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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Minha avaliação sobre o 2º Seminário Nacional da PMB

Fechando o ciclo de oito anos do governo Lula e projetando a ação partidária para o próximo período, a chapa O Partido que Muda o Brasil realizou no último fim de semana, em Guarulhos, um seminário bastante produtivo, com debates de altíssimo nível.

Contribuiu para isso a diversidade da pauta. Além dos temas tradicionais da conjuntura política, tivemos também uma mesa de análise econômica, com foco na crise internacional e seus possíveis reflexos no Brasil; uma brilhante exposição da professora Tânia Bacelar sobre Desenvolvimento Regional; e uma mesa que discutiu as perspectivas eleitorais para 2012.

Outro ponto muito importante deste seminário foi a inédita participação de dirigentes de outras chapas na mesa sobre conjuntura política. Certamente, as presenças do companheiro Carlos Árabe (DS) e da companheira Iole Ilíada (AE) deram peso especial às discussões. O deputado Arlindo Chinaglia (Movimento PT) deveria fazer parte da mesa, mas ele não pode comparecer por questões pessoais. Convidamos ainda integrantes de todas as chapas que compõem o DN para assistir aos debates.

A experiência foi extremamente exitosa porque tornou o debate mais democrático. No momento em que discutimos a continuidade de nosso governo e as áreas em que podemos avançar, é muito importante ouvir o pensamento das demais correntes.

Entre os temas discutidos, quero destacar três pontos:

1) Na mesa sobre política, ficou evidente o consenso de que, após a ofensiva conservadora da última campanha, o PT precisa voltar-se mais firmemente para o debate ideológico junto à sociedade. Havia uma avaliação, entre setores da mídia, de que esse debate era ultrapassado ou secundário, mas ele voltou à pauta quando, nestas eleições, a oposição deixou de lado seu receituário de administração pública e foi para o enfrentamento ideológico e conceitual, como nas questões sobre sexo, aborto e religião. Estes e outros temas com certeza voltarão com força durante o governo Dilma e temos de estar preparados para defender as posições e as formulações históricas do PT.

2) Os debatedores da mesa sobre economia alertaram para o prolongamento da crise internacional e destacaram as medidas adotadas pelo governo Lula, em 2008/2009, para evitar que o Brasil fosse atingido mais duramente naquele período. Aqui houve consenso de que é preciso continuar investindo em distribuição de renda, aumento de salários e fortalecimento do setor público – entre outras medidas – como forma mais eficiente de manter o país crescendo mesmo diante das incertezas mundiais. O tema da reforma tributária também foi recorrente em todas as falas. É preciso mudanças que tornem o processo de arrecadação de impostos mais justo e eficiente. Propostas que foram levantadas e com as quais concordo: taxação de grandes fortunas e heranças, aumento das alíquotas para os mais ricos e maior tributação sobre o capital financeiro, com desoneração do trabalho e da produção.

3) A mesa sobre Perspectivas Eleitorais para 2012 produziu um debate riquíssimo, apontando que nosso desempenho nas eleições municipais está diretamente ligado às ações do partido e de nossos governos, especialmente o federal, já no ano que vem. Entre estas ações, está o engajamento numa reforma que fortaleça os partidos, enfrente a crescente judicialização da política, aprofunde os processos democráticos e diminua a influência do poder econômico sobre campanhas e mandatos.

O mais importante de tudo, na minha opinião, é que as três mesas, mais a palestra de Tânia Bacelar, acabaram produzindo uma leitura bastante abrangente da realidade brasileira atual.

Agora vamos fazer um caderno-síntese sobre as discussões do seminário e distribuiremos para todos os segmentos do partido.

Pretendemos ainda produzir novos debates com temáticas específicas. Por exemplo, sou da opinião que podemos discutir, num próximo encontro, a questão das administrações petistas nos municípios, tanto no papel político como na gestão pública. Mais uma vez, o foco deverá ser 2012, que tem de estar presente em todos os encontros que a gente fizer a partir de agora.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Uma vitória da militância e do povo brasileiro

A vitória da companheira Dilma Rousseff, agora eleita a primeira mulher presidente do Brasil, se deve a muitos fatores – e o que não falta é gente gabaritada para analisar cada um deles. É evidente que também tenho minha avaliação, mas ela ainda está no forno.

Por ora, quero fazer aqui uma mensagem de congratulação pela vitória, destacando o papel decisivo da militância petista. Não tenho dúvida de que a garra e a determinação de nossos 1.408.000 filiados, bem como de nossos dirigentes municipais e estaduais, fizeram a diferença nestas eleições, especialmente no segundo turno.

Não posso deixar de agradecer também o empenho dos partidos aliados, do movimento social, de vários setores da sociedade e de um sem-número de cidadãos anônimos que arregaçaram as mangas, ergueram suas bandeiras e foram às ruas batalhar voto a voto.

Foi graças a esse grande esforço que o Brasil pôde acordar nesta segunda-feira com a certeza de que seguirá mudando.

Isso mostra que somente a participação ativa no processo político nos dá a real garantia da continuidade desse projeto iniciado há mais de 30 anos.

Parabéns, militância. Agora é hora de festejar e de aproveitar o feriado para repor as energias antes de retomar a batalha. Porque a luta, vocês sabem, sempre continua.