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sábado, 18 de setembro de 2010

Sobre mentiras, omissões e reputações

Uma empresa especializada em dizer se o cabra está mentindo quando dá uma declaração, a Truster Brasil, resolveu testar a credibilidade das palavras do tal Rubney Quícoli, aquele 171 que a imprensa chama de "consultor" e que nos últimos dias ocupou o centro das denúncias contra a Casa Civil e a ex-ministra Erenice Guerra.

O suposto "consultor" é na verdade um ex-presidiário processado por receptação de carga roubada e falsificação de dinheiro. As únicas "provas" que o malaco apresenta para as graves denúncias que faz são umas trocas de e-mail com o pessoal da Casa Civil - e que não provam nada, a não ser o agendamento de reuniões para apresentação de projetos de uma empresa para qual ele prestaria consultoria.

Por conta disso,  ele ganhou o direito de dar uma longa entrevista ao Jornal Nacional na noite de quinta-feira (longa para os padrões globais), em que reafirmou as acusações e disse que nunca havia se encontrado com  José Serra.

Como tem feito com outros casos de repercussão nacional, a Truster Brasil decidiu, por conta própria, fazer uma análise da entrevista. O resultado foi colocado no site deles (veja aqui) e circulou ontem pela internet, além de render uma matéria bem escondidinha nas páginas internas do UOL.

Segundo o teste, o sr. Rubney mentiu do começo ao fim (veja o laudo aqui). Principalmente, mentu quando disse que lhe pediram R$ 5 milhões para a campanha da Dilma e menitiu quando disse que nunca se encontrou com Serra.

Nenhuma palavra sobre isso nos jornais de hoje. Nem no JN de ontem.

É claro que ninguém pode afirmar que testes como este sejam 100% seguros.

Mas por que omitir a informação? Já que a imprensa decidiu dar crédito pra qualquer um - inclusive para um cara que foi preso dirigindo um carro roubado e com várias notas falsas de R$ 50 no bolso - por que omitiu o laudo da Truster?

Recentemente, o companheiro Marco Aurélio Garcia disse que essa campanha eleitoral faria José Serra encerrar sua carreira de forma melancólica.

O mesmo vale para a chamada grande imprensa, seus colunistas de aluguel e meia dúzia de jornalistas carreiristas. Vão terminar com a reputação mais baixa do que a do sr. Rubney.

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