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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Renovação à vista


Como todos sabem, a partir do PED de 2013, nós, anciões petistas, teremos de abrir espaço para a garotada nas instâncias de direção do PT.

O chamado critério geracional, aprovado em nosso 4º Congresso Extraordinário, estabelece que “todas as chapas e direções deverão conter, no mínimo, 20% de componentes com menos de 30 anos de idade”.

Isso significa que o próximo Diretório Nacional terá, na sua composição, 16 pessoas com idades entre 16 e 29 anos.

Para ter uma idéia, ainda que aproximada, do impacto que isso produzirá, encomendei dois gráficos ao companheiro André, da Secretaria de Organização do PT.

O primeiro, logo abaixo, mostra a evolução etária do DN desde 2001. E faz uma projeção de como as coisas ficariam em 2013, se não houvesse o critério geracional.
 

Reparem que, em menos de uma década, caiu pela metade a participação de pessoas com idade entre 30 e 45 anos no DN – de 46% para 23%, podendo descer a apenas 11% em 2013. Ao mesmo tempo, o total de vagas para quem tem mais de 60 anos saltou de apenas 1% em 2001 para 16% em 2009. Na projeção, poderia atingir impressionantes 30% no próximo PED.

A chegada da “molecada”, portanto, terá um efeito altamente saudável. De um lado, garante a renovação dos quadros dirigentes; de outro, rejuvenesce o partido como um todo, já que causará uma rearrumação nas demais faixas etárias, como indica este segundo gráfico, com projeções até 2021, já com o critério geracional.
 

Estou considerando, nessa projeção, que todos os jovens ocupem vagas de quem tem mais de 60 anos e que continuem atuando no DN mesmo após a barreira dos 30.

Embora as coisas na política não funcionem exatamente assim, não tenho dúvida de que, dentro de 12 anos, o perfil etário do DN estará bem mais equilibrado, muito próximo dos números apontados neste gráfico.


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