Botao share

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Meu comentário sobre os dados do IPEA relativo à salario e o emprego.


Salário inicial médio aumenta 5,9% no primeiro semestre de 2012

23/07/2012 18:57 - Portal Brasil
Houve elevação em todos os estados e no Distrito Federal

O valor da média do salário inicial durante o primeiro semestre do ano superou em R$ 56 o valor pago no mesmo período de 2011, já considerada a inflação. Nos primeiros seis meses do ano passado, os trabalhadores eram contratados com salário de aproximadamente R$ 946. No mesmo período de 2012, o salário passou para R$ 1.002, o que corresponde a ganho real de 5,9%.  A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Houve elevação em todos os estados e no Distrito Federal. Os estados com os maiores ganhos salariais foram Acre (13,4%), Sergipe (9,9%) e Pará (9,1%), Rio Grande do Norte (8,92%), Pernambuco (8,41%), Distrito Federal (8,32%) e Mato Grosso (8,19%). Por outro lado, o crescimento do salário admissional foi menor em Roraima (2,3%), Rondônia (4,1%) e Pernambuco (4,3%).
São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal são as unidades da federação com os mais altos salários de admissão, entre R$ 1.141 e R$ 1.030 – os únicos estados em que é ultrapassada a marca de R$ 1 mil. Em último lugar, ficou o salário pago na Paraíba, de R$ 768.
Por gênero, o crescimento real do salário médio de admissão obtido pelos homens foi de 5,94%, ante um aumento mais favorável às mulheres, de 6,15%. Com esse resultado, a relação entre os salários reais médios de admissão feminino versus masculino passou de 86,25% em 2011 para 86,42% em 2012.
Os dados mostram tendência de crescimento nos salários médios reais de admissão no período de 2003 a 2012, com aumento real de 40,92%, ao passarem de R$ 711,51 para R$ 1.002,64. Esse resultado decorreu do aumento de 44,62% para os homens e 35,73% para as mulheres.


Emprego formal cresce 5,2% e registra 2,5 milhões de novos empregos

25/06/2012 19:50 - Portal Brasil
Dados da Gfip mostram aumento da cobertura previdenciária
O Brasil gerou, em 2011, 2,5 milhões de novos empregos, um crescimento de 5,2% em relação a 2010. No total, são 40 milhões de trabalhadores com vínculo empregatício, 5,7 milhões de contribuintes individuais e empregados domésticos e 5,3 milhões de servidores públicos. Os dados são do Boletim Estatístico Guia de Recolhimento do Gfip, divulgado nesta segunda-feira (25), com base na competência de dezembro de 2011. Mais de 4 milhões de estabelecimentos entregaram a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Gfip), totalizando R$ 19,5 bilhões devidos ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
O número de contribuintes individuais e empregados domésticos foi o que mais cresceu: 6,47% em relação a 2010. Foram 343.863 postos de trabalho a mais. Os contratados com vínculo cresceram 5,8% - 2,2 milhões a mais. Já a nomeação de servidores públicos caiu 0,18%, comparada a 2010. 
Para o secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, os dados mostram que o ano passado foi bastante positivo do ponto de vista da geração de empregos. “Isso significa que mais pessoas estão protegidas socialmente e que a Previdência Social está no caminho certo para alcançar sua meta no Plano Plurianual, que é de aumentar a cobertura previdenciária no Brasil”, ressalta.
De acordo com o boletim, a maioria dos trabalhadores com vínculo empregatício é do sexo masculino: 57,8%. As mulheres representam 38,7%. A remuneração média desses formalizados ficou em R$ 2.244,00 mensais, aumento de 9,75% em relação a 2010. Considerando-se a faixa etária, 12,9 milhões dos empregados com vínculo têm entre 20 e 29 anos, e uma média salarial de R$ 1.711,00. Outros 11,8 milhões têm entre 30 e 39 anos, com remuneração média de R$ 2.423,00. “Houve aumento real da remuneração média, acima do crescimento do PIB. E isso está relacionado ao aumento da produtividade e à melhora da distribuição de renda no país”, explica Rolim.
Os dados também constatam que quanto maior o tempo de serviço dos trabalhadores com carteira, maior também a média de remuneração: 21,4% deles têm de 2 a 5 anos de serviço e média salarial de R$ 2.421,00. Outros 21% com mais de 5 anos de serviço recebem, em média, R$ 3.856,00. 
Mais da metade dos estabelecimentos que entregaram a guia (57,2%) são optantes do Simples Nacional, um total de 2,4 milhões. O valor devido à Previdência (R$ 981,0 milhões), no entanto, corresponde a apenas 5% do total. De acordo com o boletim, 52,8% dos prestadores de serviço são contratados por estabelecimentos integrantes do Simples. Os formalizados correspondem a 24,7%, cerca de 9,9 milhões de postos de trabalho.
Considerando-se a atividade econômica, o setor de serviços foi o que registrou o maior número de empresas que entregaram a Gfip (3,2 milhões). A atividade é responsável pela maior parte do valor devido à Previdência: R$ 12,3 bilhões. O setor com menor participação foi o da agropecuária, com 86,4 mil estabelecimentos.
“Os dados da Gfip são importantes porque nos permitem conhecer a cobertura previdenciária no país e a partir dessas informações avaliar se as nossas políticas estão alcançando o objetivo principal que é o de aumentar a cobertura previdenciária”, avalia Leonardo Rolim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário