistas. Rochinha também confirma que o clima entre os antigos aliados “já foi bom, mas hoje não é mais” e que o ex-presidente Lula estaria realmente revendo a sua relação com o governador pernambucano e com o próprio PSB , expondo pela primeira vez a crise que ameaça explodir entre os  dois partidos e que, tanto um lado quanto o outro, negam que exista.
“Não falo pela direção, mas como coordenador da Comissão de Ética e da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária dentro do PT. Muita gente tem encarado o posicionamento do PSB como traição. Sempre apoiamos o PSB e o recebemos em troca foi isto.  Esta situação vem de longe e não está restrita apenas ao Recife (PE) ou Belo Horizonte (MG), mas também acontece no interior de Pernambuco, da paraíba e de outros lugares do País. E é tão ou mais cruel que o comportamento de partidos tradicionalmente adversários do PT”, afirma o petista.
Esta situação, levada a cabo pelo PSB, teria levado o ex-presidente Lula a um profundo desgosto com o antigo amigo e aliado socialista. “Hoje , ele (Lula) está revendo tudo isto.  O Lula tem mágoa, desgosto. Eu , assim como outros, vejo como traição mesmo. Quando presidente, o Lula foi  84 vezes a Pernambuco. Ele batalhou para que a Fiat fosse para lá, em um esforço pessoal para que isso acontecesse. Aconteceu o mesmo com a refinaria, entre outras ações. E  a gratidão que recebemos por parte do PSB foi esta: traição”, dispara.
As tentativas de aproximação por parte de alguns setores do PSDB, rival histórico do Partido dos Trabalhadores, onde já se fala abertamente na composição de uma chapa para disputar a próxima eleição presidencial tendo Eduardo Campos encabeçando a chapa e um tucano como vice, também  elevaram a animosidade de Lula em relação ao antigo aliado.
As críticas sobram até para o hoje ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que também conta com a proteção de Campos. “Entregamos a Codevasf para ele. Hoje recebemos na região do Sertão, ou mesmo em Petrolina, a terra natal de Fernando Bezerra Coelho, o mesmo tratamento que rebemos do PSB em Recife. Fernando Bezerra Coelho é o espelho do coronelismo naquelas regiões do Sertão”, diz o petista.
Sinais - Segundo ele, o PSB teria dado os primeiros sinais dos seus planos de poder e que poderia avançar sobre o PT quatro anos atrás, em Recife. “Na última eleição, o candidato de Lula era Humberto Costa e não João da Costa, que acabou sendo eleito prefeito. Na ocasião, Lula foi surpreendido quando Eduardo Campos entrou  com o  nome do socialista Milton Coelho , que integra a direção do PSB, no bolso do colete, para ser o vice na chapa majoritária. Esta dobradinha foi orquestrada pelo Eduardo Campos. É hipocrisia o PSB dizer que não participou”, afirma o coordenador.
Agora, nesta eleição, os problemas internos do PT foram agravados pelo lançamento da candidatura do ex-secretário estadual Geraldo Júlio – que tem como maior rival o senador petista Humberto Costa – , que tem o apoio do PSB e o engajamento pessoal de Eduardo Campos, acabou por levar a um racha entre as duas legendas em várias capitais do Brasil e expôs as fragilidades internas do próprio PT.  Tanto que hoje o PT só figura à frente nas intenções de voto em poucas cidades importantes. E até mesmo em municípios como o Recife, onde o candidato petista lidera a corrida sucessória,  as constantes quedas e o crescimento dos adversários fizeram com que a luz amarela do partido ficasse acesa constantemente.
“Diante da crise interna e para evitar uma cisma ainda maior eu fui o primeiro a procurar o João da Costa, a pedido de Lula, para que ele aceitasse o nome de Humberto como o indicado pelo partido. No meu caso pessoal, e isso não é nenhum recado, quando perco uma discussão no Diretório Nacional eu acato a decisão da maioria. Mas não foi o que se viu”, observa.  
“Quem mais falou mal da gestão de João da Costa não foi o Humberto Costa e nem João Paulo (vice na chapa petista). Quem mais falou mal da gestão atual do PT em Recife foi o PSB. E o PT, por ingenuidade ou arrogância, engoliu. Foi isso o que realmente aconteceu em Pernambuco. O problema está com o PSB e não conosco”, relata.
Apesar das fortes críticas aos socialistas, Rochinha diz que o PT está disposto a erguer a bandeira branca, desde que o PSB se disponha a fazer o mesmo. “Até porque o PT sempre teve no PSB um partido irmão. O PSB tem todo o direito de querer ser grande, de crescer. O que não pode é ser desleal. E o PSB caminha a passos largos nesta direção. Esta ansiedade de Eduardo Campos faz com pareça que ele tenha perdido os sentidos e o rumo político. E mais à frente isto pode se voltar contra ele mesmo. Ele precisa do PT como o PT também precisa do PSB”, analisa.
Esta necessidade de reaproximação, inclusive, já estaria sendo necessária. O coordenador petista diz que se os planos de Eduardo são alçar voos nacionais, ele deveria pensar nas “garras da direita do Centro-Sul do país. Ali, ele vai precisar muito do apoio do PT”, garante. Segundo Rochinha, as primeiras dificuldades já estariam acontecendo com a desconstrução da imagem de bom gestor e do ar de modernidade de Eduardo através da imprensa. “Este processo já foi iniciado. Revistas semanais, colunistas de jornal, vai e vem relembram o escândalo dos precatórios, acontecido em 1997, onde ele sempre é citado. Também o tacham de coronel travestido com ares da modernidade, entre outras coisas. Seria melhor para todos que a bandeira branca realmente fosse hasteada”.
Como em uma espécie de mais uma tentativa para colocar o assunto em panos quentes, o presidente do PT, Rui Falcão, tentou minimizar a situação. "Temos aliança com o PSB em várias cidades do Brasil. Além disso, o PSB faz parte da base do Governo Federal e espero que continue assim. O que houve em Belo Horizonte, por exemplo, foi uma ruptura que já estava acordada. Nós queríamos permanecer apoiando o PSB, mas eles decidiram seguir Aécio (Neves, senador, PSDB). Já no Recife houve um rompimento da Frente Popular", disse durante uma entrevista coletiva concedida em Petrolina, no Sertão pernambucano. Ali, o candidato petista Odacy Amorim, tem no socialista Fernando Bezerra Filho, filho do ministro Fernando Bezerra, o seu maior rival.
 Fonte: Blog 247
 *Colaborou Raphael Coutinho_PE 247

AOS PETISTAS: ACERTOS E ERROS DE PESQUISAS


Com todo respeito ao resultado das pesquisas feitas por institutos renomados e credenciados, eleição se ganha depois de contado o último voto. Por outro lado, compreendo a importância dos levantamentos feitos por esses institutos para análise, avaliação e parâmetros na condução e no rumo das campanhas eleitorais.

Nesta recente rodada de pesquisas de intenção de voto, há amostras da repercussão inicial da veiculação de uma semana dos programas ou guias eleitorais no rádio e na televisão. É o começo da avaliação de mais uma ferramenta de comunicação em que se apresentam os partidos, seus candidatos a prefeitos e vereadores, suas propostas e seus programas de governo.

Esses programas ou guias, eu considero ferramentas de extrema importância para que um percentual razoável da população conheça, mais a fundo, os candidatos que postulam governar no executivo e no legislativo os destinos da população e dos municípios. Ao eleitor caberá acompanhar de perto os programas e as propostas dos candidatos e, desse modo, fazer uma opção correta de escolha através do seu voto.

A responsabilidade pelo acerto ou pelo erro na escolha de um bom ou de um mau gestor cabe mais ao eleitor do que ao pretendente político, haja vista que prefeitos e vereadores não alcançam esses postos vindos do além. Chegam a esses cargos porque são sufragados pela consciência, pelo conhecimento, pela opção e voto do eleitor.

É bom lembrar que, em várias eleições passadas, houve candidatos que, no início da campanha, pontuaram traço nas pesquisas e, no final, foram vitoriosos; há outros casos em que candidatos começaram no topo e terminaram traço. Há ainda institutos de pesquisas que erraram grosseiramente em seus levantamentos de último dia de campanha sobre vencedores e vencidos.

No quadro atual, as campanhas perderam em boa parte o impacto de visibilidade e de interação entre militância e eleitores. Em alguns casos, por conta do descrédito da população ou do eleitor em relação à política; em outros casos, porque existem siglas partidárias sem militância e sem interação, o que é extremamente grave para a democracia e exige de todos nós e dos poderes constituídos - câmara e senado federal - a urgente realização de uma profunda reforma política e eleitoral.

Sou otimista e espero que, no andar da carruagem, voltemos a ter campanhas políticas de massas, a ter participação efetiva da militância e da população para a escolha dos nossos representantes em todos os níveis. Aguardemos os próximos passos.    

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

RECORDAR É VIVER II

ANÁLISE DO ATRASO CONTRA O AVANÇO DO CHOQUE DE GESTÃO

Blog de Jamildo
POSTADO ÀS 17:52 EM 24 DE ABRIL DE 2011

Em nota respondendo publicidade sobre BR-232, PMDB avisa ao PSB: ''Mentira tem perna curta''

O PSB e a BR-232: mentira tem perna curta


O PMDB de Pernambuco vem a público rebater as mentiras do PSB e defender o legado do Governo Jarbas Vasconcelos.

O PSB nunca engoliu a duplicação da BR-232 realizada pelo Governo Jarbas. Foi contra o projeto antes, durante e depois. Apesar de posar como “moderno”, o Governo do PSB em Pernambuco é pequeno e mesquinho. Só esses sentimentos atrasados podem explicar o que o atual Governo faz com a BR-232, que foi abandonada nos últimos quatro anos. Nem o capim dos acostamentos foi retirado.

A opinião pública pernambucana não é ingênua. Ela sabe que qualquer obra sem manutenção se deteriora pelo uso intensivo e pela falta de manutenção. É público e notório que o Governo do PSB não cuida adequadamente das estradas de Pernambuco.

No último domingo, 24 de abril, o PSB usou dinheiro público para publicar um anúncio de duas páginas nos jornais de Pernambuco para tentar explicar o inexplicável: porque não cuida da manutenção da BR-232 e está deixando a estrada se degradar a olhos vistos.

Durante o Governo Jarbas, a BR-232 foi sempre considerada uma das melhores rodovias do Brasil em pesquisas realizadas pela Confederação Nacional dos Transportes. O Governo Jarbas fez o que deveria ter feito, quando foram apontados problemas em pequenos trechos da BR-232, acionando as empresas responsáveis pela obra – as mesmas empresas que ainda hoje trabalham para o Governo do PSB em outros projetos em andamento no Estado.
A verdade é que o Governo do PSB – após quase cinco anos de gestão – ainda não tem uma obra do porte da duplicação da BR-232 para apresentar aos pernambucanos. Como não tem o que mostrar, passa a atirar nas conquistas alheias. Começa a cair o véu que existia sobre o “País das Maravilhas” apresentado pelo PSB.

Como bem lembrou a nota oficial publicada com dinheiro dos pernambucanos, as cobranças pela manutenção da BR-232 vieram da população e da Imprensa. Em vez de gastar dinheiro dos contribuintes para veicular mentiras, o PSB deveria iniciar imediatamente a manutenção não apenas da BR-232, mas de dezenas de estradas por todo Estado de Pernambuco, que se encontram em situação de penúria.

A BR-232 não é apenas uma estrada; é um eixo do desenvolvimento de Pernambuco, responsável pela expansão da economia no interior como nunca se viu em nossa história.
A eleição passou. O PSB deve agora descer do palanque e começar a trabalhar. É isso que os pernambucanos esperam do seu governador.
PMDB de Pernambuco

RECORDAR É VIVER I

ANÁLISE DO ATRASO CONTRA O AVANÇO DO CHOQUE DE GESTÃO

BR-232: Jarbas diz que Eduardo é mentiroso e quer fazer povo de ''idiota''

Blog de Jamildo


POSTADO ÀS 18:03 EM 25 DE Abril DE 2011


Depois da nota enviada pelo PMDB de Pernambuco, nesta segunda-feira (25) foi a vez do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) rebater pessoalmente o anúncio de página dupla veiculado pelo Governo do Estado nos jornais de ontem sobre a degradação da BR-232. Jarbas chamou o governador Eduardo Campos de mentiroso e afirmou que ele tenta fazer o povo de "idiota".

O anúncio do domingo, em resposta a matéria publicada na semana anterior, diz que os problemas estruturais da rodovia são culpa de falhas na construção, durante o governo Jarbas-Mendonça Filho. De acordo com a publicidade oficial não basta apenas fazer a conservação da via, "mas sua verdadeira reconstrução". Ao sair do velório do ex-deputado federal José Mendonça Bezerra (DEM), Vasconcelos rebateu as críticas de Eduardo. "Ele quer fazer em Pernambuco o povo de bobo, de idiota. Não vai fazer nunca. Pode fazer momentaneamente, como está fazendo, gastando dinheiro público para nos agredir, dinheiro do governo para agredir a mim, ao meu partido, o PMDB. Isso deve ser rechaçado", argumentou.

Jarbas acusou Eduardo de deixar a estrada chegar ao nível de degradação que apresenta hoje propositalmente. "Ele queria que se desgastasse para mostrar que uma obra importante como esta, na cabeça dele, foi uma obra inútil".

O ex-governador de Pernambuco rebateu também a afirmação feita na publicidade de que a administração pré-Eduardo Campos gastou, entre 1999 e 2004, "mais de R$ 500 milhões pertencentes aos pernambucanos, obtidos com a privatização da Celpe" para duplicar a rodovia que, segundo o informe publicitário, deveria durar 30 anos. "Quem privatizou a Celpe não fomos nós. Quem privatizou a Celpe foi o avô dele, Dr. Miguel Arraes de Alencar, e ele, como secretário da Fazenda, que enviou para esta Casa (Alepe) a mensagem. Vocês todos se lembram disso. Lembram que ele pediu R$ 700 milhões antecipados ao BNDES e desses R$ 700 milhões, R$ 300 milhões para construir a BR-232. E na nota paga pelo pelo Governo com dinheiro público ele nos agride dizendo que gastamos R$ 500 milhões com a obra. Só posso dizer que isso descamba para a falta de personalidade, da falta de caráter do governo em geral".

Jarbas encerrou a entrevista chamando o governador de mal caráter e mentiroso. "Um ato de profundo mal caratismo, deixar uma estrada mal tratada e depois de quatro anos e meio de governo vir a público falar sobre a verdade. Na verdade são as mentiras sobre a BR-232. É um governo que não merece nenhuma complacência por parte da oposição. Não merece nenhuma benevolência por parte da oposição. Está no segundo mandato. Já deveria ter aprendido a não mentir e a respeitar a opinião pública".

No domingo, o governo defendeu que a publicação do anúncio não era uma provocação, mas sim trazer "a verdade" sobre os fatos. "Essa atitude não visa alimentar velhas rixas políticas que tantos prejuízos trouxeram a Pernambuco. Objetiva restabelecer a verdade dos fatos, tratando-os de forma transparente perante a sociedade", afirma a introdução da publicidade que também qualifica a duplicação da BR-232 como "obra símbolo" do governo anterior. "O atual governo reconhece esse fato e deu continuidade, no trecho Caruaru/São Caetano", informava a publicação.

O anúncio enumera falhas que teriam sido apresentadas "antes mesmo de ter a obra concluída": placas de concreto quebradas, soltas ou trincadas e com espessura inferior ao previsto no projeto, ferragens expostas, buracos e afundamentos, desgaste precoce do asfalto, inexistência, insuficiência ou inadequação da drenagem, deficiência na selagem das juntas, vazio sob as placas, uso de cimento inadequado.

O Governo de Pernambuco indica que os erros foram apontados por instituições como Escola Politécnica de São Paulo (22 de dezembro de 2004), Tribunal de Contas da União (29 de agosto de 2005) e Tribunal de Contas de Pernambuco (6 de setembro de 2006). O anúncio publicado neste domingo traz cópias de documentos dessas instituições com trechos destacados.

O anúncio indica ainda que a Procuradoria Geral do Estado ingressou em 2007 - primeiro ano da gestão Eduardo Campos - com uma ação judicial contra as empresas que elaboraram o projeto e executaram a obra e justifica o não recebimento de recursos federais. "As irregularidades constatadas, pela sua gravidade, terminaram por impedir que o Estado de Pernambuco recebesse do Governo Federal parte dos recursos próprios aplicados na obra, que sequer foram formalmente pleiteados pelo governo anterior junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)".

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Notícia bomba!!!

Imagina se fosse alguém do PT? Como não é, a velha mídia não dá a menor importância.

Vídeo mostra Governador do MS em suposta coação eleitoral a servidores.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1141075-video-mostra-governador-do-ms-em-suposta-coacao-eleitoral-a-servidores.shtml

Bandeira vermelha e estrela no peito: A força da militância



A campanha eleitoral entrou ontem numa segunda fase, em que candidatos e candidatas têm mais condições de se apresentar aos eleitores e de mostrar suas propostas. O horário político no rádio e na televisão é uma poderosa arma da democracia. Sem ele, todos ficariam reféns das versões e dos interesses que monopolizam os meios de comunicação no Brasil – e não é segredo pra ninguém que o chamado PIG é useiro e vezeiro em tentativas de manipular a opinião pública para favorecer determinado projeto político, principalmente em época de eleição. 

A partir de agora, portanto, o debate político se massifica, os candidatos e candidatas falam diretamente com o eleitor e o jogo começa a ficar mais claro.

Mas é um grave erro imaginar que basta aparecer na TV ou falar no rádio para ganhar eleição. Sem uma ação concreta nas ruas, o palanque eletrônico acaba valendo pouco.

Por isso, quero lembrar aos candidatos e às candidatas do PT que essa é a hora de intensificar nossa presença em todos os espaços públicos, promovendo bandeiraços e adesivaços, visitando comunidades, conversando olho no olho, levando no peito a estrela vermelha e nas mãos nosso histórico de conquistas em favor da maioria do povo brasileiro – que não são poucas.





É hora do debate político e ideológico. Com oito anos de governo Lula e dois de governo Dilma, o PT tem muito a mostrar ao país. Tiramos milhões de pessoas da miséria, devolvemos a cidadania a setores historicamente marginalizados, valorizamos o salário mínimo, promovemos o crescimento com distribuição de renda, reduzimos o desemprego a índices baixíssimos e estamos investindo na qualificação do trabalhador, ao mesmo tempo em que garantimos seus direitos com o aumento progressivo das contratações com carteira assinada.

Com o PT, a educação deu grandes saltos no ensino superior e começa a mostrar resultados também no ensino básico, conforme os resultados do último Ideb. Na saúde, avançamos muito nas áreas de prevenção e do atendimento de urgência. Na infra-estrutura, há dezenas de grandes obras em execução Brasil adentro. Projetos como o Minha Casa Minha Vida, o Luz Para Todos, saneamento básico e o PAC, entre muitos outros, estão mudando a cara do país.

Certamente ainda há um longo caminho a percorrer. E muito do que os governos Lula e Dilma promoveram em nível nacional ainda carece de contrapartida no âmbito dos municípios. Daí a importância de levarmos essa mensagem ao eleitor, de mostrarmos o quanto é fundamental, nestas eleições, a escolha de candidatos que estejam alinhados ao projeto maior de transformação do país. Se nós, do PT, não nos apropriarmos desse patrimônio, desse legado, não tenho dúvida de que outros o farão – inclusive aqueles que passaram esses anos todos nos criticando.

Quero destacar, aqui, o papel ativo da militância nessa batalha. A militância petista está mais do que nunca pronta para entrar em campo na defesa do partido, de nosso projeto e de nossos candidatos. Mas é preciso valorizá-la, chamá-la para a campanha.

Peco os candidatos e as candidatas para valorizar o papel do filiado militante ao invés de se utilizar exclusivamente da rotina tradicional das disputas eleitorais aonde se utilizam ou arregimentam pessoas que pouco conhecem da política e muito menos da historia do PT, sobretudo na disputa desenfreada para montar seu exercito de boca de urna, criando uma profunda disparidade entre a estrutura partidária e as velhas estruturas tradicionais.

Por fim, não custa mais uma vez lembrar que todo o cuidado com as cascas de banana é pouco. Com certeza haverá muitas delas no caminho. Temos de estar preparados para a mentira, a provocação, o insulto e as calúnias. E não devemos deixar nada disso sem resposta, na política e na justiça. As candidaturas que não tiveram condições de enfrentar inimigos desleais nas suas bases de atuação podem e devem pedir o auxílio do Diretório Nacional. O PT tem história e exige respeito. É com esse espírito que conseguiremos grandes vitorias nas eleições de outubro.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vale a pena assistir, ouvir, compartilhar e retuitar


Tudo que a velha mídia esconde o tempo todo, de vez em quando, a verdade aparece. Poucas vezes vi e  ouvi a verdade ser dita com todas as letras, especialmente sobre a elite brasileira e a influência da mídia quanto aos poderes. Para eles a democracia e a Constituição que se LIXEM.

http://www.youtube.com/watch?v=yOWXVyFBKsM

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

RESPOSTA A ROBERTO FREIRE E OUTROS


Comentário:


Alguns amigos e amigas têm me aconselhado a esquecer meu amigo Roberto Freire, mas é um prazer trocar algumas farpas com ele e torço o tempo inteiro para ele estruturar o PPS e largar as asas e os bicos dos tucanos. Por isso, eu tenho cada vez mais dificuldades para deixá-lo de lado.


Hoje, meu amigo Roberto Freire acompanha outros inconformados comparando o projeto de parceria público-privada apresentado pela presidente Dilma com o descalabro feito pelo governo FHC quando entregou o setor de comunicação, o setor elétrico, as ferrovias e outros, provocando uma verdadeira dilapidação do patrimônio público em nome do desenvolvimento [DELES]. É triste, pois ele sabe perfeitamente que esse projeto é diferente.
 

A frustração dele e de outros agourentos é que esse projeto no valor de R$ 133 bilhões é o maior investimento em infraestrutura já realizado na história do Brasil. E por isso, elogiado por vários colunistas (incrível, inclusive os do PIG), economistas, empresários e outros setores da população que aprovaram a coragem e a iniciativa do governo Dilma; governo que é um projeto do PT. Lamento a pequenez política e a mente poluída de alguns antipatriotas. Mas, vocês não alcançarão seus objetivos QUE É O ATRASO E O CAOS DO BRASIL.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Petistas questionam decisão da CPMI de não votar convocação de diretor da Veja


Comentário:

Quem pergunta quer saber

Me associo aos Petistas Mineiros e de todo o Brasil, para que a CPMI convoque tal jornalista.
Perguntar não ofende: por que a comissão não o convocou até agora?
Com a palavra o relator.



Tese da liberdade de imprensa, sustentada pelos defensores da não convocação do jornalista, não se sustenta, diz líder do PT. 

Será que a CPMI vai fechar os olhos para os crimes praticados pelo diretor da sucursal da revista Veja, Policarpo Júnior, ou vai atuar de forma isonômica nesse processo?Esse questionamento foi feito pelo líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), e pelos petistas Emiliano José (BA) e Dr. Rosinha (PR), integrantes da CPMI do Caso Cachoeira, que não pautou, na reunião desta terça-feira (14), a convocação do jornalista para esclarecer o envolvimento dele com o contraventor apontado nas investigações da Polícia Federal .
 


“Há uma espécie de acordo para não botar em pauta a convocação do Policarpo Júnior, apesar de todos os indícios apontados em mais de 73 gravações da Polícia Federal que mostram a relação direta com o crime organizado do Carlos Cachoeira em diálogos não republicanos”, lamentou Jilmar Tatto.
 


De acordo com o líder petista, a tese da liberdade de imprensa, sustentada pelos defensores da não convocação do jornalista, não se sustenta. Segundo Jilmar Tatto a imprensa é livre, democrática e vem cumprindo o papel dela. Para ele, o que está em debate é a relação estreita entre o jornalista e o crime organizado liderado por Carlos Cachoeira, comprovada pelas interceptações telefônicas da Polícia Federal, nas operações Vegas e Monte Carlo.
 


“Não se trata de liberdade de imprensa ou democratização dos meios de comunicação. Estamos falando de um senhor que atravessou o rubicão (pessoas que tomam decisão arriscada de maneira irrevogável) ao aliar-se ao crime organizado”, sentenciou o líder.
 


Para o deputado e jornalista Emiliano José, a CPMI precisa responder se tem condições de analisar esse caso de maneira isonômica. “A questão que está posta no caso do Jornalista Policarpo Júnior é se a CPI tem condições de analisar o crime de maneira igual ou se o que se chama de instituição jornalística pode praticar crime impunimente ou, ainda, se vamos olhar esses crimes como se nada estivesse acontecendo?”, questionou.
 


Emiliano fez questão de traçar um paralelo entre o caso envolvendo o jornalista da revista Veja e o escândalo do magnata da imprensa britânica, Rupert Murdoch, dono do tablóide News of the Word, denunciado por práticas ilegais no exercício do jornalismo. Ele lembrou também que a Inglaterra não deixou de ser um país democrático só porque puniu jornalista e empresários da imprensa.
 


“O Estado inglês não virou estado policial porque enfrentou o crime da imprensa ou porque enfrentou o Rupert Mourdoch. A Inglaterra soube enfrentar o crime organizado da imprensa. Esse é um caso que tem muita semelhança com o que está acontecendo no Brasil. Talvez seja mais grave o que fez o jornalista Policarpo Junior em relação ao que ocorreu na Inglaterra”, avaliou Emiliano José.
 


Nesse contexto, o parlamentar espera que a comissão tenha atitude isonômica e convoque o jornalista Policarpo Júnior para explicar porque tanta “ intimidade” e “troca de interesse” entre ele e Carlos Cachoeira.
 

Dr. Rosinha, autor do requerimento de convocação do jornalista da Veja, disse que existe intimidação por parte de “alguns” que utilizam a retórica de cerceamento para não convocar o jornalista. “Será que jornalista é protegido constitucionalmente? Não pode depor em lugar nenhum, mesmo quando suspeito de ter cometido um crime?”, questionou.
 


Dr. Rosinha defende que a CPMI coloque em pauta, na próxima reunião, a convocação do jornalista. De acordo com o parlamentar, a comissão não pode ficar protelando esse depoimento com o argumento de proteção da mídia. “Não é proteção da mídia. É proteção de um cidadão sobre o qual recai suspeita de ações criminosas. A essa CPI não cabe esse tipo de proteção”, sustentou o petista.
 


Reconvocação
 

A comissão aprovou na reunião administrativa desta terça-feira a reconvocação de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlos Cachoeira. A reconvocação surgiu após a afirmação da sua mulher Andressa Mendonça, a um programa de televisão, de que o marido dela estava disposto a falar à comissão.
 

Agenda
 

Nesta quarta-feira (15) a comissão ouve Edivaldo Cardoso de Paula, Rosely Pantoja da Silva e Hillner Braga Ananias. A reunião ocorre no plenário 2 da Ala senador Nilo Coelho, às 10h15.
 

Fonte: site PT na Câmara

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Respeitável público

Folha de São Paulo: Tendências/Debates

ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO
PEDRO IVO VELLOSO CORDEIRO

"As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais" Fernando Pessoa
No premiado documentário "Arquitetura da Destruição", Peter Cohen defende que o nazismo só foi palatável para a população por ter sido apresentado como um projeto de embelezamento do mundo. Retratando Hitler como artista frustrado, Cohen argumenta que o intento destrutivo do nazismo se fundou em uma poderosa estética, impulsionada por uma eficiente propaganda.

Não se quer aqui taxar ninguém de nazista ou comparar alguém a Hitler. Busca-se mostrar, pelo exemplo extremo, o poder destrutivo da estética.

Ultimamente, tem se visto que algumas acusações, na boca de delatores ou formalizadas em denúncia, procuram sofisticar a sua narrativa e emprestar-lhe uma organização e beleza fora do comum. As acusações são recheadas de adjetivos. O fato tido como criminoso é guarnecido de uma série de estruturas, núcleos e funções, em um desenho perfeito.

Para esse acusador, o regozijo é maior quando não há provas, pois assim ele terá grande espaço para o seu design. Terá liberdade para conceber e desenhar o que considera a parte oculta do iceberg. Nessa parte oculta, dá vazão a todo o seu projeto de embelezamento ou frustração por não ser um artista de sucesso.

O "mensalão" é o maior exemplo dessa nova modalidade de design. A acusação não se limitou ao que há de efetivamente tangível no caso: operações financeiras entre partidos políticos e instituições financeiras. O toque estético foi dado por um pretenso delator, que, não por coincidência, é um cantor frustrado.

Do que havia de concreto, erigiu-se um enredo belo e palatável para o público, embora falso, criado: o pagamento sistemático, organizado e mensal para parlamentares. O melhor propagandista e marqueteiro não escolheria nome melhor e mais ao gosto da população: "mensalão".

Já do acusador público esperava-se sobriedade. Afinal, ele estava lidando com um fato envolto em uma disputa política, destinada a desmoralizar um partido, como reconheceu recentemente o próprio delator.

O que se viu foi justamente o contrário. O acusador público tomou gosto pela arte do escândalo e sofisticou a estética da acusação, qualificando-a como "sofisticada organização criminosa", "profissionalmente estruturada" em "núcleos". Expressões como "engrenagem criminosa", "organograma delituoso", "engenharia criminosa" conferiram ar monumental à acusação.

O "grand finale" veio com as alegações finais, um memorial e uma sustentação oral proferidas já por outro acusador público. O ponto em comum dessas manifestações foi o gosto pela adjetivação. O edifício artístico passou a ter uma pomposa qualificação: o "mais atrevido e escandaloso caso de corrupção do Brasil".

Poucos não reconheceriam que estética e marketing foram fundamentais para o sucesso do projeto político destrutivo do pretenso delator. O que poucos têm ressaltado é que também os acusadores públicos buscaram empregar uma bela arquitetura e um cativante enredo para o sucesso de público de sua tese.

O STF fará um julgamento técnico, não estético. Pensando no público, o acusador deve ter linguagem sóbria, clara, comedida e prosaica. Os fatos da vida merecem ser retratados com a mais sofisticada estética. Todavia, quando se pede a condenação de pessoas, não deve haver espaço para a estética, sob pena de se tornar o processo um jogo cruel.

Caro leitor, caso você se depare com uma acusação muito organizada, bela e sofisticada, suspeite! Você pode estar lidando com um artista frustrado ou um acusador arquitetando a destruição de alguém.
 

Hora de por ordem no picadeiro do PIG


A grande imprensa passou anos preparando o show. Quando a data se confirmou, ela mais que depressa armou a lona e anunciou aos quatro cantos a chegada do Grande Circo do Julgamento do Mensalão. Uma produção hollywoodiana. Recrutados entre as fileiras do PIG, subiram ao palco os leões, os malabaristas, os palhaços, os ilusionistas, os miquinhos adestrados... Mas o público não apareceu.

O brasileiro é mais inteligente do que os barões da mídia imaginam. E hoje, graças à internet, está mais bem informado. Já viu esse filme uma, duas, três, inúmeras vezes nos últimos sete anos. Já acompanhou os debates de parte a parte, já formou seu próprio juízo, já separou o joio do trigo, já deu o troco que tinha que dar nas últimas três eleições e segue vivendo, enquanto os governos do PT, primeiro com Lula, agora com Dilma, batem sucessivos recordes de aprovação.

Desesperado, o PIG vai jogando seu jogo. E abre espaços todos os dias, em toda sua grade de programação, até em narração de jogos de futebol, para que alguém fale do “mensalão”. Essa verdadeira lavagem cerebral vai desembocar em pesquisa divulgada na última semana, segundo a qual 82% teriam ligado o “mensalão” à corrupção e 73% teriam defendido a condenação dos réus. Se manipular a vontade do povo está cada dia mais difícil, inventar uma pesquisa com perguntas genéricas e manipular seus resultados ainda é fácil.

A questão é: quantos dos entrevistados conhecem a íntegra do processo e a defesa dos acusados? Provavelmente nenhum, já que a própria imprensa esconde e distorce tudo aquilo que contraria suas teses e seus interesses nesse caso. Como esconde e distorce histórias bem mais cabeludas do que essa, vide escândalo da privataria tucana e vide as relações do bicheiro Cachoeira com DEM, PSDB, PPS e com ela própria, imprensa.

A imprensa tem acobertado, tem sido cúmplice e tem sido conivente com um mundo de crimes Brasil afora – mas, ainda assim, se julga no direito de exigir em praça pública a condenação de pessoas acusadas sem provas, principalmente se essas pessoas forem do PT e estiverem diretamente ligadas ao governo Lula.

E as coisas vão piorar a partir de amanhã (15), quando os juízes do STF começam finalmente a externar seus votos. Não tenho dúvidas de que assistiremos a um furioso espetáculo de chantagem e intimidação contra os magistrados da Corte Suprema assim que o relator da Ação Penal 470 iniciar a leitura de seu relatório final. A mídia fez de tudo para que a opinião pública exercesse esse papel. Como não conseguiu, irá ela mesma, mais uma vez, levar a faca ao pescoço do STF, como já o fez no recebimento da denúncia.

Seus objetivos são claros: carimbar a palavra “corrupção” sobre o governo Lula, que ela nunca engoliu e jamais engolirá; e prejudicar o PT e os partidos aliados nas eleições municipais desse ano.

De quebra, o Acadêmico Mor do PIG e seus pares ainda aproveitam o episódio para alimentar a teoria fantasiosa de uma suposta divisão entre nós. De um lado, dizem eles, estariam o ex-presidente Lula e o PT. De outro, a presidenta Dilma e seus auxiliares. Mas aqui também irão fracassar, pois Dilma está com Lula, Lula está com Dilma e a militância petista está com os três: Lula, Dilma e o PT. Todos temos o PT no sangue, temos lado. Sabemos o que isso significa.

De toda maneira, o que tem acontecido nas últimas semanas reforça minha convicção de que o governo precisa urgentemente mandar para o Congresso o projeto do Marco Regulatório das Comunicações, criando uma agência reguladora, acabando com os monopólios, pondo fim à escandalosa propriedade cruzada de meios, incentivando a comunicação popular e deixando de engodar a pança da grande mídia com anúncios patrocinados pelo governo e de empresas estatais.

Em nome da Justiça, da Liberdade e da Democracia, em nome dos direitos individuais e coletivos conquistados arduamente ao longo da História do Brasil, já passou da hora de botar ordem nesse picadeiro do PIG e da grande mídia.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Meus comentários sobre a página da Juventude Construindo um Novo Brasil - JCNB



Parabéns moçada!

Ao ver a página da Juventude da CNB me sinto com vinte e oito anos e onze meses, sobre tudo quando vocês iniciam mais esta ferramenta de comunicação fazendo um chamamento da juventude para se filiar ao PT. Vamos inovar positivamente a política brasileira.

Abraços aos companheiros e companheiras

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Reunião com companheiros e companheiras do PT no DF

Estive reunido ontem com várias lideranças do PT no Distrito Federal que está encaminhando, a partir de hoje, a incorporação de vários grupos internos do PT em um único grupo, oficializando assim a CNB.

A constituição desse grupo é feita através da formulação de um documento democraticamente discutido entre eles. Este documento vai servir de parâmetro para balizar o fortalecimento, a unidade e agregar outras forças internas.

Eu vejo o surgimento desta nova opção como bastante positiva e estarei à disposição para contribuir com as discussões políticas e o seu fortalecimento.

Abaixo, uma foto da reunião ocorrida na tarde de ontem:

 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012


O Procurador conta estória e alimenta a velha mídia sensacionalista

Na minha opinião, a peça acusatória da Ação Penal 470 lida pelo procurador Gurgel na apresentação aos ministros do Supremo Tribunal Federal confirma a tese de um julgamento meramente político do caso chamado “mensalão”. E me deixa, como brasileiro comum, perplexo, quando o principal representante do Ministério Público faz uma longa exposição durante cinco horas com um somatório de acusações sem apresentar dados técnicos ou contábeis sobre o que ele chama de utilização de “recursos ilícitos”.

Me apego ao conhecimento, até onde me é permitido, para fazer aqui algumas observações:

- Como pode um conjunto de pessoas formar uma quadrilha contraindo empréstimos em agências bancárias explicitamente identificadas;

- Como pode uma quadrilha se dirigir até agências bancárias e se identificar para a retirada de saques de recursos mandados por empresas juridicamente constituídas e seus integrantes apresentarem identidades e assinarem recibos;

- Como pode um Procurador dizer que quantias foram transportadas em carros fortes sem citar as empresas transportadoras e os destinatários na ponta, já que ele disse que essa dinheirama teria sido distribuída a parlamentares para que votassem a favor de projetos do governo;

- Como pode se explicar que parlamentares da bancada do PT, que era e é a segunda maior da Câmara dos Deputados, precisassem receber quantias em dinheiro para votar a favor do governo, se esses deputados eram e são governo. Quais os nomes? Pelo que sabemos não consta o nome de nenhum deputado do PT ou de outras legendas, seja nos depoimentos à CPI, à Polícia Federal, ou em conversas gerais ou individuais, que tenha sido sequer mencionado por tal comportamento;

- Como pode acusar figuras públicas de formação de quadrilha ou de chefe de quadrilha sem apresentar uma única prova técnica, seja ela verbal, testemunhal ou por escrito. Refiro-me especialmente ao meu amigo e companheiro, o ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu. É algum crime um chefe da Casa Civil conversar ou até mesmo se reunir em seu gabinete com representantes das mais diferentes forças políticas, sejam eles da situação, da oposição ou de movimentos sociais, em grupo ou individualmente? Existe alguma prova de que essas reuniões teriam o intuito de formar quadrilha? É curioso lembrar que o delator do chamado “mensalão”, ao deixar o hospital após alta médica, afirmou que o assunto entre ele e José Dirceu já estava exaurido e que o seu único desejo na época era evitar a candidatura do ex-ministro à Presidência da República. Segundo ele, este foi o maior serviço prestado por ele à nação brasileira. Na realidade, talvez seja esta a prova mais contundente para, de uma vez por todas, desmistificar a fantasia do “mensalão”.

Mas, lamentavelmente, a retórica do Procurador alimenta a ansiedade da velha mídia escrita e televisiva no sentido de tentar confundir a opinião pública sobre um assunto que necessita ser didaticamente explicado para que se tenha o mínimo de compreensão dos fatos até para se fazer um juízo de valor minimamente correto.

Insisto que o Congresso Nacional, independemente do resultado do julgamento, deve oferecer à nação uma profunda reforma política eleitora, judiciária e crie uma agência específica com a participação de setores da sociedade para regulamentar os meios de comunicação no Brasil.

Na minha opinião, a consolidação da democracia no Brasil passa por todas essas reformas. Especialmente no Judiciário, quando a Suprema Corte deveria ser um fórum de interpretação das leis e os julgamentos, independentemente dos foros privilegiados, deveriam caber a outras instâncias. É triste ver e conhecer, como eu conheço, pessoas na condição de funcionários de partidos ou de parlamentares que estão sendo julgadas por uma corte de última instância sem condições de recursos para a defesa dos seus atos, se é que assim podemos chamar, cometido meramente a mando de seus superiores. E mais lamentável ainda assistir a uma mídia hipócrita, sensacionalista, expor a vida e a reputação moral e profissional de alguns funcionários que tem se comportado pela lisura e pelo caráter no exercício de suas funções. Infelizmente, a velha mídia incorre na virulência de publicar uma galeria com fotos dessas pessoas sem o julgamento estar concluso. Registro aqui a minha total solidariedade a todos os funcionários vítimas desta tese fantasiosa.

Setores da imprensa brasileira andam a passos largos na mesma direção traçada pelos tablóides sensacionalistas, criminosos e irresponsáveis que mancharam a imagem do Reino Unido. No fundo, a tentativa é de achovalhar o PT, seus filiados e militantes e a história de um Partido que, independentemente dos seus erros, sem dúvida nenhuma, juntamente com o presidente Lula e agora com a presidenta Dilma, tem prestado relevantes serviços ao País. Só os idiotas não aceitam. O futuro dirá!

domingo, 5 de agosto de 2012

DOIS PESOS E DOIS MENSALÕES. Por Janio de Freitas

EM SEU ARTIGO DE HOJE NA FOLHA DE SÃO PAULO, JANIO DE FREITAS LEMBRA AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA QUE ANTES DO STF DEBATER TRÊS VEZES A SEPARAÇÃO DOS DENUNCIADOS DO CHAMADO MENSALÃO DO PT ENTRE RÉUS COM FORO PRIVILEGIADO E  RÉUS COMUNS E DELIBERAR POR NÃO SEPARÁ-LOS, O MESMO STF DEBATEU O DENOMINADO MENSALÃO DO PSDB MINEIRO E DELIBEROU AO CONTRÁRIO.

CONVIDO OS AMIGOS A LEREM E COMPATILHAREM O ARTIGO.


A premissa de serem crimes conexos os atribuídos aos réus do mensalão do PT não valeu para o mensalão mineiro.
Na sua indignação com o colega Ricardo Lewandowski, o ministro Joaquim Barbosa cometeu uma falha, não se sabe se de memória ou de aritmética, que remete ao conveniente silêncio de nove ministros do Supremo Tribunal Federal sobre uma estranha contradição sua. São os nove contrários a desdobrar-se o julgamento do mensalão, ou seja, a deixar no STF o julgamento dos três parlamentares acusados e remeter o dos outros 35, réus comuns, às varas criminais. De acordo com a praxe indicada pela Constituição.

Proposto pelo advogado Márcio Thomaz Bastos e apoiado por longa argumentação técnica de Lewandowski, o possível desdobramento exaltou Barbosa: "Essa questão já foi debatida aqui três vezes! Esta é a quarta!" Não era. Antes houve mais uma. As três citadas por Barbosa tratavam do mensalão agora sob julgamento. A outra foi a que determinou o desdobramento do chamado mensalão mineiro ou mensalão do PSDB. Neste, o STF ficou de julgar dois réus com "foro privilegiado", por serem parlamentares, e remeteu à Justiça Estadual mineira o julgamento dos outros 13.

Por que o tratamento diferenciado?

Os nove ministros que recusaram o desdobramento do mensalão petista calaram a respeito, ao votarem contra a proposta de Márcio Thomaz Bastos. Embora a duração dos votos de dois deles, Gilmar Mendes e Celso de Mello, comportasse longas digressões, indiferentes à pressa do presidente do tribunal, Ayres Britto, em defesa do seu cronograma de trabalho.

A premissa de serem crimes conexos os atribuídos aos réus do mensalão petista, tornando "inconveniente" dissociar os processos individuais, tem o mesmo sentido para o conjunto de 38 acusados e para o de 15. Mas só valeu para um dos mensalões.

Os dois mensalões também não receberam idênticas preocupações dos ministros do Supremo quanto ao risco de prescrições, por demora de julgamento. O mensalão do PSDB é o primeiro, montado já pelas mesmas peças centrais -Marcos Valério, suas agências de publicidade SMPB e DNA, o Banco Real. Só os beneficiários eram outros: o hoje deputado e ex-governador Eduardo Azeredo e o ex-vice-governador e hoje senador Clésio Andrade.

A incoerência do Supremo Tribunal Federal, nas decisões opostas sobre o desdobramento, é apenas um dos seus aspectos comprometedores no trato do mensalão mineiro. A propósito, a precedência no julgamento do mensalão do PT, ficando para data incerta o do PSDB e seus dois parlamentares, carrega um componente político que nada e ninguém pode negar.

A Polícia Federal também deixa condutas deploráveis na história do mensalão do PSDB. Aliás, em se tratando de sua conduta relacionada a fatos de interesse do PSDB, a PF tem grandes rombos na sua respeitabilidade.

Muito além de tudo isso, o que se constata a partir do mensalão mineiro, com a reportagem imperdível de Daniela Pinheiro na revista "piauí" que chegou às bancas, é nada menos do que estarrecedor. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com seu gosto de medir o tamanho histórico dos escândalos, daria ali muito trabalho à sua tortuosa trena. Já não será por passar sem que a imprensa e a TV noticiosas lhes ponham os olhos, que o mensalão do PSDB e as protetoras deformidades policiais e judiciais ficarão encobertas.

É hora de atualizar o bordão sem mudar-lhe o significado: de dois pesos e duas medidas para dois pesos e dois mensalões.

Fonte: Folha de São Paulo em 5/8/2012.

sábado, 4 de agosto de 2012

Mensalão e opinião publicada


Reproduzo abaixo importante texto publicado pelo jornalista Paulo Moreira Leite em seu blog na Revista Época:

Constrangimentos no mensalão

Sabemos que  os esquemas financeiros da política brasileira são condenáveis por várias razões, a começar pela principal: permitem ao poder econômico alugar o poder político para que possa atender a seus interesses. Os empresários que contribuem com campanhas financeiras passam a ter deputados, senadores e até governos inteiros a seu serviço, o que é lamentável. O cidadão comum vota uma vez a cada quatro anos. Sua força é de 1 em 100 milhões. Já o voto de quem sustenta os políticos é de 100 milhões contra 1.

Por isso sou favorável a uma mudança nas regras de campanha, que proíba ou pelo menos controle essa interferência da economia sobre a política. Ela é, essencialmente, um instrumento da desigualdade. Contraria o princípio democrático de que 1 homem equivale a 1 voto.

Pela mesma razão,  eu acho que todos os fatos relativos ao mensalão petista precisam ser esclarecidos e examinados com serenidade. Casos comprovados de desvios de recursos públicos devem ser punidos. Outras irregularidades também não devem passar em branco.

Não vale à pena, contudo, fingir que vivemos entre cidadãos de laboratório. Desde a vassoura da UDN janista os  brasileiros têm uma longa experiência com campanhas moralizantes para entender um pouco mais sobre elas. Sem ir ao fundo dos problemas o único saldo é um pouco mais de pirotecnia.

No tempo em que Fernando Henrique Cardoso era sociólogo, ele ensinava que a opinião pública não existe. O que existe, explicava, é  a “opinião publicada.” Esta é aquela que você lê.

O julgamento do mensalão começa em ambiente de opinião publicada. O pressuposto é que os réus são culpados e toda deliberação no sentido contrário só pode ser vista como falta de escrúpulo e cumplicidade com a corrupção.

Num país que já julgou até um presidente da República, é estranho falar que estamos diante do “maior julgamento da história.” É mais uma opinião publicada.  Lembro dos protestos caras-pintadas pelo impeachment de Collor. Alguém se lembra daquela  da turma do “Cansei”?

Também acho estranho quando leio que o mensalão foi “revelado” em junho de 2005. Naquela data, o deputado Roberto Jefferson deu a entrevista à  Folha onde denunciou a existência do “mensalão” e disse que o governo pagava os deputados para ter votos no Congresso. Falou até que eles estavam fazendo corpo mole porque queriam ganhar mais.

Anos mais tarde, o próprio deputado diria – falando “a Justiça, onde faltar com a verdade pode ter mais complicações  – que o mensalão foi uma “criação mental”. Não é puro acaso que um número respeitável de observadores considera que a existência do mensalão não está provada.

A realidade é que o julgamento do mensalão começa com um conjunto de fatos estranhos e constrangedores. Alguns:

1. Roberto Jefferson continua sendo apresentado com a principal testemunha do caso. Mas isso é o que se viu na opinião publicada. Na opinião não publicada, basta consultar seus depoimentos à Justiça, longe dos jornais e da TV, para se ouvir outra coisa.  Negou que tivesse votado em projetos do governo por dinheiro. Jurou que o esquema  de Delúbio Soares era financiamento da campanha eleitoral de 2004. Lembrou que o PTB, seu partido, tem origens no trabalhismo e defende os trabalhadores, mesmo com moderação. Está tudo lá, na opinião não publicada. Ele também diz que o mensalão não era federal. Era  municipal. Sabe por que? Porque as eleições de 2004 eram municipais e o dinheiro de Delúbio e Marcos Valério destinava-se a essa campanha.

2. Embora a opinião publicada do procurador geral da República continue afirmando que José Dirceu é o “chefe da quadrilha” ainda é justo esperar por fatos além de interpretações. Deixando de lado a psicologia de botequim e as análises impressionistas sobre a personalidade de Dirceu  é preciso encontrar a descrição desse comportamento nos autos. Vamos falar sério: nas centenas de páginas do inquérito da Polícia Federal – afinal, foi ela quem investigou o mensalão – não há menção a Dirceu como chefe de nada. Nenhuma testemunha o acusa de ter montado qualquer esquema clandestino para desviar qualquer coisa. Nada. Repito essa versão não publicada: nada. São milhares de páginas.  Nada entre Dirceu e o esquema financeiro de Delúbio.

3. O inquérito da Polícia Federal ouviu  337 testemunhas. Deputados e não deputados. Todas repetiram o que Jefferson disse na segunda vez. Nenhuma falou em compra de votos para garantir votos para o governo. Ou seja: não há diferença entre testemunhas. Há concordância e unanimidade, contra a opinião publicada.

4. A opinião publicada também não se comoveu com uma diferença de tratamento entre petistas e tucanos que foram agrupados pelo mesmo Marcos Valério. Como Márcio Thomaz Bastos deve lembrar no julgamento, hoje, os  tucanos tiveram direito a julgamento em separado. Aqueles com direito a serem julgados pelo STF e aqueles que irão para a Justiça comum. De ministros a secretárias, os acusados do mensalão petista ficarão todos no mesmo julgamento. A pouca atenção da opinião publicada ao mensalão mineiro dá a falsa impressão de que se tratava de um caso menor, com pouco significado. Na verdade, por conta da campanha tucana de 1998 as agências de Marcos Valério recebiam verbas do mesmo Banco do Brasil que mais tarde também abriria seus cofres para o PT. Também receberam aqueles empréstimos que muitos analistas consideram duvidosos, embora a Polícia Federal tenha concluído que eram para valer.  De acordo com o Tribunal de Contas da União, entre 2000 e 2005, quando coletava para tucanos e petistas, o esquema de Marcos Valério recebeu R$ 106 milhões. Até por uma questão de antiguidade, pois entrou em atividade com quatro anos de antecedência, o mensalão tucano poderia ter preferência na hora de julgamento. Mas não. Não tem data para começar. Não vai afetar o resultado eleitoral.

É engraçada essa opinião publicada, concorda?