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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sobre PT e PSB em Pernambuco


Registro abaixo entrevista que dei à jornalista Ana Lúcia Andrade, do Jornal do Commercio de Pernambuco, e que saiu publicada hoje na coluna Pinga-Fogo.

Crise artificial

Francisco Rocha, o Rochinha, dirigente da nacional do PT, escapou à discrição que marca seu estilo e diante da crise PT-PSB em Pernambuco, depois de ler (e reler, frisou) a entrevista do senador Humberto Costa ao JC, mandou um recado ao partido no Estado: “Sejamos firmes”. Diz Rochinha dispor de legitimidade para reafirmar as cobranças e advertências feitas por Humberto à Frente Popular porque lá nos idos de 88 trabalhou pela unidade do colegiado e conseguiu à época, a muito custo, incluir “até Roberto Freire” na Frente. As dificuldades geradas, portanto, pelo calendário eleitoral de 2012, que na semana passada venceu a primeira etapa, a das filiações, não lhe tiram a tranquilidade. Ao contrário, ele resume os episódios protagonizados pelo PT e PSB como uma “crise artificial”. Perguntado o porquê, responde.

“Porque as pessoas não rasgam nota nem de dois reais. São arroubos de momento, é emoção, que levam algumas pessoas a fazerem e dizerem coisas que não deveriam. Fazer o quê? Agora, quem é que lucra aí (em Pernambuco), a não ser a direita, com uma briga de PT com PSB? Eu duvido que PT e PSB queiram realmente se engalfinhar, duvido. Podem trocar uns tapinhas aqui e acolá, mas na hora do entendimento, acontece”.

Mas frisa Rochinha ter sido importante o senador Humberto Costa “dizer algumas verdades”. E entre as tais verdades, destaca uma que, segundo ele, a direção do PT assinará embaixo tantas vezes quanto for necessário: “Ninguém é mais fiel e mais correto à Frente Popular do que o PT. É só rebobinar a fita que todo mundo vê”.

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