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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Especulação, inverdades e intrigas


A matéria “Lula quer antecipar aliança com Kassab para março”, publicada na Folha de S.Paulo e assinada pelas jornalistas Natuza Nery e Kátia Seabra (íntegra aqui), comete alguns equívocos que eu gostaria de esclarecer.

1. Não é verdade que o encontro municipal do PT (para definição de candidaturas e alianças) deva ocorrer necessariamente em junho. No calendário aprovado pelo partido, junho é a data-limite. Mas nada impede que aconteça antes. Para isso, basta haver acordo entres as forças políticas internas – como, aliás, já vem ocorrendo em várias cidades.

2. Não existe a possibilidade de o Diretório Nacional autorizar a eventual aliança com PSD (ou qualquer outro partido) “em caráter extraordinário”, conforme afirma o texto. A decisão caberá aos delegados eleitos para o encontro municipal. Em caso de contestação do resultado, os que se sentirem prejudicados devem recorrer primeiro ao Diretório Estadual e só então ao Nacional. É o que prevê o regulamento. Adianto que raras vezes, nestes 32 anos, o DN tomou algum decisão, em caráter normativo ou político, que contrariasse as instâncias municipais ou estaduais.

3. O 4º Congresso Extraordinário do PT, realizado no ano passado, definiu que o PT não fará alianças com PSDB, PPS e DEM nas cidades com mais de 150 mil eleitores. Tirando essa restrição, as direções locais e os delegados petistas em todo o Brasil tem total autonomia para deliberar sobre política de alianças, apoios e candidaturas em seus respectivos municípios.

4. Trabalho e torço para que as regras sejam seguidas normalmente. Reitero que no PT se discute alianças com legendas, não com pessoas ou personalidades.

5. Em São Paulo ou qualquer outra cidade do país, o PT seguirá nestas eleições aquilo que for decidido pelas direções locais e pela maioria dos delegados eleitos. O resto é mera especulação. Ou intriga.

Francisco Rocha (Rochinha)


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